Alessandra Haber | |
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| Deputada Federal pelo Pará | |
| Período | 1.º de fevereiro de 2023 – presente |
| Legislatura | 57.ª legislatura (2023–27) 58.ª legislatura (2027–2031) |
| Primeira-dama do Pará | |
| Período | A tomar posse |
| Governador | Daniel Barbosa Santos |
| Antecessor(a) | José Roberto Tuma (como primeiro-cavalheiro) |
| Dados pessoais | |
| Nome completo | Alessandra Haber Carvalho Santos |
| Nascimento | 15 de setembro de 1988 (38 anos) Belém, Pará |
| Nacionalidade | brasileira |
| Alma mater | Universidade do Estado do Pará |
| Cônjuge | Daniel Santos |
| Partido | MDB (2022–2026) PSB (2026) PODE (2026–presente) |
| Profissão | médica |
Alessandra Haber Carvalho Santos (Belém, 15 de setembro de 1988) é uma médica e política brasileira, filiada ao Podemos (PODE) e atualmente deputada federal pelo Pará.
Alessandra Haber formou-se em medicina pela Universidade do Estado do Pará (UEPA) em 2011.
Atua como médica dermatologista no Hospital Santa Maria de Ananindeua (HSMA). Nas eleições de 2022 foi eleita deputada federal pelo Pará, com 258.907 votos, sendo a candidatura mais votada do estado. Durante as eleições estaduais no Pará em 2026, foi reeleita como deputada federal, sendo a terceira parlamentar mais votada pelo estado, com 272.856 votos.
É casada com o governador eleito do Pará, o também médico Daniel Santos (PODE).
Em 7 de fevereiro de 2026, o jornal ''Diário do Pará'' publicou reportagem informando que a deputada federal Alessandra Haber (MDB-PA) destinou aproximadamente R$ 375 mil de recursos da cota parlamentar para pagamento de serviços de divulgação de atividade parlamentar nas redes sociais a uma empresa identificada como A.A. dos Santos Mendes.
Segundo a reportagem, os pagamentos teriam ocorrido ao longo de 2023 e 2024. O veículo afirmou que o endereço registrado da empresa junto à Receita Federal não apresentaria sede física identificável no local informado, e destacou que o capital social declarado seria de R$ 100 mil.
A matéria também mencionou que haveria ligação indireta entre a empresa contratada e o grupo político do prefeito de Ananindeua, Daniel Barbosa Santos, marido da deputada, com referência a registros societários e vínculos políticos locais descritos na reportagem.
Ainda de acordo com o jornal, foram apontadas coincidências cadastrais entre a empresa contratada e outra de denominação semelhante, incluindo uso do mesmo número de telefone, o que motivou questionamentos acerca da estrutura operacional da prestadora de serviços.
A reportagem informou que os fatos relatados poderiam ser objeto de apuração por órgãos de controle competentes.
Em janeiro de 2026, reportagem do Diário do Pará informou que cerca de R$ 15 milhões em emendas parlamentares na modalidade “Emenda Pix” — tipo de transferência especial que permite o envio direto de recursos federais a estados e municípios, com menor exigência de detalhamento prévio da destinação — foram destinados ao município de Ananindeua por iniciativa da deputada federal Alessandra Haber. Os repasses ocorreram durante a gestão do então prefeito Daniel Santos e beneficiaram empresas que, à época, eram alvo de investigações por supostas irregularidades contratuais e fraudes licitatórias.
A maior parte dos recursos, aproximadamente R$ 11,6 milhões, foi destinada à Construtora Santa Cruz, empresa que mantinha contratos milionários com a prefeitura e era investigada por suspeitas de irregularidades em processos licitatórios. Entre os pontos apurados estava um contrato estimado em R$ 42 milhões, no qual teriam sido identificados indícios de falhas de publicidade e possível restrição à concorrência.
Reportagens também relataram que a Construtora Santa Cruz teria realizado uma transferência de R$ 500 mil, valor que consta na relação de pagamentos vinculados à aquisição de uma mansão no município de Fortim (CE) pelo prefeito, informação obtida no âmbito das investigações conduzidas pelo Ministério Público do Pará.
Outros R$ 3,7 milhões foram direcionados à Norte Ambiental Gestão e Serviços, que já havia recebido mais de R$ 60 milhões em contratos municipais para serviços como manutenção urbana e coleta de lixo. O caso ganhou repercussão nacional após a divulgação de que o prefeito foi flagrado utilizando um jatinho particular de matrícula PP-OLY, pertencente à Lucena Infraestrutura Ltda. e associado à empresa contratada pelo município, que teria recebido R$ 58,5 milhões da Prefeitura de Ananindeua entre 2023 e 2025.
Segundo os dados citados nas reportagens, as duas empresas somaram mais de R$ 261 milhões em contratos com a Prefeitura de Ananindeua entre 2021 e 2025.