Atlas Cheetah

 Nota: Para outros significados, veja Atlas.
Atlas Cheetah
Caça
Predefinição:Info/Aeronave
Descrição
Tipo / Missão Caça, com motor turbojato de pós-combustão, monomotor monoplano
País de origem África do Sul
Fabricante Atlas Aircraft Corporation
Período de produção 1986-?
Quantidade produzida 70
Desenvolvido de Dassault Mirage III
IAI Nesher
Introduzido em 1986
Aposentado em 2008 (África do Sul)
Tripulação 1
Notas
Dados de: Aerospaceweb.org — Aircraft Museum

O Atlas Cheetah é um caça sul-africano desenvolvido e produzido pela Atlas Aircraft Corportation. O Atlas Cheetah é uma versão atualizada do caça supersônico Mirage III, desenvolvida pela Atlas Aviation da África do Sul.

Desenvolvimento

Antecedentes

A África do Sul sofreu um embargo a compra de armas imposto ao regime Apartheid nas década de 1960 e 70 pela ONU. Com o conflito com Angola, apoiada pelos russos e cubanos, era necessário desenvolver localmente seus próprios equipamentos militares. Ainda durante a década de 1980, a Força Aérea Sul-africana (SAAF) era confrontada pela necessidade de aeronaves de combate mais modernas, sendo visto a operação de caças MiG-23 por forças angolanas e cubanas na Guerra sul-africana na fronteira. Com essa situação, era somente viável a modernização de aeronaves já existentes nos inventários sul-africanos.

Companhias envolvidas

Na década de 1980, a indústria aeronáutica sul-africana já havia adquirido o nível de capacidade técnica que possibilitasse uma modernização a larga escala de suas aeronaves de combate. Esses fatores contribuíram para que a SAAF tomasse a decisão de desenvolver um programa de modernização extensivo de um dos tipos de aeronaves de combate se encontrava em seu inventário de aeronaves.

Na época, a SAAF contava em seu inventário com múltiplas variantes dos caças franceses Mirage III e Mirage F1. Apesar do Mirage F1 ser considerado a aeronave de combate mais moderna no inventário sul-africano, tendo as primeiras unidades sido entregues à SAAF em 1977, retirar de serviço essas aeronaves, mesmo que fosse temporariamente, para uma modernização, era considerado inaceitável para o alto oficialato da SAAF, devido a sua importância no mantimento das capacidades de ataque e defesa aérea do país.

Além disso, foi provado em outros projetos de modernização do Mirage III, feitos em países como França (Mirage IIING) e Israel (IAI Kfir), que esta aeronave ainda poderia ser modernizada para necessidades do combate aéreo da época. Consequentemente, a SAAF decidiu pela modernização de sua frota de caças Mirage III.

O projeto (chamado Projeto Cushion), foi executado pela Atlas Aircraft Corporation (hoje Denel Aerospace Systems). A empresa sul-africana conseguiu também contratar engenheiros e técnicos israelenses, que haviam trabalhado no projeto do caça IAI Lavi, que havia sido cancelado recentemente. Antes mesmo do programa, Israel havia já se estabelecido como provedor de tecnologia militar para a África do Sul, tendo inclusive assinado o Acordo Israel-África do Sul em 1975. De acordo com publicações aeronáuticas , a empresa aeroespacial israelense Israel Aircraft Industries (IAI) se envolveu nos estágios iniciais do projeto, tendo fornecido alguns componentes para as aeronaves. De acordo com o site ACIG, ao menos cinco aeronaves IAI Nesher foram fornecidas para a África do Sul para serem utilizadas durante testes do projeto, sendo logo após, absorvidas no inventário de aeronaves da SAAF .

Detalhes

Cheetah E preservado no Museu da SAAF, em Swartkop

A modernização consistiu na reforma das células das aeronaves para condição de "zero horas de vôo"; para conseguir tal resultado, 50% da célula original foi substituída por peças novas. Modificações aerodinâmicas incluíram a montagem de dois canards imóveis, próximo às tomadas de ar dos motores, sendo os canards dos modelos D e E, 70% menores que os canards utilizados pelos modelos C . Outras alterações na célula incluíram a instalação de dois hardpoints nas raízes das asas, uma sonda de reabastecimento em vôo, novos assentos ejetores, uma nova longarina nas asas, além de um novo design dos bordos de ataque contando com uma incisão "dente de cachorro" em cada asa, novos elevons comandados por um novo sistema computadorizado de controle de vôo, e novos geradores de vórtice para melhorar o desempenho do Cheetah em ângulo de ataque (AoA). O Cheetah podia levas três vezes mais carga que o Mirage III, além de contar com melhor agilidade .

