| Zimbabwe | |
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| Fundadores | William Carlos Santiago Luís Antonio Serafim |
| Gênero(s) | Música negra |
| País de origem | |
| Localização | São Paulo, SP |
Zimbabwe Records foi uma gravadora independente de música urbana, bem como reggae, dancehall, pagode, hip-hop e R&B, localizada em São Paulo, Brasil, que publicou tanto discos próprios quanto compilações e EPs de artistas do circuito urbano paulistano. O idealizador do projeto foi o William Santiago. A gravadora lançou nomes como: Racionais MC's, Negritude Júnior e Xis .
Além de lançar discos, William Santiago e a Zimbabwe atuaram principalmente entre o final dos anos 1980 e década de 1990, publicando discos de música urbana (soul, hip-hop/rap, R&B), reggae/dancehall e até discos de pagode, além de operar como loja, estúdio e organizador de bailes, funcionando como polo de circulação e difusão da cultura negra em São Paulo.
Os marcos mais citados: a coletânea Consciência Black (onde apareceram as primeiras gravações dos Racionais MC’s, 1988/89), o EP/LP Holocausto Urbano (Racionais MC’s, 1990) e o lançamento de discos independentes como o primeiro LP de Negritude Júnior (Jeito de Seduzir, 1992). Essas referências sustentam a importância do selo para a cena rap/black paulista.
Fundação e proposta editorial
O projeto foi idealizado por William Santiago, figura conhecida na cena dos bailes black em São Paulo, que estruturou o selo como uma tentativa de criar um “polo” de produção e circulação para a música negra e urbana (produção local, distribuição independente e organização de bailes). SciELO+1
Primeiros lançamentos e papel no rap paulista
Um dos primeiros lançamentos associados ao selo foi a coletânea Consciência Black (final dos anos 1980), que trouxe, entre outros, as primeiras gravações dos Racionais MC’s (“Pânico na Zona Sul”, “Tempos Difíceis”), ajudando a inserir o grupo no circuito independente. Em 1990 os Racionais publicaram o EP/LP Holocausto Urbano sob o mesmo selo, marco inicial da discografia do grupo.
Expansão de gêneros e artistas
Além do rap, o catálogo da Zimbabwe inclui lançamentos de pagode (por exemplo, o LP Jeito de Seduzir de Negritude Júnior, 1992) e registros de artistas e coletâneas do circuito urbano paulistano.
Atuação cultural (bailes, loja e estúdio)
A Zimbabwe não foi apenas um carimbo editorial: organizou bailes e eventos, tinha atuação como equipe de baile e mantinha estrutura (loja/estúdio) que facilitou gravações e circulação de material independente em São Paulo, sendo citada em estudos sobre o rap e o baile black na cidade.
Declínio/legado
A atuação mais intensa do selo concentra-se nos anos finais do século XX. Hoje seu legado é lembrado pela contribuição à emergência do rap nacional e pela circulação de música negra em circuitos independentes.
O período inicial dos Racionais MC’s inclui participações em lançamentos vinculados ao selo (coletâneas/EPs) e gravações feitas no ambiente de produção apoiado por William Santiago, o que ajudou a impulsionar o grupo no circuito independente de São Paulo antes do sucesso nacional. O grupo teve sua primeira gravação discográfica em 1988 por meio do selo Zimbabwe Records na coletânea “Consciência Black”, que incluiu os primeiros sucessos “Pânico na Zona Sul” e “Tempos Difíceis”.
O grupo de pagode Negritude Júnior lançou seu álbum de estreia Jeito de Seduzir pela Zimbabwe Records em 1992.