| Morgan Stanley | |
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Sede da Morgan Stanley em 1585 Broadway | |
| Empresa de capital aberto | |
| Cotação | NYSE: MS Componente do S&P 100 Componente do S&P 500 |
| Atividade | Serviços financeiros |
| Fundação | 16 de setembro de 1935 |
| Fundador(es) | Henry Sturgis Morgan Harold Stanley |
| Sede | 1585 Broadway, Midtown Manhattan, Nova Iorque, Estados Unidos |
| Área(s) servida(s) | Mundial |
| Proprietário(s) | Mitsubishi UFJ Financial Group, 23,3% |
| Presidente | Ted Pick |
| Pessoas-chave | James P. Gorman, presidente emérito Ted Pick, presidente do conselho e diretor-executivo Andy Saperstein, copresidente Dan Simkowitz, copresidente |
| Empregados | 83.000 (2025) |
| Produtos | Gestão de ativos gestão patrimonial Gestão de investimentos Banco de investimento vendas e negociação commodities prime brokerage |
| Subsidiárias | Morgan Stanley Wealth Management E*Trade Eaton Vance Solium |
| Ativos | US$ 1,42 trilhão (2025) |
| Receita | US$ 70,6 bilhões (2025) |
| Lucro | US$ 22,0 bilhões (2025) |
| Renda líquida | US$ 16,9 bilhões (2025) |
| Website | https://www.morganstanley.com |
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Morgan Stanley é um banco de investimento e uma empresa multinacional norte-americana de serviços financeiros, com sede em 1585 Broadway, em Midtown Manhattan, na cidade de Nova Iorque. Com escritórios em 42 países e mais de 80.000 funcionários, atende empresas, governos, instituições e pessoas físicas. Em 2025, registrou receita de US$ 70,6 bilhões, lucro operacional de US$ 22,0 bilhões e lucro líquido de US$ 16,9 bilhões. Ao fim daquele ano, tinha US$ 1,42 trilhão em ativos, US$ 112,7 bilhões em patrimônio líquido e US$ 1,90 trilhão em ativos sob gestão. A empresa ficou na 61.ª posição da lista Fortune 500 de 2023, que classifica empresas dos Estados Unidos por receita, e na 30.ª posição da Forbes Global 2000 naquele mesmo ano.
A Morgan Stanley original começou a operar em 16 de setembro de 1935, depois que a Lei Glass-Steagall determinou a separação entre atividades de bancos comerciais e de investimento nos Estados Unidos. Entre os fundadores estavam Henry Sturgis Morgan, sócio da JP Morgan & Co. e neto de John Pierpont Morgan, Harold Stanley e outros sócios. Em seu primeiro ano, a empresa respondeu por 24% do mercado, equivalente a US$ 1,1 bilhão, de ofertas públicas e colocações privadas de títulos.
A empresa existente desde 1997 resultou da fusão da Morgan Stanley original com a Dean Witter Discover & Co. Philip J. Purcell, presidente e diretor-executivo da Dean Witter, assumiu os mesmos cargos na recém-formada Morgan Stanley Dean Witter Discover & Co. Em 2001, a companhia voltou a adotar apenas o nome "Morgan Stanley". Suas áreas de negócio são títulos institucionais, gestão patrimonial e gestão de investimentos. O Conselho de Estabilidade Financeira classifica o banco como uma instituição financeira de importância sistêmica global.
As origens da Morgan Stanley remontam à JP Morgan & Co.. Depois que o Congresso dos Estados Unidos aprovou a Lei Glass-Steagall em 1933, uma mesma organização deixou de poder manter atividades de banco de investimento e banco comercial sob uma única estrutura societária. A J.P. Morgan & Co. escolheu permanecer no banco comercial. Parte de seus funcionários, entre eles Henry S. Morgan, neto de John Pierpont Morgan, e Harold Stanley, saiu da companhia e juntou-se a integrantes da sociedade Drexel para fundar a Morgan Stanley. A empresa abriu formalmente em 16 de setembro de 1935, no número 2 de Wall Street, em Nova Iorque, perto da J.P. Morgan.
