Bloco de Esquerda | |
|---|---|
| Sigla | B.E. |
| Coordenador da Comissão Política | José Manuel Pureza |
| Fundação | 28 de fevereiro de 1999 |
| Sede | Rua da Palma 268, 1100-394 Santa Maria Maior, Lisboa |
| Ideologia | Socialismo Anticapitalismo Euroceticismo |
| Espectro político | Esquerda a extrema-esquerda |
| Publicação | esquerda.net |
| Ala de juventude | Jovens do Bloco (Grupo de trabalho interno, não sendo separado do Partido) |
| Antecessor | União Democrática Popular Partido Socialista Revolucionário Política XXI |
| Membros (2009) | 6 830 |
| Afiliação europeia | Aliança da Esquerda Europeia pelo Povo e pelo Planeta |
| Grupo no Parlamento Europeu | Esquerda Unitária Europeia/Esquerda Nórdica Verde |
| Assembleia da República | 1 / 230
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| Parlamento Europeu | 1 / 21
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| Assembleia Legislativa da Madeira | 0 / 47
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| Assembleia Legislativa dos Açores | 1 / 57
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| Presidentes de Câmaras Municipais | 0 / 308
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| Vereadores municipais | 12 / 2 074
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| Deputados Municipais | 125 / 6 461
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| Símbolo eleitoral | |
| Bandeira do partido | |
| Página oficial | |
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Bloco de Esquerda (B.E.) é um partido político de esquerda socialista, em Portugal, de cariz ecologista e anticapitalista. Fundado em 1999, tem centrado a sua atividade na promoção de serviços públicos de qualidade, dos direitos laborais e no combate às desigualdades, assim como nas causas feminista, LGBTQIA+, antirracista e ambiental.

O Bloco de Esquerda define-se como um partido anticapitalista que propõe um projeto socialista sendo crítico das experiências da ex-URSS, Coreia do Norte, China, etc. Na esteira de uma esquerda radical e heterodoxa, defende o socialismo como um projeto de democracia radical para as maiorias populares, assente no controlo democrático da produção e na distribuição da riqueza em função das necessidades da população, e reconhecendo os direitos fundamentais de opinião, como de organização partidária e sindical.
A contradição entre trabalho e capital é central na visão de mundo que o Bloco de Esquerda sustenta, pelo que o partido defende a organização laboral dos setores mais precarizados na sua ação política, propondo-se a promover o direito da sindicalização e a renovação da experiência de auto-organização da classe trabalhadora.
No seu percurso político, o Bloco de Esquerda tomou posições públicas pela independência de Timor, contra a guerra no Iraque e no Afeganistão, em solidariedade com a Palestina, em oposição à invasão russa da Ucrânia, além da proposta consistente de saída de Portugal da NATO. O partido tem defendido o direito à autodeterminação dos povos, do Sahara Ocidental ao reconhecimento do estado da Palestina. Na resolução aprovada na sua XIII Convenção, o Bloco de Esquerda refere que o «imperialismo dos EUA continua sendo o mais perigoso», ao mesmo tempo que denuncia a «natureza imperialista da Rússia» e da República Popular da China.
As propostas referentes aos direitos das mulheres foram recorrentes no percurso do Bloco, desde a definição da violência doméstica como crime público, a defesa da despenalização do aborto e a correspondente proposta de referendo, à paridade de género e à igualdade salarial. Segundo o Dicionário de História Partidária – Bloco de Esquerda, «O desejo de tranformação feminista é parte do código genético do Bloco, um partido que desde o seu início afirmou a radicalidade da exigência pela igualdade e do respeito pela diferença, recusando uniformismos, estereótipos, a violências preconceitos e hierarquias.»
Desde a sua fundação que o Bloco de Esquerda procura introduzir no debate público e no seu programa políticas de promoção de igualdade e de combate ao racismo. Exemplo disso foi o seu Programa Eleitoral para as eleições legislativas de Março de 2024, em que se indica «Persistem na sociedade e nas instituições preocupantes manifestações de um racismo estrutural enraizado que priva as pessoas afrodescendentes, ciganas e de outras comunidades racializadas dos seus direitos fundamentais» que o partido se propõe a continuar a combater. Simultâneamente, a representatividade de pessoas migrantes e afrodescendentes tem sido uma preocupação assumida pelo partido.
Já na fundação, em 1999, o Bloco assinalava como uma das suas causas centrais a luta contra a «discriminação por preferência sexual» e muitas das pessoas que participaram na fundação e no crescimento do partido eram rostos do movimento LGBT. A inscrição da não discriminação de pessoas do mesmo sexo, o reconhecimento do casamento entre pessoas do mesmo sexo e do direito a adoção, as medidas contra a discriminação das pessoas trans, entre outras leis aprovadas ao longo do século XXI foram propostas ou tiveram o apoio ativo do Bloco de Esquerda.
A defesa de uma perspetiva de transformação social e ecológica de bases socialistas consolidou-se como parte do programa e percurso do Bloco de Esquerda. O partido prioriza as causas ambientais, relacionando-as com as sociais e a perspetiva de uma superação do atual modelo económico e social.

