| BlackRock, Inc. | |
|---|---|
Sede da BlackRock no 50 Hudson Yards | |
| Empresa de capital aberto | |
| Cotação | NYSE: BLK S&P 100 Componente do S&P 500 B3: BLAK34 |
| Atividade | Gestão de investimentos |
| Fundação | 9 de março de 1988 |
| Fundador(es) | Robert S. Kapito Larry Fink Susan Wagner |
| Sede | 50 Hudson Yards, Nova Iorque, Estados Unidos |
| Área(s) servida(s) | Mundial |
| Pessoas-chave | Larry Fink, presidente do conselho e diretor executivo Robert S. Kapito, presidente Philipp Hildebrand, vice-presidente do conselho |
| Empregados | 24.900 (2025) |
| Produtos | Investimentos alternativos Gestão de ativos Investimentos ESG Gestão patrimonial Aladdin |
| Subsidiárias | iShares Global Infrastructure Partners HPS Investment Partners |
| Ativos | US$ 170,0 bilhões (2025) |
| Receita | US$ 24,22 bilhões (2025) |
| Lucro | US$ 5,553 bilhões (2025) |
| Website | blackrock |
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BlackRock, Inc. é uma empresa multinacional estadunidense de gestão de investimentos. Fundada em 1988, começou como uma gestora institucional de ativos de renda fixa, com ênfase em gestão de riscos. É a maior gestora de ativos do mundo, com US$ 15,3 trilhões em ativos sob gestão em 2026. Sua sede fica em Nova Iorque. A empresa mantém 70 escritórios em 30 países e atende clientes em 100 países.
A BlackRock administra a família iShares de fundos negociados em bolsa. Junto com Fidelity, Vanguard e State Street, integra o grupo das quatro maiores administradoras de fundos de índice. Seu sistema Aladdin acompanha carteiras de investimentos de grandes instituições financeiras, enquanto a divisão BlackRock Solutions presta serviços de gestão de riscos financeiros. A BlackRock ocupa a 210.ª posição na lista Fortune 500.
A empresa adotou critérios de governança ambiental, social e corporativa (ESG) em parte de sua política de investimentos. Virgínia Ocidental, Flórida e Luisiana retiraram recursos administrados pela BlackRock ou restringiram negócios com a empresa em reação a essas políticas. A BlackRock também recebeu críticas por investimentos em empresas ligadas a combustíveis fósseis, à indústria de armamentos, ao Exército de Libertação Popular e a violações de direitos humanos na China.
A BlackRock foi fundada em 1988 por Larry Fink, Robert S. Kapito, Susan Wagner, Barbara Novick, Bennett Golub, Hugh Frater, Ralph Schlosstein e Keith Anderson. O grupo pretendia oferecer gestão de ativos a clientes institucionais com uma abordagem centrada em risco. Fink, Kapito, Golub e Novick haviam trabalhado juntos no First Boston, onde Fink e sua equipe estiveram entre os primeiros participantes do mercado estadunidense de títulos lastreados em hipotecas. Fink perdeu US$ 90 milhões enquanto era codiretor da divisão de renda fixa do First Boston. A experiência o levou, junto com os demais fundadores, a desenvolver práticas de controle de risco e dever fiduciário que consideravam mais rigorosas. Para obter o capital inicial, Fink procurou Peter Peterson, da Blackstone Group, que apoiou a ideia de uma empresa dedicada à gestão de riscos. Peterson chamou o negócio de Blackstone Financial Management. Em troca de 50% da operação de títulos, a Blackstone concedeu inicialmente a Fink e sua equipe uma linha de crédito de US$ 5 milhões. O negócio passou a dar lucro em poucos meses. Em 1989, seus ativos haviam quadruplicado, chegando a US$ 2,7 bilhões, e a participação da Blackstone havia caído para 40%.
Em 1992, a Blackstone detinha cerca de 36% da empresa, e Stephen A. Schwarzman e Fink discutiam a possibilidade de vender ações ao público. A empresa adotou o nome BlackRock e encerrou o ano com US$ 17 bilhões sob gestão. No fim de 1994, o total era de US$ 53 bilhões. Em 1994, Schwarzman e Fink divergiram sobre remuneração e participação acionária. Fink queria conceder participação a novas contratações para atrair profissionais dos bancos, enquanto Schwarzman não queria diluir ainda mais a fatia da Blackstone. Os dois decidiram separar os negócios, e Schwarzman vendeu a BlackRock. Anos depois, chamou a decisão de "erro heroico".