Em 1938, a Morgan Stanley liderou a subscrição e distribuição de US$ 100 milhões em debêntures da United States Steel Corporation. Em 1941, a companhia foi reorganizada como sociedade para se qualificar como membro da Bolsa de Valores de Nova Iorque e ampliar suas operações de corretagem.
Perry Hall, último dos fundadores a dirigir a Morgan Stanley, comandou a empresa entre 1951 e 1961. Nesse intervalo, a empresa participou da coordenação de uma emissão de títulos do Banco Mundial com classificação AAA em 1952, de uma emissão de dívida de US$ 300 milhões da General Motors, de uma oferta de ações de US$ 231 milhões da IBM e de uma emissão de dívida de US$ 250 milhões da AT&T.
A Morgan Stanley afirma ter criado, em 1962, o primeiro modelo computacional viável para análise financeira, abrindo uma nova linha de trabalho no setor. Dick Fisher, que mais tarde se tornaria presidente da empresa e de seu conselho, colaborou com o modelo quando ainda era um jovem funcionário e aprendeu as linguagens Fortran e COBOL na IBM. Em 1967, a empresa criou a Morgan & Cie, International em Paris para entrar no mercado europeu de títulos. Naquele ano, comprou a Brooks, Harvey & Co., Inc. e passou a atuar no setor imobiliário. A criação da área de vendas e negociação da companhia é atribuída a Bob Baldwin.
Em 1996, a Morgan Stanley comprou a Van Kampen American Capital.


Em 5 de fevereiro de 1997, a Morgan Stanley fundiu-se com a Dean Witter Discover & Co., empresa de serviços financeiros que havia sido separada da Sears Roebuck. Philip J. Purcell, presidente do conselho e diretor-executivo da Dean Witter, manteve os dois cargos na nova Morgan Stanley Dean Witter Discover & Co. John J. Mack, então presidente da Morgan Stanley, tornou-se presidente e diretor de operações da empresa resultante. Em 1998, o nome passou a ser Morgan Stanley Dean Witter & Co. A combinação dos nomes das duas antecessoras havia sido escolhida para reduzir tensões entre as organizações. Em 2001, "Dean Witter" foi retirado e o nome voltou a ser "Morgan Stanley". A companhia também ampliou suas operações fora dos Estados Unidos. Em 1999, Mack criou um empreendimento conjunto na Índia com a JM Financial.
A Morgan Stanley mantinha escritórios nos edifícios 1, 2 e 5 do World Trade Center e era o maior inquilino individual do complexo. Boa parte do espaço vinha da Dean Witter, que começara a transferir sua sede corporativa para o World Trade Center em 1985. Nos ataques de 11 de setembro de 2001, a empresa perdeu 13 funcionários nas torres: Thomas F. Swift, Wesley Mercer, Jennifer de Jesus, Joseph DiPilato, Nolbert Salomon, Godwin Forde, Steve R. Strauss, Lindsay C. Herkness, Albert Joseph, Jorge Velazquez, Titus Davidson, Charles Laurencin e o diretor de segurança Rick Rescorla. Rescorla conseguiu conduzir a retirada de 2.687 pessoas. Os funcionários que sobreviveram foram transferidos para instalações temporárias nas proximidades. Em 2005, a Morgan Stanley levou 2.300 funcionários de volta a Lower Manhattan, então a maior transferência desse tipo para a região.

Em 2003, o NewYork-Presbyterian Hospital deu o nome Morgan Stanley Children's Hospital ao seu hospital infantil em reconhecimento ao apoio financeiro da companhia, que custeou grande parte da construção por meio de doações. A iniciativa começou sob Philip J. Purcell e foi concluída sob John Mack. Funcionários da empresa participavam de atividades relacionadas ao hospital desde a década de 1990 e também fizeram doações pessoais para o edifício infantil inaugurado em novembro de 2003.
