Amundi Asset Management

Amundi S.A.
Empresa de capital aberto
CotaçãoEuronext Paris: AMUN
Componente do CAC Next 20
AtividadeGestão de investimentos
Fundação2010
SedeParis, França
Área(s) servida(s)Mundial
Proprietário(s)Crédit Agricole, 68,35%
Pessoas-chaveOlivier Gavalda, presidente do conselho de administração
Valérie Baudson, diretora-executiva
Empregados5.600 em 2025
ProdutosFundos de investimento
Fundos negociados em bolsa
Fundos de índice
Gestão de ativos
Gestão de riscos
SubsidiáriasBFT Investment Managers
CPR Asset Management
Lyxor Asset Management
Websiteamundi.com
  • Notas de rodapé / referências
  • Ativos sob gestão: Aumento 2,38 trilhões de euros em 2025

A Amundi S.A. é uma empresa francesa de gestão de ativos. Com 2,38 trilhões de euros em ativos sob gestão em 2025, cerca de 2,72 trilhões de dólares, é a maior gestora de ativos da Europa e uma das dez maiores gestoras de investimentos do mundo.

Fundada em 1 de janeiro de 2010, a empresa nasceu da fusão das atividades de gestão de ativos do Crédit Agricole, realizadas pela Crédit Agricole Asset Management, ou CAAM, e da Société Générale, realizadas pela Société Générale Asset Management, ou SGAM. O grupo Amundi está listado na bolsa Euronext desde novembro de 2015. Seu acionista majoritário é o Crédit Agricole S.A.

Na estrutura jurídica do grupo Amundi, a Amundi Asset Management é uma de suas subsidiárias, ao lado de outras empresas do setor de gestão de ativos, como a CPR Asset Management, ou CPR AM, e a BFT Investment Managers, ou BFT IM, na França.

A Amundi atua em diferentes áreas da gestão de investimentos. Na gestão ativa, administra fundos de investimento em ações, títulos de dívida, carteiras diversificadas, produtos estruturados e recursos de tesouraria. Na gestão passiva, emite fundos negociados em bolsa, conhecidos pela sigla ETF, e administra fundos de índice. A empresa também oferece produtos de investimento em ativos reais e alternativos, sobretudo imóveis e private equity. Esses produtos atendem a investidores de varejo e institucionais, por meio de investimentos coletivos ou mandatos específicos. Na França, a empresa é mais conhecida por sua atuação nos planos de poupança para empregados, chamados de épargne salariale. A Amundi também tem uma unidade de pesquisa e análise que publica regularmente estudos sobre a conjuntura econômica mundial e a evolução dos mercados de ações.

O grupo Amundi tem escritórios em países da Europa, da Ásia e nos Estados Unidos. Estima-se que atenda, direta ou indiretamente, cerca de 100 milhões de clientes individuais e 1.000 clientes institucionais no mundo.

História

Origens

No fim de 2008, o Crédit Agricole e a Société Générale decidiram reunir suas subsidiárias de gestão de ativos em uma nova empresa. Até então, a Crédit Agricole Asset Management e a Société Générale Asset Management administravam, cada uma, fundos UCITS de títulos de dívida e de ações, produtos alternativos e estruturados, além de ETFs.

As duas instituições assinaram um acordo preliminar em 26 de janeiro de 2009 e um acordo definitivo em 9 de julho do mesmo ano. O Crédit Agricole teria 75% da nova empresa, e a Société Générale, 25%. A direção ficaria com Yves Perrier, então diretor-executivo da CAAM. O nome "Amundi" foi anunciado oficialmente em 23 de outubro de 2009. A empresa foi criada em 1 de janeiro de 2010, após a autorização da Comissão Europeia para a fusão. As duas equipes foram reunidas gradualmente ao longo de 2010, com a eliminação de 260 postos de trabalho no mundo e a criação de cerca de 60 vagas nas áreas de gestão de riscos e distribuição comercial.

