| 007 First Light | |
|---|---|
| Desenvolvedora | IO Interactive |
| Publicadora | IO Interactive |
| Diretor | Hakan Abrak |
| Projetista | Andreas Krogh |
| Escritores | Martin Emborg Michael Vogt |
| Programadores | Andres Alonso David Cañadas |
| Artistas | Rasmus Poulsen Claudio Della Neve |
| Compositor | The Flight |
| Motor | Glacier |
| Série | James Bond |
| Plataformas | Microsoft Windows Nintendo Switch 2 PlayStation 5 Xbox Series X/S |
| Lançamento | Windows, PS5 & Xbox 27 de maio de 2026 Nintendo Switch 2 18 de março de 2027 |
| Gênero | Ação-aventura |
| Modos de jogo | Um jogador |
007 First Light é um jogo de ação e aventura, desenvolvido e publicado pela IO Interactive. O jogo faz parte da franquia James Bond e foi lançado em 27 de maio de 2026 para Microsoft Windows, Xbox Series X/S e PlayStation 5, a versão do Nintendo Switch 2 lançada mais tarde no ano.
007 First Light apresenta uma narrativa original inspirada nos romances e contos de Ian Fleming, bem como na duradoura franquia cinematográfica estrelada pelo personagem. Descrito como uma história de origem para o personagem, o jogo acompanha um James Bond jovem e inexperiente, um agente do MI6 que é incumbido de uma missão cujo sucesso lhe garantirá o status 00.
Após o lançamento de 007 Legends em outubro de 2012, a publicadora Activision teve sua licença não exclusiva para produzir jogos eletrônicos da franquia James Bond revogada pela Metro-Goldwyn-Mayer (MGM) e pela Eon Productions, resultando em um hiato prolongado de novos jogos baseados na série.
Em novembro de 2020, a MGM, a Eon Productions e a IO Interactive anunciaram o desenvolvimento de um novo jogo da franquia James Bond. O título entrou em produção completa na IO Interactive após a conclusão de Hitman 3, e foi revelado oficialmente em junho de 2025. First Light foi bem recebido pela crítica e vendeu mais de quatro milhões de cópias.
O oficial aéreo da Marinha Britânica James Bond (Patrick Gibson) tem seu helicóptero do Serviço Aéreo Especial abatido em uma missão de resgate na Islândia. Buscando ajuda, é contatado por rádio pelo MI6, que o direciona para uma base de pesquisas próximas. Bond descobre que a base, originalmente montada para pesquisar um satélite caído, foi tomada pela organização terrorista Arrowhead, que mantém os cientistas reféns enquanto tenta recuperar o satélite. Desafiando ordens, Bond resgata os cientistas e detona explosivos que destroem a base, eliminando os mercenários enquanto impedia que o satélite caísse em mãos inimigas.
Um mês depois, Bond é chamado para o MI6, onde M (Priyanga Burford) quer recrutá-lo para o revivido departamento de Agentes 00. Sob o estrito e relutante instrutor John Greenway (Lennie James), Bond passa nos treinamentos em Malta, onde fica próximo dos outros recrutas, principalmente Cressida Bright (Jessica Rhodes), filha do Secretário das Relações Exteriores Stephen Bright (Timothy Bentick), e Lennox Monroe (Chris O'Reilly), além de conhecer o pesquisador e armeiro do MI6 Q (Alastair Mackenzie) e Miss Moneypenny (Kiera Lester), encarregada de dar missões aos agentes. Os Agentes 00 são eventualmente mandados para interceptar Rhys Beckett, o renegado ex-agente 009, se infiltrando em um hotel na Eslováquia, onde ocorre um torneio de xadrez. Bond decide seguir um funcionário suspeito que ele descobre ser um de dois assassinos gêmeos, os Murtos (Anssi Lindstrom). A dupla mata Monroe e detona uma bomba que fere Cressida e causa a morte de mais dois recrutas, e enquanto Beckett foge, Bond o persegue com a ajuda de uma mulher misteriosa (Noemie Nakai), chegando a um aeroporto. Bond embarca no avião de Beckett e antes de pular fora, deixa seu relógio para servir como rastreador, revelando que o eventual destino foi a Mauritânia.
Buscando Beckett no país africano, Bond e Greenway se infiltram em Aleph, um gigantesco mercado negro, e de lá encontram o navio de Beckett, mas este já está morto lá dentro. Após um encontro com o criminoso que gere Aleph, Bawma (Lenny Kravitz), a dupla encontra em um cemitério de navios evidências que Beckett foi o alvo em vez do planejador do atentado na Eslováquia, mas mercenários surgem e destroem as evidências. Sem provas concretas, M simplesmente diz que Beckett cometeu o atentado, fecha o caso e dispensa Bond.
