| Alstom SA | |
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| Nome(s) anterior(es) | Als-thom (1928–1930) Alsthom (1930–1980) Alsthom Atlantique (1980–1989) GEC Alsthom (1989–1998) |
| Empresa de capital aberto | |
| Cotação |
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| Atividade | Transporte ferroviário |
| Fundação | 1928 |
| Sede | Saint-Ouen (Seine-Saint-Denis), França |
| Proprietário(s) | CDPQ, 17,5% |
| Pessoas-chave | Martin Sion, presidente do conselho de administração e diretor-executivo |
| Empregados | 86.039, em março de 2025 |
| Produtos | Veículos, serviços e sistemas ferroviários, sinalização e sistemas rodoviários elétricos |
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| Website | alstom |
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Alstom SA, pronunciada /alstɔm/ em francês, é uma fabricante multinacional francesa de sistemas de transporte ferroviário. Trabalha com transporte de passageiros, serviços ferroviários, sinalização e locomotivas. Produz trens de alta velocidade, suburbanos, regionais e urbanos, além de bondes.
A empresa e seu nome, escrito inicialmente como Alsthom, nasceram em 1928 da fusão da divisão de engenharia elétrica da Société Alsacienne de Constructions Mécaniques, Als, com a Compagnie Française Thomson-Houston, thom. Entre as aquisições posteriores estiveram a Constructions Électriques de France, em 1932, o estaleiro Chantiers de l'Atlantique, em 1976, vendido em 2006, e partes da ACEC, no fim da década de 1980.
A Alsthom, ainda com um "h" no nome, foi fundada em 1928 pela fusão da Compagnie française Thomson-Houston, subsidiária francesa de engenharia pesada da Thomson-Houston Electric Company, com a Société Alsacienne de Constructions Mécaniques. Em 1932, entrou no setor de transportes ao comprar a Constructions Électriques de France, de Tarbes, fabricante de locomotivas elétricas e equipamentos elétricos e hidráulicos.
Em 1969, a Compagnie Générale d'Électricité, CGE, tornou-se a acionista majoritária da Alsthom. A Alsthom se fundiu com a Chantiers de l'Atlantique em 1976 e passou a se chamar Alsthom Atlantique, entrando também na construção naval. No ano seguinte, construiu o primeiro grupo gerador de 1.300 MW para a Usina Nuclear de Paluel. A unidade chegou a produzir 1.500 MW, então um recorde mundial.
Em 1978, a Alsthom entregou seu primeiro TGV à SNCF. O TGV bateu recordes mundiais de velocidade ferroviária em 1981, com 380 km/h, e em 1990, com 515,3 km/h. Em 2001, percorreu os 1.067,2 km entre Calais e Marselha em 3 horas e 29 minutos, um recorde de percurso de longa distância em linha de alta velocidade. Em 1986, a unidade Alsthom Belfort recebeu da EDF uma encomenda para a maior turbina a gás do mundo, com 212 MW.
Em 1988 e 1989, a holding CGEE Alsthom comprou a ACEC Énergie, fabricante de turbinas hidráulicas e equipamentos elétricos para a indústria nuclear, e a ACEC Automatisme, voltada à automação. As duas vieram do desmembramento da empresa belga de engenharia elétrica Ateliers de Constructions Electriques de Charleroi. A Alsthom comprou toda a divisão de transportes da ACEC e lhe deu o nome ACEC Transport.
No início de 1989, a Alsthom se uniu em partes iguais à divisão de sistemas de energia da britânica General Electric Company, formando a GEC Alsthom. A operação deveria facilitar a venda de produtos da Alsthom fora do mercado francês. Em maio daquele ano, a GEC Alsthom comprou a fabricante britânica de veículos ferroviários Metro-Cammell.

