| Arista Networks, Inc. | |
|---|---|
| Nome(s) anterior(es) | Arastra, de 2004 a 2008 |
| Empresa de capital aberto | |
| Cotação | NYSE: ANET Componente do S&P 500 Componente do S&P 100 |
| Atividade | Hardware de rede e software |
| Fundação | Outubro de 2004 |
| Fundador(es) | Andy Bechtolsheim Kenneth Duda David Cheriton |
| Sede | Santa Clara, Califórnia, Estados Unidos |
| Pessoas-chave | Jayshree Ullal, diretora executiva e presidente do conselho Andy Bechtolsheim, arquiteto-chefe Kenneth Duda, presidente e diretor de tecnologia Todd Nightingale, presidente e diretor de operações |
| Empregados | 5.115 em tempo integral, em dezembro de 2025 |
| Produtos | Comutadores, roteadores e sistemas operacionais de rede |
| Serviços | Gestão e segurança de redes |
| Acionistas | Bechtolsheim Family Trust e Andy Bechtolsheim, 14,6% em abril de 2026 |
| Ativos | US$ 19,449 bilhões, em 2025 |
| Receita | US$ 9,006 bilhões, em 2025 |
| Lucro | US$ 3,511 bilhões, líquido, em 2025 |
| Website | arista |
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Arista Networks, Inc. é uma empresa dos Estados Unidos, com sede em Santa Clara, na Califórnia, que desenvolve equipamentos e software para redes de computadores. Seus comutadores e roteadores conectam servidores e outros dispositivos em centros de dados, escritórios e filiais, com aplicações em computação em nuvem e inteligência artificial.
O sistema operacional EOS e a plataforma CloudVision permitem configurar equipamentos, acompanhar o tráfego de dados e automatizar tarefas de administração da rede. A empresa também oferece equipamentos para redes sem fio e ferramentas de segurança e de conexão entre filiais e serviços de nuvem.
Fundada em 2004 como Arastra, a empresa adotou o nome Arista Networks em 2008, ano em que lançou seus primeiros produtos comerciais e o EOS. Suas ações são negociadas na Bolsa de Valores de Nova Iorque desde a oferta pública inicial de 2014.
Andy Bechtolsheim, Kenneth Duda e David Cheriton fundaram a empresa na Califórnia em outubro de 2004 com o nome Arastra. A mudança para Arista Networks ocorreu em outubro de 2008. Na mudança de nome, Jayshree Ullal, que havia sido vice-presidente da Cisco, assumiu a presidência e a direção executiva. Andy Bechtolsheim, cofundador da Sun Microsystems, tornou-se diretor de desenvolvimento e presidente do conselho. Em junho de 2014, a Arista realizou sua oferta pública inicial de ações na Bolsa de Valores de Nova Iorque, sob o código ANET.
Em dezembro de 2014, a Cisco ajuizou duas ações contra a Arista por supostas violações de propriedade intelectual. Em junho de 2016, a Comissão de Comércio Internacional dos Estados Unidos impôs restrições à importação e à venda de equipamentos da Arista que empregavam dois recursos protegidos por patentes da Cisco. O governo dos Estados Unidos manteve a proibição de importar os equipamentos abrangidos pela decisão em agosto daquele ano. A Arista modificou seus produtos e, em novembro, obteve autorização alfandegária para voltar a importá-los. Em dezembro, um júri rejeitou o pedido de indenização da Cisco por uso de comandos de sua interface de linha de comandos e concluiu que a Arista não havia infringido uma patente nem os direitos autorais sobre os manuais da concorrente.
Em maio e junho de 2017, o conselho de recursos do escritório de patentes dos Estados Unidos invalidou reivindicações de duas patentes da Cisco que haviam fundamentado outra ordem de exclusão da comissão de comércio. Em agosto de 2018, as empresas firmaram um acordo que previa o pagamento de 400 milhões de dólares pela Arista e o encerramento dos processos pendentes. A Cisco desistiu das alegações de violação de patentes nesses processos, e a Arista desistiu das alegações de infração às leis antitruste contra a Cisco. As empresas também aceitaram uma pausa de cinco anos em novas ações sobre patentes de invenção relativas a recursos já existentes nos produtos, com exceções para tecnologias adquiridas de outras empresas.
Em agosto de 2018, a Arista comprou a Mojo Networks, fabricante de equipamentos para redes sem fio administradas pela nuvem. No mês seguinte, adquiriu a Metamako, especializada em equipamentos de rede de baixa latência. A tecnologia da Metamako passou à família 7130, que recebeu o modelo 7130L em março de 2019.
