| Alpamayo Shuytu Rahu | |
|---|---|
Vista da face sudeste. | |
| Ponto mais alto | |
| Coordenadas | 8° 52′ 45″ S, 77° 39′ 12″ O |
| Altitude | 5 947 m a.n.m. m |
| Proeminência | 447 metros m |
| Geografia | |
| Localização | Ancash |
| País | |
| Geologia | |
| Cordilheira | Cordilheira Branca (Andes) |
O Alpamayo (em quíchua I: Allpa mayu), também conhecido localmente como Shuytu rahu (do quíchua ancaquino: 'nevado oblongo'), é uma montanha da Cordilheira dos Andes, situada na parte norte do ramal ocidental da Cordilheira Branca, dentro do Parque Nacional Huascarán no Peru. Alcança uma altitude de 5947 m a.n.m. e, desde 1966, tem sido apreciado pela beleza de seu perfil e considerado por diversas publicações como uma das montanhas mais belas do mundo.
Localizada perto do povoado de Alpamayo, entre as quebradas Los Cedros e Arhuaycocha, no distrito de Santa Cruz, província de Huaylas, departamento de Ancash, tem uma área glacial de 4,69 km², com uma altitude mínima de 4745 e uma máxima de 6005 m a.n.m.
Seu acesso ocorre a partir da cidade de Caraz, a 2250 m a.n.m. (467 km de Lima), no extremo norte do Callejón de Huaylas, por uma estrada de terra de 28 km, até o povoado de Cashapampa a 2900 m a.n.m. A partir daqui, são 22 km de caminhada ao longo da quebrada Santa Cruz, até o setor de Quisuarpampa, a 4000 m a.n.m., onde se toma o desvio ao norte, subindo pela quebrada Arhuaycocha, até o Acampamento Base, a 4300 m a.n.m.
O Alpamayo possui 13 rotas; entre as mais conhecidas destacam-se a Basco-Francesa, a Ferrari e a Japonesa. O acesso ao Alpamayo dura aproximadamente de 5 a 7 dias. Atualmente as expedições sobem pela quebrada Arhuaycocha, escalando pela face sudoeste (rota Ferrari), que foi escalada em 1975, com um grau de ascensão D (difícil).
O nevado obteve seu nome atual a partir do povoado de Alpamayo (em quíchua I Allpamayu: allpa = terra; mayu = rio), enquanto seu nome local em quíchua ancaquino é Shuytu rahu (shuytu = magro e longo, oblongo para cima; rahu = nevado).

Constitui um dos vários picos do maciço de Santa Cruz, o mais setentrional da Cordilheira Branca. Com uma escalada final de 450 m e inclinação média de 60 graus, forma uma pirâmide de gelo quase perfeita (vista a partir da quebrada Alpamayo). Apesar de ser consideravelmente menor que as montanhas vizinhas, distingue-se por sua simetria e aspecto. Sua face SO apresenta numerosas canaletas; duas delas formam a Rota Ferrari e a Rota Franco-Canadense (também chamada de Direitíssima). A partir da lagoa Pucacocha aprecia-se a face N.
Possui quatro faces que podem ser apreciadas de acordo com a localização em uma das quebradas:
Em 1862, o sábio Antonio Raimondi descreveu a Cordilheira Branca e publicou seu primeiro livro, Las riquezas minerales del departamento de Ancash, incluindo o primeiro mapa de Ancash.
Desde 1932 chegaram à Cordilheira Branca as expedições do Clube Alpino Alemão (Deutscher Alpenverein) dirigidas pelos professores Philip Borchers, Hermann Kinzl e Erwin Schneider das universidades de Munique na Alemanha e Innsbruck na Áustria. Eles publicaram os melhores mapas das cordilheiras de Ancash e o livro Cordillera Blanca, Perú em 1950. Além disso, nesse ano apareceram pela primeira vez duas fotografias do nevado Alpamayo, que sempre chamara a atenção por sua beleza.
Na Europa, o livro de Kinzl e Schneider chamou a atenção e motivou a chegada a Ancash da expedição alpinista franco-belga dirigida por George Kogan e Raymund Leininger. Após várias escaladas, exploraram detalhadamente as terras da família Romero Romaña, a Fazenda Colcas, e chegaram a subir a encosta do nevado Hualcayan sobre o cânion do Pato, cruzaram a lagoa Culicocha, até chegar à lagoa Jancarurish, aos pés do Alpamayo. Cruzaram o glaciar rachado e subiram pela crista Norte até chegar ao cume Norte do Alpamayo, que eles pensaram ser o cume máximo; tomaram cuidado para não pisar nas cornijas, pois, na expedição do grupo suíço de Zurique em 1948, pisar nestas ocasionou o fracasso da expedição.
Em 1965, o andinista peruano César Morales Arnao recebeu uma carta do diretor da revista alemã Alpinismus, convidando-o a enviar, representando o Peru, fotografias de montanhas peruanas para um concurso de fotografia de paisagens que elegeria as dez montanhas mais belas do mundo. O concurso foi realizado em maio de 1966 em Munique (Alemanha), onde foram avaliadas fotografias de 47 montanhas. O Alpamayo obteve a maior quantidade de votos, seguido pelo K2, o Cervino (Matterhorn), o Fitz Roy, o Mont Blanc, as Grandes Jorasses, o Siniolchu, o Machapuchare, o Ama Dablam e o Weisshorn. Em datas mais recentes, diversas publicações têm mencionado o Alpamayo como uma das montanhas ou cumes mais belos do mundo. Essa avaliação tem aparecido tanto em mídias especializadas quanto em publicações institucionais e de promoção turística.
O Alpamayo possui catorze rotas de ascensão por todas as suas faces, mas as mais praticadas e conhecidas são as três únicas da face sudoeste, já que exigem um alto nível técnico de escalada.
considered one of the most beautiful peaks in the world.
Considered by many as one of the most beautiful mountains in the world
circling one of the most beautiful mountains in the world
widely regarded as one of the most beautiful peaks on Earth.