Em março de 2005, a companhia entrou em uma crise administrativa que levou à saída de funcionários. Purcell renunciou ao cargo de diretor-executivo em junho daquele ano, depois de uma campanha pública promovida por antigos sócios da Morgan Stanley. O grupo contestava a resistência de Purcell a elevar a alavancagem e o risco, entrar agressivamente no mercado de hipotecas subprime e realizar aquisições caras. Estratégias desse tipo levaram a Morgan Stanley a grandes baixas contábeis relacionadas à crise das hipotecas subprime em 2007.
Em 19 de dezembro de 2006, a Morgan Stanley anunciou que separaria sua unidade Discover Card. A separação da Discover Financial foi concluída em 30 de junho de 2007.
Em fevereiro de 2007, a Morgan Stanley anunciou o encerramento de seu empreendimento conjunto na Índia. O banco comprou a participação de seu sócio local no negócio de corretagem institucional e vendeu sua participação nas demais atividades. O banco criou então uma subsidiária integral. Narayan Ramachandran, responsável nacional pela área de gestão de investimentos, tornou-se diretor-executivo da nova subsidiária. Aisha de Sequeira, diretora-gerente do grupo de fusões e aquisições, assumiu a área de banco de investimento.
Para enfrentar as baixas contábeis provocadas pela crise das hipotecas subprime, a Morgan Stanley anunciou em 19 de dezembro de 2007 que receberia US$ 5 bilhões da China Investment Corporation em troca de títulos conversíveis que dariam à empresa chinesa 9,9% das ações da Morgan Stanley em 2010.
A unidade Process Driven Trading estava entre as mesas de Wall Street atingidas por uma forte pressão de compra sobre posições vendidas, perdendo quase US$ 300 milhões em um único dia. O colapso posterior da bolha que alimentava essas operações integrou a sequência de acontecimentos da crise financeira de 2007 a 2008.
Em agosto de 2008, o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos contratou o banco para aconselhar o governo sobre possíveis formas de socorrer a Fannie Mae e a Freddie Mac. Poucas semanas depois, a própria Morgan Stanley corria risco de fracassar. Entre meados de setembro e meados de outubro, suas perspectivas, sua estrutura regulatória e a composição de seus acionistas mudaram rapidamente.
A Morgan Stanley perdeu mais de 80% de seu valor de mercado na crise financeira de 2008. Em 17 de setembro de 2008, o programa britânico Newsnight informou que a companhia atravessava dificuldades depois que suas ações caíram 42% em dois dias. Em memorando aos funcionários, John J. Mack escreveu que a empresa estava "em meio a um mercado controlado pelo medo e pelos rumores" e que vendedores a descoberto estavam derrubando as ações. Em 19 de setembro, a cotação acumulava queda de 57% em quatro dias. A empresa chegou a discutir possíveis fusões com CITIC, Wachovia, HSBC, Standard Chartered, Banco Santander e Nomura. Em certo momento, Henry Paulson ofereceu a Morgan Stanley ao JPMorgan Chase sem custo, mas Jamie Dimon, do JPMorgan, recusou a proposta.
A Morgan Stanley e o Goldman Sachs, os dois últimos grandes bancos de investimento independentes dos Estados Unidos naquele momento, anunciaram em 22 de setembro de 2008 que se converteriam em sociedades controladoras bancárias tradicionais, reguladas pelo Federal Reserve. A aprovação encerrou um período de 75 anos no qual grandes corretoras de valores operavam separadamente dos bancos que recebiam depósitos. A mudança veio depois da falência da Lehman Brothers e da venda apressada da Merrill Lynch ao Bank of America.
O MUFG Bank, maior banco do Japão, investiu US$ 9 bilhões para comprar diretamente uma participação de 21% na Morgan Stanley em 29 de setembro de 2008. O pagamento deveria ser feito eletronicamente, mas a operação precisava ser concluída em caráter emergencial no Dia de Colombo, quando os bancos dos Estados Unidos estavam fechados. O MUFG emitiu então um cheque físico de US$ 9 bilhões, o maior valor já registrado em um cheque físico até aquele momento. Robert A. Kindler, responsável global por fusões e aquisições e vice-presidente da Morgan Stanley, recebeu o cheque nos escritórios da Wachtell Lipton. Durante a volatilidade do mercado em outubro, dúvidas sobre a conclusão do negócio derrubaram as ações da Morgan Stanley a níveis não vistos desde 1994. A cotação se recuperou depois que a compra dos 21% pelo Mitsubishi UFJ foi concluída em 14 de outubro de 2008.
