| Joaquim Azinhal Abelho | |
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Joaquim Azinhal Abelho | |
| Nascimento | 13 de abril de 1911 Borba |
| Morte | 20 de janeiro de 1979 Lisboa |
| Cidadania | Portugal |
| Ocupação | poeta, diretor de cinema |
| Principais trabalhos | Domingo ilustrado (1945) |
| Distinções | Prémio Antero de Quental (1936) |
Joaquim Azinhal Abelho (Orada, Borba, 13 de Abril de 1911 – Lisboa, 20 de Janeiro de 1979) foi um poeta e cineasta português.
Nasceu na freguesia de Orada, no concelho de Borba, em 1916. Era filho do agricultor Mariano José Abelho (Orada, Borba, c. 1878) e da proprietária Maria Isabel do Azinhal (Orada, Borba, c. 1880).
Desde muito cedo se demonstrou o seu talento como um poeta, e quando se licenciou em Letras, na cidade de Lisboa, já tinha publicado o seu primeiro livro, Solidão, ai dão, ai dão. Porém, só ficou conhecido entre o grande público após ter ganho o Prémio Antero de Quental, com a obra Confidências de um rapaz provinciano. A partir deste ponto dedicou-se quase exclusivamente à sua carreira literária, escrevendo tanto em poesia como prosa, passando pelo teatro e pela etnografia. Com efeito, colaborou em várias iniciativas estatais ligadas ao folclore, tendo por exemplo feito uma recolha do teatro popular, que foi a origem da obra Teatro Popular Português, em seis volumes. O último volume foi dedicado ao Algarve e Alentejo, e incluiu referências a várias manifestações populares algarvias, como os Ensaiados e as loas da Festa de Nossa Senhora das Dores, em Alte, o Combate dos Mouros e Cristãos, em Pechão, o Auto da Vida e da Morte, de António Aleixo, e o Sermão de São Martinho em Lagos. Também foi responsável pela produção de alguns documentários cinematográficos, como Alentejo não tem sombra, que recebeu o Prémio Paz dos Reis, Para onde vais Maria, e Fui ao Jardim da Celeste. Colaborou com grandes figuras da cultura nacional, como Orlando Vitorino e Telmo Figueiras. Manteve um especial interesse pelo Algarve, tendo escrito para o jornal farense Correio do Sul, onde publicou em 1970 as crónicas Meridianos Líricos do Algarve, e colaborado com o Gabinete para o Desenvolvimento Turístico do Algarve na realização de vários eventos, como exposições e as Festas da Fonte Grande, em Alte. Escreveu também o auto Glória ao Deus Menino, que foi representado no Castelo de Silves em 1965.
Joaquim Azinhal Abelho estudou na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e foi o fundador do Teatro Rural (Elvas), do Teatro do Arco da Velha e do Teatro d'Arte em Lisboa.[carece de fontes]
Dedicou-se à ficção de cunho rural e ao estudo do teatro popular.
Juntamente com Orlando Vitorino, traduziu obras de diversos autores como Graham Greene, Federico García Lorca, Anton Pavlovitch Tchékhov e Joseph Kesselring. Teve também colaboração em publicações periódicas, nomeadamente na revista luso-brasileira Atlântico e no jornal 57 (1957-1962).
Em Borba foi criado o "Pólo Museológico Azinhal Abelho" após a autarquia ter adquirido parte do espólio do autor.
Faleceu em Janeiro de 1979, tendo sido sepultado no cemitério de Orada. No obituário publicado no jornal Correio do Sul, foi considerado como um dos «maiores poetas e um dos mais entusiásticos cantores» do Alentejo, e refere-se que com a sua morte «ficaram mais pobres a poesia e o teatro em Portugal».