A compra da Big Switch Networks, concluída em 5 de fevereiro de 2020 e anunciada no dia 13, acrescentou programas de monitoramento e redes definidas por software aos produtos da Arista. Em setembro do mesmo ano, a empresa anunciou a aquisição da Awake Security, que desenvolvia ferramentas de detecção e resposta a ameaças em redes. A operação foi concluída em 7 de outubro. Em agosto de 2022, a Arista anunciou a compra da Pluribus Networks, empresa de programas para redes de computação em nuvem, por um valor não divulgado.
Em 30 de junho de 2025, a Arista adquiriu da Broadcom o negócio VeloCloud de redes de longa distância definidas por software, por 300 milhões de dólares. O anúncio, feito em 1 de julho de 2025, acompanhou o lançamento de equipamentos para redes empresariais e filiais, com configuração automática, monitoramento e diagnóstico automatizado de falhas.
O jornal Barron's incluiu Ullal em sua lista dos melhores diretores executivos de 2018. A revista Fortune a colocou na 18.ª posição entre os empresários do ano de 2019 e em sua lista das mulheres mais poderosas dos negócios de 2026.
Suas ações passaram a integrar o S&P 500 em 28 de agosto de 2018. Em 2026, a empresa entrou na Fortune 500, na 444.ª posição entre as maiores empresas dos Estados Unidos por receita. Em 21 de setembro daquele ano, suas ações passaram a integrar o índice S&P 100.
Em outubro de 2026, Jayshree Ullal ocupava a direção executiva e a presidência do conselho de administração, e Andy Bechtolsheim era o arquiteto-chefe da empresa. Kenneth Duda exercia os cargos de presidente e diretor de tecnologia, e Todd Nightingale, os de presidente e diretor de operações. As ações do Bechtolsheim Family Trust e as detidas diretamente por Bechtolsheim, acrescidas de opções de compra, correspondiam a 14,6% das ações da empresa em 2 de abril de 2026.
Em 2025, a Arista teve receita de 9,006 bilhões de dólares e lucro líquido de 3,511 bilhões. O lucro operacional foi de 3,856 bilhões de dólares, e o patrimônio líquido ao fim do ano era de 12,371 bilhões.
| Extensible Operating System | |
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| Produção | Arista Networks |
| Lançamento | 2008 |
| Mercado-alvo | Redes de computadores |
| Idioma | Inglês |
| Arquiteturas | IA-32, x86-64 e AArch64 |
| Núcleo | Linux, monolítico |
| Interface | Interface de linha de comandos |
| Licença | Proprietária, com componentes de código aberto |
| Estado de desenvolvimento | |
| Em desenvolvimento | |
| Página oficial | www |
O Extensible Operating System, abreviado EOS, é o sistema operacional de rede da Arista para centros de dados, redes de empresas e provedores de serviços. A mesma base de código é usada em equipamentos físicos, na versão virtualizada vEOS e na versão cEOS, executada em contêineres.
O EOS usa o núcleo Linux sem modificações e executa os protocolos de rede, as funções de segurança e os controladores de hardware em processos independentes, chamados agentes, no espaço de usuário. As informações sobre o estado do equipamento ficam separadas desses processos, em um banco de dados em memória chamado Sysdb. Os agentes publicam alterações nesse banco e recebem notificações assíncronas dos dados que acompanham, pelo padrão de publicação-assinatura. Essa separação permite reiniciar um agente e recuperar seu estado sem reiniciar todo o sistema.
As correções de software podem ser aplicadas a processos individuais, inclusive para corrigir vulnerabilidades de segurança. Nos agentes compatíveis com esse procedimento, o processo é reiniciado enquanto os demais processos e o encaminhamento de pacotes permanecem ativos. O Smart System Upgrade, ou SSU, permite substituir a imagem completa do EOS com o encaminhamento de dados em operação nas configurações compatíveis. O suporte depende do equipamento e dos protocolos em uso, e há situações em que a atualização pode causar perda de pacotes.
O Sysdb mantém o estado de cada equipamento, enquanto o NetDB reúne as informações transmitidas pelos dispositivos EOS para formar uma visão do conjunto da rede. O Network Data Lake, ou NetDL, acrescenta dados de aplicações e sistemas de outros fabricantes a esse repositório. O armazenamento de séries temporais permite consultar estados anteriores da rede, acompanhar mudanças e analisar falhas. Esses dados alimentam as ferramentas de gestão e análise do CloudVision.
As ferramentas nativas do Linux permitem executar programas e scripts no equipamento e integrar a configuração da rede a processos de DevOps e infraestrutura como código. O EOS SDK, um kit de desenvolvimento de software, permite criar aplicações em C++, Python, Ruby e Go que consultam o estado do sistema, recebem eventos e alteram tabelas de encaminhamento.