Em junho de 1994, a Blackstone vendeu ao PNC Financial Services, por US$ 240 milhões, uma unidade de títulos hipotecários com US$ 23 bilhões em ativos. A unidade negociava hipotecas e outros ativos de renda fixa. No processo de venda, o nome Blackstone Financial Management foi alterado para BlackRock Financial Management. Schwarzman permaneceu na Blackstone, enquanto Fink se tornou presidente do conselho e diretor executivo da BlackRock.
Em 1 de outubro de 1999, a BlackRock abriu seu capital e vendeu ações a US$ 14 cada em uma oferta pública inicial na Bolsa de Valores de Nova Iorque. Ao fim daquele ano, administrava US$ 165 bilhões. A empresa cresceu de forma orgânica e por aquisições. Em 2000, criou a BlackRock Solutions para oferecer gestão de riscos e análise de investimentos a investidores institucionais e outras grandes gestoras. A plataforma reúne serviços de consultoria e tecnologia e é baseada no sistema Aladdin, nome formado por Asset Liability and Debt and Derivative Investment Network.
Em agosto de 2004, a BlackRock fez sua primeira aquisição de grande porte ao comprar da MetLife a SSRM Holdings, controladora da State Street Research & Management, por US$ 325 milhões em dinheiro e US$ 50 milhões em ações. A operação elevou os ativos sob gestão de US$ 314 bilhões para US$ 325 bilhões. O negócio também incorporou, em 2005, a atividade de fundos mútuos da State Street Research & Management.
Em 2006, a BlackRock se fundiu com a divisão Merrill Lynch Investment Managers (MLIM). A participação da PNC foi reduzida pela metade, e a Merrill passou a deter 49,5% da empresa. Em outubro de 2007, a BlackRock adquiriu a operação de fundos de fundos da Quellos Capital Management. Em abril de 2009, comprou a R3 Capital Management, LLC e assumiu a gestão de seu fundo de US$ 1,5 bilhão. Em maio daquele ano, o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos contratou a BlackRock Solutions para analisar, desfazer e precificar ativos problemáticos pertencentes ao Bear Stearns, American International Group, Freddie Mac, Morgan Stanley e outras instituições afetadas pela crise financeira de 2008. O Federal Reserve também encarregou a BlackRock de supervisionar a liquidação de US$ 130 bilhões em dívidas do Bear Stearns e da American International Group.
Em fevereiro de 2010, após precisar levantar capital por causa da crise financeira de 2008, o Barclays vendeu à BlackRock a unidade Barclays Global Investors (BGI), que incluía a iShares, por US$ 13,5 bilhões. O Barclays recebeu uma participação próxima de 20% na BlackRock. Em 1 de abril de 2011, a empresa passou a integrar o índice S&P 500. Em 2013, a Fortune incluiu a BlackRock em sua lista anual World's 50 Most Admired Companies. Em 2014, os US$ 4 trilhões sob gestão fizeram dela a maior gestora de ativos do mundo. No fim de 2014, o Sovereign Wealth Fund Institute informou que investidores institucionais respondiam por 65% dos ativos administrados pela BlackRock.
Em 30 de junho de 2015, a BlackRock tinha US$ 4,721 trilhões sob gestão. Em 26 de agosto, firmou acordo definitivo para adquirir a FutureAdvisor, uma empresa de gestão patrimonial digital que administrava cerca de US$ 600 milhões. A FutureAdvisor passaria a operar dentro da BlackRock Solutions. Em novembro de 2015, a BlackRock anunciou o encerramento do fundo de cobertura BlackRock Global Ascent após perdas. O Global Ascent era seu único fundo dedicado à estratégia macro global, enquanto a empresa concentrava sua atividade em fundos mútuos e fundos negociados em bolsa. A BlackRock administrava então US$ 51 bilhões em fundos de cobertura, dos quais US$ 20 bilhões estavam em fundos de fundos.
Em março de 2017, depois de uma revisão de seis meses liderada por Mark Wiseman, a BlackRock reorganizou sua operação de US$ 8 bilhões em fundos de gestão ativa. Sete gestores de carteira deixaram a empresa, foi reconhecido um encargo de US$ 25 milhões no segundo trimestre e alguns fundos foram substituídos por estratégias quantitativas. Em abril, a iShares respondia por US$ 1,41 trilhão, ou 26% dos ativos sob gestão da BlackRock, e por 37% da receita proveniente de taxas básicas. No mesmo mês, a empresa apoiou pela primeira vez a inclusão de ações da China continental em um índice global da MSCI.