Com 670 bilhões de euros em ativos sob gestão às vésperas de sua criação, a Amundi nasceu como a terceira maior gestora de ativos da Europa, atrás da AXA e da Allianz, e passou a figurar entre as dez maiores do mundo.

Expansão na Europa e nos Estados Unidos

Os fundos da Amundi são distribuídos principalmente pelas redes bancárias de seus acionistas majoritários, Crédit Agricole e Société Générale, e de suas respectivas subsidiárias, LCL e Crédit du Nord. Na criação da Amundi, essas redes respondiam por mais de 70% da captação líquida, enquanto o restante vinha de investidores institucionais. A empresa ampliou sua base de investidores. Em 2015, mais de 60% dos ativos sob gestão provinham de fora dessas redes bancárias.

Em 2012, a Amundi firmou um acordo de distribuição com a gestora TOBAM e adquiriu 10,6% de seu capital. Essa participação aumentou para 20% em 2016.

Em junho de 2013, a Amundi anunciou a compra da Smith Breeden Associates, nos Estados Unidos. A operação foi concluída em outubro daquele ano. Especializada na gestão de fundos de títulos de dívida denominados em dólares, a empresa administrava cerca de 6,4 bilhões de dólares, equivalentes a 4,9 bilhões de euros. Após a compra, passou a se chamar Amundi Smith Breeden LLC e a sediar as operações norte-americanas da Amundi.

Em outubro de 2014, a Amundi adquiriu a totalidade do capital da Bawag PSK Invest, subsidiária de gestão de investimentos do banco austríaco Bawag PSK, e entrou no mercado da Áustria. Incorporada à Amundi, a Bawag PSK Invest administrava cerca de 4,6 bilhões de euros em 78 fundos. A compra incluiu um acordo para distribuir os fundos da Amundi pela rede de aproximadamente 500 agências do banco Bawag PSK no país. Pouco depois, a Amundi anunciou a aquisição de 87,5% do capital da Kleinwort Benson Investors, gestora sediada em Dublin, com filiais em Boston e Nova York e 7,6 bilhões de euros em ativos.

Em 2014, o Crédit Agricole S.A. aumentou sua participação na Amundi ao comprar da Société Générale 5% do capital da empresa por 337,5 milhões de euros. Com a operação, passou a controlar 80% do capital da Amundi.

Oferta pública inicial

Em 17 de junho de 2015, o Crédit Agricole e a Société Générale anunciaram a intenção de abrir o capital da Amundi no mercado de ações até o fim daquele ano. A oferta pública inicial, ou IPO, permitiu à Société Générale vender sua participação de 20% e ao Crédit Agricole vender 5%, mantendo-se como acionista majoritário, com 75% do capital social. O grupo Amundi estreou na Euronext em 12 de novembro de 2015, com valor de mercado de 7,5 bilhões de euros. As ações foram ofertadas a 45 euros cada e encerraram o primeiro pregão pouco acima de 47 euros. A imprensa comparou o sucesso da oferta com os casos da Deezer e da Oberthur Technologies, cujas aberturas de capital haviam sido canceladas antes da estreia da Amundi, em meio às dificuldades de negociação causadas pela turbulência nos mercados no verão de 2015.

Em dezembro de 2016, a Amundi anunciou a aquisição integral da Pioneer Investments, subsidiária de gestão de ativos do banco italiano UniCredit, por 3,5 bilhões de euros. A operação foi financiada com 1,5 bilhão de euros da Amundi, uma emissão de dívida de 600 milhões de euros e um aumento de capital de 1,4 bilhão de euros garantido pelo Crédit Agricole. Após a operação, a participação do Crédit Agricole no capital da Amundi caiu de 75% para 70% ao fim de 2017.

Concluída em 3 de julho de 2017, a aquisição acrescentou 242,9 bilhões de euros aos ativos sob gestão da Amundi no terceiro trimestre daquele ano. O total passou de 1,121 trilhão de euros no fim de junho de 2017 para 1,4 trilhão no fim de setembro. A Amundi tornou-se a oitava maior gestora de ativos do mundo. Ao fim de 2017, administrava 1,426 trilhão de euros em ativos.

