| Alfons Maria Jakob | |
|---|---|
Cerca de 1915 | |
| Conhecido(a) por | pesquisa sobre doenças cerebrais |
| Nascimento | 2 de julho de 1884 |
| Morte | |
| Nacionalidade | alemão |
| Cônjuge | Elisabetha Dorothea "Dora" Jakob |
| Alma mater |
|
| Carreira científica | |
| Campo(s) | Neurologia e psiquiatria |
| Tese | Die Pathogenese der Pseudobulbärparalyse (A patogênese da paralisia pseudobulbar (1908) |
Alfons Maria Jakob (Aschafemburgo, 2 de julho de 1884 – Hamburgo, 17 de outubro de 1931) foi um neurologista e psiquiatra alemão.
Fez importantes contribuições para o campo da neuropatologia, especialmente no estudo de doenças como a esclerose múltipla, a neurossífilis e a ataxia de Friedreich. É um dos dois cientistas que dão nome à doença de Creutzfeldt-Jakob, uma doença cerebral incurável.
Alfons Jakob nasceu em Aschafemburgo, na Baviera, em 1884. Era proveniente de uma família de comerciantes e foi criado em um ambiente católico romano. Sua mãe era Josephine Jakob, nascida Kirschstein (1848 – 1896), natural de Dieburg, nas proximidades de Darmstadt. Seu pai era Johann (ou Johannes) Gabriel Jakob (1842 – 1912), natural de Großostheim, nas proximidades de Aschaffenburg. Ele trabalhava como comerciante, especializado em artigos de armarinho, brinquedos e produtos conhecidos como Weiße Waren, expressão alemã utilizada para tecidos e artigos têxteis, como roupas de cama e peças de vestuário.
Pela linha paterna, seus avós eram Franz Josef Jakob, natural de Trennfurt, e Katharina Jakob, nascida Espelbächer, natural de Großostheim. Alfons tinha vários irmãos, entre eles Maria Anna Katharina Jakob e Franz Alfons Johann Jakob, além de três irmãos que morreram precocemente. Sua mãe morreu em Aschafemburgo quando Jakob tinha apenas 12 anos.
Jakob passou a infância e adolescência em Aschafemburgo, onde frequentou o Humanistisches Gymnasium, um ginásio humanístico de ensino secundário, entre 1894 e 1903. Concluiu seus estudos com o Abitur, o exame que permitia o ingresso na universidade alemã. Estudou medicina em Munique, Berlim e Estrasburgo. Membro da associação estudantil católica alemã Badenia, em Estrasburgo, foi um dos cofundadores, em 1905, da associação estudantil católica KDStV Rappoltstein, pertencente ao Cartellverband (CV).
Em 1908, obteve seu doutorado na então Universidade Imperial Guilherme, em Estrasburgo, com a tese Die Pathogenese der Pseudobulbärparalyse (A patogênese da paralisia pseudobulbar). Na pesquisa, Jakob analisou 115 casos descritos na literatura médica e estudou também um caso clínico-patológico próprio.
Após obter sua licença para praticar a medicina, em 1909, iniciou sua atividade clínica com o psiquiatra Emil Kraepelin e trabalhou, em Munique, nos departamentos de neuromorfologia dirigidos por Alois Alzheimer e Franz Nissl. Em 1911, Jakob tornou-se chefe do laboratório de patologia da Instituição Hospitalar Estatal de Friedrichsberg e, a partir de 1914, passou a dirigir seu departamento de anatomia. Durante a Primeira Guerra Mundial, trabalhou como chefe do Departamento Neurológico-Psiquiátrico do Hospital Militar I, em Bruxelas, e também trabalhou como médico no Lar de Recuperação para Doenças Nervosas Malone.
Após o fim da Primeira Guerra Mundial, estabeleceu-se como neurologista em consultório particular, em 1919. No mesmo ano, obteve sua habilitação em neurologia e psiquiatria na Universidade de Hamburgo, onde, em 1924, Jakob foi nomeado professor de Neurologia. Jakob pesquisou as consequências das lesões dos nervos periféricos e a degeneração nervosa secundária, bem como as alterações morfológicas observadas na esclerose múltipla, na ataxia de Friedreich e na distrofia glioneural juvenil, também conhecida como síndrome de Alpers.
Pouco depois do neurologista de Kiel Hans Gerhard Creutzfeldt, Jakob descreveu, de forma independente, pela primeira vez a doença que mais tarde seria denominada doença de Creutzfeldt-Jakob. Ele observou em três pacientes um quadro que chamou de "demência pré-senil" e apresentou, em 1920, suas investigações clínicas e neuropatológicas no Congresso Alemão de Neurologia, realizado em Leipzig. Em suas descrições escritas posteriores e mais detalhadas, referiu-se à doença como uma "encefalopatia espongiforme" em seres humanos e levantou a hipótese de que ela pudesse ser transmissível.
Jakob publicou cinco monografias e mais de 150 artigos em revistas especializadas. Era um professor respeitado por seus pares, e seu laboratório atraía cientistas do Japão, da Rússia, da Itália e dos Estados Unidos.
Após desenvolver, em 1924, uma osteomielite no fêmur, seguida da formação de um abscesso, Jakob morreu em Hamburgo, em 1931, aos 47 anos, em consequência de um íleo paralítico. Seu túmulo está localizado no Cemitério de Ohlsdorf, a oeste da Capela 6, no quadrante AD 28.