| 60 Minutes | |
|---|---|
| Informações gerais | |
| Formato | revista eletrônica jornalística |
| Criação | Don Hewitt |
| Apresentação | Lesley Stahl Bill Whitaker L. Jon Wertheim Norah O'Donnell |
| País de origem | Estados Unidos |
| Idioma original | inglês |
| Temporadas | 58 |
| Episódios | Mais de 2.500 |
| Produção | |
| Produtores executivos | Don Hewitt (1968–2004) Jeff Fager (2004–2018) Bill Owens (2019–2025) Tanya Simon (2025–2026) Nick Bilton (2026–presente) |
| Duração | 60 minutos, incluindo intervalos comerciais |
| Empresa produtora | CBS News Productions |
| Formato | |
| Câmera | Multicâmera |
| Exibição original | |
| Emissora | CBS |
| Transmissão | 24 de setembro de 1968 – presente |
| Programas relacionados | |
| 60 Minutes (Austrália) 60 Minutes (Nova Zelândia) 48 Hours Face the Nation CBS News Roundup | |
60 Minutes é um programa jornalístico televisivo dos Estados Unidos, no formato de revista eletrônica, exibido pela CBS. Estreou em 1968 e foi criado por Don Hewitt e Bill Leonard, que adotaram uma forma de investigação centrada no repórter. Em 2002, ficou em sexto lugar na lista dos "50 Greatest TV Shows of All Time" da revista TV Guide, e em 2013 apareceu na 24.ª posição da lista das "60 Best Series of All Time" da mesma publicação. Em 2023, a Variety colocou 60 Minutes em vigésimo lugar entre os cem melhores programas de televisão de todos os tempos. O The New York Times chamou o programa de "uma das revistas jornalísticas mais estimadas da televisão americana".
O programa começou em 1968 como uma atração quinzenal apresentada por Mike Wallace e Harry Reasoner. Os dois se sentavam em lados opostos de um cenário de cor creme. O fundo passou mais tarde a ser preto, cor que permanece em uso. O programa adotou um grande cronômetro nas transições e apresentava os temas por meio de chroma key, recursos que continuaram a fazer parte de sua identidade visual. Em 1972, passou a ser exibido aos domingos, das 18h às 19h no horário do Leste, embora partidas da National Football League ocasionalmente alterassem esse horário. A faixa dominical permaneceu desde então, com mudanças ocasionais na hora de início. Em condições normais, 60 Minutes começa às 19h no horário do Leste. Quando há programação esportiva naquela tarde, pode começar às 19h30 ou após o encerramento da partida.
As reportagens são conduzidas por correspondentes que não dividem a tela entre si. Os correspondentes regulares são Lesley Stahl, L. Jon Wertheim, Bill Whitaker e Norah O'Donnell. O programa também deu origem a derivações e versões internacionais.
A partir de 2006, o fundo do mostrador passou a ser vermelho, o texto do título ficou branco e o cronômetro foi colocado na posição vertical.
Painel sobre os 30 anos de 60 Minutes no Newseum, com Ed Bradley, Esther Hartigainer, Don Hewitt, Josh Howard, Steve Kroft, Mary Lieberthal, Andy Rooney, Morley Safer, Philip Scheffler, Lesley Stahl e Mike Wallace.
O programa adotou um formato de revista semelhante ao do canadense W5, que havia estreado dois anos antes. Usou procedimentos que se tornariam comuns no jornalismo investigativo, entre eles a remontagem de entrevistas, câmeras ocultas e visitas-surpresa à casa ou ao escritório de pessoas investigadas. Programas semelhantes surgiram na Austrália e no Canadá durante a década de 1970, além de versões produzidas por telejornais locais.
60 Minutes estreou em 24 de setembro de 1968 como programa quinzenal apresentado por Mike Wallace e Harry Reasoner. Ia ao ar às terças-feiras, às 22h no horário do Leste, alternando semanas com outras produções da CBS News. Reasoner definiu a primeira edição, na abertura, como uma "espécie de revista para a televisão". Ela apresentou:
O primeiro "retrato de capa" feito com chroma key mostrava dois policiais usando capacetes, para o segmento da entrevista com Clark. Wallace e Reasoner se sentavam em cadeiras de lados opostos do cenário, que tinha fundo creme. O fundo preto que se tornaria mais conhecido só surgiu no ano seguinte. O logotipo usava Helvetica, e a palavra "Minutes" aparecia inteiramente em letras minúsculas. O logotipo mais associado ao programa, em Eurostile e com "MINUTES" em maiúsculas, só apareceu por volta de 1974. Para reforçar a aparência de revista, os produtores acrescentaram "Vol. xx, No. xx" ao título exibido por chroma key, numa referência à numeração de volumes e edições de revistas impressas. O recurso permaneceu até cerca de 1971. O cronômetro, porém, não apareceu na estreia e só foi introduzido alguns episódios depois. A ração para cães Alpo foi a única patrocinadora do primeiro programa.
Don Hewitt, que havia produzido o CBS Evening News com Walter Cronkite, escolheu Wallace para oferecer um contraste de estilo com Reasoner. O formato colocava os apresentadores também na função de repórteres, privilegiava histórias de alcance nacional contadas a partir das pessoas envolvidas ou em conflito com determinado assunto e limitava cada reportagem a cerca de 13 minutos. A primeira temporada encontrou resistência dentro da própria rede, e sua audiência pouco superava a de outros documentários da CBS News. Naquele período, programas jornalísticos em horário nobre costumavam dar prejuízo. As redes os mantinham nessa faixa para dar visibilidade aos departamentos de jornalismo e, indiretamente, aos telejornais noturnos, vistos por um público muito maior. 60 Minutes carregou esse problema nos três primeiros anos.