No início da década de 1990, a GEC Alsthom foi a principal fabricante do British Rail Class 373, uma variante da família TGV projetada para atravessar o Eurotúnel entre o Reino Unido e a França. Os trens eram operados em conjunto pela Eurostar, mas foram encomendados por três empresas. A SNCF comprou 16 composições, a NMBS/SNCB comprou quatro e a British Rail comprou 18, das quais sete tinham formação reduzida para operar no norte de Londres. A primeira composição da classe 373 ficou pronta na fábrica da GEC Alsthom em Belfort, em 1992.
Em 1994, a GEC Alsthom comprou 51% da Linke-Hofmann-Busch, então pertencente à Salzgitter AG. Em 1995, comprou as ações restantes da fabricante de turbinas a vapor MAN Energie. No começo de 1998, adquiriu a empresa de engenharia elétrica Cegelec e a rebatizou como Alstom Power Conversion.
Em 1998, a GEC Alsthom comprou a Sasib Railways, divisão de sinalização ferroviária da empresa italiana SASIB. A compra abrangia a antiga General Railway Signal, dos Estados Unidos.
Em junho de 1998, a GEC Alsthom teve suas ações lançadas na Euronext Paris. A GEC e a Alcatel venderam parte das participações de 23,6% que cada uma detinha. A empresa também retirou o "h" do nome e passou a se chamar oficialmente Alstom.

Em 1999, a Alstom comprou metade da divisão de sistemas de energia da ABB e criou com ela a ABB Alstom Power, dividida igualmente entre as duas empresas. A subsidiária canadense Télécité fornecia sistemas integrados de informação, segurança e entretenimento para passageiros. A Alstom vendeu à General Electric sua divisão de turbinas a gás de grande porte, baseada em projetos licenciados pela GE. Em 2000, a Alstom comprou a participação da ABB na empresa conjunta.
Em 2000, a Alstom vendeu seus negócios de motores a diesel, Ruston, Paxman e Mirrlees Blackstone, para o MAN Group. Também comprou 51% da fabricante italiana de material ferroviário Fiat Ferroviaria, que dominava a tecnologia de trens pendulares. Em abril de 2003, a Alstom vendeu seu negócio de turbinas industriais para a Siemens AG por € 1,1 bilhão.
Em 2003, a Alstom enfrentava uma crise financeira causada por uma combinação de vendas fracas e mais de US$ 5 bilhões em dívidas. A situação poderia levar à liquidação da empresa. A maior parte da dívida veio de um encargo de US$ 4 bilhões causado por uma falha de projeto numa turbina desenvolvida pela ABB (empresa), comprada pela Alstom em 2000, e da quebra da Renaissance Cruises durante a retração do mercado naval. O preço das ações da Alstom caiu 90% em dois anos. A Comissão Europeia se opôs a um plano de resgate de € 3,2 bilhões que envolvia o Estado francês. As regras de concorrência da União Europeia restringem auxílios estatais sem autorização da Comissão. A aprovação veio com a condição de que a Alstom vendesse subsidiárias, entre elas seus ativos de construção naval e transmissão elétrica.
Em 2004, o Estado francês comprou 21% da Alstom por € 772 milhões. O auxílio aprovado pela União Europeia somou € 2,5 bilhões. A empresa vendeu à Areva seu negócio de transmissão e distribuição de energia, chamado de "rede". A fabricante de locomotivas a diesel MACOSA foi vendida à Vossloh, e a Alstom Power Rentals, à APR LLC. A Alstom recomprou a divisão de transmissão da Areva em 2010.
A antiga fábrica de veículos ferroviários da Metro-Cammell em Washwood Heath fechou em 2005. No mesmo ano, a Alstom vendeu a Alstom Transport Australia and New Zealand ao United Group. A empresa passou a integrar a divisão United Group Rail. A Alstom retomou a fabricação na Austrália no começo da década de 2010.
Em 2006, a Alstom vendeu sua divisão naval para o grupo norueguês Aker Yards, com o compromisso de reter 25% das ações até 2010. Também vendeu a Alstom Power Conversion, que se tornou Converteam, em um acordo de compra alavancada financiado pelo Barclays Private Equity France SAS.
