| Ana Soeiro | |
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| Morte | 31 de Março de 2025 |
| Nacionalidade | Portuguesa |
| Ocupação | Engenheira agrónoma |
| Prémios | Ordem do Infante D. Henrique |
Ana Soeiro (m. 31 de Março de 2025) foi uma engenheira agrónoma portuguesa.
Formou-se em engenharia agrónoma, em 1973.
Ao longo da sua carreira ocupou posições de grande importância, tendo representando por diversas vezes o país no Comité Europeu entre 1991 e 2007, incluindo por exemplo no tema da agricultura biológica.
Foi uma investigadora destacada da culinária portuguesa, principalmente da doçaria conventual, tendo sido uma das principais responsáveis pela criação de um sistema para a identificação e qualificação dos produtos tradicionais do país, que defendeu igualmente na Comissão Europeia
Em 2009 tornou-se secretária-Geral da QUALIFICA – Associação Nacional de Municípios e de Produtores para a Valorização e Qualificação dos Produtos Tradicionais Portugueses, posição que manteve até 2015, quando passou a ser a directora executiva da QUALIFICA/oriGIn PORTUGAL, e vice-presidente para a Europa do Movimento Internacional oriGIn. Participou por diversas vezes nas feiras de doçaria conventual em Vila Viçosa, e foi uma das maiores impulsionadoras da Feira de Doçaria Conventual e Tradicional de Portalegre. Escreveu ou foi a responsável técnica de vários livros nacionais e estrangeiros sobre os temas dos produtos tradicionais e sistemas de qualificação, e foi professora nestas áreas em diversas universidades e outras instituições de ensino. Fez parte de várias confrarias gastronómicas, tanto em Portugal como em França. Uma das suas intervenções foi em 26 de Julho de 2017, na Assembleia da República, quando fez uma audiência para debater o processo de classificação de produtos agrícolas e dos géneros alimentícios, e para pedir o apoio para a qualificação da doçaria conventual portuguesa como Património Imaterial da Humanidade. Em 2024 foi entrevistada durante a Feira de Doçaria Conventual de Vila Viçosa, na qualidade de directora da Associação Qualifica / oriGIn Portugal, tendo então afirmado que este tipo de eventos deveria ter «garantias do que se compra é conventual ou, pelo menos, tradicional e têm de ser produtos de qualidade», e defendeu o uso de ingredientes naturais nos produtos, exemplificando que os produtos da feira de Vila Viçosa «mostram que é possível fazer doces e licores, por exemplo, com álcool, açúcar e fruto, ou com álcool, açúcar e ervas aromáticas».
Recebeu medalhas de honra de diversos restaurantes e associações de produtores, e em 8 de Março de 2003 foi condecorada com o grau de comendador na Ordem do Infante D. Henrique, devido ao seu contributo para divulgação dos produtos tradicionais de Portugal.
Faleceu em 31 de Março de 2025. A autarquia de Vila Viçosa emitiu uma nota de pesar, onde destacou os seus esforços pela divulgação e valorização dos produtos tradicionais, tanto em Portugal como junto da União Europeia.
Em 2026, a terceira edição da Feira de Doçaria Conventual, em Vila Viçosa, foi dedicada à memória de Ana Soeiro e da doceira Lurdes Ramos.