Em maio de 2020, o PNC Financial Services vendeu sua participação na BlackRock por US$ 14,4 bilhões. Em março, o Federal Reserve havia escolhido a BlackRock para administrar dois programas de compra de títulos corporativos criados em resposta à pandemia de COVID-19. O trabalho abrangia o Primary Market Corporate Credit Facility, de US$ 500 bilhões, e o Secondary Market Corporate Credit Facility. Também incluía compras, pelo Federal Reserve, de títulos lastreados em hipotecas comerciais garantidos pela Government National Mortgage Association, Fannie Mae ou Freddie Mac. Em agosto de 2020, a BlackRock recebeu autorização da China Securities Regulatory Commission para criar uma operação de fundos mútuos no país. Foi a primeira gestora global a obter permissão do governo chinês para iniciar esse tipo de negócio.
Em outubro de 2021, a BlackRock lançou o programa Voting Choice, que permite a clientes institucionais investidos em fundos de índice participar de votações de acionistas. Os clientes habilitados podem votar em todas as matérias, somente em algumas, escolher entre 14 políticas de voto ou deixar a decisão com a equipe de stewardship de investimentos da BlackRock. A BlackRock Investment Stewardship conta com cerca de 70 analistas que mantêm contato com conselhos e equipes de administração das empresas e votam ações em nome dos clientes que não exercem o voto.
Em maio de 2021, a BlackRock informou ter sido a principal provedora de dívida para a aquisição, pela heylo housing, de uma carteira de 3.000 imóveis residenciais em regime de propriedade compartilhada no programa Home Reach. A operação foi avaliada em £ 362,5 milhões.
Em novembro de 2021, a BlackRock reduziu investimentos na Índia e ampliou sua exposição à China. A empresa mantém um India Fund, pelo qual investe em empresas indianas como Byju's, Paytm e Pine Labs. Em 28 de dezembro de 2022, foi anunciado que a BlackRock e Volodymyr Zelensky haviam coordenado uma função para a empresa na reconstrução da Ucrânia. Larry Fink e Zelensky haviam se reunido por videoconferência em setembro de 2022. Em julho de 2025, a Bloomberg informou que a BlackRock havia interrompido no começo daquele ano os esforços para reunir investidores para um fundo destinado à recuperação da Ucrânia, em meio ao aumento da incerteza. A empresa afirmou que concluiu em 2024 seu trabalho de consultoria pro bono e já não tinha mandato ativo. Em abril de 2023, a BlackRock foi contratada para vender US$ 114 bilhões em ativos do Signature Bank e do Silicon Valley Bank após a crise bancária nos Estados Unidos em 2023. Em junho de 2023, protocolou na Securities and Exchange Commission dos Estados Unidos um pedido para lançar um fundo negociado em bolsa de Bitcoin à vista. Em novembro, fez pedido semelhante para um ETF de Ethereum. O ETF de Bitcoin e outros dez pedidos foram aprovados em 10 de janeiro de 2024. Em 19 de janeiro, o iShares Bitcoin Trust ETF (IBIT) tornou-se o primeiro ETF de Bitcoin à vista a alcançar US$ 1 bilhão em volume.
Em julho de 2023, a BlackRock nomeou Amin H. Nasser para seu conselho de administração. Nasser, diretor executivo da Saudi Aramco, ocuparia em 2024 a vaga deixada por Bader Alsaad. Também em julho, a Jio Financial Services entrou no mercado de gestão de ativos por meio de uma joint venture paritária com a BlackRock, chamada Jio BlackRock. Em agosto, a BlackRock firmou acordo com a Nova Zelândia para criar um fundo de NZ$ 2 bilhões destinado a projetos de energia solar, eólica, hidrogênio verde, armazenamento em baterias e recarga de veículos elétricos, dentro da meta do país de alcançar eletricidade 100% renovável até 2030. Em janeiro de 2024, a BlackRock anunciou a compra da Global Infrastructure Partners por US$ 12,5 bilhões. A empresa concordou em pagar US$ 3 bilhões em dinheiro e 12 milhões de suas próprias ações. Em março, lançou na rede Ethereum seu primeiro fundo tokenizado, o BlackRock USD Institutional Digital Liquidity Fund (BUIDL), com investimentos em títulos do Tesouro dos Estados Unidos e operações compromissadas. O fundo reuniu US$ 245 milhões em ativos na primeira semana. Em 15 de julho de 2024, a BlackRock retirou de circulação um anúncio filmado em 2022 no qual aparecia brevemente Thomas Matthew Crooks, autor da tentativa de assassinato de Donald Trump na Pensilvânia. A empresa ampliou sua sede no 50 Hudson Yards em meados de 2024.