Em junho de 2006, Bouygues comprou do governo francês uma participação de 21% na Alstom por € 2 bilhões. A Bouygues elevou depois sua participação para 24%.

Em 2007, o TGV POS bateu o recorde mundial de velocidade sobre trilhos, com 574,8 km/h. Em março, a Alstom comprou da Calpine Corporation a fabricante de componentes para turbinas a gás Power Systems Manufacturing LLC, da Flórida, por US$ 242 milhões. Em junho, a empresa comprou a fabricante espanhola de turbinas eólicas Ecotècnia, rebatizada como Alstom Ecotècnia e, em 2010, como Alstom Wind. Também adotou uma nova identidade visual, com "alstom" como nome comercial e "Alstom SA" nos documentos legais.
Em 2009, a Alstom adquiriu uma participação de 25% na fabricante russa de locomotivas Transmashholding. Seis anos depois, a Alstom decidiu aumentar sua participação acionária na Transmashholding para 33% por cerca de € 54 milhões. Um acordo entre a Transmashholding e a LocoTech-Service reduziu a participação da Alstom na fabricante russa para 20% em agosto de 2018.
Em 2011, a Alstom e o governo iraquiano assinaram um memorando de entendimento para construir uma nova linha ferroviária de alta velocidade entre Bagdá e Baçorá.
Em 2012, a Alstom começou a construir fábricas em Sorel-Tracy, Quebec, Canadá, para veículos ferroviários de passageiros. Depois que um consórcio formado pela Alstom Wind, pela EDF e pela Ørsted recebeu três grandes contratos franceses de parques eólicos marítimos, a empresa iniciou a construção de fábricas em Cherbourg-en-Cotentin para pás e torres de turbinas eólicas, em parceria com a LM Power, e em Saint-Nazaire, para naceles e geradores.
No mesmo ano, a empresa formou uma empresa conjunta com RusHydro para fabricar equipamentos hidrelétricos para usinas hidrelétricas de pequeno e médio porte, com até cerca de 100 MW.
No fim de 2012, a Alstom comprou da Rolls-Royce a Tidal Generation Ltd para ampliar seu negócio de energia maremotriz. A unidade foi vendida à GE em 2015 com o restante da divisão de energia.
Em novembro de 2013, a Alstom anunciou que pretendia levantar de € 1 bilhão a € 2 bilhões com a venda de ativos secundários e, possivelmente, de uma participação na Alstom Transport. O plano também cortaria 1.300 postos de trabalho. Em 2014, a Alstom vendeu à Triton Partners por € 730 milhões sua unidade de componentes auxiliares de vapor. Ela produzia pré-aquecedores de ar, aquecedores gás-gás, equipamentos industriais de transferência de calor e moinhos.
Em novembro de 2014, a Alstom recebeu um contrato de US$ 429,4 milhões para modernizar 85 trens do Metropolitano da Cidade do México.
A partir de 2009, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos, DOJ, passou a examinar as práticas da Alstom sob a suspeita de violação da Lei de Práticas de Corrupção no Exterior, de 1977. A lei norte-americana também se aplica a condutas praticadas fora do país. A Alstom cooperou no começo do processo. Em 2010, o DOJ abriu uma investigação sobre os negócios da empresa, com atenção especial a um contrato de US$ 118 milhões firmado na Indonésia em 2003.
Em 13 de abril de 2013, o executivo sênior da Alstom Frédéric Pierucci foi preso no Aeroporto Internacional John F. Kennedy em Nova Iorque. Ele foi acusado de ignorar deliberadamente indícios de corrupção na empresa e permaneceu 14 meses em uma prisão de segurança máxima. Seus pedidos de liberdade sob fiança foram negados até a semana da aquisição da Alstom pelo conglomerado norte-americano General Electric. No final de 2014, a Alstom foi multada em US$ 772 milhões pelo DOJ, e admitiu culpa com base na Lei de Práticas de Corrupção no Exterior por subornos pagos para obter contratos no exterior.