Mudanças vieram cedo. Quando Reasoner deixou a CBS para apresentar o telejornal noturno da ABC, antes de voltar à CBS e a 60 Minutes em 1978, Morley Safer entrou na equipe em 1970 e assumiu as reportagens menos confrontadoras que Reasoner costumava fazer. Com o governo Nixon restringindo o acesso da imprensa e criticando determinadas coberturas, Safer, que havia dirigido as sucursais da CBS News em Saigon e Londres, também começou a produzir reportagens investigativas mais duras. Apenas na temporada de 1970–71, 60 Minutes abordou bombas de fragmentação, o Exército do Vietnã do Sul, desertores do recrutamento militar, a Nigéria, o Oriente Médio e a Irlanda do Norte.

Em 1971, a Federal Communications Commission, FCC, instituiu a Prime Time Access Rule, que permitia às afiliadas das redes nos cinquenta maiores mercados reservar meia hora do horário nobre de segunda a sábado e uma hora inteira aos domingos para programação local. As afiliadas, porém, enfrentavam custos altos para produzir a programação de assuntos públicos imaginada pela FCC, enquanto a audiência e a receita publicitária eram baixas. A comissão criou então uma exceção para programas jornalísticos e de assuntos públicos produzidos pelas redes. Após uma pausa de seis meses no fim de 1971, a CBS colocou 60 Minutes numa parte desse horário, das 18h às 19h no Leste e das 17h às 18h no horário Central, aos domingos, a partir de janeiro de 1972.
O arranjo ainda criava dificuldades. Para acomodar as transmissões da CBS de jogos da NFL no fim da tarde, 60 Minutes ficou fora do ar nos outonos de 1972 a 1975 e também no verão de 1972. Os contratos de transmissão de futebol americano protegiam as partidas contra interrupções após o episódio conhecido como "Heidi Bowl", ocorrido na NBC em novembro de 1968. Mesmo com a grade irregular, as reportagens do programa atraíram um público crescente durante os últimos anos da Guerra do Vietnã e o Caso Watergate. Poucos programas jornalísticos das grandes redes faziam reportagens investigativas extensas com a frequência de 60 Minutes. Nos verões de 1973 a 1975, a CBS recolocou o programa no horário nobre, às sextas-feiras em 1973 e aos domingos nos dois anos seguintes, substituindo atrações da temporada regular.
Em 1975, uma alteração na Prime Time Access Rule devolveu uma hora aos domingos às redes para programação jornalística ou familiar. Quando o drama familiar Three for the Road terminou após doze semanas, 60 Minutes ocupou sua faixa às 19h no horário do Leste, 18h no Central, em 7 de dezembro de 1975. Desde então, permaneceu nessa faixa dominical, com ajustes relacionados principalmente às transmissões esportivas.
A mudança de horário e a entrada do então correspondente da Casa Branca Dan Rather fortaleceram a audiência. Em 1976, 60 Minutes tornou-se o programa mais assistido das noites de domingo nos Estados Unidos. Na temporada de 1979–80 chegou ao primeiro lugar entre todos os programas medidos pela Nielsen, algo inédito até então para um programa jornalístico em horário nobre. O crescimento trouxe grande receita à CBS. O preço de um comercial de trinta segundos passou de US$ 17.000 em 1975 para US$ 175.000 em 1982.
O programa às vezes começa depois das 19h no horário do Leste por causa de eventos esportivos ao vivo da CBS Sports. Quando uma partida da NFL termina, 60 Minutes é exibido integralmente e empurra os programas seguintes para mais tarde. No fuso do Pacífico, a atração geralmente consegue começar no horário previsto porque as transmissões esportivas ao vivo terminam mais cedo naquela região. A audiência do programa também levou a CBS Sports a programar eventos, entre eles a rodada final do Masters Tournament, o PGA Championship e partidas do torneio masculino de basquete da NCAA, como antecedente de 60 Minutes e da programação noturna da rede.
A partir da temporada de 2012–13, quando a NFL passou a iniciar a segunda partida de algumas rodadas duplas às 16h25, a CBS mudou o horário previsto de 60 Minutes para 19h30, ou para depois do encerramento da partida, nas emissoras dos fusos do Leste e Central que recebem o segundo jogo. Nas emissoras que não transmitem uma partida tardia, o início permanece às 19h no horário do Leste ou do Pacífico, salvo quando uma partida única termina mais tarde. Desde a temporada de 2023–24, algumas edições têm duração de noventa minutos.
60 Minutes também é transmitido simultaneamente por antigas emissoras de destaque da CBS Radio. Entre elas estão WBBM, em Chicago, KRLD, em Dallas, WWJ, em Detroit, KNX, em Los Angeles, KYW, na Filadélfia, e KCBS, em São Francisco, todas pertencentes à Audacy, além da WBZ, em Boston, pertencente à iHeartMedia. A KFQD, de Anchorage, transmite o programa por sua relação com a afiliada local da CBS, KAUU.
Mesmo nos fusos Central e do Leste, as transmissões radiofônicas locais começam às 19h ou às 18h no horário Central quando o programa é exibido pela afiliada de televisão correspondente, salvo interrupções para cobertura esportiva local ou notícias urgentes. Isso ocorre independentemente de atrasos na transmissão televisiva nacional da CBS, de modo que ouvintes de rádio podem escutar parte do programa antes dos telespectadores.
Uma versão em áudio de cada edição, sem publicidade, passou a ser distribuída como podcast e pela iTunes Store a partir da transmissão de 23 de setembro de 2007. Vídeos do programa, inclusive episódios completos, também são disponibilizados para transmissão pela internet algumas horas depois da exibição inicial, no CBSNews.com e no Paramount+.
60 Minutes normalmente apresenta três reportagens longas, sem gráficos sobrepostos. Há intervalos comerciais entre as reportagens. Cada matéria é introduzida a partir de um cenário cujo fundo lembra páginas de uma reportagem de revista sobre o mesmo assunto. O programa conduz investigações próprias e acompanha investigações iniciadas por jornais nacionais e outros veículos. Diferentemente de seu concorrente 20/20 e de telejornais locais e nacionais tradicionais, os jornalistas de 60 Minutes não aparecem juntos em frente às câmeras nem conversam entre si durante as reportagens.
