| Ali ibne Inane | |
|---|---|
| Emir de Meca | |
| Reinado | 1424–1425 |
| Antecessor(a) | Haçane ibne Ajelane |
| Sucessor(a) | Haçane ibne Ajelane |
| Cogovernante | Curcumas (1424–1425) |
| Dados pessoais | |
| Nascimento | Meca |
| Morte | 7 de março de 1430 Cairo |
| Dinastia | cadádida |
| Pai | Inane ibne Mugamis |
Ali ibne Inane (em árabe: علي بن عنان; romaniz.: ʿAlī ibn ʿInān; m. Cairo, 3 de Jumada II de 833 A.H. (7 de março de 1430)) foi um xarife catádida e emir de Meca entre 827 e 828 A.H. (1424–1425), em associação com o emir mameluco Curcumas. Foi instalado no emirado pela corte do Sultanato Mameluco do Cairo em substituição a Haçane ibne Ajelane, mas perdeu o governo quando este foi restaurado no ano seguinte.
Ali era filho de Inane ibne Mugamis e pertencia aos catádidas, da linhagem haçânida da dinastia haxemita, descendente do clã dos haxemitas. Sua ascendência é registrada como Ali ibne Inane ibne Mugamis ibne Rumaita ibne Abi Numai. Nasceu e cresceu em Meca. Em determinado momento, viajou ao Magrebe, onde foi recebido pelo sultão hafécida Abu Faris Abedalazize II (r. 1394–1434), que o tratou com honras e lhe concedeu mil dinares. Depois de regressar a Meca, estudou com Ibne Aljazari e, em 828 A.H. (1424–1425), participou com ele de uma sessão de leitura do Sunan Abī Dāwūd de Abu Daúde Assijistani. As relações entre Haçane ibne Ajelane e a corte mameluca deterioraram-se durante a década de 1420. Em 826 A.H. (1422–1423), quando Haçane evitou encontrar os emires da caravana de peregrinação por temer por sua segurança, circularam rumores de que Curcumas, um dos emires presentes no Hejaz, permaneceria na região juntamente com Ali. Curcumas acabou dirigindo-se a Iambo, enquanto Ali seguiu para o Cairo. Ali foi investido pelo sultão no Emirado de Meca em Moarrão de 827 A.H. (1423–1424), em substituição a Haçane, e recebeu uma força de 114 cavaleiros mamelucos comandados pelo emir Tuque para auxiliá-lo a assumir o governo.
Curcumas, que se encontrava em Iambo, recebeu ordens para apoiar a instalação do novo emir, assim como as autoridades de Iambo, Safra e Medina. Ali avançou sobre Meca acompanhado pelas tropas mamelucas e por grupos de xarifes e chefes locais. Em 6 de Jumada I de 827 A.H. (1424), entrou na cidade juntamente com Curcumas e Tuque sem enfrentar resistência, pois Haçane havia se retirado em direção a Hali, nas proximidades do Iêmem. Ali dirigiu-se à Grande Mesquita de Meca, circundou a Caaba vestindo a veste de investidura e teve lido publicamente o decreto que o nomeava emir em substituição a Haçane. Seu nome passou a ser mencionado na cutba e nas invocações públicas. Durante seu governo, Curcumas exerceu grande influência sobre a condução dos assuntos de Meca. No final de 827 A.H., Ali e Curcumas marcharam contra Haçane, que permanecia nas proximidades da cidade, mas este evitou ser capturado. Ali permaneceu à frente do emirado enquanto a administração efetiva dos assuntos da cidade ficou em grande medida nas mãos de Curcumas.
Em 828 A.H. (1425), a corte mameluca reconciliou-se com Haçane e autorizou seu retorno. Haçane entrou novamente em Meca em Dulrija daquele ano e recebeu uma veste de investidura como emir. Diante de sua restauração, Ali afastou-se do governo, encerrando seu período à frente da cidade. Depois de deixar o emirado, Ali viajou para Túnis, onde foi recebido e presenteado pelo sultão haféssida Abu Faris. Posteriormente dirigiu-se ao Cairo e passou a frequentar a corte sultânica. Segundo Ibne Fade, permaneceu ligado ao serviço da corte até morrer de peste, no Cairo, num domingo, 3 de Jumada II de 833 A.H. (1430). O cronista o descreve como conhecido pela boa conversação, pelo conhecimento de literatura e pela afabilidade.