Em meados de 2014, a Alstom Network UK foi acusada pelo Serious Fraud Office, SFO, do Reino Unido em relação a crimes de corrupção supostamente cometidos na obtenção de contratos de transporte na Índia, Polônia e Tunísia, com base na seção 1 da Lei de Prevenção da Corrupção de 1906 e na Lei Penal de 1977. Outras acusações foram feitas no final de 2014 pelo SFO em relação a práticas corruptas usadas para obter contratos de energia na Lituânia. Acusações adicionais relativas a contratos para o Metropolitano de Budapeste na Hungria foram acrescentadas em abril de 2015. Em dezembro de 2018, três executivos da Alstom foram considerados culpados de conspiração para corromper após uma investigação do SFO sobre alegações de que políticos lituanos e funcionários receberam subornos em troca da concessão de contratos.
Em fevereiro de 2020, a Organização das Nações Unidas publicou um banco de dados sobre empresas envolvidas em atividades relacionadas aos assentamentos israelenses. A Alstom entrou na lista por prestar serviços que davam apoio à manutenção dos assentamentos e por usar recursos naturais, em especial água e terra, para fins comerciais. Em 5 de julho de 2021, o KLP, maior fundo de pensão da Noruega, anunciou que retiraria seus investimentos na Alstom e em outras 15 empresas citadas no relatório por manterem negócios com assentamentos israelenses na Cisjordânia ocupada.
Em 24 de abril de 2014, a possível compra da Alstom por US$ 13 bilhões pela General Electric, GE, elevou o preço das ações da empresa em 18% num só dia. A Bouygues, que detinha 29% do capital, apoiava a negociação. Em 27 de abril, a Siemens AG apresentou uma proposta concorrente. A oferta trocaria parte de sua divisão ferroviária pelo negócio de energia da Alstom e acrescentaria uma parcela em dinheiro equivalente à da GE, além de garantias de emprego. A oferta da Siemens teria sido promovida pelo ministro da Economia francês Arnaud Montebourg. A sobreposição de produtos entre a Siemens e a Alstom aumentava o risco de cortes de empregos e de objeções pelos órgãos de concorrência da União Europeia. Investidores e analistas receberam a oferta da Siemens com ceticismo e a chamaram de defensiva.
Em 29 de abril, o conselho da Alstom aceitou uma oferta de € 10 bilhões da GE por sua divisão de energia. Numa carta ao presidente François Hollande, o executivo da GE Jeffrey R. Immelt prometeu manter investimentos nas atividades francesas da Alstom, preservar a segurança do setor nuclear civil e assumir compromissos de emprego. As atividades eólicas da Alstom Wind seriam abertas a investidores. Em 30 de abril, a Alstom confirmou que uma oferta para suas divisões de energia e rede, com valor patrimonial de € 12,35 bilhões e valor empresarial de € 11,4 bilhões, estava sob análise, inclusive pelo Estado francês. Em 30 de abril, a GE confirmou que havia feito uma oferta de US$ 16,9 bilhões, formada por US$ 13,5 bilhões de valor empresarial e US$ 3,4 bilhões em caixa. Em 5 de maio, a GE se ofereceu para comprar um quarto das ações das empresas indianas de energia e distribuição da Alstom, Alstom T&D India e Alstom India, por 261,25 e 382,20 rúpias por ação, avaliadas em US$ 278 milhões e US$ 111 milhões, respectivamente, sujeito ao sucesso de sua oferta pela Alstom SA.
Em 5 de maio de 2014, o governo francês declarou que não apoiava a oferta da GE, citando preocupações sobre o futuro da divisão ferroviária da Alstom como uma entidade separada menor e propôs que a GE transferisse sua própria divisão ferroviária para a Alstom. Também pesaram a independência nacional do campo nuclear civil e os empregos franceses. Em 14 de maio, a França emitiu um decreto chamado Decreto n.º 2014-479, de 14 de maio de 2014. O texto, chamado de "decreto Alstom", ampliou o poder do Estado para vetar a aquisição de "interesses estratégicos" em áreas de fornecimento de energia, água, transportes, telecomunicações e saúde pública. Tanto a organização patronal francesa MEDEF como o comissário europeu do Mercado Interno e Serviços (Michel Barnier) responderam negativamente ao decreto.
