Azorella compacta

Como ler uma infocaixa de taxonomiaAzorella compacta
Classificação científica
Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Clado: Embriófitas
Clado: Traqueófitas
Clado: Espermatófitas
Clado: Angiospermas
Clado: Eudicotiledôneas
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Apiales
Família: Apiaceae
Subfamília: Azorelloideae
Gênero: Azorella
Espécie: A. compacta
Nome binomial
Azorella compacta
Phil., 1891

Azorella compacta (em castelhano: Yareta ou llareta) é uma planta sul-americana aveludada e verde-amarelada, da família das Apiaceae. A espécie cresce nas pastagens da Puna dos Andes no Peru, na Bolívia, no norte do Chile e no oeste da Argentina, em altitudes entre 3 200 m e foi descrita por Rodolfo Amando Philippi, publicada em Anales del Museo Nacional de Chile. Segunda Sección --- Botánica 8: 28. em 1891. O nome provém de yarita na língua quíchua.

Descrição

A yareta é uma planta perene persistente, rasteira e com crescimento esférico, que atinge cerca de 6 m de diâmetro. As flores são de cor rosa ou lilás, autoférteis, hermafroditas e são polinizadas, principalmente, por pequenas moscas, abelhas, vespas e mariposas.

Distribuição e habitat

Está presente na Puna dos Andes, no Peru, na Bolívia, no Chile e na Argentina, com preferência por solos arenosos e bem drenados. Pode crescer em solos nutricionalmente pobres, ácidos, neutros ou básicos (alcalinos), em altitudes de até 5 200 m. A yareta é adaptada às elevadas taxas de insolação típicas dos planaltos andinos e não consegue crescer à sombra. As folhas da planta crescem formando um tapete extremamente compacto e denso, que reduz a perda de calor e de água. Esse tapete cresce rente ao solo, onde a temperatura do ar é um ou dois graus Celsius mais alta do que a temperatura média do ar. Essa diferença de temperatura resulta da radiação de onda longa re-irradiada pela superfície do solo, que costuma ser cinza-escura a preta na Puna.

Estima-se que a planta cresça aproximadamente 1,5 cm por ano, com alguns exemplares tendo mais de 3 000 anos de idade. As mais antigas registraram um crescimento tão lento quanto 1,41 mm por ano.

Usos

É utilizada como combustível desde a antiguidade, bem como para a extração de resina de suas folhas. Entretanto, seu crescimento muito lento torna a prática tradicional de colheita para uso como combustível altamente insustentável. As flores têm aplicações medicinais. A exploração excessiva e a degradação de seu ecossistema provocaram sua extinção em algumas regiões.

Sinonímia

Galeria

Referências

  1. ↑ «Image of Azorella compacta» (em inglês). chileflora. Consultado em 28 de outubro de 2015
  2. 1 2 3 Kleier, Catherine; Rundel, Philip W. (agosto de 2004). «Microsite requirements, population structure and growth of the cushion plant Azorella compacta in the tropical Chilean Andes». Austral Ecology (em inglês). 29 (4): 461–470. Bibcode:2004AusEc..29..461K. doi:10.1111/j.1442-9993.2004.01386.x
  3. ↑ «Azorella compacta». Tropicos.org. Missouri Botanical Garden. Consultado em 22 de julho de 2013
  4. ↑ Calderón-Seguel, Matías; Prieto, Manuel (1 de janeiro de 2024). «Mining Extractivism, Commodification of Nature and Indigenous Peasantry in the Atacama Desert: The Political Economy of Yareta (Azorella Compacta) in Historical Perspective (1915-1960)». Latin American Perspectives (em inglês). 51 (1): 184–204. ISSN 0094-582X. doi:10.1177/0094582X241238715
  5. ↑ Pugnaire, Francisco I.; Morillo, José A.; Rodríguez-Echeverría, Susana; Gaxiola, Aurora (fevereiro de 2020). «Azorella compacta: survival champions in extreme, high-elevation environments». Ecosphere (em inglês). 11 (2). Bibcode:2020Ecosp..11E3031P. doi:10.1002/ecs2.3031Acessível livremente
  6. ↑ López-Sepúlveda, Patricio; Takayama, Koji; Greimler, Josef; Crawford, Daniel J.; Peñailillo, Patricio; Baeza, Marcelo; Ruiz, Eduardo; Kohl, Gudrun; Tremetsberger, Karin; Gatica, Alejandro; Letelier, Luis; Novoa, Patricio; Novak, Johannes; Stuessy, Tod F. (8 de outubro de 2014). «Progressive migration and anagenesis in Drimys confertifolia of the Juan Fernández Archipelago, Chile». Journal of Plant Research (em inglês). 128 (1): 73–90. ISSN 0918-9440. PMC 4300435Acessível livremente. PMID 25292282. doi:10.1007/s10265-014-0666-7
  7. ↑ «Taxonomy Detail GRIN-Global». npgsweb.ars-grin.gov. Consultado em 11 de junho de 2026
  8. 1 2 Wickens, G. E. (abril de 1995). «Llareta (Azorella Compacta, Umbelliferae): A review». Economic Botany (em inglês). 49 (2): 207–212. Bibcode:1995EcBot..49..207W. ISSN 0013-0001. doi:10.1007/BF02862926
  9. ↑ Stenger, Richard (28 de novembro de 2019). «The oldest living things on Earth». CNN Travel (em inglês). Consultado em 9 de janeiro de 2020. Cópia arquivada em 11 de janeiro de 2024
  10. ↑ Ralph, Carol P. (março de 1978). «Observations on Azorella compacta (Umbelliferae)». Biotropica (em inglês). 10 (1): 62. JSTOR 2388107. doi:10.2307/2388107
  11. ↑ «See the world's oldest organisms» (em inglês). Cópia arquivada em 4 de novembro de 2014
  12. 1 2 «Ministerio de Medio Ambiente, Chile» (PDF) (em espanhol). Consultado em 3 de fevereiro de 2018. Arquivado do original (PDF) em 25 de março de 2016
  13. ↑ «Una desconocida planta sudamericana que parece de otro planeta». latinamericanscience.org (em espanhol). Consultado em 11 de junho de 2026. Cópia arquivada em 23 de dezembro de 2025

Ligações externas

O Commons possui uma categoria com imagens e outros ficheiros sobre Azorella compacta