| Zamasfes | |
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| Rei de reis de arianos e não-arianos | |
| Xá do Império Sassânida | |
| Reinado | 496–498/9 |
| Antecessor(a) | Cavades I |
| Sucessor(a) | Cavades I (restaurado) |
| Dados pessoais | |
| Morte | 530/540 |
| Dinastia | sassânida |
| Pai | Perozes I |
| Religião | Zoroastrismo |
Zamasfes (em grego medieval: Zamásphēs), Jamaspe, Zamaspe (em persa médio: 𐭩𐭠𐭬𐭠𐭮𐭯; romaniz.: yʾmʾsp ou zʾmʾsp; em persa: Jāmāsp, Zāmāsp), Jamasbe, Zamasbe ou Zamasfe (em árabe: Jāmāsb, Zāmāsb, Zāmāsf) foi um xá do Império Sassânida (em persa: ساسانیان). O seu reinado estendeu-se de 496 até 498/9. Foi antecedido e sucedido por Cavades I.
Em 484, Perozes I (r. 459–484) foi derrotado e morto por um exército heftalita perto de Bactro. Seu exército foi completamente destruído e seu corpo nunca foi encontrado. Quatro de seus filhos e irmãos também morreram. As principais cidades sassânidas da região leste de Coração – Nixapur, Herate e Marve – estavam agora sob o domínio heftalita. Sucra, um membro da Casa Parta de Carano, uma das Sete Grandes Casas do Irã, rapidamente reuniu uma nova força e impediu que os heftalitas obtivessem mais sucesso. O irmão de Perozes, Balas, foi eleito xá pelos magnatas iranianos, principalmente Sucra e o general mirrânida Sapor Mirranes. No entanto, Balas provou ser impopular entre a nobreza e o clero, que o depuseram após apenas quatro anos, em 488. Sucra, que desempenhou um papel fundamental na deposição de Balas, nomeou Cavades I como o novo xá do Irã.
Em 496, devido às mudanças socioeconômicas e religiosas implementadas por Cavades I, a nobreza e o clero zoroastrista o depuseram. Instalaram seu irmão mais impressionável, Zamasfes, no trono. Um dos outros motivos para a deposição de Cavades foi a execução de Sucra. Enquanto isso, o caos se instalava no país, principalmente na Mesopotâmia. Logo em seguida, um conselho foi convocado entre a nobreza para discutir o que fazer com Cavades. Gusanastades, membro de uma família proeminente de proprietários de terras (os Kanarangiyan), propôs que Cavades fosse executado. Sua sugestão foi rejeitada, no entanto, e Cavades foi aprisionado na Prisão do Esquecimento, em Cuzistão. Contudo, Cavades conseguiu escapar e fugir para os domínios dos Heftalitas.
Em 498 (ou 499), Cavades retornou ao Irã com um exército heftalita. Quando cruzou os domínios da família Canaranguiã no Coração, foi recebido por Adergudunbades, um membro da família, que concordou em ajudá-lo. Outro nobre que apoiou Cavades foi Zarmir Carano, filho de Sucra. Zamasfes, a nobreza e o clero não resistiram, pois queriam evitar outra guerra civil. Chegaram a um acordo com Cavades para que ele voltasse a ser xá, sob a condição de que não prejudicasse Zamasfes ou a elite. Zamasfes foi poupado, embora provavelmente tenha ficado cego, enquanto Adergudunbades e outros nobres que conspiraram contra Cavades foram executados. A recuperação do trono por Cavades demonstra as circunstâncias problemáticas do império, onde, em tempos de anarquia, uma pequena força foi capaz de derrotar a aliança entre a nobreza e o clero.
Zamasfes foi então para a Armênia, onde derrotou os cazares, conquistou parte de seu território e casou-se com uma mulher da Armênia, que lhe deu um filho chamado Narses.
Após a morte de Zamasfes em 530/540, seu filho Narses, que teve um filho chamado Perozes, expandiu os domínios de sua família, que incluíam Guilão. Ele então se casou com uma das princesas de Guilão, que lhe deu um filho, Guilanxá. Este último teve um filho chamado Guil Gavebara, que mais tarde fundou a dinastia dabuída, e teve dois filhos chamados Dabuia e Paduspã. Seu filho Dabuia o sucedeu como aspabedes da dinastia dabuída, enquanto seu outro filho, Paduspã, fundou a dinastia paduspânida.