A Morgan Stanley tomou emprestados US$ 107,3 bilhões do Federal Reserve na crise de 2008, mais do que qualquer outro banco, conforme dados compilados pela Bloomberg e publicados em 22 de agosto de 2011.
Em 2009, a Morgan Stanley comprou a Smith Barney do Citigroup. A nova corretora passou a operar como Morgan Stanley Smith Barney e tornou-se a maior empresa de gestão patrimonial do mundo.
Em novembro de 2013, a Morgan Stanley anunciou que investiria US$ 1 bilhão em moradias acessíveis, como parte de um programa voltado a investimentos com objetivos econômicos, sociais e ambientais.
Em julho de 2014, a área asiática de private equity da Morgan Stanley informou ter levantado cerca de US$ 1,7 bilhão para seu quarto fundo na região.
Em dezembro de 2015, foi divulgado que a Morgan Stanley cortaria cerca de 25% dos postos de trabalho de sua área de renda fixa antes do fim do mês. Em janeiro de 2016, a companhia informou manter escritórios em mais de 43 países.
Em outubro de 2020, a empresa concluiu a compra da E*Trade, anunciada em fevereiro por US$ 13 bilhões. Foi a maior aquisição feita por um banco dos Estados Unidos desde a crise financeira de 2008.
Em março de 2021, a Morgan Stanley concluiu a compra da Eaton Vance, negócio anunciado em outubro do ano anterior. Com a aquisição, seus segmentos de gestão patrimonial e gestão de investimentos passaram a reunir US$ 5,4 trilhões em ativos de clientes.
A empresa fez demissões em dezembro de 2022. Em maio de 2023, a Bloomberg informou que novos cortes eram esperados para meados do ano.
Em 2 de maio de 2023, uma pessoa familiarizada com os planos da companhia informou que a Morgan Stanley pretendia eliminar cerca de 3.000 postos até o fim de junho. O número correspondia a aproximadamente 5% de seus funcionários, sem incluir consultores financeiros e equipes de apoio.
Em outubro de 2024, a Morgan Stanley firmou com a Climeworks, empresa dedicada à captura direta de ar, um contrato para comprar a remoção de 40.000 toneladas de dióxido de carbono. O preço não foi divulgado. No mesmo ano, Guy Metcalfe, que havia dirigido o banco de investimento imobiliário da companhia por quase duas décadas, aposentou-se do cargo de presidente global do setor imobiliário.
Em janeiro de 2025, a Morgan Stanley anunciou sua saída da Net-Zero Banking Alliance. A companhia afirmou que continuaria apoiando a transição mundial para emissões líquidas zero de carbono.
Em outubro de 2025, a Morgan Stanley acertou a compra da EquityZen, que opera uma plataforma de negociação de participações em empresas de capital fechado.
A Morgan Stanley divide suas operações em três segmentos.

| Unidade de negócios | Participação |
|---|---|
| Gestão patrimonial | 48,5% |
| Títulos institucionais | 42,6% |
| Gestão de investimentos | 9,9% |
| Eliminações entre segmentos | -1,0% |
O Institutional Securities Group é o segmento mais lucrativo da Morgan Stanley. Ele presta a instituições serviços de banco de investimento, como captação de capital, e assessoria financeira em fusões e aquisições, reestruturações, operações imobiliárias, financiamento de projetos e empréstimos corporativos. O segmento também reúne as divisões de ações e renda fixa. A negociação de ativos é vista dentro da empresa como sua "casa de máquinas". Entre os grandes bancos norte-americanos, a Morgan Stanley obtinha a maior parcela de receita com subscrição de títulos de renda fixa, equivalente a 6,0% da receita total no exercício de 2012.