Em março de 2025, a BlackRock lançou seu primeiro produto negociado em bolsa de Bitcoin na Europa, o iShares Bitcoin ETP, domiciliado na Suíça e listado em Paris, Amsterdã e Frankfurt. Nos Estados Unidos, o iShares Bitcoin Trust havia sido lançado em janeiro de 2024 e, em maio daquele ano, já era o maior fundo de Bitcoin do mundo, com quase US$ 20 bilhões em ativos. Em abril de 2025, a BlackRock apresentou à SEC um pedido para criar uma nova classe de cotas de seu fundo de mercado monetário de US$ 150 bilhões, registrada em uma blockchain. Em junho, lançou o iShares Texas Equity ETF (TEXN), voltado a empresas com sede no Texas. Em 24 de fevereiro de 2026, a BlackRock adquiriu participação de 5,01% na HLB, uma empresa sul-coreana de biotecnologia. Em março, anunciou que limitaria resgates de um fundo de crédito privado.
Em 2020, a organização sem fins lucrativos American Economic Liberties Project publicou um relatório afirmando que as três grandes gestoras BlackRock, Vanguard e State Street administravam, juntas, mais de US$ 15 trilhões em ativos globais, valor equivalente a mais de três quartos do produto interno bruto dos Estados Unidos. O relatório defendeu reformas estruturais e maior regulação dos mercados financeiros.
Em 2021, a BlackRock superou US$ 10 trilhões em ativos sob gestão. Em 30 de junho de 2025, o total era de US$ 12,53 trilhões. Em 2025, a empresa registrou receita de US$ 24,22 bilhões, lucro operacional de US$ 7,045 bilhões, lucro líquido de US$ 5,553 bilhões, ativos totais de US$ 170,0 bilhões e patrimônio líquido de US$ 55,89 bilhões.
| Ano | Receita US$ milhões |
Lucro líquido US$ milhões |
Ativos totais US$ milhões |
Ativos sob gestão US$ milhões |
Preço por ação US$ |
Empregados |
|---|---|---|---|---|---|---|
| 2005 | 1.191 | 234 | 1.848 | 62,85 | 2.151 | |
| 2006 | 2.098 | 323 | 20.469 | 103,75 | 5.113 | |
| 2007 | 4.845 | 993 | 22.561 | 128,69 | 5.952 | |
| 2008 | 5.064 | 784 | 19.924 | 1.310.000 | 144,07 | 5.341 |
| 2009 | 4.700 | 875 | 178.124 | 3.350.000 | 136,79 | 8.629 |
| 2010 | 8.612 | 2.063 | 178.459 | 3.561.000 | 145,85 | 9.127 |
| 2011 | 9.081 | 2.337 | 179.896 | 3.513.000 | 148,27 | 10.100 |
| 2012 | 9.337 | 2.458 | 200.451 | 3.792.000 | 158,53 | 10.500 |
| 2013 | 10.180 | 2.932 | 219.873 | 4.325.000 | 238,52 | 11.400 |
| 2014 | 11.081 | 3.294 | 239.792 | 4.651.895 | 289,80 | 12.200 |
| 2015 | 11.401 | 3.345 | 225.261 | 4.645.412 | 322,68 | 13.000 |
| 2016 | 12.261 | 3.168 | 220.177 | 5.147.852 | 334,16 | 13.000 |
| 2017 | 13.600 | 4.952 | 220.217 | 6.288.195 | 414,60 | 13.900 |
| 2018 | 14.198 | 4.305 | 159.573 | 5.975.818 | 492,98 | 14.900 |
| 2019 | 14.539 | 4.476 | 168.622 | 7.430.000 | 448,22 | 16.200 |
| 2020 | 16.205 | 4.932 | 176.982 | 8.677.000 | 558,56 | 16.500 |
| 2021 | 19.169 | 5.901 | 152.648 | 10.010.143 | 913,76 | 18.400 |
| 2022 | 17.873 | 5.178 | 117.628 | 8.594.485 | 708,63 | 19.800 |
| 2023 | 17.859 | 5.502 | 123.211 | 10.008.995 | 811,80 | 19.800 |
| 2024 | 20.407 | 6.369 | 138.615 | 11.551.251 | 1.025,11 | 21.100 |
| Nº | Data da aquisição | Empresa | País | Preço | Uso ou integração | Referências |
|---|---|---|---|---|---|---|
| 1 | 10 de fevereiro de 2006 | Divisão Merrill Lynch Investment Managers (MLIM) | Estados Unidos | US$ 9,3 bilhões | Presença no varejo e em mercados internacionais | |
