| ASM | |
|---|---|
| Razão social | ASM International N.V. |
| Empresa de capital aberto | |
| Cotação | Euronext Amsterdã: ASM Componente do índice AEX |
| Atividade | Indústria de semicondutores |
| Fundação | 1964 |
| Fundador(es) | Arthur del Prado |
| Sede | Almere, Países Baixos |
| Pessoas-chave | Hichem M'Saad, diretor executivo Paul Verhagen, diretor financeiro Pauline van der Meer Mohr, presidente do conselho de supervisão |
| Empregados | 4.200 ao final de 2023 |
| Produtos | Equipamentos para a fabricação de semicondutores |
| Subsidiárias | ASM Pacific Holding B.V., acionista minoritária da ASM Pacific Technology:14 |
| Ativos | €2,7 bilhões ao final de 2021 |
| Receita | €1,7 bilhão em 2021 |
| LAJIR | €491,5 milhões em 2021 |
| Renda líquida | €494,7 milhões em 2021 |
| Website | asm.com |
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ASM International N.V., cuja sigla ASM vem de Advanced Semiconductor Materials, é uma multinacional neerlandesa que projeta, fabrica, vende e presta assistência técnica a equipamentos usados na fabricação de dispositivos semicondutores. Seus equipamentos são usados em fábricas de semicondutores em processos como deposição por camada atômica, epitaxia, deposição química em fase vapor e difusão.
A empresa foi fundada em 1964 por Arthur del Prado, nascido em 1931 e falecido em 2016. Seu filho, Chuck del Prado, foi diretor executivo de 2008 a 2020. A ASM foi pioneira em etapas do processamento de wafers, como litografia, deposição, implantação iônica, epitaxia de wafer único e, mais recentemente, deposição por camada atômica. As fabricantes de equipamentos para semicondutores ASML, ASM Pacific Technology, ou ASMPT, e Besi foram divisões da ASM.
A sede da ASM fica em Almere, nos Países Baixos. A empresa tem centros de pesquisa e desenvolvimento em Almere, em Helsinque, na Finlândia, em Lovaina, na Bélgica, perto do IMEC, em Phoenix, no Arizona, em Tama, no Japão, e em Dongtan, na Coreia do Sul. A fabricação ocorre principalmente em Singapura e Dongtan. A ASM também mantém escritórios de vendas e assistência técnica em países como Estados Unidos, Coreia do Sul, China, Taiwan, Japão, Singapura e Israel. Em 2021, tinha 3.312 funcionários em 14 países.
As ações da empresa são negociadas na Euronext Amsterdã. Em março de 2020, a ASM passou a integrar o índice AEX. A empresa tem uma participação minoritária na ASM Pacific Technology, sediada em Hong Kong, que fabrica equipamentos para montagem e encapsulamento de semicondutores e para tecnologia de montagem superficial.
Para fabricar um circuito integrado, ou chip, é preciso executar etapas com diferentes equipamentos de processamento de wafers. Entre elas estão a formação de padrões por fotolitografia, a deposição de camadas finas, a corrosão para remover material e os tratamentos térmicos. Os sistemas da ASM são destinados aos processos de deposição, nos quais filmes finos, ou camadas de diferentes materiais, são crescidos ou depositados sobre o wafer. A fabricação de um chip exige a deposição de muitas dessas camadas ao longo de todo o processo.
O desenvolvimento tecnológico da ASM acompanha a busca de seus clientes por chips mais rápidos, baratos e potentes, com menor consumo de energia. Para alcançar esse objetivo, é preciso reduzir as dimensões dos componentes eletrônicos e procurar duplicar a quantidade de componentes por unidade de área a cada dois anos, como previsto pela lei de Moore. A ASM fornece aos fabricantes de chips máquinas que depositam filmes cada vez mais finos de materiais semicondutores. A empresa também desenvolve processos de deposição de novos materiais para a fabricação de semicondutores.