Voltando para seu apartamento, Bond é atacado por um dos Murto, e o segue para um baile de gala em um museu organizado por um pioneiro de inteligência artificial, Sir Nicholas Webb (Anthony Howell), que também doou ao MI6 o supercomputador quântico THEIA para ajudar na análise de evidências e previsão de ameaças. No museu, Bond encontra evidências ligando Webb ao atentado e que Greenway é um alvo. Bond mata um dos Murto antes de ser capturado por capangas liderados pelo filho de Webb, Damien (Bart Edwards). A mulher misteriosa, que se revela como a ladra Isola Vale, liberta Bond, que após fugir do museu reencontra Greenway, que acabou de matar assassinos enviados atrás dele.
Bond e Greenway infiltram a sede das Indústrias Webb, e lá descobrem que Damien e seus mercenários cometeram vários crimes para acobertar os erros cometidos por THEIA, a começar por falsamente acusar Beckett e outros agentes 00 de serem traidores. Beckett descobrira evidências e planejara revelar ao mundo antes de Webb ordenar sua execução. Depois de escapar com Bond, Greenway fica abalado de ter sido usado e causado a morte de amigos, e decide se isolar.
Apesar de ordens de prender Bond e Greenway por atos terroristas, M manda Bond para o Vietnã para coletar evidências da duplicidade de Webb e interceptar a próxima tentativa de acobertamento. Em um resort de luxo, Bond salva a geneticista Theresa Lorca (Raquel Cipriano) de um atentado e mata o outro Murto antes de ser capturado por Damien. Greenway o liberta e ambos perseguem Damien até uma pedreira, onde Bond aparentemente mata Damien o esmagando com canos e Greenway é fatalmente baleado, declarando antes de morrer que Bond é o que o MI6 precisa.
Webb força M a dar-lhe imunidade vazando informações do MI6, e um revoltado Bond decide derrubar Webb por conta própria, aliando-se a Isola, que o leva para um centro de pesquisa na Antártida. Lá descobrem que o computador-irmão de THEIA, HYPERION, planejou para Webb todo um esquema para derrubar o governo britânico, instalando seu aliado Bright como primeiro-ministro. Bond chega até o núcleo de HYPERION e lá é confrontado por Webb, que então é morto por Isola, que rouba o núcleo e fuge. Bond alcança Isola e destroi o núcleo antes de ambos serem capturados pelo MI6.
Quando mercenários atacam o MI6, Bond e Isola são libertados, e ela foge enquanto ele, com a ajuda de M e Q, vai até o núcleo de THEIA, onde encontra Damien, agora usando um exoesqueleto, roubando a central do computador e ferindo Moneypenny antes de escapar. Bond mata os últimos mercenários com um Aston Martin customizado antes de ir atrás de Damien nos túneis sob o prédio. Em uma luta final, Bond e Damien caem na água, e enquanto o vilão se afoga, Bond é salvo por Isola, que também leva o núcleo de THEIA embora.
Na frente do túmulo de Greenway, M diz que Bond teve suas acusações retiradas e entrou no programa 00. Assumindo o codinome 007 por ter sido o sétimo recruta, Bond jura recuperar THEIA e descobrir para quem Isola trabalha.
007 First Light é o primeiro grande jogo da franquia James Bond após o fracasso comercial e de crítica de 007 Legends, que resultou na revogação da licença não exclusiva da publicadora Activision para produzir jogos baseados na propriedade intelectual da franquia. A licença foi retirada em janeiro de 2013 por Eon Productions e Metro-Goldwyn-Mayer (MGM).
A desenvolvedora da série Hitman, a IO Interactive, reuniu-se com a Eon Productions para apresentar sua própria visão de um jogo da franquia James Bond, enquanto ainda trabalhava em Hitman 3. Segundo o presidente da empresa, Hakan Abrak, o estúdio teve a impressão de que "[a Eon] não estava procurando por um jogo", devido à insatisfação com o estilo de ação exagerada dos últimos jogos da franquia lançados para consoles sob a licença da Activision. O diretor criativo da IO Interactive, Christian Elverdam, afirmou que um dos pontos centrais da proposta apresentada à Eon foi o afastamento da dependência de armas para completar missões, destacando o trabalho realizado em Hitman como um exemplo de jogabilidade onde soluções violentas são desencorajadas. Isso convenceu a Eon de que havia uma "sofisticação" na abordagem da IO ao gênero de espionagem.