60 Minutes combina o jornalismo da série See It Now, da CBS dos anos 1950, apresentada por Edward R. Murrow e dirigida por Hewitt em seus primeiros anos, com os perfis de personalidades de outro programa de Murrow, Person to Person. Hewitt dizia que 60 Minutes misturava o "Murrow elevado" e o "Murrow popular".
Durante boa parte da década de 1970, o programa exibiu Point/Counterpoint, no qual um comentarista liberal e outro conservador debatiam determinado assunto. O quadro começou com James J. Kilpatrick no lado conservador e Nicholas von Hoffman no liberal. Shana Alexander assumiu o lugar de von Hoffman depois da saída dele em 1974. O formato apresentava versões faladas de editoriais opostos. Em 1979, Alexander pediu a Hewitt que aumentasse o pagamento semanal de US$ 350. Hewitt recusou, e o quadro terminou.
Point/Counterpoint foi parodiado no Saturday Night Live, da NBC, com Jane Curtin e Dan Aykroyd como jornalistas de televisão. Nas esquetes, Aykroyd anunciava o assunto, Curtin fazia a declaração inicial e ele respondia com ataques pessoais, entre eles "Jane, sua vadia ignorante", ao que Curtin respondia "Dan, seu idiota pomposo". O formato também foi parodiado no filme Airplane! de 1980, no qual um falso Kilpatrick defende que um avião caia dizendo que "eles compraram as passagens, sabiam no que estavam se metendo", e no filme de esquetes The Kentucky Fried Movie, onde o quadro recebeu o nome Count/Pointercount.
Uma ideia semelhante reapareceu brevemente em março de 2003 com Bob Dole e Bill Clinton, adversários na eleição presidencial de 1996. Eles aceitaram gravar dez segmentos, intitulados alternadamente Clinton/Dole e Dole/Clinton, mas a participação não prosseguiu na temporada de 2003–04. A imprensa avaliou que as conversas eram cordiais demais, próximas do antigo Point/Counterpoint, e não tinham o tom combativo de Crossfire.
De 1978 a 2011, o programa costumava terminar com um comentário de Andy Rooney, geralmente leve ou humorístico, sobre assuntos que podiam ir da política internacional e economia a observações pessoais sobre situações corriqueiras. Um tema recorrente era a quantidade de café contida nas embalagens vendidas como tendo determinado peso.
Os comentários de Rooney às vezes provocavam reclamações. Em um deles, chamou o ator Mel Gibson de "maluco". Em 1990, o então presidente da CBS News, David Burke, suspendeu Rooney sem pagamento após a repercussão de uma declaração segundo a qual "álcool demais, comida demais, drogas, uniões homossexuais, cigarros, todos são conhecidos por levar à morte prematura". Ele escreveu uma carta explicativa a uma organização gay mesmo depois de receber ordem para não fazê-lo. Após quatro semanas sem Rooney, 60 Minutes perdeu 20% de sua audiência, e a direção da CBS decidiu antecipar sua volta.
Rooney publicou livros reunindo seus textos para o programa, entre eles Years of Minutes e A Few Minutes with Andy Rooney. Aposentou-se de 60 Minutes em 2 de outubro de 2011, quando apresentou seu 1.097.º comentário em 34 anos no programa. Morreu em 4 de novembro daquele ano. Em 13 de novembro, 60 Minutes exibiu um tributo de uma hora à sua carreira e reapresentou o último comentário.
A abertura apresenta uma "capa de revista" de 60 Minutes com o cronômetro Aristo que se tornou marca visual do programa, intercalada com trechos das reportagens daquela edição. No fim da sequência, os correspondentes se apresentam. O último deles diz uma frase equivalente a "Essas histórias, hoje à noite, em 60 Minutes". Quando Rooney fazia parte regular do programa, a última frase era "Essas histórias e Andy Rooney, hoje à noite, em 60 Minutes". Antes disso, ou nas edições sem Rooney, dizia-se "Essas histórias e mais, hoje à noite, em 60 Minutes".
O cronômetro marca os sessenta minutos da transmissão a partir do zero. Ele aparece na abertura, antes de cada intervalo comercial e no fim dos créditos, mostrando com razoável precisão o tempo decorrido da edição.
Em 29 de outubro de 2006, o fundo principal da abertura, que havia sido preto por mais de uma década, passou a branco. O fundo cinza do cronômetro na "capa" ficou vermelho, o texto do título passou a branco e o próprio cronômetro, que havia aparecido inclinado por 31 anos, passou à posição vertical.
Vídeos e transcrições das edições de 60 Minutes, além de trechos que não entraram na transmissão, ficam disponíveis no site do programa. Em setembro de 2010, foi lançado o espaço "60 Minutes Overtime", dedicado a aprofundar assuntos exibidos na televisão. Antes disso, o programa mantinha uma parceria com o Yahoo! para distribuir conteúdo complementar.
Entre os comentaristas que participaram de 60 Minutes estiveram:
Pelas medições da Nielsen, 60 Minutes tornou-se um dos programas de maior audiência da televisão dos Estados Unidos depois de ser transferido para seu horário dominical em 1975. Foi o programa mais assistido do ano em cinco temporadas, igualando as comédias All in the Family e The Cosby Show. A marca foi superada por American Idol, que ficou em primeiro lugar por oito temporadas seguidas, de 2003–04 a 2010–11. 60 Minutes permaneceu entre os dez programas mais vistos durante 23 temporadas consecutivas, de 1977 a 2000, e entrou no grupo dos vinte mais vistos em todas as temporadas desde 1976–77, exceto entre 2005 e 2008.
O programa entrou pela primeira vez entre os vinte mais vistos da Nielsen na temporada de 1976–77. Na seguinte, ficou em quarto lugar e, em 1979–80, chegou à primeira posição. No século XXI, continuou por muitos anos entre os vinte programas mais assistidos e manteve-se como a revista jornalística de maior audiência.
Em 16 de novembro de 2008, a edição com uma entrevista com o presidente eleito Barack Obama teve 25,1 milhões de espectadores.
