Aiuruoca

Aiuruoca
Igreja matriz
Igreja matriz
Igreja matriz
Hino
Gentílicoaiuruocano
Localização de Aiuruoca em Minas Gerais
Localização de Aiuruoca em Minas Gerais
Localização de Aiuruoca em Minas Gerais
Aiuruoca está localizado em: Brasil
Aiuruoca
Localização de Aiuruoca no Brasil
Mapa de Aiuruoca
Coordenadas: 21° 58′ 33″ S, 44° 36′ 10″ O
PaísBrasil
Unidade federativaMinas Gerais
Municípios limítrofesAlagoa, Baependi, Bocaina de Minas, Carvalhos, Cruzília, Minduri, Seritinga e Serranos
Distância até a capital423 km
Fundação1706 (320 anos)
Emancipação14 de agosto de 1834
Distritos
Lista
  • 1
Governo
 • Prefeito(a)Erlisson Vitor Lopes (PSD, 2025–2028)
 • Vereadores9
Área
 • Total 649,680 km²
Altitude989 m
População
 • Total (Censo IBGE/2022) 6 233 hab.
 • PosiçãoMG: 520º
 • Estimativa (IBGE/2025)6 389 hab.
Densidade9,6 hab./km²
Climatropical de altitude (Cwb)
Fuso horárioHora de Brasília (UTC−3)
CEP37450-000 a 37451-999
IDH (PNUD/2010) 0,668 — médio
PIB (IBGE/2023) R$ 154 421,9 mil
 • Per capita (IBGE/2023)R$ 24 774,89
Sítiohttps://www.aiuruoca.mg.gov.br/ (Prefeitura)
https://www.camaraaiuruoca.mg.gov.br/ (Câmara)
Trecho inicial da rodovia AMG-1035 no município de Aiuruoca, próximo ao entroncamento com a BR-267. Ao fundo o Pico do Papagaio

Aiuruoca é um município brasileiro do estado de Minas Gerais. Sua população recenseada em 2022 era de 6 233 habitantes. A sede do município está localizada a 989 metros de altitude, aos pés do Pico do Papagaio, montanha símbolo-mor da cidade numa região de topografia bastante acidentada.

Seu nome deriva do Tupi-Guarani e significa "Casa do Papagaio do peito roxo", através da junção das palavras aîuru ("papagaio do peito roxo") e oka ("casa").

Na década de 1920, imigrantes dinamarqueses nas áreas rurais de Aiuruoca lançaram as bases para a produção do queijo prato.

História

Terra desbravada em 1692 pelo padre João de Faria Fialho, capelão dos bandeirantes, conforme descrição de Bento Pereira de Sousa Coutinho em carta ao governador-geral do Brasil, D. João de Lencastre, datada de 29 de julho de 1694. Abaixo, um trecho da carta:

Complementando a narrativa, o livro "Primeiros Descobridores das Minas do Ouro na Capitania de Minas Gerais" traz: "Assim se denominou um descobrimento, ao sul das minas de São João Del Rei, por alusão a um penedo cheio de orifícios, em que se aninhavam e se reproduziam os papagaios".

Vê-se, pelo exposto, que, antes da descoberta do Ribeirão do Carmo, hoje cidade de Mariana, em 1696, da cidade de Ouro Preto, em 1698, da criação da Capitania Independente de Minas, em 1720, da fundação da Cidade de Campanha, em 1737, o nome Aiuruoca ecoava como o voo do papagaio ajuru, pela história das minas do ouro.

Porém sua fundação oficial ocorreu em 1706 por João de Siqueira Afonso, taubateano, descobridor das Minas de Aiuruoca e fundador do arraial do mesmo nome, atraindo exploradores portugueses e paulistas. Logo fundado o arraial, recebeu em 1708, a patente de capitão-mor e superintendente das Minas de Aiuruoca e Ibitipoca o capitão Melchior Felix de reconhecida nobreza das principais famílias de Taubaté, sendo neto do fundador da mesma, e morador no distrito de Aiuruoca onde possuía roças e escravos.

Em 1711, Manoel Garcia de Oliveira improvisou uma Cavalaria na Aiuruoca e saiu em socorro da cidade do Rio de Janeiro, a qual sofria uma invasão comandada por franceses. Esta Cavalaria foi provida em 8 de janeiro de 1715, tendo como capitão-mor Salvador Freire da Silva. Posteriormente, em 1723, Manoel Garcia foi nomeado o seu capitão-mor. Foi este capitão-mor da Aiuruoca quem informou ao governador Martinho Proença, em 16 de junho de 1737, sobre os descobertos de ouro na Campanha do Rio verde, segundo as informações de José de Barros.