A eAPI usa JSON-RPC para executar remotamente comandos da interface de linha de comandos e devolver os resultados em objetos JSON. A telemetria por OpenConfig e gRPC transmite continuamente informações do equipamento para sistemas de monitoramento, como o CloudVision, onde podem ser consultadas em tempo real ou em seu histórico.

O EOS reúne as funções de automação, telemetria e gestão dos comutadores e roteadores da empresa sob uma base comum de software. As gerações mais recentes da série 7130 usam o EOS, enquanto modelos anteriores também foram oferecidos com o sistema MOS.
Os comutadores modulares 7800R3 e 7800R4 são destinados ao roteamento e à interligação de centros de dados de provedores de nuvem, operadoras e grandes empresas, incluindo redes para inteligência artificial. A família usa buffers de grande capacidade e módulos de interface substituíveis. A 7800R3 oferece interfaces de até 400 Gb/s, enquanto a 7800R4 chega a 800 Gb/s.
A série 7700R4 usa a arquitetura Distributed Etherlink Switch, que reúne equipamentos de acesso e de interligação em um comutador lógico distribuído. Projetada para conectar grandes conjuntos de aceleradores de inteligência artificial, oferece interfaces de 400 e 800 Gb/s e distribui o tráfego entre os caminhos da rede por hardware, com latência entre portas inferior a quatro microssegundos.
Os módulos de comutação e roteamento da série 7500R3 oferecem interfaces de 10 a 400 Gb/s, buffers de até 16 GB por placa e tabelas com capacidade para milhões de rotas, para redes de centros de dados, provedores de nuvem e operadoras. Os chassis têm componentes redundantes e permitem a substituição de módulos durante o funcionamento.
O 7388X5 é um comutador modular de quatro unidades de rack, usado na interligação de redes de centros de dados e de inteligência artificial. Seus módulos de entrada e saída podem ser trocados ou combinados no mesmo chassi, com configurações de até 64 interfaces de 400 Gb/s ou 128 de 200 Gb/s.
Com buffers de grande capacidade e filas virtuais de saída, chamadas VOQ, as séries 7280R3 e 7280R4 organizam os pacotes destinados a cada porta em redes de centros de dados, empresas e provedores. Seus modelos de configuração fixa podem ser usados no acesso, na interligação e no roteamento, com interfaces de 10 a 400 Gb/s na série 7280R3 e de até 800 Gb/s na 7280R4.
A série 7060X6 oferece interfaces de 100, 400 e 800 Gb/s para centros de dados e redes de aprendizado de máquina, com modelos de até 64 portas de 800 Gb/s. Em 9 de junho de 2026, a Arista anunciou a série 7060XE7, com interfaces de 800 Gb/s e 1,6 Tb/s. O anúncio previa a disponibilidade dos primeiros modelos no quarto trimestre de 2026 e a de outras versões no primeiro trimestre de 2027.
As séries de configuração fixa 7060X4 e 7050X são usadas no acesso e na interligação de centros de dados empresariais e de nuvem, com interfaces que vão de 10 a 400 Gb/s, conforme o modelo e a geração. A série 7060X5 acrescenta modelos com portas de 800 Gb/s. Um equipamento de uma unidade de rack pode oferecer 32 portas nessa velocidade ou, com a divisão das interfaces, até 256 portas de 100 Gb/s.
As séries 720XP, 722XPM, 720D e 710P conectam os dispositivos de redes empresariais, com opções de Ethernet multigigabit e alimentação elétrica pelo cabo de rede, por PoE e PoE++. Os recursos e as velocidades dependem do modelo. A 722XPM oferece criptografia MACsec nas portas e telemetria de tráfego, com gestão pelo EOS e pelo CloudVision.
A série 750 usa chassis modulares para o acesso de redes empresariais, com alimentação PoE dos dispositivos e conexões de 25 ou 100 Gb/s para a camada de interligação da rede. Os chassis têm cinco ou oito posições para placas de interface e podem chegar a 384 portas de acesso. A gestão pelo EOS e pelo CloudVision permite administrar os comutadores junto da infraestrutura sem fio.
A série 7130 combina comutação na camada física e circuitos FPGA programáveis para o processamento de pacotes. Tem modelos com latência entre portas a partir de quatro nanossegundos e aplicações para captura de tráfego, inserção de marcas de tempo e processamento de dados de mercados financeiros. A família atende a redes de negociação eletrônica e a outras aplicações de telecomunicações que exigem baixa latência.
Com interfaces de 10 a 100 Gb/s, a série 7170 usa a linguagem P4 para modificar a análise dos cabeçalhos e as etapas de encaminhamento dos pacotes conforme a aplicação. A plataforma também oferece telemetria e rastreamento de pacotes.