Em 6 de outubro de 2013, uma transmissão atrasada em 44 minutos por uma partida entre Denver Broncos e Dallas Cowboys teve 17,94 milhões de espectadores. O programa reteve 63% dos 28,32 milhões que haviam assistido à atração anterior e registrou a maior audiência de 60 Minutes desde 16 de dezembro de 2012.
Em 1.º de dezembro de 2013, a transmissão, atrasada cinquenta minutos por uma partida entre os Broncos e Kansas City Chiefs, foi vista por 18,09 milhões de pessoas e reteve 66% da audiência do futebol americano, que havia alcançado 28,11 milhões no horário das 19h.
Em 25 de março de 2018, a edição em que Stormy Daniels falou sobre seu alegado relacionamento com o presidente Donald Trump atraiu 22,1 milhões de espectadores, maior público desde a entrevista com Obama em 2008. A transmissão começou mais tarde porque a final regional do torneio masculino de basquete da NCAA entre Kansas e Duke foi para a prorrogação.
Até 26 de junho de 2017, 60 Minutes havia recebido 138 Emmys, então um recorde entre programas norte-americanos de horário nobre.

Até a premiação referente a 2017, o programa somava 25 Peabody Awards, incluindo um prêmio institucional. Entre as reportagens premiadas estão "All in the Family", sobre relações entre funcionários públicos, militares e empresas contratadas pelo governo, "The CIA's Cocaine", sobre envolvimento da CIA no tráfico de drogas, "Friendly Fire", sobre episódios de fogo amigo na Guerra do Golfo, "The Duke Rape Case", sobre acusações de estupro numa festa de uma equipe universitária de lacrosse em 2006, e "The Killings in Haditha", sobre a morte de civis iraquianos por fuzileiros navais dos Estados Unidos.
O programa recebeu uma medalha da Investigative Reporters and Editors pela reportagem "The Osprey", sobre a ocultação, pelo Corpo de Fuzileiros Navais, de defeitos fatais na aeronave V-22 Osprey.
Em 1983, uma reportagem de Morley Safer, "Lenell Geter's in Jail", ajudou a inocentar um homem do Texas que havia sido condenado injustamente e preso por assalto à mão armada.
60 Minutes é o programa de qualquer gênero há mais tempo exibido continuamente no horário nobre de uma rede nacional dos Estados Unidos. Sua faixa fixa das 19h aos domingos começou em 7 de dezembro de 1975. Desde 2012, o início passa para 19h30 em determinados domingos quando a CBS transmite uma partida tardia da NFL.
Meet the Press estreou em 1947 no horário nobre, mas passou a ser exibido durante o dia em 1965. A série antológica de Walt Disney, iniciada em 1954, e Hallmark Hall of Fame, no ar desde 1951, começaram antes de 60 Minutes, mas não permaneceram continuamente no horário nobre.
O programa recebeu prêmios por seu trabalho jornalístico, mas também se envolveu em controvérsias ao longo de sua trajetória.
Em 23 de novembro de 1986, 60 Minutes exibiu, com aprovação de Hewitt, uma reportagem sobre o Audi 5000, automóvel alemão de luxo então popular nos Estados Unidos. A matéria tratava de uma suposta "aceleração involuntária" quando o motorista pressionava o freio e incluía entrevistas com seis pessoas que haviam processado a Audi sem sucesso depois de acidentes. Uma delas havia perdido o filho de seis anos.
O segmento mostrava um Audi 5000 com o acelerador "baixando sozinho" e fazendo o carro acelerar. Mais tarde se descobriu que um perito contratado por um dos autores das ações havia modificado o acelerador com um dispositivo oculto para produzir o efeito. Investigadores independentes concluíram que a suposta aceleração involuntária provavelmente vinha de erro do motorista, quando o pé saía do freio e pressionava o acelerador. Testes da Audi e de jornalistas mostraram que, mesmo com o acelerador totalmente aberto, o carro parava quando os freios eram de fato acionados.
As vendas da Audi nos Estados Unidos caíram e levaram quinze anos para voltar aos níveis anteriores. A National Highway Traffic Safety Administration e a Transport Canada concluíram que os incidentes que motivaram a reportagem resultaram de erro dos motoristas, que haviam pressionado o acelerador em vez do freio. A CBS fez uma retratação parcial, sem reconhecer os resultados das investigações governamentais. Anos depois, o concorrente Dateline NBC foi criticado por usar uma encenação ao demonstrar a integridade dos tanques de combustível de picapes da General Motors.
Uma reportagem de dezembro de 1980 tratou do suposto alto risco de capotamento do Jeep CJ-5, demonstrado em testes do Insurance Institute for Highway Safety. O programa mostrou um Jeep capotando durante uma curva extrema a 32 km/h, manobra que não fazia outros carros capotarem. Repórteres de 60 Minutes chamaram o veículo de "a coisa mais perigosa sobre quatro rodas". A repercussão despertou preocupação com sua segurança e foi seguida por queda nas vendas. O modelo Jeep CJ deixou de ser produzido em 1986.
Anos depois, tornou-se público que o Insurance Institute for Highway Safety havia tentado fazer o carro capotar 435 vezes e obtivera oito capotamentos. O programa também não havia mostrado nem mencionado pesos presos a partes do veículo durante os testes, que aumentavam sua propensão a capotar.
Em fevereiro de 1989, 60 Minutes transmitiu uma reportagem baseada em um estudo do Natural Resources Defense Council que afirmava que o uso de daminozida, comercializada como Alar, em maçãs trazia risco inaceitavelmente alto à saúde dos consumidores. As vendas de maçãs caíram, e produtores processaram a CBS sem sucesso. A Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos proibiu depois o uso de Alar em cultivos alimentares.
Em 3 de março de 1991, 60 Minutes exibiu uma reportagem sobre Werner Erhard e controvérsias de sua vida pessoal e profissional. Um ano depois, Erhard processou a CBS, alegando que a transmissão continha declarações "falsas, enganosas e difamatórias". Um mês após entrar com a ação, pediu sua extinção.