Nos 15 anos anteriores a 2019, a fabricação de chips passou a empregar cada vez mais materiais novos. Esses materiais foram necessários para obter os ganhos de desempenho previstos pela lei de Moore. Em 2007, por exemplo, o óxido de silício usado como dielétrico de porta em transistores MOSFET foi substituído por um material de alta constante dielétrica, chamado high-κ, cuja constante dielétrica é superior à do óxido de silício. Após quase uma década de pesquisa e desenvolvimento, a ASM foi pioneira no processo químico e no método de deposição por camada atômica usados nessa aplicação. A passagem de componentes como transistores de estruturas planares para estruturas tridimensionais, como os FinFETs, na década de 2010, também exigiu métodos de deposição cada vez mais precisos. A ASM ocupa uma posição de liderança na deposição por camada atômica de wafer único, conhecida pela sigla ALD.
A ASM oferece métodos e equipamentos para depositar esses filmes finos e procura ampliar suas aplicações. A pesquisa e o desenvolvimento são essenciais para esse trabalho. Em 2021, a empresa destinou 151 milhões de euros a essas atividades, equivalentes a 9% da receita anual. O trabalho vai da pesquisa básica de novos materiais ao seu uso na fabricação de chips.
A ASM projeta e vende equipamentos de deposição que processam um wafer por vez e equipamentos que processam lotes de wafers simultaneamente. Os preços variam, mas cada sistema costuma custar milhões de euros. Seus produtos se dividem pelo método de deposição empregado.
A deposição por camada atômica forma filmes finos uma camada atômica por vez, com controle preciso do processo. As camadas se formam em ciclos de reação, com pulsos alternados de precursores e reagentes, intercalados por purgas com gás inerte. A ASM oferece equipamentos de wafer único para ALD térmica e ALD assistida por plasma, conhecida pela sigla PEALD. Os modelos de ALD são Synergis, Pulsar e EmerALD. Os de PEALD são Eagle XP8 e XP8 QCM.
A epitaxia permite depositar camadas cristalinas à base de silício com controle preciso, necessário para obter as propriedades elétricas dos dispositivos semicondutores. A epitaxia de silício pode alterar as características elétricas da superfície do wafer para produzir transistores de alto desempenho durante a fabricação de chips. Os equipamentos de epitaxia da ASM processam um wafer por vez e compreendem os modelos Intrepid e Epsilon.
A deposição química em fase vapor, ou CVD, é um processo em que o wafer é exposto a um ou mais precursores voláteis. Eles reagem ou se decompõem na superfície do substrato, formando o filme desejado. A ASM oferece equipamentos para CVD assistida por plasma, ou PECVD, que processam um wafer por vez, e para CVD de baixa pressão, ou LPCVD, que processam lotes. O modelo Dragon XP8 é usado nos processos de PECVD de wafer único. Os fornos verticais A400 DUO e Sonora são usados nos processos de LPCVD e difusão em lotes.
Década de 1960: em 1964, Arthur del Prado fundou a ASM com o nome Advanced Semiconductor Materials em Bilthoven, nos Países Baixos. A empresa começou como representante comercial de tecnologias para a fabricação de semicondutores na Europa. Em 1968, foi formalmente constituída como sociedade de responsabilidade limitada de capital fechado.
Década de 1970: a ASM começou a projetar, fabricar e vender equipamentos de deposição química em fase vapor. Em 1974, comprou a Fico Toolings, fabricante neerlandesa de moldes para semicondutores. Em 1975, abriu em Hong Kong o escritório comercial ASM Asia, que passou a se chamar ASM Pacific Technology e a ter ações negociadas em bolsa. A ASM America foi fundada em Phoenix, no Arizona, em 1976. As vendas de fornos horizontais de deposição química em fase vapor assistida por plasma impulsionaram o crescimento da empresa.
Década de 1980: a empresa se expandiu após uma oferta pública inicial na Nasdaq em maio de 1981. Em 1982, foi criada a ASM Japan. A ASM investiu em tecnologias de fabricação de semicondutores, como litografia, implantação iônica, epitaxia e interconexão por fios de ligação. Em 1988, vendeu suas participações na ASML Holding N.V. e na ASM Ion Implant. Em 1989, as ações das operações de Hong Kong, reunidas na ASM Pacific Technology, começaram a ser negociadas na Bolsa de Valores de Hong Kong.