O Global Wealth Management Group presta serviços de corretagem de valores e consultoria de investimentos. A divisão oferece planejamento financeiro e patrimonial a clientes que, em sua maioria, são pessoas de patrimônio elevado.
Em 13 de janeiro de 2009, o Global Wealth Management Group foi combinado com a Smith Barney, do Citi, para formar a Morgan Stanley Smith Barney. A Morgan Stanley ficou com 51% da empresa e o Citi, com 49%. Em 31 de maio de 2012, a Morgan Stanley exerceu sua opção para comprar outros 14% do empreendimento do Citi. Em junho de 2013, a companhia informou ter recebido todas as aprovações regulatórias necessárias para comprar os 35% restantes da Smith Barney pertencentes ao Citigroup e concluir o negócio.
Em fevereiro de 2019, a empresa anunciou a compra da Solium Capital, administradora de planos de ações para funcionários, por US$ 900 milhões.
Em outubro de 2020, a companhia concluiu a compra da E*Trade por US$ 13 bilhões, operação anunciada em fevereiro daquele ano e a maior aquisição feita por um banco norte-americano desde a crise financeira de 2007 a 2008.
A área de gestão de investimentos oferece a clientes institucionais e de varejo produtos e serviços de gestão de ativos em ações, renda fixa, investimentos alternativos, investimentos imobiliários e private equity. A distribuição é feita por canais de varejo de terceiros, intermediários e pelo próprio canal institucional da Morgan Stanley. Até 2009, as atividades de gestão de ativos eram conduzidas principalmente sob as marcas Morgan Stanley e Van Kampen.
Em 19 de outubro de 2009, a Morgan Stanley anunciou a venda da Van Kampen à Invesco por US$ 1,5 bilhão, mantendo a marca Morgan Stanley. A divisão presta serviços de gestão de ativos a investidores institucionais em vários países, entre eles fundos de pensão, empresas, fundos privados, organizações sem fins lucrativos, fundações, fundos patrimoniais, órgãos governamentais, seguradoras e bancos.
Em 29 de setembro de 2013, a Morgan Stanley anunciou uma parceria com a Longchamp Asset Management, gestora francesa especializada na distribuição de fundos de cobertura UCITS, e a La Française AM, gestora que atuava havia dez anos em investimentos alternativos.
Em março de 2018, a Morgan Stanley comprou a Mesa West, plataforma norte-americana de crédito imobiliário comercial, ampliando suas estratégias e produtos em ativos reais e crédito privado.
Em março de 2021, a Morgan Stanley concluiu a compra da Eaton Vance, anunciada em outubro de 2020. A operação elevou para US$ 5,4 trilhões os ativos de clientes reunidos nos segmentos de gestão patrimonial e gestão de investimentos.
Investidores institucionais detinham 62,00% das ações da Morgan Stanley. Em 31 de dezembro de 2024, os maiores acionistas eram:
Em 2003, a Morgan Stanley concordou em pagar US$ 125 milhões como sua parcela em um acordo de US$ 1,4 bilhão que encerrou um processo movido por Eliot Spitzer, então procurador-geral de Nova Iorque, pela National Association of Securities Dealers, pela Securities and Exchange Commission dos Estados Unidos e por órgãos estaduais de regulação de valores mobiliários. O caso envolvia pesquisas deliberadamente enganosas, produzidas com o objetivo de conquistar negócios de banco de investimento com as empresas analisadas.
Em 2004, a Morgan Stanley encerrou por US$ 54 milhões um processo por discriminação sexual movido pela Equal Employment Opportunity Commission dos Estados Unidos. Em 2007, concordou em pagar US$ 46 milhões para encerrar uma ação coletiva apresentada por oito corretoras.
Em julho de 2004, a companhia pagou multa de US$ 2,2 milhões à NASD por mais de 1.800 divulgações atrasadas de informações que deveriam ter sido comunicadas sobre seus corretores.
Em setembro de 2004, a Morgan Stanley pagou multa de US$ 19 milhões imposta pela Bolsa de Valores de Nova Iorque por não entregar prospectos a clientes em ofertas registradas, informar incorretamente determinados dados sobre operações programadas, violar regras sobre vendas a descoberto, não coletar impressões digitais de novos funcionários e não apresentar formulários da bolsa dentro dos prazos.