Em 16 de junho, a Siemens e a Mitsubishi Heavy Industries, MHI, apresentaram uma oferta concorrente. A Siemens compraria as atividades de turbinas a gás da Alstom por € 3,9 bilhões. A MHI pagaria € 3,1 bilhões por participações de 40% no negócio de vapor e energia nuclear, 20% na rede elétrica e 20% em hidreletricidade. A proposta também previa a compra de mais 10% das ações da Bouygues e a possível criação de uma empresa conjunta de transporte ferroviário. Em 19 de junho, a GE revisou sua oferta, mantendo o preço, mas reduzindo a parcela paga em dinheiro. Também propôs a formação de uma empresa conjunta de seus negócios de energia renovável, rede elétrica, turbina a vapor e energia nuclear. A GE anunciou um memorando de entendimento entre as duas empresas do setor ferroviário e a venda da unidade de sinalização ferroviária da GE para a Alstom. Em 20 de junho, a Siemens e a MHI modificaram sua oferta, com a MHI aumentando sua participação nos negócios de vapor, hidrelétrica e rede da Alstom para 40% em cada uma das três divisões, por € 3,9 bilhões, enquanto a Siemens aumentou sua oferta em € 400 milhões para € 4,3 bilhões. O ministro da Economia, Arnaud Montebourg, disse que bloquearia as duas propostas. O governo francês acabou apoiando a oferta da GE, mas exigiu novos compromissos e garantias. Também pretendia comprar dois terços da participação de 20% detida pela Bouygues. No dia seguinte, o conselho da Alstom apoiou a oferta revisada da GE. Em 22 de junho, o Estado francês acertou com a Bouygues a compra de 20% da Alstom, com desconto de 2% a 5% sobre um valor mínimo próximo de € 35 por ação.
A compra deveria ser concluída no começo de 2015. No início de 2015, a Comissão Europeia começou a examinar o acordo. Os reguladores de concorrência da UE e dos EUA aprovaram o acordo em setembro de 2015, sob a condição de que a fabricação e os serviços das turbinas a gás GT26 e GT36 fossem vendidos. A subsidiária Power Systems Mfg. LLC, PSM, responsável por peças para turbinas GE7FA, também seria transferida à Ansaldo Energia.
A venda da divisão de energia da Alstom para a GE foi concluída em 2 de novembro de 2015. O valor final foi de € 12,4 bilhões. A Alstom recebeu € 9,7 bilhões e reinvestiu o restante nas empresas conjuntas com a GE e em outros ajustes. Os negócios comprados foram incorporados à GE Power & Water, que passou a se chamar GE Power. O grupo Alstom conservou o negócio ferroviário e comprou a GE Signaling por € 700 milhões. A aquisição gerou US$ 17,3 bilhões em ágio para a GE. O total reunia US$ 7,2 bilhões do valor contábil negativo da Alstom na data da compra e o preço de US$ 10,1 bilhões. Em outubro de 2018, a GE amortizou US$ 23 bilhões do valor de sua divisão da indústria de energia, em grande parte atribuídos à compra da Alstom.

Em novembro de 2015, a Indian Railways contratou a Alstom para construir uma fábrica de locomotivas elétricas em Madhepura, no estado de Biar. A encomenda inicial abrangia 800 locomotivas articuladas de 9 MW para o Corredor Oriental Dedicado a Cargas, por 190 bilhões de rúpias, cerca de US$ 2,9 bilhões. A fábrica, avaliada em 13 bilhões de rúpias, cerca de US$ 200 milhões, seria administrada por uma empresa conjunta na qual o Ministério das Ferrovias da Índia teria 26%.