O partido foi fundado em 1999 e resulta da unificação de partidos já existentes: a União Democrática Popular (marxista), o Partido Socialista Revolucionário (trotskista mandelista) e a Política XXI (socialista democrática), junto com militantes independentes com origens em diversos setores da esquerda portuguesa.
Entretanto, os partidos constituintes entraram num processo de auto-extinção. A Política XXI tornou-se uma associação de reflexão política que se exprime numa das revistas da área do Bloco, a Manifesto. A dissolução oficial da Política XXI enquanto partido é concluída a 2 de Abril de 2008. O PSR também se extinguiu, transformando-se igualmente numa associação que se exprime numa revista, a Combate. A UDP passou de partido a associação política, no início de 2005. Edita igualmente uma revista, A Comuna.
O Bloco de Esquerda tem como manifesto fundador o documento «Começar de Novo» que aponta à «superação dos sectarismos» para fundar um «partido-movimento» centrado tanto nas lutas sociais e do mundo do trabalho, «contra o capital financeiro», como em causas como a defesa dos imigrantes indocumentados ou o combate às várias discriminações baseadas no sexo, origem étnica, orientação sexual e de género.
Desde o início, o Bloco dá continuidade ao espaço da esquerda combativa vindo da Revolução de Abril e dos novos movimentos sociais que despontaram no fim do século XX. O movimento pela «alterglobalização» e a causa da paz, primeiro contra a guerra na Jugoslávia e, depois, no Afeganistão e Iraque, as mobilizações cidadãs de apoio a Timor-Leste e a luta estudantil contra as propinas foram parte do caldo de cultura de onde surgiu o Bloco de Esquerda. Em particular, o primeiro referendo pela despenalização da Interrupção Voluntária da Gravidez de 1998, em que a esquerda não obteve o resultado que pretendia, marcou o espaço político que veio a ser ocupado pelo partido, que foi parte do movimento social que levou à vitória no segundo referendo e à consagração na lei desse direito das mulheres.
O Bloco de Esquerda também se propôs a funcionar segundo um regime interno democrático, garantindo o direito a tendência, a diversidade de opiniões e aplicando a paridade de género nos organismos internos ou a rotatividade dos representantes eleitos.
As primeiras eleições em que o Bloco de Esquerda participou foi nas Europeias de 1999, tendo como cabeça de lista Miguel Portas. Obteve 61 920 votos (1,79% dos votos), não conseguindo eleger nenhum deputado. Em outubro do mesmo ano, concorre às eleições legislativas portuguesas de 1999, obtendo 131 840 votos, 2,46% e 2 deputados eleitos pelo círculo de Lisboa.

