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Anaxilau (em grego clássico: Ἀναξίλαος) de Lárissa, na Tessália (século I a.C.) foi um filósofo e mago neopitagórico.
Originário de Lárissa, na Tessália, Anaxilau, segundo Eusébio de Cesareia, foi banido de Roma em 28 a. C. por por um simples decreto de Otávio, o futuro imperador Augusto. Convencido da magia pitagórica, como nos relata o testemunho de São Jerônimo, ele foi expulso no âmbito do banimento dos magos. Anaxilau escrevia sobre as “mágicas” propriedades dos minerais, ervas e outras substâncias e medicamentos derivados, sendo citado por Plínio a este respeito. Seu conhecimento excepcional de ciências naturais permitiu-lhe produzir efeitos fantásticos confundidos com magia.
Em sua História Natural, Plínio, o Velho cita vários remédios de Anaxilau, como linimentos de cicuta nos seios para mantê-los firmes (XXV, 95 [3] “Anaxilaüs afirma que os seios esfregados com cicuta antes da puberdade permanecem estáveis”), ou uma receita complicada à base de gordura de cão, cinzas de caracóis e três línguas de gansos assados para a incontinência urinária (XXX, 74). Ele também indica que o filósofo se divertia colocando enxofre em uma taça de vinho colocada sobre brasas (XXXV, 175, p. 1634) “essa taça espalhava então sobre eles [seus convidados], com o reflexo do enxofre em chamas, uma palidez assustadora, como a dos mortos”.