A presença do Pe. João Faria Fialho, em Aiuruoca, ocorreu no ínterim de 1694-1698. Em 29 de dezembro de 1711, foi batizado em Aiuruoca:José Ponce Diniz, futuro padre Ponce da Diocese de s. Paulo, que trabalhou em Nossa Senhora do Livreamento-MT (1777-1778) e em Cáceres-MT (1779-1784), onde foi Juiz Eclesiástico e Delegado de Polícia.

Elevou-se a paróquia em novembro de 1717, tendo, como seu primeiro vigário, o padre Manuel Rebelo (1718-1725), e na sequência: Pe. Francisco leite Lobo (1726-1729), Pe. Inocêncio de Araújo Meneses (1730-1737), Pe. José Matol de Miranda (1737-1741), Pe. João de Sousa Lobato (1741), Pe. Luís Alvares Fernandes (1741), o músico e compositor sacro Pe. Faustino do Prado Xavier (1741-1746), Pe. Dr. José de Sousa Barreto e Pe Manuel Afonso (1746), Pe. Manuel Caetano de Figueiredo (1746-1747), Pe. Manuel da Fonseca (1747-1748), Pe. Manuel Machado Falcão (1748-1749), Pe. Francisco de Siqueira Campos (1749-1752), Pe. Dr. Inácio José de Sousa (1752-1767), Juiz Eclesiástico e primeiro pároco colado e seguem sem interrupção os párocos até hoje. As extensões territoriais da Freguesia da Aiuruoca eram enormes, de cuja divisão posteriormente, foram criadas várias outras paróquias e capelas.

São elas:

Por Alvará Régio de 16 de fevereiro de 1724 foi criado o Distrito Judiciário de Aiuruoca, subordinado à Comarca do Rio das Mortes.

É importante assinalar que, em 1733, encontra-se, em Aiuruoca, Simão da Cunha Gago, filho do Tenente Coronel Simão da Cunha Gago um dos cabos da Bandeira de Fernão Dias Paes Leme; dizem que ele erigiu uma Capela dedicada a nossa Senhora. Simão da Cunha Gago Filho juntamente com vários aiuruocanos fazendo-se acompanhar, em sua comitiva, do Padre Felipe Teixeira Pinto (capelão da Alagoa da Aiuruoca) levando consigo uma imagem da Conceição, desceram a serra desbravando matas, atravessando campos e rios chegaram a um promontório, na margem esquerda do rio Paraíba, onde fincaram bandeira e fundaram a cidade de Rezende, em 1744.

Em 1764, Aiuruoca foi visitada pelo governador Luís Diogo e pelo doutor Cláudio Manuel da Costa, inconfidente mineiro então secretário do governo, na tentativa de conter os contrabandistas e os desvios do fisco real.

No Brasil Colônia, as Freguesias (Paróquias) tinham suas circunscrições político-administrativas e elegiam suas representações para as vereanças nas Sedes das Comarcas. Este sistema mudou em 1 de outubro de 1828, quando D. Pedro I criou a Municipalidade. Portando, até 1828, as cidades eram somente as sedes Episcopais, as Vilas: sedes de Comarcas e as Freguesias: sedes paroquiais. De 1828 a 1889, havia as eleições Paroquias.

A Freguesia de Aiuruoca passou à categoria de Vila em 14 de agosto de 1834. E por mais de 150 anos foi Comarca Eclesiástica, as vezes com os poderes: religioso, civil e criminal. Quando o ouro se esgotou, os moradores se dedicaram à criação de gado leiteiro e à agricultura. Tendo como pano de fundo a Serra dos Papagaios, onde se encontra a Estação Ecológica Serra dos Papagaios, é um município privilegiado pela beleza natural e sua história.

Na cultura aiuruocana, destacam-se o Museu Municipal Doutor Júlio Arantes Sanderson de Queirós, as festas religiosas, destacando-se a Semana Santa de Aiuruoca celebrada desde o início da Comunidade, reestruturada desde 1726 e é tombada como patrimônio histórico municipal em novembro de 2010.

Geografia

Cachoeira dos Garcias

Política

Turismo

Aiuruoca integra o circuito turístico Terras Altas da Mantiqueira. O acesso à sede do município é feito pela rodovia AMG-1035 a partir do entroncamento com a BR-267.

Filhos ilustres

Referências

  1. 1 2 3 4 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. «Aiuruoca (MG)». Consultado em 22 de agosto de 2026. Cópia arquivada em 19 de abril de 2026
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  4. ↑ «Aiuruoca (MG): Apuração e resultados». UOL. 6 de outubro de 2024. Consultado em 22 de agosto de 2026
  5. ↑ Prefeitura Municipal de Aiuruoca. «Dados de Aiuruoca». Consultado em 22 de agosto de 2026. Cópia arquivada em 24 de maio de 2022
  6. ↑ Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (2025). «Estimativas da população residente no Brasil e unidades da federação com data de referência em 1º de julho de 2025» (PDF). Consultado em 22 de agosto de 2026. Cópia arquivada (PDF) em 31 de julho de 2026
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Ligações externas

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