A aquisição permitiu à Amundi ampliar sua rede de distribuição na Itália, na Alemanha e na Áustria, onde a Pioneer Investments já operava, e ampliar sua experiência em gestão de investimentos. A Itália passou a ser o segundo maior mercado da Amundi, depois da França. Nos Estados Unidos, o nome Pioneer foi mantido e combinado ao da compradora na marca Amundi Pioneer.

Ao anunciar a compra, a Amundi informou que pretendia cortar 450 postos de trabalho do total de 5.000 empregados das duas empresas no mundo.

Novas aquisições e parcerias

Em 2020, a Amundi adquiriu a totalidade da espanhola Sabadell AM, subsidiária do Banco Sabadell com 22 bilhões de euros em ativos sob gestão. A compra custou 430 milhões de euros e incluiu um acordo de dez anos com o Banco Sabadell para a distribuição dos fundos da Amundi na Espanha. No mesmo ano, a Amundi firmou uma parceria na China com a BOC Wealth Management, subsidiária do Bank of China, para criar a Amundi BOC Wealth Management Company Limited. Nessa empresa conjunta, a Amundi detinha 55% do capital, e a BOC Wealth Management, 45%.

Em 2021, a Amundi anunciou a aquisição da Lyxor Asset Management da Société Générale por 825 milhões de euros. A operação incorporou à Amundi os 148 bilhões de euros em ativos administrados pela Lyxor em 31 de dezembro de 2021. A experiência da Lyxor na gestão de ETFs permitiu à Amundi ampliar seus negócios de gestão passiva e tornar-se a segunda maior fornecedora de ETFs da Europa, atrás da BlackRock. Com a incorporação da Lyxor, a Amundi ultrapassou 2 trilhões de euros sob gestão no fim de 2021.

Em abril de 2024, a Amundi acertou a venda de sua operação nos Estados Unidos, que administrava 104 bilhões de dólares, à Victory Capital. Em troca, receberia uma participação de 26,1% na Victory e acesso a seus produtos e clientes norte-americanos. Em novembro de 2025, comprou uma participação de 9,9% na ICG plc, empresa britânica de investimentos em private equity.

Atividades

Gestão de ativos

A Amundi administra fundos de investimento nos quais pessoas físicas, investidores institucionais e empresas podem aplicar suas economias, seu capital ou seus recursos de tesouraria, delegando à empresa a gestão desses valores. As aplicações podem ser coletivas ou individuais, por meio de mandatos e fundos exclusivos. A atividade central da Amundi é a "gestão de ativos por conta de terceiros", e sua receita, expressa como receita bancária líquida, provém das taxas cobradas sobre os ativos administrados, principalmente taxas de subscrição e taxas anuais de administração. A Amundi administra fundos UCITS e ETFs, além de fundos que investem em ativos reais e alternativos, sobretudo imóveis e produtos estruturados.

UCITS

A Amundi administra fundos UCITS divididos em duas categorias principais, os fundos de ações e os fundos de títulos de dívida, que incluem fundos de renda fixa e do mercado monetário. Além dessas duas linhas de produtos, há duas divisões que abrangem diferentes classes de ativos e adotam uma "gestão diversificada". Elas combinam ações, títulos de dívida, ativos monetários e imóveis em um mesmo fundo e usam uma estratégia de "retorno absoluto". Essa estratégia busca obter rendimentos anuais iguais ou superiores aos das aplicações no mercado monetário. Os investimentos em UCITS eram a principal especialidade da CAAM e da SGAM, que captavam recursos para seus fundos por meio das redes bancárias do Crédit Agricole e da Société Générale. Desde a criação da Amundi, sua oferta de fundos de investimento é promovida pelos consultores dessas redes e, cada vez mais, por investidores particulares ou profissionais, na França e no exterior.