| 2 | 12 de janeiro de 2009 | Barclays Global Investors | Estados Unidos | US$ 13,5 bilhões | Fundos negociados em bolsa | |
| 3 | 15 de janeiro de 2010 | Helix Financial Group | Estados Unidos | Não divulgado | Imóveis comerciais | |
| 4 | 25 de agosto de 2015 | FutureAdvisor | Estados Unidos | US$ 150 milhões | Consultoria automatizada de investimentos | |
| 5 | 18 de abril de 2016 | Operação de fundos de mercado monetário do Bank of America | Estados Unidos | Não divulgado | US$ 80 bilhões em ativos de fundos de mercado monetário | |
| 6 | 1 de fevereiro de 2017 | Plataforma de investimentos em infraestrutura de energia da First Reserve Corporation | Estados Unidos | Não divulgado | Fundos de investimento em energia | |
| 7 | 9 de junho de 2017 | Cachematrix | Estados Unidos | Não divulgado | Gestão de liquidez | |
| 8 | 8 de janeiro de 2018 | Tennenbaum Capital Partners | Estados Unidos | Não divulgado | Crédito privado | |
| 9 | 24 de setembro de 2018 | Operação de gestão de ativos do Citibanamex | México | US$ 350 milhões | Fundos de renda fixa, ações e múltiplas classes de ativos | |
| 10 | 10 de maio de 2019 | eFront | França | US$ 1,3 bilhão em dinheiro | Software para gestão de investimentos alternativos | |
| 11 | 1 de fevereiro de 2021 | Aperio | Estados Unidos | US$ 1,05 bilhão em dinheiro | Contas de ações indexadas com otimização tributária e gestão separada | |
| 12 | 8 de junho de 2023 | Kreos | Reino Unido | Não divulgado | Crédito privado | |
| 13 | 12 de janeiro de 2024 | Global Infrastructure Partners | Estados Unidos | US$ 12,5 bilhões, dos quais US$ 3 bilhões em dinheiro e o restante em ações | Ativos de infraestrutura | |
| 14 | 1 de julho de 2024 | Preqin | Reino Unido | US$ 3,2 bilhões | Dados sobre mercados privados | |
| 15 | 3 de dezembro de 2024 | HPS Investment Partners | Estados Unidos | US$ 12 bilhões, com US$ 9,3 bilhões em ações e até US$ 3 bilhões ao longo de cinco anos, sujeitos a metas | Crédito privado | |
| 16 | 2 de setembro de 2025 | ElmTree Funds | Estados Unidos | Não divulgado | Soluções de financiamento privado, imóveis comerciais em regime net lease e estratégias de renda contratual de longo prazo |
O porte dos ativos e das atividades da BlackRock levou The Economist e Basler Zeitung a chamá-la de maior banco paralelo do mundo. Em 2020, os representantes Katie Porter e Chuy García apresentaram na Câmara dos Representantes dos Estados Unidos um projeto destinado a limitar a BlackRock e outras instituições do sistema bancário paralelo. Em 4 de março de 2021, a senadora Elizabeth Warren defendeu que a empresa fosse classificada como "grande demais para falir" e regulada sob esse enquadramento.
A BlackRock aplica recursos de seus clientes, entre eles os detentores de cotas de fundos iShares, em muitas companhias de capital aberto, inclusive empresas que competem entre si. Pelo tamanho dos fundos que administra, aparece entre os maiores acionistas de muitas companhias. A BlackRock afirma que essas ações pertencem a seus clientes, não à própria gestora. Pesquisadores independentes sustentam a mesma distinção, embora a empresa reconheça que pode exercer o voto acionário em nome dos clientes e, em muitos casos, sem participação direta deles. Na década de 2020, a BlackRock passou a permitir que investidores institucionais participassem das votações correspondentes a quase metade dos ativos de índices de ações que administra.