Em 12 de janeiro de 2005, a Bolsa de Valores de Nova Iorque impôs à companhia outra multa de US$ 19 milhões por supostas falhas regulatórias e de supervisão. Era a maior multa aplicada pela bolsa até então.
Em 16 de maio de 2005, um júri da Flórida concluiu que a Morgan Stanley não havia fornecido informações adequadas a Ronald Perelman sobre a Sunbeam e, com isso, o havia fraudado e causado prejuízo de US$ 604 milhões. Danos punitivos elevaram a condenação total a US$ 1,45 bilhão. O juiz determinou o resultado como sanção contra a Morgan Stanley depois que os advogados da empresa deixaram de apresentar documentos, recusaram-se a fazê-lo e afirmaram falsamente ao tribunal que certos documentos não existiam. A decisão foi revertida em 21 de março de 2007, liberando a Morgan Stanley da condenação de aproximadamente US$ 1,57 bilhão.
Em 2 de março de 2006, a Morgan Stanley fechou por US$ 42,5 milhões uma ação coletiva apresentada na Califórnia por funcionários e ex-funcionários. Eles contestavam práticas trabalhistas no programa de treinamento de consultores financeiros e afirmavam que trainees eram obrigados a trabalhar horas extras sem remuneração adicional e a pagar despesas administrativas relacionadas às funções. A Morgan Stanley não admitiu culpa.
Em maio de 2006, a empresa concordou em pagar multa de US$ 15 milhões. A Securities and Exchange Commission acusara a Morgan Stanley de apagar mensagens de correio eletrônico e de não cooperar com investigadores do órgão.
Em 27 de setembro de 2007, a FINRA anunciou um acordo de US$ 12,5 milhões com a Morgan Stanley. O caso envolvia a antiga afiliada Morgan Stanley DW, Inc., que em repetidas ocasiões não havia fornecido mensagens de correio eletrônico a partes em arbitragens e a reguladores. A companhia alegara que a destruição de seus servidores nos ataques de 11 de setembro de 2001 havia eliminado todos os e-mails anteriores àquela data. Na realidade, milhões de mensagens antigas haviam sido recuperadas de cópias de segurança guardadas em outro local e não destruídas nos ataques. Clientes que haviam perdido arbitragens contra a Morgan Stanley DW Inc. por não terem acesso às mensagens receberam pagamentos de valor reduzido como parte do acordo.
Em julho de 2007, a Morgan Stanley concordou em pagar US$ 4,4 milhões para encerrar uma ação coletiva na qual era acusada de cobrar incorretamente clientes pelo armazenamento de metais preciosos.
Em acordo com o procurador-geral de Nova Iorque Andrew M. Cuomo, a companhia concordou em recomprar aproximadamente US$ 4,5 bilhões em títulos de taxa definida por leilão. A empresa havia sido acusada de apresentar de forma enganosa esses títulos em suas práticas de venda e marketing.
Em março de 2009, a FINRA anunciou que a Morgan Stanley pagaria mais de US$ 7 milhões por irregularidades na administração das contas de 90 aposentados da região de Rochester, em Nova Iorque.
A Financial Services Authority britânica multou a empresa em £ 1,4 milhão por falhas nos controles relacionados às ações de um operador não autorizado em uma de suas mesas de negociação. Em 18 de junho de 2008, a Morgan Stanley reconheceu que as operações haviam causado prejuízo de US$ 120 milhões.
Em abril de 2010, a Commodity Futures Trading Commission anunciou que a Morgan Stanley havia concordado em pagar US$ 14 milhões por uma tentativa de ocultar operações proibidas com contratos futuros de petróleo.
Garth R. Peterson, um dos executivos imobiliários de mais alto escalão da Morgan Stanley na China, declarou-se culpado em 25 de abril de 2012 de violar leis federais norte-americanas contra a corrupção. Ele foi acusado de adquirir secretamente investimentos imobiliários avaliados em milhões de dólares para si e para uma autoridade do governo chinês. A autoridade direcionava negócios à Morgan Stanley.
