
Em genética molecular, um aduto do ADN é um fragmento de ADN que está ligado covalentemente a um composto químico (geralmente causador de cancro). A formação destes adutos pode ser o início da conversão da célula em célula cancerígena (carcinogénese). Os adutos do ADN são utilizados em experiências científicas como biomarcadores de exposição e são realizadas medições da sua abundância para refletir quantitativamente, por comparação, a quantidade de exposição carcinogénica do organismo examinado, por exemplo ratos. Em condições experimentais, a formação destes adutos do ADN é induzida por carcinógenos conhecidos, dos quais o mais comummente usado é o DMBA (7,12-dimetilbenz(a)antraceno). Por exemplo, quando se usa o termo "aduto DMBA-ADN" (ou "DMBA-DNA adduct") numa revista científica refere-se a um fragmento de ADN que tem o DMBA ligado.

Compostos químicos que formam adutos do ADN são:
Adutos do ADN são:
Subprodutos são:
Quando um composto químico se liga ao ADN o ADN fica danificado, e não pode ocorrer uma replicação correta que origine uma célula normal. Isto pode ser o início de uma mutação, ou mutagenese. Se a célula não tiver mecanismos eficazes de reparação do ADN, que atuam de forma natural em circunstâncias normais, isto poderia ser o início de um cancro.