Erhard disse mais tarde a Larry King que abandonou o processo após receber orientação jurídica de que precisaria provar não apenas que a CBS sabia que as alegações eram falsas, mas também que havia agido com malícia jurídica. Reportagens posteriores contestaram afirmações e erros factuais apresentados no segmento. A CBS retirou a matéria de seus arquivos com a nota: "Este segmento foi excluído a pedido da CBS News por razões jurídicas ou de direitos autorais".
Em 1995, Jeffrey Wigand, ex-vice-presidente de pesquisa e desenvolvimento da empresa de tabaco Brown & Williamson, entregou ao produtor Lowell Bergman informações de que a companhia havia ocultado sistematicamente os riscos de seus cigarros à saúde. Wigand também afirmou que a B&W havia introduzido substâncias, entre elas fibra de vidro e amônia, com o objetivo de intensificar o efeito da nicotina.
Bergman começou a produzir uma reportagem com esse material, mas enfrentou resistência de Don Hewitt e dos advogados da CBS. Eles temiam um processo bilionário da Brown & Williamson por interferência ilícita no acordo de confidencialidade de Wigand. Pessoas na CBS tinham interesses financeiros na venda da empresa para a Westinghouse Electric Corporation, incluindo integrantes da direção jurídica e da CBS News. O filho do presidente da CBS, Laurence Tisch, que também controlava a Lorillard Tobacco Company, estava entre executivos da indústria do tabaco que poderiam enfrentar acusações de perjúrio a partir das informações de Wigand. Com a hesitação de Hewitt, The Wall Street Journal publicou primeiro a história de Wigand. A reportagem de 60 Minutes foi exibida depois com mudanças substanciais e sem parte das provas mais prejudiciais à B&W. Marie Brenner contou o episódio na matéria "The Man Who Knew Too Much", publicada pela Vanity Fair.
O The New York Times escreveu que "as tradições de Edward R. Murrow e do próprio '60 Minutes' foram diluídas no processo", e depois alterou ligeiramente a formulação, afirmando que 60 Minutes e a CBS haviam "traído o legado de Edward R. Murrow". O episódio inspirou o filme The Insider, dirigido por Michael Mann e indicado a sete Oscars, com Russell Crowe como Wigand, Al Pacino como Bergman e Christopher Plummer como Mike Wallace. Wallace disse que o filme representava de modo impreciso sua posição no caso.
Em 1997, 60 Minutes afirmou que agentes do Serviço Alfandegário dos Estados Unidos ignoravam o tráfico de drogas na fronteira entre o México e os Estados Unidos, na região de San Diego. A principal prova era um memorando aparentemente escrito por Rudy Camacho, chefe do escritório de San Diego. Com base no documento, a CBS afirmou que Camacho havia autorizado caminhões de determinada empresa a atravessar a fronteira sem fiscalização.
Mike Horner, ex-funcionário da alfândega, havia fornecido os memorandos a 60 Minutes e entregado uma cópia com carimbo oficial. Camacho não foi consultado antes da transmissão, e passou a ser investigado pelo próprio departamento. Descobriu-se depois que Horner havia falsificado os documentos para se vingar do tratamento que recebera no órgão. Camacho processou a CBS e chegou a um acordo por valor não divulgado. Don Hewitt fez uma retratação no ar.
A disputa judicial entre arqueólogos e a tribo Umatilla pelos restos de um esqueleto apelidado de Homem de Kennewick foi abordada por 60 Minutes em 25 de outubro de 1998. A tribo reagiu negativamente e considerou a reportagem fortemente favorável aos cientistas, com exclusão de argumentos ligados à Native American Graves Protection and Repatriation Act.
A matéria concentrou-se na dimensão racial da disputa e questionou, entre outros pontos, a legitimidade da soberania indígena. Parte desse enfoque racial foi mais tarde contestada como sem fundamento ou baseada em interpretações equivocadas.
Em 12 de março de 2000, 60 Minutes exibiu uma entrevista com Timothy McVeigh, responsável pelo Atentado de Oklahoma City. McVeigh já havia sido condenado à morte pelo atentado contra o Edifício Federal Alfred P. Murrah, ocorrido em abril de 1995, que matou 168 pessoas. No programa, pôde expor suas críticas ao governo.
Depois da entrevista, o governo federal adotou a Special Confinement Unit Media Policy, que proibia entrevistas presenciais com presos no corredor da morte federal. Um preso federal contestou a regra no processo Hammer v. Ashcroft, mas o Tribunal de Apelações do Sétimo Circuito confirmou a política penitenciária. Em março de 2010, a Suprema Corte dos Estados Unidos recusou-se a analisar o recurso, mantendo a restrição. A CBS não disponibiliza a entrevista completa e não informou a razão.
A controvérsia dos documentos Killian envolveu seis documentos críticos ao serviço de George W. Bush na Guarda Aérea Nacional do Texas entre 1972 e 1973. Quatro deles foram apresentados como autênticos numa edição de 60 Minutes II transmitida em 8 de setembro de 2004, menos de dois meses antes da eleição presidencial daquele ano.
A CBS reconheceu depois que não conseguira autenticar os documentos antes da transmissão. Um painel independente contratado pela rede concluiu que a reportagem não havia seguido princípios jornalísticos básicos e que o processo de verificação dos memorandos fora insuficiente. O painel não determinou de forma conclusiva se os documentos eram autênticos ou falsificações. O episódio foi dramatizado no longa-metragem Truth, de 2015.
Em 29 de março de 2009, 60 Minutes exibiu a reportagem "The Internet Is Infected", com uma entrevista com Don Jackson, especialista em proteção de dados da SecureWorks. Jackson disse no programa que "parte do [seu] trabalho é conhecer o inimigo". Durante a entrevista, mostrou uma fotografia de alunos finlandeses e os apresentou incorretamente como hackers russos.