A Morgan Stanley concordou em pagar multa de US$ 5 milhões à Commodity Futures Trading Commission e outros US$ 1,75 milhão à Chicago Mercantile Exchange e à Chicago Board of Trade. Funcionários da empresa haviam executado indevidamente vendas fictícias de contratos futuros de eurodólares e de títulos do Tesouro dos Estados Unidos.
Em 7 de agosto de 2012, foi anunciado que a Morgan Stanley pagaria US$ 4,8 milhões em multas para encerrar um caso de fixação de preços que, estimava-se, havia custado US$ 300 milhões aos moradores de Nova Iorque. A Morgan Stanley não admitiu irregularidades. O Departamento de Justiça afirmou esperar que o acordo enviasse "uma mensagem ao setor bancário".
Em Morgan Stanley v. Skowron, 989 F. Supp. 2d 356 (S.D.N.Y. 2013), a juíza federal Shira Scheindlin aplicou a doutrina nova-iorquina do empregado desleal a um caso envolvendo uma subsidiária de fundos de cobertura da Morgan Stanley. A decisão determinou que um empregado que praticara insider trading em violação ao código de conduta da empresa, que também lhe exigia comunicar a própria conduta irregular, devolvesse ao empregador os US$ 31 milhões recebidos como remuneração durante o período. Scheindlin chamou a negociação com informação privilegiada de "abuso máximo da posição de um gestor de carteira". Também escreveu que, além de expor a Morgan Stanley a investigações governamentais e perdas financeiras diretas, a conduta de Skowron havia prejudicado a reputação da empresa.
Em fevereiro de 2014, a Morgan Stanley concordou em pagar US$ 1,25 bilhão ao governo dos Estados Unidos para resolver acusações de que havia ocultado riscos relacionados a títulos hipotecários em operações examinadas pela Federal Housing Finance Agency.
Em setembro de 2014, a Morgan Stanley concordou em pagar US$ 95 milhões para encerrar um processo movido pelo Public Employees' Retirement System of Mississippi e pelo West Virginia Investment Management Board. A empresa era acusada de enganar investidores em títulos lastreados em hipotecas.
Em maio de 2015, a FINRA multou a Morgan Stanley em US$ 2 milhões por infrações cometidas durante mais de seis anos na comunicação de posições vendidas.
Em fevereiro de 2016, a Morgan Stanley concordou em pagar US$ 3,2 bilhões em um acordo com autoridades estaduais e federais relativo à criação, antes da crise financeira de 2008, de títulos lastreados em hipotecas.
Em agosto de 2016, a Morgan Stanley Hong Kong Securities Ltd. recebeu multa de HK$ 18,5 milhões, cerca de US$ 2,4 milhões, da Securities and Futures Commission de Hong Kong por violações de seu código de conduta. Entre as falhas estava a incapacidade de evitar conflito de interesses entre operações por conta própria e operações por conta de clientes.
Em dezembro de 2016, outra unidade da Morgan Stanley pagou US$ 7,5 milhões para resolver violações de regras de proteção ao cliente.
Em janeiro de 2017, a companhia foi multada em US$ 13 milhões por cobranças excessivas e por descumprir regras de custódia destinadas a proteger ativos de investidores. A Morgan Stanley aceitou pagar a multa sem comentar as acusações.
Douglas E. Greenberg, corretor da Morgan Stanley, foi demitido em 2018 depois que se tornou público que quatro mulheres de Lake Oswego, no Oregon, haviam solicitado proteção policial contra ele ao longo de 15 anos, com acusações de assédio, ameaças e agressão. A reportagem afirmou que executivos da Morgan Stanley conheciam as acusações e tinham conhecimento de pelo menos duas prisões e de uma intimação federal relacionada ao corretor, mas não haviam agido. O episódio foi chamado de um momento do #MeToo para o setor financeiro de Portland. Greenberg administrava dezenas de milhões de dólares e havia entrado na lista da Forbes de 2018 dos principais consultores patrimoniais do Oregon.