Em setembro de 2015, a Amtrak escolheu a Alstom para um contrato de US$ 2,5 bilhões destinado a novos trens de alta velocidade do Corredor Nordeste. O projeto criaria 750 postos de trabalho no norte do estado de Nova Iorque, sendo 400 deles na fabricação pela Alstom. A Amtrak confirmou a encomenda de 28 composições Avelia Liberty em agosto de 2016. Esses trens são fabricados na fábrica da Alstom em Hornell.
Em março de 2016, a empresa conjunta formada pela Alstom e pela Gibela começou a construir uma fábrica de trens com 60.000 m² em Dunnotar, perto de Joanesburgo, na África do Sul. A primeira encomenda previa 580 trens de passageiros X'Trapolis Mega para a Agência de Transporte Ferroviário de Passageiros da África do Sul. O contrato de € 4 bilhões havia sido assinado em 2013.
Em setembro de 2016, a Alstom anunciou que encerraria a fabricação de locomotivas em sua unidade Belfort na França até 2018 devido ao baixo número de pedidos. A atividade de produção restante seria transferida para suas instalações de Alstom DDF em Reichshoffen, Alsácia. Em outubro de 2016, o Estado francês fez um pedido de cerca de € 650 milhões para 15 trens TGV Euroduplex, 20 locomotivas e mais uma encomenda para a construção de 30 trens intermunicipais em Reichshoffen. Juntas, essas encomendas foram suficientes para evitar o fechamento da fábrica de Belfort no curto e médio prazo.
Em junho de 2017, a Alstom inaugurou a maior instalação de modernização ferroviária do Reino Unido em Halebank, nos arredores de Liverpool. O trabalho inicial envolveu a repintura dos trens Class 390 Pendolino.
Em 12 de novembro de 2024, a Alstom entregou a Taiwan o primeiro de 35 trens Metropolis integralmente automatizados. A composição tem quatro vagões de aço inoxidável, transporta até 700 passageiros, dos quais 108 sentados, e alcança 100 km/h.
Em setembro de 2025, a Alstom recebeu um contrato de NZ$ 1,066 bilhão para construir e manter 18 trens-unidade elétricos a bateria destinados a Wellington. A fabricação ficará na Índia. As entregas à Nova Zelândia devem começar em 2029 e a entrada em operação está prevista para 2030.
Em 26 de setembro de 2017, a Alstom anunciou uma proposta de fusão com a Siemens Mobility, a divisão de material rodante do conglomerado alemão Siemens AG. A operação foi apresentada como a criação de "um novo campeão europeu na indústria ferroviária". A empresa ferroviária resultante se chamaria Siemens Alstom, teria sede em Paris, receita de US$ 18 bilhões e empregaria 62.300 pessoas em mais de 60 países. Em novembro de 2018, a Comissão Europeia manifestou preocupação com o domínio que a empresa resultante teria no mercado europeu e com possíveis aumentos nas tarifas de passageiros e de cargas. Protestos contra reformas financeiras na rede ferroviária francesa e na SNCF também ocorriam no país.
A proposta buscava conter o crescimento da concorrente chinesa CRRC e recebeu apoio de integrantes dos governos francês e alemão. Sindicatos franceses se opuseram à operação, que deveria ser concluída no fim de 2018, por temerem cortes de empregos. Os acionistas da Alstom aprovaram a proposta em 17 de julho de 2018. A Comissão Europeia vetou a fusão em 6 de fevereiro de 2019. Poupart-Lafarge chamou o veto de resultado de "preconceitos ideológicos".
Em fevereiro de 2020, a Alstom assinou um memorando para comprar a Bombardier Transportation, fabricante de trens com sede em Berlim, por € 5,8 bilhões a € 6,2 bilhões. O negócio dependia da aprovação dos acionistas da Alstom e dos órgãos europeus de concorrência. A Caisse de dépôt et placement du Québec, principal acionista da Bombardier, já havia concordado com a venda.