Na imagem, um dos estudantes usa uma jaqueta com o brasão da Finlândia. Outro veste um boné com o logotipo da cerveja finlandesa Karjala. O diretor da escola de Taivalkoski confirmou que a fotografia havia sido tirada no estabelecimento cerca de cinco anos antes da transmissão.
A origem exata da fotografia é desconhecida, mas ela já circulava amplamente na internet finlandesa depois de ter sido publicada no site de rede social IRC-Galleria no início dos anos 2000. A imagem espalhou-se por comunidades virtuais e chegou a inspirar sites satíricos com títulos patrióticos grafados de forma deliberadamente errada. A CBS publicou uma correção reconhecendo a identificação errada da fotografia.
Após o ataque de Benghazi de 2012, 60 Minutes exibiu em 27 de outubro de 2013 uma reportagem de Lara Logan na qual o contratado militar britânico Dylan Davies, identificado pela CBS com o pseudônimo "Morgan Jones", disse ter corrido até o complexo em Benghazi algumas horas depois do fim do ataque principal, escalado um muro de cerca de 3,7 m e derrubado um combatente com a coronha de um rifle. Também afirmou ter visitado um hospital de Benghazi naquela noite, onde teria visto o corpo do embaixador Christopher Stevens.
Nos dias seguintes, o relato de Davies foi contestado. O FBI, que havia entrevistado Davies repetidas vezes e o considerava uma fonte crível, informou que a versão que ele havia dado aos agentes era diferente daquela apresentada a 60 Minutes. Davies manteve sua história, mas a inconsistência levou o programa a concluir que havia sido um erro incluí-lo na matéria. Uma correção foi transmitida.
Al Ortiz, diretor executivo de padrões e práticas da CBS News, conduziu uma revisão jornalística e concluiu que sinais de alerta no relato de Davies haviam sido ignorados. Davies havia dito ao programa e escrito em seu livro que fornecera ao empregador uma versão diferente de seus movimentos, pois, disse ele, a empresa havia ordenado que permanecesse na vila em Benghazi durante o ataque. Essa versão também chegou às autoridades dos Estados Unidos. 60 Minutes não conseguiu comprovar a versão contada por Davies ao programa.
O livro de Davies, The Embassy House, foi publicado dois dias depois da reportagem pela Threshold Editions, selo da Simon & Schuster, então pertencente à mesma empresa da CBS. Depois da correção de 60 Minutes, o livro foi retirado de circulação.
Em 26 de novembro de 2013, Logan foi afastada temporariamente por causa dos erros da reportagem. Ela voltou ao trabalho meses depois.
Em 15 de dezembro de 2013, 60 Minutes transmitiu uma reportagem sobre o funcionamento da Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos, NSA, que recebeu críticas por apresentar a posição da agência sem contestação suficiente. Críticos chamaram a matéria de enganosa e de reportagem excessivamente favorável à agência. Entre as reclamações estava a ausência de defensores da privacidade que pudessem contestar as declarações da NSA, inclusive negativas de que houvesse coleta de dados potencialmente fora da lei. A reportagem foi feita por John Miller, que já havia trabalhado no gabinete do diretor da Inteligência Nacional.
Em 30 de março de 2014, 60 Minutes apresentou uma matéria sobre o carro elétrico Tesla Model S, com Scott Pelley entrevistando o diretor executivo Elon Musk sobre a marca e a SpaceX. No dia seguinte, o site automotivo Jalopnik mostrou que as imagens do automóvel haviam recebido na edição sons de um motor convencional a gasolina, embora o veículo elétrico não produzisse aquele ruído.
A CBS disse que o som resultara de um erro de edição e o retirou da versão publicada na internet. Jalopnik e outros veículos questionaram a explicação, lembrando uma controvérsia anterior entre a Tesla e o New York Times, em 2013.
Após a saída do dirigente da CBS Les Moonves, uma investigação sobre assédio sexual na empresa, incluindo em 60 Minutes, encontrou elementos sobre problemas prolongados relacionados à conduta dos produtores Jeff Fager e Don Hewitt.
Em abril de 2021, uma reportagem de Sharyn Alfonsi em 60 Minutes sobre o governador da Flórida, Ron DeSantis, e a distribuição de vacinas contra a COVID-19 no estado recebeu críticas por sugerir que uma doação da rede de supermercados Publix à campanha de reeleição de DeSantis havia influenciado a parceria do governo estadual com as lojas da empresa para aplicação de vacinas.
O prefeito do condado de Palm Beach, Dave Kerner, acusou 60 Minutes de divulgar informação "intencionalmente falsa". Karol Markowicz, em artigo de opinião, caracterizou Alfonsi como uma "ativista política" na matéria. Um porta-voz de 60 Minutes defendeu a reportagem e afirmou que ela havia incluído a resposta de DeSantis à acusação. O PolitiFact concluiu que a retirada de parte da explicação de DeSantis sobre a escolha da Publix podia fazer o trecho parecer uma "edição enganosa".
Em 16 de maio de 2021, uma reportagem de Anderson Cooper sobre falhas de sistemas de reconhecimento facial usados pela polícia e erros de identificação envolvendo pessoas negras foi criticada por não creditar pesquisadoras negras que haviam publicado trabalhos pioneiros sobre o assunto. A Algorithmic Justice League acusou o programa de excluir "deliberadamente o trabalho inovador e premiado" de Joy Buolamwini, Timnit Gebru e Inioluwa Deborah Raji.
A crítica apontava uma contradição entre a ausência dessas pesquisadoras e o tema da própria matéria, que discutia sistemas de reconhecimento facial com pior desempenho diante de rostos negros, asiáticos e femininos. A CBS respondeu que as pesquisadoras não haviam sido incluídas por limitações de tempo do segmento.