A empresa também se tornou alvo de teorias da conspiração. Uma delas afirma que a BlackRock seria proprietária da Fox News e da Dominion Voting Systems. A BlackRock detinha cerca de 15% da Fox Corporation, mas não tinha participação na Dominion Voting Systems. O Snopes classificou a alegação como "falsa", e o PolitiFact como "majoritariamente falsa". Parte dessas teorias incorporou antissemitismo, como a alegação de que judeus, entre eles o cofundador Robert Kapito, integrariam uma conspiração responsável pela COVID-19 e por uma suposta "agenda COVID".
Em 2025, a BlackRock esteve entre os doadores que financiaram a demolição da Ala Leste da Casa Branca e o projeto de construção de um salão de baile no local.
"Propriedade comum" é a situação em que empresas concorrentes em um mesmo mercado têm acionistas relevantes em comum. Esse arranjo pode reduzir a concorrência, prejudicar consumidores e afetar o funcionamento do mercado. Também pode estar relacionado a remunerações maiores para diretores executivos mesmo quando a concorrência entre as empresas diminui. Um estudo citado com frequência concluiu que a propriedade comum eleva preços. A BlackRock respondeu com um white paper que chamou o mecanismo de "vago e implausível". Seu relatório anual de 2023 apresentado à SEC, porém, listou a propriedade comum como um possível risco para o negócio. O documento registrou que, em 2023, a Federal Trade Commission e o Departamento de Justiça dos Estados Unidos publicaram novas diretrizes para fusões reconhecendo que a propriedade comum poderia reduzir os incentivos à concorrência. O relatório acrescentou que medidas regulatórias poderiam prejudicar a BlackRock e que o tema poderia receber maior atenção em investigações, estudos, propostas de regras, decisões de política pública e análises de fusões e aquisições.
Em 2017, a BlackRock ampliou seus projetos de governança ambiental, social e corporativa com novas contratações e produtos. A empresa passou a tratar de questões ambientais e de diversidade em cartas dirigidas a diretores executivos e em votações de acionistas, por vezes ao lado de investidores ativistas e redes como o Carbon Disclosure Project. Em 2017, apoiou uma resolução de acionistas que pedia à ExxonMobil medidas ligadas às mudanças climáticas. Em 2018, pediu a empresas do Russell 1000 com menos de duas mulheres no conselho de administração que aumentassem a diversidade de gênero.
Em agosto de 2021, um ex-executivo que havia sido o primeiro diretor global de investimentos sustentáveis da BlackRock chamou os investimentos ESG da empresa de "placebo perigoso que prejudica o interesse público". Ele argumentou que instituições financeiras eram incentivadas a oferecer produtos ESG porque esses produtos cobravam taxas maiores e elevavam os lucros. Em outubro, o conselho editorial do The Wall Street Journal criticou a BlackRock por defender que a SEC exigisse de empresas privadas a divulgação pública de seus efeitos climáticos, da composição dos conselhos e de outros indicadores. O editorial afirmou que exigências ESG poderiam aumentar riscos jurídicos e de reputação, afastar companhias do mercado aberto e prejudicar bolsas, gestoras de ativos e, sobretudo, investidores de varejo.
Em janeiro de 2022, Larry Fink defendeu a política ESG da BlackRock diante de acusações de que a gestora estaria usando seu tamanho para apoiar uma agenda politicamente correta ou progressista. Fink afirmou que a prática ESG "não é woke". A política recebeu críticas em sentidos opostos, sendo acusada de ceder a interesses contrários às empresas e de não passar de marketing. Em uma palestra no Aspen Ideas Festival, em junho de 2023, Fink disse que havia parado de usar a sigla "ESG" porque o termo fora "transformado em arma". Um repórter da Axios registrou inicialmente a fala "Tenho vergonha de fazer parte desta conversa". Fink depois esclareceu: "Nunca disse que tinha vergonha. Não tenho vergonha. Acredito no capitalismo consciente".
Em julho de 2023, a BlackRock anunciou que permitiria a investidores de varejo escolher políticas de voto por procuração em seu maior ETF a partir de 2024. A mudança ocorreu em meio a acusações de políticos republicanos de que a empresa promovia uma "agenda woke" por meio de suas atividades ESG. Os investidores do iShares Core S&P 500 ETF poderiam escolher entre sete políticas gerais, desde acompanhar a administração da BlackRock até priorizar fatores ambientais, sociais e de governança ou valores católicos. Eles não poderiam votar separadamente em empresas específicas. O conselho editorial do The Wall Street Journal chamou o sistema de "falsa escolha de voto", pois quase todas as políticas pré-selecionadas eram elaboradas pelas consultorias de voto Glass Lewis e Institutional Shareholder Services, que o editorial associou a posições ESG.