As linhas de comutadores atendem a centros de dados de provedores de nuvem e de empresas, redes de operadoras, escritórios e filiais. Outros usos são a conexão de conjuntos de processadores gráficos para inteligência artificial, a computação de alto desempenho e as redes de negociação financeira que dependem de baixa latência.
Os pontos de acesso Cognitive Wi-Fi atendem a escritórios, filiais, instituições de ensino e serviços de saúde, com modelos para Wi-Fi 6 e 6E e Wi-Fi 7. O CloudVision CUE centraliza a configuração dos pontos de acesso e as políticas da rede sem fio. Seus recursos de análise usam aprendizado de máquina para acompanhar a conexão de usuários e dispositivos e procurar as causas de falhas. O sistema também ajusta automaticamente o funcionamento dos rádios. A gestão pode ser integrada à rede cabeada e a serviços de localização, como o rastreamento de equipamentos em hospitais.
As ferramentas de segurança seguem o modelo de confiança zero, com controle de acesso e segmentação baseados na identidade dos usuários e dos dispositivos. O serviço Multi-Domain Segmentation aplica políticas de microssegmentação, e os equipamentos compatíveis usam MACsec para criptografar o tráfego Ethernet.
O Arista Network Detection and Response, ou NDR, examina o tráfego entre os dispositivos da rede e as conexões externas para detectar ameaças. A análise usa aprendizado de máquina para comparar comportamentos e procurar anomalias em redes empresariais, centros de dados e ambientes de nuvem. O controle de acesso reúne informações sobre a identidade e as características dos dispositivos para classificá-los e aplicar as permissões correspondentes.
O CloudVision administra redes de centros de dados, escritórios, nuvens e longa distância, com implantação de equipamentos, gestão de configurações e controle de alterações. A telemetria em tempo real e o histórico de estados permitem investigar falhas, verificar a aplicação de políticas e acompanhar o desempenho da rede e das aplicações. A plataforma também verifica a exposição a defeitos de software e vulnerabilidades de segurança, com recursos de auditoria e gestão de atualizações.
Os dados podem ser analisados para planejar a capacidade da rede e elaborar previsões sobre seu comportamento. Para testar mudanças antes de aplicá-las à rede, o Arista Cloud Test cria uma réplica virtual com instâncias do vEOS e integração com o CloudVision. Essa réplica é chamada de gêmeo digital. O CloudVision pode ser instalado em equipamentos físicos ou virtuais da organização, ou contratado como serviço em nuvem.
As ferramentas de SD-WAN conectam filiais a centros de dados e aplicações em nuvem, combinando conexões de banda larga, MPLS e redes móveis. O WAN Routing System usa o CloudVision Pathfinder para configurar redes, classificar aplicações e escolher caminhos de encaminhamento, com suporte a ambientes que usam mais de um provedor de nuvem.
No VeloCloud SD-WAN, a seleção de caminhos leva em conta a aplicação, a latência, a variação do atraso e a perda de pacotes em cada conexão. Um portal central administra as políticas e o monitoramento, enquanto os equipamentos estabelecem túneis para conectar filiais e serviços de nuvem. A linha oferece implantação automatizada, segmentação e funções de segurança, com modelos que permitem acesso por redes móveis de quarta e quinta geração. As integrações com serviços de segurança em nuvem permitem conectar usuários remotos a aplicações em centros de dados e ambientes de nuvem.
Na Arista Community Central, clientes e parceiros trocam informações com engenheiros da empresa e consultam material técnico sobre seus equipamentos e programas. A plataforma tem uma ferramenta de busca que usa recursos de inteligência artificial para localizar conteúdo.
A base de conhecimento organiza artigos de configuração, recomendações de uso e instruções para resolver problemas por tecnologia, produto e função do software. No fórum, os usuários podem consultar perguntas e respostas. Para publicar, é necessário entrar com uma conta vinculada a uma empresa cadastrada na Arista.
Vídeos sobre configuração e suporte, com gravações de webinários, ficam na biblioteca da comunidade e em seu canal no YouTube. A série TAC reúne apresentações técnicas da equipe de suporte da Arista.
Nos mercados de centros de dados e de redes empresariais, a Arista concorre com Cisco Systems, Dell EMC, Extreme Networks, Hewlett Packard Enterprise, Huawei, Juniper Networks e Nvidia. A Fortinet disputa o mercado de redes locais com fio e sem fio, e a Nokia, o de comutadores para centros de dados.
A Hewlett Packard Enterprise, proprietária da Aruba Networks, concluiu a compra da Juniper Networks em 2 de julho de 2025.