Na sessão de tomada de posse da Assembleia da República, a 25 de outubro de 1999, os dois deputados do Bloco de Esquerda destacaram-se por terem permanecido de pé, recusando os lugares que lhes foram atribuídos nas filas secundárias. Nessa legislatura, no ano 2000, a lei que consagra a Violência Doméstica como crime público, uma das primeiras propostas legislativas do Bloco de Esquerda, é aprovada e publicada em Diário da República.
Em 2001, Fernando Rosas, dirigente e fundador do Bloco de Esquerda, é o primeiro candidato à Presidência da República apoiado pelo partido. Obtém 128 927 votos, correspondentes a 2,98%.
Nas eleições autárquicas portuguesas de 2001, consegue a conquista de uma Câmara, a de Salvaterra de Magos e 6 vereadores.
Nas eleições legislativas portuguesas de 2002, obteve 149 543 votos, 2,75% e 3 deputados, dois por Lisboa e um pelo Porto.
Na iminência da invasão do Iraque por uma coligação dirigida pelos EUA, o Bloco de Esquerda empenha-se na organização das grandes manifestações contra a guerra, a maior delas a 15 de fevereiro de 2003. A 1 de março, Francisco Louçã representa o Bloco de Esquerda num comício na Aula Magna, em Lisboa, que junta vários setores políticos contra a Guerra, incluindo oradores como Mário Soares, Odete Santos, Maria de Lourdes Pintassilgo ou Diogo Freitas do Amaral.
O Bloco elegeu o seu primeiro deputado europeu, Miguel Portas, nas eleições de 2004, obtendo 167 313 votos e 4,91% do total.
A 17 de outubro de 2004, o Bloco de Esquerda elegeu Paulo Martins como deputado à Assembleia Legislativa da Região Autónoma da Madeira, conseguindo 3,66% do total e 5035 votos, na sua primeira candidatura a este órgão.

Nas eleições legislativas de 20 de fevereiro de 2005, teve oito deputados eleitos. Nas autárquicas do mesmo ano, foi eleita a candidata independente apoiada pelo Bloco de Esquerda à Câmara Municipal de Salvaterra de Magos. Na sua IV Convenção Nacional, o Bloco de Esquerda oficializou Francisco Louçã como porta-voz da Comissão Política.
Já em 2005, foi aprovado pela convenção um conjunto de estatutos, que incluem um código de conduta e prevêem um quadro disciplinar, que anteriormente não existia.
Em janeiro de 2006, nas eleições presidenciais, Francisco Louçã obtém 5,3%, um total de 288 756 votos.

Em fevereiro de 2007, dá-se o segundo referendo pela despenalização da IVG. No ano anterior, os deputados do Bloco de Esquerda haviam votado favoravelmente à realização deste referendo. O Sim à despenalização ganha por uma importante margem, 59,25% contra 40,75% do Não. O Bloco de Esquerda integrou ativamente as várias plataformas unitárias que fizeram campanha pelo Sim.
Em 2007, na V convenção, foram apresentadas três moções de orientação política e uma quarta moção crítica apenas em relação ao funcionamento interno do Bloco. Na eleição, por voto secreto, da mesa nacional, a lista encabeçada por Francisco Louçã e que incluía as sensibilidades do PSR, da UDP e da PXXI obtém 77,5% dos eleitos, a lista B, encabeçada por Teodósio Alcobia, 5%, a lista C, encabeçada por João Delgado e integrando sindicalistas e membros da Ruptura/FER, 15%, e a lista D, encabeçada por Paulo Silva, 2,5%. Nesta convenção foi reafirmada uma orientação de oposição ao Governo de José Sócrates, do PS, ao mesmo tempo que foi destacada uma reafirmação programática ecologista. Nesse momento, o partido aprofundou um perfil político e programático que combinava a afirmação de uma proposta socialista e anticapitalista com a resposta ambiental e ecológica de transformação social.
Ainda no mesmo ano, em eleições intercalares, o Bloco elege um vereador à Câmara Municipal de Lisboa, o independente José Sá Fernandes, que encabeçou um movimento cidadão alargado em que o Bloco de Esquerda era a única força partidária.
Em fevereiro de 2009, dá-se a VI Convenção em que é aprovada a política de construção de uma «Esquerda Grande», apresentada como uma «esquerda grande a partir de baixo» contra um «Governo Sócrates clamorosamente falhado».
Nas eleições europeias de 2009, Miguel Portas, Marisa Matias e Rui Tavares foram eleitos para o Parlamento Europeu pelo bloco. Tavares viria a romper com o bloco em 2011, juntando-se ao Grupo Europeu dos Verdes.
Nas eleições legislativas de 27 de setembro de 2009, o Bloco de Esquerda viu o seu número de deputados eleitos crescer para 16, conseguindo assim a maior votação até então e tornando-se na 4.ª força política do país.
Em plena campanha eleitoral das eleições legislativas de 2011, Francisco Louçã afirmou que o Bloco teve a sua maior vitória política desde a sua fundação, ao conseguir um consenso sobre a renegociação da dívida contraída durante a crise da dívida pública da Zona Euro.
O resultado das eleições legislativas de 2011 contrariou o, até então, linear aumento de expressão, dado que o partido reduziu para metade a sua representação na Assembleia da República.
A 24 de abril de 2012 morre Miguel Portas, vítima de cancro no pulmão. Miguel Portas foi fundador da Política XXI, e do Bloco de Esquerda. No momento do seu falecimento, foram prestadas homenagens vindas de um amplo espectro político para lá do Bloco de Esquerda.
Em novembro de 2012, na VIII Convenção do partido, foram eleitos João Semedo e Catarina Martins para a liderança do Bloco de Esquerda, sucedendo a Francisco Louçã.

