Adelmo Genro Filho

Adelmo Genro Filho
Nome completoAdelmo Hertz Genro Filho
Nascimento
Morte
11 de fevereiro de 1988 (36 anos)

Nacionalidadebrasileiro
ProgenitoresPai: Adelmo Simas Genro
ParentescoTarso Genro (irmão)
Luciana Genro (sobrinha)
Educação
Ocupação
Magnum opusO Segredo da Pirâmide: para uma teoria marxista do jornalismo

Adelmo Genro Filho (São Borja, 25 de dezembro de 1951 – Florianópolis, 11 de abril de 1988) foi um jornalista, pesquisador, professor e político brasileiro. Sua magnum opus é O Segredo da Pirâmide: para uma teoria marxista do jornalismo (1987), livro que serviu de base para a construção social da formação em jornalismo e é usado nas salas de aula até hoje, contribuindo nas diretrizes do curso de graduação do Ministério da Educação (MEC).

Primeiros anos, formação e carreira em pesquisa

Adelmo nasceu no município de São Borja, na região da Campanha, interior do Rio Grande do Sul. Em 1953, sua família se muda para a cidade de Santa Maria, município no centro do mesmo estado, onde o teórico residiu até 1982.

Desde adolescente, exerceu intensa atividade política como líder e membro de movimentos sociais que faziam a resistência à ditadura militar.

Graduou-se em Jornalismo na Universidade Federal de Santa Maria em 1975.

Em 1976, foi eleito vereador em Santa Maria pelo Movimento Democrático Brasileiro (MDB), exercendo o mandato até 1982, quando transferiu-se para Florianópolis e ingressou, através de concurso, como professor do Curso de Jornalismo da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

Na UFSC também cursou o mestrado em Ciências Sociais, concluído em 1986. Apresentando como tese de dissertação um trabalho a partir da teoria do jornalismo e que resultou em uma publicação, com o título de "O Segredo da Pirâmide: para uma teoria marxista do jornalismo".

Em 1987, licenciou-se da UFSC e, transferindo-se para Porto Alegre, foi um dos fundadores do Centro de Estudos de Filosofia e Política (CeFiP), vivendo um período de intensa produção. Em 1988, Adelmo continuaria licenciado da UFSC para desenvolver pesquisas e atividades no CeFiP.

Vida pessoal

Adelmo foi casado com Letícia Pasqualini, com quem teve duas filhas, Júlia e Bruna. Posteriormente, casou-se com Márcia Ustra Soares, com quem viveu até falecer. Seu pai, Adelmo Simas Genro, seu irmão Tarso Genro, sua sobrinha Luciana Genro e seu sobrinho neto, Fernando Marcel Genro Robaina também foram políticos e continuam envolvidos no Partido dos Trabalhadores (PT) e no Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), criado por dissidência em uma corrente do PT.

Vida política

Partidariamente militou no MDB e, posteriormente, no PT. Na clandestinidade, atuou no Partido Comunista do Brasil (PCdoB), na dissidência do PCdoB e, posteriormente, no Partido Revolucionário Comunista (PRC).

Carreira jornalística

Como jornalista atuou no jornal A Razão, de Santa Maria; no Semanário de Informação Política de Ijuí e no Jornal Informação, semanário da imprensa independente, de Porto Alegre.

Morte

Na manhã de 11 fevereiro de 1988, Adelmo morreu no Hospital Universitário Professor Polydoro Ernani de São Thiago, em Florianópolis, em decorrência de sepse, em poucos dias, sem causa definida.

Prêmio Adelmo Genro Filho

O Prêmio Adelmo Genro Filho, criado em 2004, é concedido pela Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo (SBPJor) e reconhece pesquisas na área de jornalismo.

Livros

Referências

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