Em dezembro de 2018, a BlackRock era a maior investidora do mundo em usinas termelétricas a carvão, com US$ 11 bilhões em ações de 56 empresas do setor. Também detinha mais reservas de petróleo, gás e carvão térmico por meio de seus investimentos do que qualquer outra gestora, em um total correspondente a 9,5 gigatoneladas de emissões de CO2, ou 30% das emissões de energia de 2017. Grupos ambientalistas como o Sierra Club e a Amazon Watch lançaram em setembro de 2018 a campanha "BlackRock's Big Problem". A campanha acusava a empresa de ser a "maior força por trás da destruição climática no planeta", em parte por sua oposição ao desinvestimento em combustíveis fósseis.
Em 2019, ativistas climáticos fizeram apresentações de rua e se colaram à porta dos escritórios da empresa em Londres. Em 10 de janeiro de 2020, um grupo entrou nos escritórios da BlackRock France em Paris e pintou paredes e pisos com mensagens que atribuíam à empresa responsabilidade pelos efeitos do aquecimento global. Em maio de 2019, a BlackRock havia sido criticada pelo efeito ambiental de suas participações, pois figurava entre os principais acionistas de todas as grandes petrolíferas globais, exceto a Total, e de sete das dez maiores produtoras de carvão.
Em 14 de janeiro de 2020, a BlackRock mudou sua política de investimentos. Fink afirmou que a sustentabilidade ambiental passaria a orientar decisões de investimento. A empresa anunciou a venda de US$ 500 milhões em ativos ligados ao carvão e criou fundos que não investiriam em companhias lucrando com combustíveis fósseis. Mesmo assim, seu apoio a resoluções de acionistas que pediam divulgação de riscos climáticos caiu de 25% em 2019 para 14% em 2020. A BlackRock também foi criticada por sua atuação diante das mudanças climáticas e pelo desmatamento da Floresta Amazônica. A The New Republic afirmou que a gestora havia construído uma imagem de responsabilidade em Wall Street, enquanto críticos consideravam que seus compromissos ambientais e com diversidade tinham alcance limitado nas operações da empresa. Um estudo da IESE Business School encontrou queda nas emissões de CO2 no ano seguinte em empresas cujos dirigentes se reuniram com Fink. Outro estudo analisou 82 fundos apresentados como sustentáveis e concluiu que apenas 9% não investiam em empresas de combustíveis fósseis.
Em maio de 2018, manifestantes contrários às armas de fogo protestaram diante da assembleia anual da BlackRock em Manhattan. Após conversas com fabricantes e distribuidores de armas, a empresa lançou em 5 de abril de 2018 dois ETFs que excluíam ações de fabricantes e de grandes varejistas de armas, entre eles Walmart, Dick's Sporting Goods, Kroger, Sturm Ruger, American Outdoor Brands e Vista Outdoor. As mesmas ações foram retiradas de sete fundos ESG que já existiam.
O Provedor de Justiça Europeu abriu uma investigação em maio de 2020 sobre a decisão da Comissão Europeia de contratar a BlackRock para estudar a integração de riscos e objetivos ambientais, sociais e de governança às regras bancárias da União Europeia, o chamado arcabouço prudencial. Parlamentares europeus questionaram a imparcialidade da gestora por causa de seus investimentos no setor.
Riley Moore, então tesoureiro da Virgínia Ocidental, afirmou em junho de 2022 que a BlackRock e outras cinco instituições financeiras deixariam de poder fazer negócios com o estado por sua posição em relação à indústria de combustíveis fósseis. Em outubro, a Luisiana retirou US$ 794 milhões administrados pela BlackRock em resposta ao apoio da empresa a políticas ESG e energia verde. Em dezembro, Jimmy Patronis, diretor financeiro da Flórida, anunciou que o governo estadual retiraria US$ 2 bilhões em investimentos sob gestão da BlackRock após o reforço de padrões e políticas ESG. A BlackRock respondeu que a decisão colocava a política acima dos interesses dos investidores.