Os órgãos de concorrência da União Europeia aprovaram a compra em julho de 2020. A Alstom precisou vender a fábrica DDF de Reichshoffen e um negócio de trens regionais na França, além de uma fábrica e uma plataforma de trens da Bombardier na Alemanha. Também ofereceu garantias e transferiu outros ativos da Bombardier.
A fusão entre a Alstom e a Bombardier foi concluída em 29 de janeiro de 2021.
Em 2024, a Alstom anunciou a emissão de € 1,75 bilhão em ações e títulos para reduzir a dívida e evitar o rebaixamento de sua nota de crédito para a categoria especulativa.
Em setembro de 2024, a Alstom concluiu a venda de sua divisão norte-americana de sinalização ferroviária para Knorr-Bremse por US$ 690 milhões.
Em agosto de 2025, a Alstom fechou um acordo com Virgin Trains para 12 novos trens de alta velocidade Avelia Stream. Os trens farão parte do novo serviço de £ 700 milhões da Virgin em toda a Europa Ocidental, com passagem pelo Eurotúnel.
A Alstom Transport produz sistemas, equipamentos e serviços ferroviários. A divisão faturou € 5,5 bilhões em 2013. Seu catálogo abrange trens de alta velocidade, bondes, metrôs, trens elétricos e a diesel, sinalização, tração, fornecimento de energia e obras de via. A empresa projeta e instala sistemas de informação, eletrificação, comunicação, assentamento de trilhos, estações, oficinas e depósitos. Também faz manutenção, reconstrução e reforma de veículos. Em 2014, a Alstom Transport trabalhava em 70 países e empregava 26.000 pessoas.
A Alstom fabrica material ferroviário no Brasil desde a década de 1950. A produção começou em Taubaté, na antiga fábrica da Mecânica Pesada. Em 1997, a empresa assumiu a Mafersa e sua unidade na Lapa, em São Paulo. A fábrica paulista produziu trens para redes brasileiras e para exportação. Nove das 42 composições encomendadas pelo metrô de Chennai foram montadas na Lapa. As outras 33 ficaram a cargo da fábrica de Sri City, na Índia.
A fábrica de Taubaté começou a produzir caixas de aço inoxidável para trens em 2015 e foi ampliada em 2022. Em julho de 2024, havia produzido 5.000 caixas. Os veículos fabricados no país foram entregues a operadores de São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Fortaleza, Recife e Brasília, além do VLT Carioca.
Em Portugal, a empresa opera há mais de 30 anos. Dois terços dos trens em circulação no país foram fabricados pela Alstom ou usam tecnologia da empresa. Entre eles estão o Alfa Pendular, trens regionais e as primeiras 102 composições do Metro do Porto. A Alstom também forneceu o sistema de proteção automática Convel, instalado em mais de 1.500 km de linhas e em mais de 500 unidades embarcadas.
A produção em série abrange os trens de alta velocidade TGV, com mais de 650 composições vendidas em 25 anos, os trens de 1995 e de 1996 do Metrô de Londres, o British Rail Class 390 e o AGV.
Depois da incorporação da General Railway Signal, em 1998, a Alstom passou a fabricar equipamentos de sinalização na antiga fábrica da GRS perto de Rochester (Nova Iorque). A produção foi transferida para o Missouri após a compra da GE Signaling, enquanto a unidade da GRS permaneceu responsável pelo projeto de seus equipamentos anteriores.
A Alstom fabrica o trem basculante Pendolino desde 2002, depois da compra da Fiat Ferroviaria.
A empresa também produz bondes Citadis. Em 2007, mais de 1.100 bondes Citadis estavam em uso em 28 cidades, entre elas Dublin, Argel, Barcelona, Melbourne, Roterdã e Paris.
