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Marxismo (mar-KSIZ-mu) é uma filosofia política e método de análise socioeconômica que utiliza uma interpretação materialista dialética do desenvolvimento histórico, conhecida como materialismo histórico, para compreender as relações de classe e os conflitos sociais. Originária das obras dos filósofos alemães do século XIX, Karl Marx e Friedrich Engels, a abordagem marxista considera a luta de classes como a força motriz central da mudança histórica. A análise marxista considera o modo de produção econômico de uma sociedade como a base de sua vida social, política e intelectual, um conceito conhecido como modelo de base e superestrutura. Em sua crítica ao capitalismo, o marxismo postula que a classe dominante (a burguesia), proprietária dos meios de produção, explora sistematicamente a classe trabalhadora (o proletariado), que precisa vender sua força de trabalho para sobreviver. Essa relação, segundo Marx, leva à alienação, a crises econômicas periódicas e à escalada do conflito de classes. Marx teorizou que essas contradições internas alimentariam uma revolução proletária, levando à derrubada do capitalismo e ao estabelecimento de um modo de produção socialista. Para os marxistas, essa transição representa um passo necessário em direção a uma sociedade comunista sem classes e sem Estado.
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A Revolução de Outubro, também conhecida como a Revolução Bolchevique, Grande Revolução Socialista de Outubro, Revolução Vermelha, Golpe de Outubro ou Golpe Bolchevique foi a segunda fase da Revolução Russa de 1917, após a Revolução de Fevereiro, segundo a historiografia oficial da antiga União Soviética e de acordo com alguns grupos comunistas. A data de 25 de outubro de 1917 corresponde ao calendário juliano em vigor na Rússia czarista, mais tarde abolido pelo novo governo Bolchevique. No resto do mundo ocidental, sob o calendário gregoriano, os acontecimentos começaram a 7 de novembro de 1917. A insistência do Governo Provisório em prosseguir a guerra — muito impopular — impediu a implementação das profundas reformas exigidas pela população. Na ausência destas reformas, o programa Bolchevique, refletido nos seus slogans de "Paz, Pão e Terra" e "Todo o Poder aos Sovietes" (conselhos operários), conquistou rapidamente apoiantes no outono de 1917. A crise económica, que se tinha agravado desde o verão, a ameaça da frente para os soldados na capital, a desilusão com a falta de reformas governamentais e o apoio da maioria dos partidos ao Governo Provisório favoreceram os Bolcheviques, que desencadearam uma intensa campanha de propaganda na capital, então Petrogrado. Entre as classes mais pobres da cidade, houve uma recusa geral de fazer sacrifícios para continuar a guerra e de permanecer nos governos de coligação com os Kadets após o golpe de Kornilov. Apesar da aparente fraqueza do Governo Provisório, alguns dias antes da revolução tornou-se claro que uma insurreição armada contra o Governo Provisório pelos Bolcheviques sozinhos — como Vladimir Lénine tinha defendido anteriormente — seria rejeitada pelas massas. A tomada do poder foi então aprovada, mas seguindo uma estratégia defensiva, liderada principalmente por Leon Trótski, que consistiu em assegurar a transferência do poder durante o Segundo Congresso dos Sovietes de Toda a Rússia prestes a ter lugar. Seria o Soviete de Petrogrado e não o partido que tomaria o poder, e qualquer tentativa do governo de resistir seria apresentada como um ataque contrarrevolucionário. A ordem do governo para enviar parte da guarnição para a frente próxima desencadeou a revolução. Defendendo as suas ações como uma defesa contra a contrarrevolução, o novo Comité Militar Revolucionário de Petrogrado (CMR) — controlado na prática pelos Bolcheviques — assumiu rapidamente o controlo das unidades da guarnição. Seguiu-se uma série de confrontos sem derramamento de sangue entre o governo e o CMR pelo controlo de pontos estratégicos na capital, que terminou com a vitória do último e o isolamento do primeiro, que mal conseguiu obter qualquer ajuda militar. Depois veio finalmente o assalto ao Governo que Lénine vinha a exigir há semanas, que terminou com a captura de quase todo o Governo Provisório na noite de 25 de outubro(jul.)/7 de novembro(greg.) de 1917, com o Segundo Congresso dos Sovietes já em sessão. O abandono desse congresso pelos socialistas moderados em protesto contra as ações Bolcheviques facilitaram a formação de um governo (o Sovnarkom) exclusivamente deste partido. As negociações subsequentes para formar um governo de coligação entre os vários partidos socialistas foram frustradas pela intransigência dos partidos. As tentativas da oposição de realizar um contra-ataque através de uma insurreição na capital e a marcha de tropas da frente sobre a cidade também fracassaram. O poder do novo governo espalhou-se pelo país em várias fases, com sérios confrontos em algumas áreas, tais como Moscovo. A fraqueza militar da oposição e a popularidade das primeiras medidas, contudo, favoreceram Lénine e os seus seguidores. A rejeição pela oposição mais radical da tomada do poder pelos Bolcheviques e a incapacidade da oposição moderada de tomar o poder através das instituições — devido à dissolução da Assembleia Constituinte pelos Bolcheviques em Janeiro de 1918 e à expulsão dos partidos socialistas dos sovietes na primavera seguinte — levou à guerra civil russa. |
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