Em termos de eletrônica e sistemas, o Cheetah foi equipado com nova aviónica, um novo radar de controle de tiro, sistemas de guerra eletrônica e auto proteção . Como vários desses sistemas teriam que ser instalados no nariz da aeronave, o mesmo teve que ser estruturalmente estendido, provendo assim mais espaço interno. O sistema de guerra eletrônica incorporava um sistema de alerta de aproximação de mísseis (MAWS) e um receptor do alerta de radar (RWR), enquanto o sistema de auto proteção consistia de interferidores eletrônicos (jammer) e lançadores de engodos (Chaff/Flare), que podiam ser acionados automaticamente. Um Head-Up Display (HUD) e outras instrumentações eletrônicas foram instaladas no cockpit, uma mira montada no capacete (HMD) de produção sul-africana, podia ser integrada ao sistema. O modelos Cheetah C foi equipado com um novo motor, o SNECMA Atar 9K50, similar ao utilizado pelo Mirage F1, enquanto os modelos Cheetah D e E mantinham o motor original do Mirage III, o SNECMA Atar 9C .

História Operacional

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África do Sul

Em 16 de julho de 1986, o primeiro Cheetah D foi mostrado publicamente, apesar de já existir um número de aeronaves Cheetah D em operação na 89 Combat Flying School, baseados na Base Aérea de Pietersburg. Durante o ano de 1987, o modelo Cheetah D foi declarado operacional pela SAAF. A segunda e terceira aeronaves entregue a Atlas para sua modernização (dois Mirage IIIEZ, monoplace), após serem convertidos para o modelo Cheetah E, foram postas em serviço no 5 Squadron, na Base Aérea de Louis Trichardt . Apesar da aeronave ter sido modernizada devido as pressões com relação a Guerra Sul-africana de Fronteira, nenhuma aeronave do tipo foi utilizada no conflito .

Cheetah D da SAAF

Em 1991, 16 aeronaves dos modelos Cheetah D e E foram postas em serviço, antes da Atlas dar por finalizada a produção desses modelos. No mesmo ano, foi lançada a produção dos modelos Cheetah C, tendo sua primeira aeronave do modelo saído de fábrica em Janeiro de 1993. Todos os modelos Cheetah C entraram em serviço no 2 Squadron, na Base Aérea de Louis Trichardt . Nos anos 90, 10 aeronaves Cheetah D foram modificadas, recebendo eletrônica e modificações similares às utilizadas pelo Cheetah C, incluídos os motores Atar 9K50. A aeronave continuou em serviço nos anos pós-apartheid, porém ficando gradativamente obsoleta em comparação as aeronaves de combate internacionais ao longo de duas décadas. Durante os anos 2000, as aeronaves Cheetah foram substituídas na SAAF por aeronaves Saab JAS 39C/D Gripen , adquiridas novas da Suécia .

Várias aeronaves Cheetah foram estocadas pela SAAF ao longo de sua aposentadoria do serviço ativo. Logo em 2003, a SAAF os ofereceu a venda no mercado internacional .

Equador

Em 2009, a Força Aérea Equatoriana (FAE) iniciou negociações por um lote de aeronaves Cheeath, com a intenção de substituir seus caças Mirage F1. O governo equatoriano assinou o contrato de aquisição dessas aeronaves em 2010, adquirindo 12 células (10 Cheetah C e 2 Cheetah D) e mais dez anos de apoio logístico por US$ 78 milhões. As aeronaves foram recebidas pela FAE em 14 de fevereiro de 2012. Uma aeronave foi perdida durante treinamento na Base Aérea de Taura, em 13 de dezembro de 2017, com o piloto sobrevivendo após ejetar. Em 2022, somente, informações revelam que somente três aeronaves se encontram operacionais.

Draken International

Durante o ano de 2017, a empresa americana Draken International entrou em acordo com a Denel Aerospace Systems para a aquisição de 12 aeronaves Cheetah estocadas na África do Sul (9 Cheetah C e 3 Cheetah D), com a intenção de usá-las como aeronaves agressoras para serviços de apoio à treinamentos militares .

Variantes

Operadores

Operadores Atuais

Operadores Antigos

Especificações

Informações Aerospaceweb.org — Aircraft Museum

Características Gerais

Desempenho

1.390 km/h (750 kn/ Mach 1.12) à nível do mar

Armamento

Ver também

Aeronaves envolvidas no desenvolvimento

Aeronaves de função, configuração ou era comparável

Referências

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  22. ↑ «Aerospaceweb.org | Aircraft Museum - Mirage 5». aerospaceweb.org. Consultado em 16 de maio de 2023

Ligações externas

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