Entre 2007 e 2010, a empresa produziu 1.002 vagões R160A do Metropolitano de Nova Iorque em Hornell. As carrocerias foram construídas na fábrica da Lapa, em São Paulo. Em 2013, a Alstom ganhou um contrato de 14,7 bilhões de rúpias indianas para fornecer 168 vagões ao metrô de Chennai. Também venceu a licitação para fornecer trens ao metrô de Kochi. Em setembro de 2015, o senador Charles Schumer anunciou em Hornell, no estado de Nova Iorque, que a Amtrak concederia à Alstom um contrato de US$ 2,45 bilhões para sua nova geração de trens de alta velocidade no Corredor Nordeste. A encomenda criaria 750 postos de trabalho no norte do estado, sendo 400 deles na fabricação direta pela Alstom. Os trens alcançam 300 km/h e usam inclinação ativa. As 28 composições deveriam entrar em serviço até 2023, mas só 14 haviam sido construídas até a primavera de 2025. Os cinco primeiros trens entraram em operação em 28 de agosto daquele ano.
Os trens de alta velocidade da nova geração pertencem à família Avelia, formada pelo ETR 675, Avelia Horizon e Avelia Liberty.
Unidades múltiplas elétricas e a diesel
Locomotivas
Metrôs
Veículos leves sobre trilhos e bondes
Carros de passageiros
A Alstom desenvolveu um sistema de alimentação pelo solo, chamado em francês de alimentation par le sol ou APS, para ônibus e outros veículos. Os testes verificaram sua compatibilidade com limpa-neves e seu funcionamento sob neve, gelo, sal rodoviário e salmoura. O projeto eRoadMontBlanc deve experimentar o sistema em caminhões e outros veículos na estrada pública RN205, na região de Ródano-Alpes, entre 2024 e 2027. Será o primeiro teste de uma estrada elétrica pública na França.
As atividades de energia da Alstom formavam a Alstom Power Systems. A divisão projetava, fabricava e fornecia equipamentos e serviços para usinas e clientes industriais. Trabalhava com gás, carvão, energia nuclear, hidrelétrica e eólica. Seus produtos abrangiam caldeiras, turbinas a vapor e a gás, turbinas eólicas, geradores e sistemas de controle de emissões e de operação de usinas.
A Power Systems modernizava turbinas a vapor usadas em usinas nucleares e termelétricas e reformava instalações em operação. Também mantinha turbinas da própria Alstom, da GE e da Siemens em contratos de longo prazo.
Na Rússia, a empresa prestou serviços de manutenção a equipamentos nucleares sob um acordo conjunto com Atomenergomash e transferiu tecnologia para um projeto de usinas nucleares flutuantes. No Brasil, a Alstom, junto com Bardella, manteve uma empresa conjunta chamada Indústria Metalúrgica e Mecânica da Amazônia para construir usinas hidrelétricas na região amazônica e em outros pontos da América Latina. Na Índia, a Alstom tinha uma empresa conjunta com a Bharat Forge para fabricar equipamentos de geração de energia.
Em 2015, todo o setor de energia foi assumido pela General Electric.
A Alstom criou uma terceira divisão, dedicada à transmissão de energia, em 7 de junho de 2010, quando comprou o negócio de transmissão da Areva SA. A Alstom Grid fabricava equipamentos para toda a cadeia de transmissão elétrica, entre eles sistemas de corrente alternada e contínua em tensão ultra-alta.
A divisão tinha sede em La Défense, a oeste de Paris, e trabalhava com produtos para transmissão, sistemas elétricos de potência, automação e serviços. Em 2014, detinha cerca de 10% do mercado mundial.
Em 2015, a General Electric comprou a divisão e lhe deu o nome GE Grid Solutions.
As ações da Alstom foram lançadas nas bolsas de valores de Londres, Nova York e Paris em 22 de junho de 1998. Após a reconstrução financeira em 2003, a empresa permaneceu listada na Bolsa de Paris, mas foi retirada da Bolsa de Valores de Londres em 17 de novembro de 2003 e da Bolsa de Valores de Nova Iorque em agosto de 2004.
Le choix que nous avons fait, avec le premier ministre, est un choix de patriotisme économique. Ces mesures de protection des intérêts stratégiques de la France sont une reconquête de notre puissance. C'est la fin du laisser-faire