Em dezembro de 2018, a FINRA anunciou multa de US$ 10 milhões contra a Morgan Stanley por falhas em seus controles contra lavagem de dinheiro. A companhia havia violado a Bank Secrecy Act durante cinco anos.
Em abril de 2019, a Morgan Stanley concordou em pagar US$ 150 milhões para encerrar acusações de que havia enganado dois grandes fundos públicos de pensão da Califórnia sobre os riscos de títulos lastreados em hipotecas. O procurador-geral da Califórnia, Xavier Becerra, afirmou que a Morgan Stanley havia mentido sobre os riscos de seus produtos e colocado os lucros acima de professores e servidores públicos que dependiam de suas orientações. A empresa negou irregularidades.
Em novembro de 2019, a Morgan Stanley demitiu ou afastou quatro operadores por suspeita de marcação incorreta de valores mobiliários. A empresa suspeitava que perdas entre US$ 100 milhões e US$ 140 milhões haviam sido ocultadas por avaliações incorretas desses ativos.
Ainda em 2019, a Morgan Stanley pagou multa de US$ 1,5 milhão para encerrar alegações da SEC de que havia colocado dinheiro de clientes em classes de cotas de fundos mútuos mais caras quando havia opções de menor custo, apesar de afirmar aos clientes que utilizava ferramentas para localizar as alternativas mais baratas.
Em maio de 2020, a Morgan Stanley concordou em pagar multa de US$ 5 milhões para encerrar acusações da SEC de que havia fornecido informações enganosas a alguns clientes de programas de contas com tarifa global sobre serviços de execução de negócios e custos de transação.
Em junho de 2020, Marilyn Booker, antiga diretora de diversidade da Morgan Stanley, processou a companhia por discriminação. Booker alegou ter sido demitida por defender uma reformulação do programa de treinamento de consultores financeiros negros. Ela sustentou que a mudança permitiria que mais recrutados tivessem êxito e ajudaria a enfrentar a baixa presença de funcionários negros que percebia na companhia. O processo também alegava que funcionários negros sofriam tratamento desigual no trabalho, retaliação e disparidades salariais.
Em setembro de 2022, a SEC anunciou acusações contra a Morgan Stanley por falhas ocorridas ao longo de cinco anos na proteção de dados pessoais que permitiam identificar aproximadamente 15 milhões de clientes. A empresa concordou em pagar multa de US$ 35 milhões.
Em novembro de 2023, o procurador-geral de Connecticut, William Tong, anunciou um acordo de US$ 6,5 milhões com a Morgan Stanley por expor informações pessoais de clientes em consequência de práticas de segurança negligentes.
Em janeiro de 2024, a Morgan Stanley concordou em pagar US$ 249 milhões para encerrar uma investigação criminal e uma apuração relacionada da Securities and Exchange Commission sobre a divulgação não autorizada de grandes negociações em bloco a investidores por um supervisor do banco e outro funcionário.
Em fevereiro de 2025, um grupo de 17 procuradores-gerais estaduais dos Estados Unidos criticou a Morgan Stanley por divulgações que considerava impróprias ou insuficientes a respeito de investimentos na China. Os procuradores afirmaram que a companhia e outras grandes gestoras de ativos norte-americanas minimizavam riscos relacionados à China, citando sua classificação pelo governo norte-americano como "adversário estrangeiro designado" e as tensões em torno de Taiwan.
Em 2025, o Ministério Público dos Países Baixos anunciou multas que somavam 101 milhões de euros contra duas empresas da Morgan Stanley em Londres e Amsterdã por evasão do imposto retido sobre dividendos.
A sede mundial da Morgan Stanley fica em Nova Iorque. A sede europeia fica em Londres, enquanto as operações da Ásia-Pacífico têm sedes em Hong Kong e Tóquio. A sede canadense fica em Toronto. As sedes para o Oriente Médio e Norte da África, região também chamada de MENA, ficam em Abu Dhabi e Dubai. A empresa também mantém escritórios em Riade e no Catar.