Em agosto de 2021, a BlackRock criou seu primeiro fundo mútuo na China depois de captar mais de US$ 1 bilhão de 111 mil investidores chineses. Foi a primeira empresa estrangeira autorizada pelo governo chinês a operar uma gestora de fundos mútuos integralmente controlada por capital estrangeiro no país. Em artigo no The Wall Street Journal, George Soros chamou a iniciativa de "erro trágico" e afirmou que ela prejudicaria os interesses de segurança nacional dos Estados Unidos e de outras democracias.
Em outubro de 2021, a organização conservadora sem fins lucrativos Consumers' Research lançou uma campanha publicitária contra a relação da BlackRock com o governo chinês, em resposta à atuação da gestora em questões climáticas. A iniciativa fazia parte de uma campanha do grupo contra o que classificava como posturas woke de empresas estadunidenses. Em dezembro, foi informado que a BlackRock investia em duas companhias incluídas em listas restritivas do governo dos Estados Unidos por acusações de violações de direitos humanos contra os uigures em Xinjiang. Em um dos casos, o da Hikvision, a BlackRock aumentou seu investimento depois que a empresa entrou na lista.
Em agosto de 2023, um comitê especial da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos abriu investigação sobre investimentos da BlackRock em empresas chinesas acusadas de violações de direitos humanos e de auxiliar o Exército de Libertação Popular. Em abril de 2024, um relatório do comitê afirmou que a inclusão em índices e os investimentos de fundos haviam direcionado pelo menos US$ 1,9 bilhão a entidades incluídas em listas restritivas dos Estados Unidos. O comitê registrou que as operações eram legais pelas regras então vigentes e pediu mudanças na política. A BlackRock afirmou que seus produtos cumpriam a legislação estadunidense e os mandatos dos clientes.
Em fevereiro de 2025, procuradores-gerais de 17 estados dos Estados Unidos criticaram a BlackRock por divulgações que consideraram impróprias ou insuficientes sobre seus investimentos na China.
A BlackRock foi questionada por supostamente se beneficiar de sua proximidade com o Federal Reserve durante as medidas adotadas em resposta à pandemia de COVID-19. Em junho de 2020, a The New Republic afirmou que a empresa atravessava uma "pandemia muito boa" enquanto se apresentava como socialmente responsável, investia em atividades ligadas à crise climática, evitava maior escrutínio regulatório e buscava espaço em uma possível administração de Joe Biden. O Financial Times tratou da posição de destaque da BlackRock como consultora do programa de compra de ativos do Federal Reserve e das dúvidas sobre a possibilidade de a empresa estimular a compra de seus próprios produtos. Durante o programa de expansão quantitativa de 2020, um ETF de títulos corporativos da BlackRock recebeu US$ 4,3 bilhões em novos investimentos. Fundos comparáveis da Vanguard e da State Street receberam US$ 33 milhões e US$ 15 milhões, respectivamente. A BlackRock se comprometeu a abrir mão dos lucros do programa, exceto pelas taxas de consultoria de mercados financeiros, e a devolver ao Federal Reserve receitas adicionais obtidas por seus ETFs de títulos em decorrência das compras. O contrato foi divulgado em 26 de maio de 2020. O The New York Times informou que a BlackRock receberia no máximo US$ 7,75 milhões por ano pela principal carteira de títulos sob sua gestão e não poderia cobrar taxas sobre a venda de ETFs lastreados em títulos dentro do programa.
Em janeiro de 2026, o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, confirmou que Rick Rieder, diretor de investimentos de renda fixa global da BlackRock, estava entre quatro nomes avaliados pelo presidente Donald Trump para suceder Jerome Powell na presidência do Federal Reserve quando o mandato de Powell terminasse em maio daquele ano.
Em 2025, um relatório das Nações Unidas sobre empresas apontadas como cúmplices no Genocídio na Faixa de Gaza incluiu a BlackRock entre as principais investidoras de empresas de tecnologia e defesa como Palantir, Microsoft, Amazon, Alphabet Inc., IBM, Lockheed Martin e Caterpillar Inc..
Em 2026, o conselho de administração da BlackRock tinha 19 integrantes.
Entre os antigos integrantes do conselho estão:
There is little doubt among the financial establishment in Washington and on Wall Street that BlackRock was the best choice to handle the government's problems.
BlackRock intends to become a global leader in "sustainable investing", says Larry Fink, as the world's largest asset manager launched
deepen our commitment to clients in Switzerland and broaden our sustainable investing footprint in Europe