| Amado Cervo | |
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Amado Cervo em 2004 | |
| Nascimento | 1941 |
| Morte | 12 de novembro de 2025 (83–84 anos) |
| Cidadania | Brasil |
| Alma mater | |
| Ocupação | historiador, professor |
| Distinções | |
| Empregador(a) | Universidade de Brasília |
Amado Luiz Cervo foi um historiador brasileiro, autor de diversos livros, enfocando principalmente a política exterior do país. É Doutor em História pela Universidade de Estrasburgo.
Nasceu em Faxinal do Soturno em 1941 e cresceu na zona rural. Na época, Faxinal do Soturno fazia parte de Cachoeira do Sul, por isso Cervo costumava dizer que era natural de Cachoeira do Sul. É descendente de italianos. Já crescido, foi para o município de Viamão, onde começou o curso de Filosofia. Também chegou a estudar Teologia por um curto período. Mas em 1964, decidiu sair do curso de Filosofia quando recebeu um convite para estudar História na França. Assim, foi para a França, onde se graduou em História na Universidade de Estrasburgo em 1966. Depois concluiu, na mesma universidade, o mestrado em 1968 e o doutorado em 1970, ambos em História.
Enquanto estava na França, conheceu uma marroquina, Irene, com quem se casou e teve filhos. Em 1970, depois de concluir o doutorado, voltou para o Brasil e começou sua carreira acadêmica como professor na Universidade de Passo Fundo, onde ficou até 1976. Nesse ano, foi para Brasília e ingressou no Departamento de História da Universidade de Brasília (UnB). Em 1977, ministrou aulas de História no Instituto Rio Branco.
Trabalhou na área de História, com ênfase em História Moderna e Contemporânea. Atuou principalmente nos seguintes temas: América, Relações Internacionais e Política Exterior do Brasil. Autor de diversos livros sobre a política exterior do Brasil, foi amplamente considerado um dos maiores historiadores e especialistas em relações internacionais do país. Também foi largamente conhecido e lido nas universidades latino-americanas.
Um de seus livros mais conhecidos é "História da Política Exterior do Brasil", escrito em conjunto com Clodoaldo Bueno.
Por seus trabalhos, Cervo foi homenageado em 1992 com a Ordem de Rio Branco no grau de oficial.
Fez parte do conselho editorial da revista Cena Internacional. Foi também coordenador do Programa de Pós-Graduação em História da UnB, entre 1978 e 1994; e chefe do Departamento de História da UnB entre 1995 e 1997.
Foi professor titular dos cursos de História e Relações Internacionais da Universidade de Brasília. Em 2003, também se tornou professor titular do curso de formação à carreira diplomática do Instituto Rio Branco, onde já havia dado aulas uma vez, em 1977. Ainda em 2003, Cervo se aposentou, mas continuou a dar aulas no Instituto Rio Branco, a orientar alunos nos cursos de mestrado e doutorado da UnB e, por vezes, colaborar com a universidade e o Instituto. Em 2005, recebeu o título de Professor Emérito da UnB. Em 2010, recebeu o título de Professor Honorário da Universidade Nacional de Rosário, na Argentina.
Em 2019, Cervo doou seu acervo bibliográfico para a biblioteca da Universidade Federal de Santa Maria e recebeu da mesma universidade a Medalha de Visitante Ilustre.
Estevão de Rezende Martins organizou um livro completamente em homenagem ao trabalho de Cervo: "Relações Internacionais:Visões do Brasil e da América Latina".
Faleceu em 12 de novembro de 2025. A causa da morte não foi divulgada. Foi enterrado no cemitério Campo da Esperança, em Brasília.