ETFs

A Amundi também atua na gestão passiva por meio da venda de ETFs, comercializados sob a marca Amundi ETF. Ao fim de 2017, o grupo administrava 38 bilhões de euros nesses produtos. Essa atividade veio da CASAM, Crédit Agricole Structured Asset Management, uma divisão da CAAM que administrava 65 ETFs no fim de 2009, antes da criação da Amundi. Em 2009, os ETFs da SGAM foram transferidos para a Lyxor Asset Management, subsidiária da Société Générale. A Amundi ETF oferece duas categorias de produtos. Os ETFs de ações reproduzem o desempenho de índices de mercados nacionais, regionais ou setoriais. Os ETFs de títulos de dívida reproduzem o desempenho de títulos públicos ou títulos de dívida de empresas.

Ativos reais e alternativos

Até setembro de 2016, a Amundi havia reunido todos os seus investimentos em imóveis, dívida privada, private equity e infraestrutura em uma única plataforma dedicada a "ativos reais e alternativos". A criação dessa área reuniu 34 bilhões de euros em ativos sob gestão, com a meta de chegar a 70 bilhões de euros até 2020. A divisão concentra-se em investimentos imobiliários. Entre os edifícios adquiridos desde seu lançamento estão o Cœur Défense, no distrito empresarial de La Défense, em Paris, comprado em 2017 em parceria com a Crédit Agricole Assurances e a Primonial REIM, e a torre Hekla, também em La Défense, comprada na planta em 2017 em parceria com a Primonial REIM. Os imóveis da Amundi são detidos por veículos de investimento imobiliário. O principal deles, o OPCIMMO, foi lançado em 2011.

No setor de private equity, a Amundi criou a Amundi Private Equity Funds, subsidiária voltada à aquisição de participações em empresas não listadas em bolsa. Ela oferece financiamento por dívida e por participação no capital. Um fundo de dívida lançado em 2017 tinha como garantia estoques de presunto e queijo parmesão mantidos na Itália. Na área de infraestrutura, a Amundi firmou uma parceria com a empresa francesa de energia Électricité de France, EDF, e criou a Amundi Transition Energétique para financiar projetos de energias renováveis. A Amundi detém 60% da subsidiária, e a EDF, 40%. Em 2017, a Amundi também firmou uma parceria com o Comissariado de Energia Atômica e Energias Alternativas da França para criar a Supernova Invest. A Amundi Private Equity detém 40% dessa empresa, destinada a investir em projetos de inovação tecnológica na França.

Investimento socialmente responsável

Em 2018, a Amundi ampliou suas atividades de investimento socialmente responsável. Em março daquele ano, uniu-se à Corporação Financeira Internacional, integrante do Grupo Banco Mundial, para lançar um fundo de títulos verdes voltado a países de mercados emergentes. Com 1,42 bilhão de dólares em ativos no lançamento, era o maior fundo de títulos verdes do mundo. Em outubro de 2018, a Amundi anunciou seu "Plano de Ação 2021", que previa adequar todos os investimentos aos critérios ambientais, sociais e de governança, conhecidos pela sigla ESG. A meta era que, até 2021, 100% dos ativos sob gestão seguissem esses critérios, ante 5%, ou 32 bilhões de euros, na criação da Amundi em 2010, e 19%, ou 280 bilhões de euros, no anúncio do plano em 2018. A empresa também se comprometeu a incorporar os critérios ESG à sua política de voto nas assembleias gerais anuais das empresas das quais é acionista.

Em dezembro de 2022, a Amundi tinha 911,45 bilhões de dólares em ativos sob gestão destinados a investimentos responsáveis.

Pesquisa e análise financeira

Além da gestão de ativos, a Amundi tem um departamento dedicado à análise de mercados e ao estudo da conjuntura econômica mundial. Em 2022, a empresa anunciou a reunião das áreas de pesquisa econômica, estratégia de mercado e assessoria em alocação de ativos em um único departamento, chamado Amundi Institute, dirigido por Pascal Blanqué.