Em 31 de outubro de 2024, Donald Trump processou a CBS e sua então controladora, Paramount Global, alegando que a emissora havia editado de forma enganosa uma entrevista da vice-presidente e candidata presidencial Kamala Harris em 60 Minutes. A ação, apresentada num tribunal federal do Texas, pedia inicialmente US$ 10 bilhões e afirmava que duas versões de uma resposta de Harris sobre o Oriente Médio haviam sido editadas de maneira a favorecer sua candidatura. A CBS rejeitou a acusação e disse que a edição seguia práticas jornalísticas normais. Em fevereiro de 2025, uma petição emendada aumentou o pedido de indenização para US$ 20 bilhões.
As partes aceitaram entrar em mediação enquanto a Paramount tentava concluir sua fusão com a Skydance Media, operação que dependia da aprovação da Federal Communications Commission, FCC. Dentro da Paramount houve divergência sobre um possível acordo, enquanto produtores de 60 Minutes defendiam a edição e se opunham a um pedido de desculpas.
Em abril de 2025, Trump pediu que a FCC punisse a CBS depois de 60 Minutes transmitir reportagens sobre Ucrânia e Groenlândia das quais ele discordava.
Em 22 de abril de 2025, Bill Owens deixou o cargo de produtor executivo do programa e disse à equipe que acreditava não possuir mais a independência jornalística necessária para dirigir a atração. Em um memorando, afirmou que 60 Minutes continuaria cobrindo o segundo governo Trump da mesma maneira que havia coberto governos anteriores.
O The Guardian avaliou que um acordo faria parte de uma sequência de instituições que cediam a exigências do governo para evitar possíveis punições, como perda de verbas ou de acesso a prédios federais. O Los Angeles Times informou que a equipe estava abalada com a saída de Owens, mas que outras demissões voluntárias não eram esperadas porque poderiam ser interpretadas internamente como uma capitulação a Trump. Tanya Simon, filha de Bob Simon, passou a dirigir a atração interinamente.
No quadro "Last Minute" de 27 de abril de 2025, Scott Pelley elogiou Owens por garantir cobertura equilibrada de assuntos controversos, entre eles a guerra em Gaza e o governo Trump. Pelley afirmou que mudanças recentes haviam aumentado a supervisão, embora não a censura, do conteúdo de 60 Minutes pela Paramount enquanto a empresa tentava concluir a fusão. Disse que Owens sentira ter "perdido a independência que o jornalismo honesto exige".
Em 19 de maio de 2025, a diretora executiva da CBS News, Wendy McMahon, também deixou a empresa. Em memorando à equipe, escreveu: "Os últimos meses foram difíceis. Ficou claro que a empresa e eu não concordamos sobre o caminho a seguir".
Em 2 de julho de 2025, a Paramount aceitou pagar US$ 16 milhões para encerrar o processo. O acordo não trouxe pedido de desculpas nem admissão de irregularidade. A empresa concordou em divulgar, após a exibição, transcrições completas de futuras entrevistas com candidatos presidenciais dos Estados Unidos e afirmou que o dinheiro seria destinado à futura biblioteca presidencial de Trump.
Na edição de 14 de julho de 2025 de The Late Show with Stephen Colbert, o apresentador Stephen Colbert chamou o acordo de "um grande e gordo suborno". Três dias depois, a CBS anunciou que não renovaria seu contrato e encerraria a franquia Late Show. A emissora afirmou que a decisão era "puramente" financeira. A proximidade entre os acontecimentos levou a especulações de que a decisão pudesse ter motivação política, em razão dos comentários de Colbert e de suas sátiras frequentes ao governo Trump. A última edição de The Late Show with Stephen Colbert foi exibida em 21 de maio de 2026.
Em 21 de dezembro de 2025, a CBS News retirou pouco antes da exibição uma reportagem prevista para aquela noite sobre o Centro de Confinamento do Terrorismo, CECOT, em El Salvador, e as deportações de migrantes venezuelanos pelo governo Trump. A emissora disse que a matéria seria transmitida numa data posterior. A correspondente Sharyn Alfonsi acusou Bari Weiss, que havia assumido recentemente a chefia editorial da CBS News, de interferir por razões políticas apesar de a reportagem já ter passado pelas etapas internas de aprovação.
Em 22 de dezembro, a rede canadense Global disponibilizou acidentalmente na plataforma de vídeo sob demanda o corte original da edição contendo a reportagem sobre o CECOT. O vídeo espalhou-se pela internet.
Weiss afirmou que a reportagem "não estava pronta" para ir ao ar. Integrantes da CBS News disseram a veículos como o New York Times que, dois dias antes da transmissão prevista, Weiss havia pedido aos produtores que conseguissem uma entrevista com Stephen Miller, um dos principais responsáveis pela política de deportações do governo, ou com outro integrante de posição equivalente. Alfonsi disse em um memorando aos colegas que a equipe havia pedido comentários e entrevistas à Casa Branca, ao Departamento de Estado e ao Departamento de Segurança Interna, mas todos recusaram.
A reportagem foi transmitida em 18 de janeiro de 2026, na mesma edição de uma matéria sobre as relações entre moradores de Minneapolis e agentes do ICE após a morte de Renée Good.
Scott Pelley foi demitido da CBS News em junho de 2026. Depois da saída, criticou integrantes da direção, entre eles Bari Weiss e o novo produtor executivo do programa, Nick Bilton.
O programa principal de 60 Minutes deu origem a diferentes produções derivadas.
30 Minutes foi uma revista jornalística voltada a crianças, inspirada em 60 Minutes. Era o último programa da faixa infantil de sábado de manhã da CBS e foi exibido de 1978 a 1982. Christopher Glenn, que também fazia a locução de In the News e trabalhava na CBS Radio Network, apresentava o programa com Betsy Aaron, de 1978 a 1980, e Betty Ann Bowser, de 1980 a 1982.
60 Minutes More foi uma derivação exibida por uma temporada a partir de 31 de março de 1997 no canal CBS Eye on People. Os episódios retomavam reportagens conhecidas do programa e acrescentavam atualizações sobre os fatos mostrados originalmente.
Em 13 de janeiro de 1999, a CBS estreou uma nova edição de 60 Minutes nas noites de quarta-feira, chamada 60 Minutes II.
