Almenara | |
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De cima para baixo, da esquerda para a direita:
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| Hino | |
| Gentílico | almenarense |
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| Coordenadas: 16° 11′ 02″ S, 40° 41′ 38″ O | |
| País | Brasil |
| Unidade federativa | Minas Gerais |
| Municípios limítrofes | Bandeira, Divisópolis, Jacinto, Jequitinhonha, Rubim e Pedra Azul |
| Distância até a capital | 744 km |
| Emancipação | 13 de janeiro de 1938 (88 anos) |
| Distritos | Lista
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| Governo | |
| • Prefeito(a) | Eduardo Oliveira Brasileiro (PT, 2025–2028) |
| • Vereadores | 13 |
| Área | |
| • Total | 2 294,426 km² |
| Altitude | 187 m |
| População | |
| • Total (Censo IBGE/2022) | 40 364 hab. |
| • Posição | MG: 85º |
| • Estimativa (IBGE/2025) | 42 019 hab. |
| Densidade | 17,6 hab./km² |
| Clima | tropical de savana (Aw) |
| Fuso horário | Hora de Brasília (UTC−3) |
| CEP | 39900-000 a 39911-999 |
| IDH (PNUD/2010) | 0,642 — médio |
| PIB (IBGE/2023) | R$ 813 917 mil |
| • Per capita (IBGE/2023) | R$ 20 164,42 |
| Sítio | almenara.mg.gov.br (Prefeitura) camaraalmenara.mg.gov.br (Câmara) |
Almenara é um município brasileiro no interior do estado de Minas Gerais, Região Sudeste do país. Localiza-se no Vale do Jequitinhonha, às margens do Rio Jequitinhonha, e sua população em 2022 foi recenseada em 40 364 habitantes.
Durante muito tempo Almenara teve a maior praia fluvial do Brasil,a praia da Saudade. A poluição do Rio Jequitinhonha, causada pela extração do ouro feita com mercúrio trouxe danos imensos ao rio, diminuindo seu volume e, consequentemente alterando seu curso, retirou-lhe este atrativo.
A região vive essencialmente da pecuária, artesanato e terceiros. É uma das cidades mais populosas e bem econômicas do Vale do Jequitinhonha. Almenara viveu os seus tempos áureos na época que compreende os anos entre 1975 e 1995 e depois entrou em uma decadência profunda devido à falta de geração de renda que a pecuária extensiva propicia. Mas esse cenário vem mudando como a chegada de uma empresa de mineração a Magnesita S.A, redes de lojas,[carece de fontes] sendo considerada, também um polo regional de educação que abrange toda a região do médio e baixo Jequitinhonha com a chegada do Instituto Federal do Norte de Minas Gerais - Campus Almenara (IFNMG) oferecendo cursos de graduação e universidades como a Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM), Universidade Norte do Paraná (Unopar), Universidade de Almenara (Alfa), Universidade de Montes Claros (UNIMONTES), dentre outras.
"Almenara" vem do árabe المنارة (al-manāra), que significa "o farol".
O primeiro explorador a desbravar o Vale do Jequitinhonha foi Francisco Bruza Espinosa em 1553, acompanhado do padre jesuíta Aspilcueta Navarro. A expedião chegou a Serra do Espinhaço. Outra expedição, a de Sebastião Fernandes Tourinho em 1573, partiu em busca de minerais, passando pelo rio Araçuaí. No ano seguinte, a expedição de Antônio Dias colheu pedras e minérios que revelavam a presença de metais preciosos na região.
No final do século XVII, a região do Vale do Jequitinhonha foi abandonada pelos exploradores devido a descoberta do ouro em Vila Rica.
Almenara, antigo distrito criado com a denominação de Vigia, em 1887, quando ainda pertencia ao Município de Araçuaí. Foi alterado para São João do Vigia, em 1914, já pertencente ao município de São Miguel do Jequitinhonha (hoje: Jequitinhonha). Foi elevado à categoria de município com a denominação de Vigia pela Lei Estadual nº 58, de 12 de janeiro de 1938. Foi renomeado, em 1943, para Almenara, junto a sua emancipação.

De acordo com a divisão regional vigente desde 2017, instituída pelo IBGE, o município pertence às Região Geográfica Intermediária de Teófilo Otoni e Região Geográfica Imediata de Almenara. Até então, com a vigência das divisões em microrregiões e mesorregiões, fazia parte da microrregião de Almenara, que por sua vez estava incluída na mesorregião do Jequitinhonha.
Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), desde dezembro de 2002 a menor temperatura registrada em Almenara foi de 9,7 °C em 21 de julho de 2006 e a maior atingiu 42,1 °C em 2 de janeiro de 2016. O maior acumulado de precipitação em 24 horas foi de 122,4 milímetros (mm) em 10 de dezembro de 2021. A maior rajada de vento alcançou 23,8 m/s (85,7 km/h) em 22 de fevereiro de 2010 e o menor índice de umidade relativa do ar (URA) ocorreu em 10 de setembro de 2011, de apenas 11%.
| Dados climatológicos para Almenara | |||||||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Mês | Jan | Fev | Mar | Abr | Mai | Jun | Jul | Ago | Set | Out | Nov | Dez | Ano |
| Temperatura máxima recorde (°C) | 42,1 | 38,9 | 39,6 | 36,7 | 37,3 | 36,1 | 36,3 | 36,4 | 38 | 40,2 | 40,8 | 41 | 42,1 |
| Temperatura mínima recorde (°C) | 19,4 | 18,1 | 18,6 | 15,8 | 10,8 | 10,2 | 9,7 | 11,9 | 11,8 | 14,3 | 16,9 | 18,1 | 9,7 |
| Fonte: Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) (recordes de temperatura: 14/12/2002-presente) | |||||||||||||
Almenara conta com uma ampla rede de educação que inclui municipais, estaduais, particulares e federais.
A produção literária relacionada a Almenara inclui iniciativas de publicação coletiva e obras ligadas à cultura do Vale do Jequitinhonha. Entre essas iniciativas está Farol de Letras – Almenara em prosa e verso, coletânea de poemas, contos e crônicas de autores nascidos ou residentes no município. A obra foi utilizada em atividades educacionais de incentivo à leitura e de valorização da identidade cultural local.
Entre as artistas naturais do município está a cantora e escritora Déa Trancoso, cuja trajetória também é abordada em publicações acadêmicas sobre literatura e artes produzidas por mulheres.
Na poesia regional, destaca-se Gonzaga Medeiros, poeta e compositor nascido em Fronteira dos Vales que viveu grande parte de sua trajetória em Almenara. A partir de sua vivência no município, integrou o grupo de poetas responsáveis pelas antologias Jequitinhonha: Antologia Poética I e Jequitinhonha: Antologia Poética II, publicadas em 1982 e 1985.
A vida cultural e a escrita jornalística em Almenara também se manifestaram na imprensa alternativa regional da década de 1970. O município contou com a atuação de Carlos Guimarães como correspondente local e do jornalista e escritor almenarense Carlos Albérico Figueiredo na equipe de redação do jornal Geraes, periódico lançado em 1978 e voltado à realidade sociocultural do Vale do Jequitinhonha.