O grupo publica estudos econômicos de acesso livre e gratuito em francês e inglês no site Amundi Research Center. Entre eles está a publicação mensal Cross Asset Investment Strategy. A Amundi também organiza uma conferência anual, o Amundi World Investment Forum, na qual palestrantes convidados discutem temas macroeconômicos. A edição de 2018 contou com a participação de Janet Yellen, ex-presidente do Federal Reserve.

A Amundi também utiliza análises financeiras externas em sua gestão de investimentos. Com a entrada em vigor da diretiva europeia MiFID II, em janeiro de 2018, as gestoras passaram a ter de dar mais transparência aos clientes sobre esse tipo de custo. A Amundi decidiu arcar com os custos das análises externas, sem repassá-los aos clientes.

Serviços

Em 2016, a Amundi lançou a Amundi Services, que passou a se chamar Amundi Technology em março de 2021. A divisão oferece serviços a outras gestoras de ativos e a investidores institucionais. Inspirada na plataforma Aladdin, da BlackRock, ela disponibiliza um sistema de gestão de carteiras no modelo de software como serviço, ou SaaS, chamado ALTO, sigla de Amundi Leading Technologies & Operations. O ALTO abrange todas as funções das áreas de negociação e controle de operações, chamadas de front office e middle office, desde as decisões de investimento e as ordens de compra e venda até a verificação das regras de investimento, o cálculo de indicadores de risco, o acompanhamento do desempenho e a elaboração de fichas informativas para clientes. Em 2021, a Amundi anunciou uma parceria com o BNY Mellon para incorporar as ferramentas OMNI, desenvolvidas pelo banco, aos serviços da Amundi Technology, sobretudo para clientes dos Estados Unidos e do Reino Unido.

Em 2021, a Amundi informou que 24 empresas de investimento utilizavam as ferramentas da Amundi Technology, das quais 11 haviam aderido em 2020. Entre os clientes está a Goldman Sachs Fund Solutions, para a qual a Amundi Technology administra, acompanha e supervisiona produtos de gestão quantitativa e alternativa desde 2018. A Asteria Investment Managers utiliza o ALTO desde 2020, e o BNY Mellon, desde 2022.

Subsidiárias e parcerias

Na França

A Amundi tem subsidiárias no setor de gestão de ativos na França.

A CPR Asset Management, ou CPR AM, pertence integralmente à Amundi. Antes, era uma subsidiária da Crédit Agricole Asset Management, originária da antiga Compagnie parisienne de réescompte, adquirida pelo Crédit Agricole Indosuez em 2000. A CPR AM oferece fundos UCITS que investem em ações ou produtos de renda fixa, ou combinam essas aplicações. Seus clientes são principalmente investidores institucionais e profissionais de gestão de patrimônio. Em 2015, a Amundi anunciou que a CPR AM se tornaria seu centro especializado em investimentos temáticos em ações e transferiu 2,4 bilhões de euros em ativos sob gestão para a subsidiária. Ao fim de 2021, a CPR AM administrava 64 bilhões de euros.

A BFT Investment Managers, ou BFT IM, é uma gestora francesa que pertence integralmente à Amundi desde 2011, quando o Crédit Agricole transferiu sua subsidiária BFT Gestion para o grupo. Em 2015, a BFT Gestion adotou o nome BFT Investment Managers. A empresa oferece fundos de investimento em ações ou renda fixa, principalmente a investidores institucionais e empresas. Ao fim de 2021, administrava 39 bilhões de euros.

A Lyxor Asset Management é subsidiária da Amundi desde 2021. A empresa é especializada na gestão de ETFs e em investimentos alternativos, incluindo serviços para fundos de cobertura. Ao fim de 2021, administrava 148 bilhões de euros em ativos.

Na França, a Amundi também possui duas subsidiárias herdadas da SGAM na fusão com a CAAM, a Étoile Gestion, que atende à rede do Crédit du Nord, e a Société Générale Gestion. A Amundi também detém 20% da TOBAM e 3,2% da Tikehau.