Em maio de 2004, a CBS anunciou que o programa passaria a se chamar simplesmente 60 Minutes, ou 60 Minutes Wednesday, na temporada seguinte. O presidente da CBS News, Andrew Heyward, avaliava que o "II" fazia o público imaginar uma versão inferior da atração dominical. Antes da estreia, alguns funcionários da CBS haviam chamado a produção internamente de 60 Minutes Jr.. A intenção da mudança era reforçar que a edição de quarta-feira seguia os mesmos padrões da produção de domingo.
Em setembro de 2004, o programa entrou na controvérsia sobre os documentos relativos ao serviço militar de George W. Bush. A CBS não havia autenticado adequadamente os memorandos usados na reportagem e, após uma investigação independente, afastou integrantes da equipe.
Em julho de 2005, a atração foi transferida para as noites de sexta-feira e voltou ao nome 60 Minutes II. O último episódio foi exibido em 2 de setembro de 2005.
Em 2011, a CNBC começou a exibir sua própria derivação, 60 Minutes on CNBC. Apresentado por Lesley Stahl e Steve Kroft, o programa retomava reportagens sobre negócios mostradas nas transmissões originais, atualizava as histórias e incluía material que havia ficado fora da primeira edição. A atração terminou em 2015.
Em 2013, o canal de televisão por assinatura Showtime, então ligado à CBS, estreou 60 Minutes Sports, derivação mensal voltada a reportagens esportivas e entrevistas dos arquivos de 60 Minutes. Integrantes da CBS Sports também participavam, e entre os correspondentes estavam Sharyn Alfonsi e Armen Keteyian. O programa concorria com Real Sports, da HBO, e foi cancelado em janeiro de 2017.
Em junho de 2020, o programa lançou 60 in 6 no serviço Quibi, com produções originais semanais de seis minutos. Os correspondentes eram Enrique Acevedo, Seth Doane, Wesley Lowery e Laurie Segall. O lançamento estava inicialmente previsto para abril de 2020.
Na edição de 21 de junho de 2020, Doane contou como a própria CBS News havia sido exposta à COVID-19 na reportagem "CBS News Battles COVID-19". A matéria contou que a empresa havia levado funcionários de cidades como Seattle e Roma para gravar material promocional de 60 in 6 no início de março de 2020. Pessoas infectadas tiveram contato próximo com funcionários da CBS, e o CBS Broadcast Center e outros edifícios de Manhattan foram temporariamente fechados. O Quibi encerrou as atividades em dezembro de 2020, e o programa terminou com a plataforma.
Em março de 2021, o Paramount+ estreou 60 Minutes+, uma derivação semanal voltada a um público mais jovem. Os correspondentes de 60 in 6 voltaram para a nova produção, acompanhados do produtor Jonathan Blakely. O programa foi cancelado em janeiro de 2022, após trinta episódios.
No programa comemorativo dos 25 anos de 60 Minutes, em 1993, Charles Kuralt revisitou reportagens e participações de celebridades e entrevistou Don Hewitt, correspondentes que ainda trabalhavam na atração e antigos integrantes da equipe.
A versão australiana de 60 Minutes estreou em 11 de fevereiro de 1979. É exibida nas noites de domingo, às 19h30, pela Nine Network e suas afiliadas. Embora a Nine detenha os direitos do formato, desde pelo menos 2007 não possui os direitos das reportagens do programa norte-americano. Esses direitos passaram à concorrente 10 News Australia depois que a Network Ten foi adquirida pela CBS em 2017. Ainda assim, reportagens da edição dos Estados Unidos são ocasionalmente exibidas na versão australiana por sublicenciamento.
Em 1981, 60 Minutes recebeu um Logie Award por uma investigação sobre abusos fatais no hospital psiquiátrico Chelmsford, em Sydney.
Na Alemanha Ocidental, o Westdeutsches Fernsehen, WDR, exibiu entre 1983 e 1984 uma versão reduzida do programa, com cerca de trinta minutos, sob o título Thirty Minutes: CBS im Dritten. A apresentação preservava o áudio em inglês e acrescentava conteúdo em alemão. O título fazia referência aos canais regionais alemães, chamados informalmente de "terceiros canais" para diferenciá-los das redes nacionais ARD e ZDF.
A versão neozelandesa de 60 Minutes estreou na televisão nacional em 1989, pela TV3. Em 1992, os direitos foram adquiridos pela TVNZ, que começou a transmitir o programa em 1993. A rede o manteve por nove anos, antes de substituí-lo em 2002 por um programa próprio chamado Sunday. 60 Minutes voltou a ser exibido pela TV3 e depois passou para o canal Prime, da Sky Television, em 2013, quando os direitos mudaram de mãos.
No Brasil, o GNT começou a exibir 60 Minutes em março de 1992, quando o canal ainda tinha programação fortemente voltada a jornalismo e documentários. Registros da programação do período também citam a exibição de 48 Hours, da CBS, no mês anterior.
Em 2004, a Rede Bandeirantes preparou um programa jornalístico semanal chamado 60 Minutos, inspirado no modelo da atração norte-americana e apresentado por Marcos Hummel. O projeto teve a estreia adiada e acabou cancelado antes de se firmar na grade. Reportagens já produzidas foram reaproveitadas principalmente no Jornal da Band.
A Record também passou a exibir reportagens de 60 Minutes dentro de sua revista dominical Domingo Espetacular. O conteúdo do programa da CBS foi usado por vários anos, incluindo no período de 2008 a 2011.
A SIC Notícias adquiriu os direitos de transmissão do programa em 2001. Os episódios norte-americanos eram exibidos em Portugal com comentários de abertura e encerramento do jornalista Mário Crespo, que conduziu a atração até 2014. Depois, apresentadores da emissora passaram a se revezar na função.
No Chile, o telejornal da Televisión Nacional de Chile, TVN, chamou-se 60 Minutos entre 1975 e 1988. Era um noticiário chileno produzido pela emissora pública e não uma adaptação do formato da CBS.