A desenvolvedora também enfatizou o interesse em criar uma interpretação original de James Bond, desvinculada das representações anteriores da literatura e do cinema. O objetivo era aplicar o mesmo cuidado narrativo que utilizam em suas propriedades intelectuais originais. Isso inclui a aparência de James Bond, que não será baseada em nenhum dos atores que já interpretaram o personagem nos cinemas — algo inédito desde James Bond 007: Agent Under Fire.
Elverdam também destacou o entusiasmo de poder criar uma versão de James Bond concebida exclusivamente para os videogames, livre das expectativas relacionadas às versões já existentes do personagem. Segundo ele, isso permitiria apresentar uma interpretação que os jogadores poderiam considerar "sua própria". Ele também relembrou uma visita da equipe de desenvolvimento aos Pinewood Studios durante a produção de No Time to Die, que reforçou o peso e a responsabilidade de trabalhar com a licença da franquia. De acordo com Abrak, a ideia de retratar a origem de James Bond e sua jornada para obter a licença para matar — um evento que só havia sido mostrado brevemente na abertura do filme Casino Royale, com Daniel Craig — foi bem recebida tanto pela IO Interactive quanto pela Eon. Ambas as partes estavam abertas à proposta de uma narrativa totalmente inédita e independente, ao invés de uma simples adaptação de um enredo já existente nos filmes.
A IO Interactive realizou uma transmissão ao vivo em 19 de novembro de 2020 para anunciar seu próximo jogo após o então iminente Hitman 3, que terminou com a revelação de Project 007, um novo jogo da franquia James Bond com uma história original, desenvolvido e publicado pela IOI em colaboração com a Metro-Goldwyn-Mayer e a Eon Productions. O anúncio coincidiu com o início oficial do desenvolvimento nos estúdios da IOI na Dinamarca e Suécia. O jogo está sendo desenvolvido com a Glacier Engine para “sistemas e plataformas modernas”. Em fevereiro de 2025, o Amazon MGM Studios assumiu as funções de supervisão do título após adquirir os direitos criativos e de produção da franquia James Bond da Eon e dos antigos produtores da série cinematográfica, Michael G. Wilson e Barbara Broccoli. Com isso, tornou-se o primeiro jogo da franquia a ser lançado após a saída da Eon da série.
O jogo foi confirmado para o Nintendo Switch 2 durante a edição de abril de 2025 do Nintendo Direct. O título foi oficialmente revelado como 007 First Light em 2 de junho de 2025, com o primeiro trailer apresentado durante o State of Play da Sony Interactive Entertainment em 4 de junho, e uma apresentação mais detalhada programada para o evento digital IOI Showcase em 6 de junho.
| Recepção | |
|---|---|
| Resenha crítica | |
| Publicação | Nota |
| Eurogamer | |
| Game Informer | 8,75/10 |
| GameSpot | 8/10 |
| GamesRadar+ | |
| Hardcore Gamer | 4/5 |
| IGN | 9/10 |
| PCGamesN | 8/10 |
| Shacknews | 9/10 |
| The Guardian | |
| Pontuação global | |
| Agregador | Nota média |
| Metacritic | PC: 84/100 PS5: 87/100 XBSX: 88/100 |
007 First Light recebeu "críticas geralmente positivas" de acordo com o agregador de notas Metacritic.
007 First Light ultrapassou 1,5 milhão de cópias em menos de 24 horas. O jogo ultrapassou 2,7 milhões de unidades vendidas na semana de estreia, alcançando o total de 3 milhões na semana seguinte.
O CEO da IO Interactive, Hakan Abrak, declarou em entrevista à IGN que deseja que 007 First Light dê início a uma possível trilogia de jogos eletrônicos baseados na franquia James Bond. Segundo ele, a decisão de criar uma nova versão mais jovem do personagem foi pensada para que o público gamer possa “se identificar e crescer junto com ele”. Abrak já havia manifestado anteriormente o desejo de desenvolver a narrativa do personagem ao longo de "vários" jogos, de forma semelhante à trilogia Hitman: World of Assassination. Ele afirmou que essa ambição foi o que motivou o estúdio a buscar um acordo de licenciamento com os detentores da franquia, após recusar propostas para adaptar outras propriedades intelectuais ao longo dos anos.