Presença internacional

A Amundi tem seis centros de gestão de ativos no mundo, em Paris, Londres, Tóquio, Boston, Dublin e Milão.

A empresa mantém escritórios na maioria dos países da Europa para distribuir seus produtos de investimento localmente. O grupo tem subsidiárias em Luxemburgo, a Amundi Luxembourg, na Suíça, a Amundi Switzerland, com escritórios em Genebra e Zurique, e na Alemanha, a Amundi Deutschland GmbH, com escritórios em Frankfurt e Munique. Também tem a Amundi Austria GmbH, na Áustria, a Amundi SGR SpA, na Itália, e a Amundi Iberia SGIIC, na Espanha. Em Luxemburgo, a Amundi detém 50,04% da Fund Channel, plataforma de distribuição de fundos de investimento mantida em uma empresa conjunta com o BNP Paribas, que possui os outros 49,96%.

Publicidade da Amundi em um bonde de Hong Kong

Na Ásia-Pacífico, seu principal mercado fora da Europa, o grupo tem uma subsidiária no Japão, a Amundi Japan, resultante da compra da Resona Asset Management pela SGAM em 2004. A Amundi também possui subsidiárias em Hong Kong, a Amundi Hong Kong Limited, em Taiwan, a Amundi Taiwan Limited, e em Singapura, a Amundi Singapore Limited. Na Tailândia, opera a Amundi Mutual Fund Brokerage Securities (Thailand) Company Limited, na Malásia, a Amundi Malaysia Sdn Bhd, e na Austrália, a Amundi Asset Management Australia Ltd.

A Amundi também atua em outras quatro regiões da Ásia por meio de empresas conjuntas com instituições financeiras locais. Na China, detém 33,3% da ABC-CA Fund Management, gestora criada a partir de uma parceria entre o Banco Agrícola da China e o Crédit Agricole. Também possui 55% da Amundi BOC Wealth Management Company Limited, mantida em conjunto com a BOC Wealth Management, subsidiária do Bank of China. Na Índia, o grupo detém 37% da SBI Mutual Fund, gestora mantida em parceria com o State Bank of India, em um acordo herdado da SGAM. Na Coreia do Sul, a Amundi possui 40% da NH-Amundi Asset Management. Os outros 60% pertencem ao grupo sul-coreano NongHyup Financial Group. Em 2020, a Amundi administrava, no total, quase 300 bilhões de euros em ativos na Ásia.

Nos Estados Unidos, a Amundi tem um escritório em Durham, herdado da compra da Smith Breeden Associates. A principal sede do grupo no país fica em Boston, onde está a subsidiária Amundi Pioneer, responsável pelas operações na América do Norte. O grupo também atua em Montreal por meio da Amundi Canada Inc. Na América Latina, a Amundi tem escritórios no México e no Chile, subordinados à Amundi Iberia SGIIC, e na Argentina.

No Magrebe e no Oriente Médio, a Amundi tem uma filial no Marrocos, a Amundi Investment Morocco, dedicada a investimentos imobiliários. O grupo também detém 34% da Wafa Gestion, sediada no país. Possui ainda um escritório na Armênia, a Amundi ACBA, e duas filiais nos Emirados Árabes Unidos, em Abu Dhabi e Dubai.

Patrocínios

Em fevereiro de 2021, a Amundi anunciou que passaria a dar nome ao Evian Championship como patrocinadora principal. O torneio feminino de golfe, disputado na França, é um dos cinco campeonatos da categoria major reconhecidos pela LPGA, entidade norte-americana que organiza o circuito profissional feminino mais lucrativo. O contrato de patrocínio tem duração de cinco anos.

Dados financeiros

Dados financeiros em milhões de euros, em 31 de dezembro de cada ano
Ano 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2019 2020 2021
Receita 1.4481.3701.4561.4381.5401.6561.6942.3012.5822.7072.5953.204
EBITDA 6096297006657307738161.1281.2511.3311.2551.670
Lucro líquido 4034224854504885285686818559599101.369

Ver também

Referências

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Leitura adicional

Ligações externas