Década de 1990: a empresa passou por uma reestruturação entre 1991 e 1994. Em 1993, vendeu a ASM Fico à Berliner Electro Holding, que passou a se chamar Besi. A ASM concentrou suas atividades nos fornos verticais de deposição química em fase vapor de baixa pressão da ASM Europe, nos equipamentos de deposição química em fase vapor assistida por plasma de wafer único da ASM Japan e nos equipamentos de epitaxia de wafer único da ASM America. Em 1996, suas ações também passaram a ser negociadas na bolsa de Amsterdã. A empresa manteve uma participação majoritária na ASM Pacific Technology.
Década de 2000: a ASM voltou a se expandir, com investimentos em tecnologias para wafers de 300 mm e em deposição por camada atômica. Em 2007, a ALD deixou a etapa de pesquisa e desenvolvimento e chegou à produção em grande escala, com seu uso em portas metálicas com dielétricos de alta constante dielétrica. Nesse período, fundos de cobertura questionaram a participação da empresa na ASM Pacific Technology. Em 2008, Arthur del Prado foi sucedido como diretor executivo por seu filho, Chuck del Prado. Em 2009, a sede foi transferida de Bilthoven para Almere.
Década de 2010: a empresa voltou a obter lucros de forma sustentada após uma reestruturação mundial. O programa reorganizou as atividades por produtos, unificou as vendas em uma estrutura global e concentrou a fabricação em Singapura. Também criou uma estrutura global para recursos humanos, finanças, tecnologia da informação, excelência operacional, meio ambiente, saúde e segurança. O uso da deposição por camada atômica, inclusive assistida por plasma, em padronização múltipla e em portas metálicas com dielétricos de alta constante dielétrica impulsionou o crescimento da ASM. A empresa também fabricava equipamentos de epitaxia, de PECVD e fornos verticais. Sua participação na ASM Pacific Technology foi reduzida a cerca de 25% em 2017.
Década de 2020: em 2020, a empresa passou a integrar o índice AEX, que reunia as 25 maiores empresas listadas na Euronext Amsterdã. No mesmo ano, Chuck del Prado deixou o cargo de diretor executivo após 12 anos e foi sucedido por Benjamin Loh. A renovação da linha de fornos verticais começou em 2019, com o A400 DUO, para wafers de 200 mm, e prosseguiu em 2022, com o Sonora, para wafers de 300 mm.
A ASM vende seus equipamentos a fabricantes de semicondutores de todo o mundo, e a maior parte da receita vem de clientes asiáticos. Em 2021, a venda de equipamentos gerou 1,41 bilhão de euros de uma receita total de 1,73 bilhão de euros. O restante veio da venda de peças de reposição e de serviços.
| Ano | Receita | Lucro ou prejuízo |
|---|---|---|
| 2013 | ||
| 2014 | ||
| 2015 | ||
| 2016 | ||
| 2017 | ||
| 2018 | ||
| 2019 | ||
| 2020 | ||
| 2021 |
As ações da ASM são negociadas na bolsa de Amsterdã desde 1996 e integram o índice AEX desde março de 2020. Os resultados da ASM Pacific Technology deixaram de ser consolidados nas demonstrações financeiras da ASM em março de 2013, quando sua participação caiu para cerca de 40%. A participação foi reduzida a cerca de 25% em 2017. Entre 1981 e 2015, as ações da ASM também foram negociadas na Nasdaq.
Em 2018, o preço médio das ações foi de €48,62, e a capitalização de mercado média foi de 2,53 bilhões de euros. Em 2019, o preço médio de fechamento foi de €68,98, e a capitalização média foi de 3,38 bilhões de euros. Ao final de 2021, a capitalização de mercado era de 18,88 bilhões de euros, calculada com base no preço de fechamento de €388,70 por ação na Euronext Amsterdã em 31 de dezembro de 2021.:81