Entre 2012 e 2014, clivagens entre os movimentos e tendências que compunham o partido dão origem a novos projectos políticos. Concretizou-se a desvinculação da Ruptura/FER, e do Fórum Manifesto dando origem a um partido, o Movimento Alternativa Socialista, e a uma "candidatura cidadã" a Tempo de Avançar, que se associou ao partido Livre. O Bloco, após uma queda eleitoral, recuperaria o seu espaço político.
Em março de 2013, Daniel Oliveira, fundador do partido por via da Política XXI, anunciou a sua demissão do Bloco de Esquerda, indicando como motivos o "sectarismo interno, que enfraqueceu o partido e o seu debate democrático" e o "sectarismo externo, que tem impedido o Bloco de ser, como sempre quis ser, um fator de convergência e reconfiguração da esquerda portuguesa".

Daniel Oliveira também apontou como motivação para o seu abandono a criação de uma corrente partidária interna dominante por João Semedo, José Manuel Pureza e Francisco Louçã, denominada Socialismo, que "cristaliza as divergências da última Convenção, exclui dos principais debates e decisões pelo menos um quarto dos militantes e cria um cordão sanitário entre 'poder' e 'oposição', afirmando uma lógica de fidelidades que só pode ser prejudicial ao Bloco".
A 12 de Julho de 2014, os militantes da corrente Fórum Manifesto anunciam a sua desvinculação do Bloco de Esquerda. A corrente Fórum Manifesto apontou como causa da sua desvinculação o resultado da liderança do partido, tendo anunciado "as derrotas que o BE teve nos últimos anos e que o conduziram à magra expressão eleitoral obtida nas últimas eleições europeias, não são um reflexo de fatores externos. São fruto da acumulação de erros não corrigidos, inscritos numa orientação política que divorciou crescentemente o Bloco do seu potencial eleitorado".
Durante o mesmo período, ocorreram em Portugal grandes mobilizações, convocadas por movimentos sociais como a plataforma «Que se Lixe a Troika», além de greves gerais e setoriais. Nesse contexto, o Bloco apostou na mobilização social dando voz à exigência da demissão do governo PSD-CDS encabeçado por Pedro Passos Coelho e Paulo Portas.

Na IX Convenção, em novembro de 2014, houve cinco moções que se apresentaram a votação. Na resolução aprovada é desenvolvida a política antes enunciada como «Esquerda Grande», sendo aprovada uma orientação que preconizava uma política de unidade das várias esquerdas de forma a construir uma alternativa ao chamado Bloco Central (PS e PSD). Adicionalmente, eram enumeradas as bases programáticas na qual se podia basear essa convergência, que incluíam o abandono da política dita de austeridade, a reestruturação das dívidas pública e externa, a nacionalização do sistema bancário e a saída de Portugal da NATO.
A 30 de novembro de 2014, na sequência da IX Convenção do Bloco, é alterado o modelo de liderança e passa a vigorar uma nova Comissão Permanente composta por seis membros, com Catarina Martins como porta-voz.
Nas eleições legislativas de 4 de outubro de 2015, o Bloco de Esquerda viu o seu número de deputados eleitos crescer para 19. Consegue assim a maior votação da sua história e torna-se a terceira força política do país, sendo o partido que mais cresceu. Após negociações, o Bloco de Esquerda formaliza um acordo histórico para influenciar um governo do Partido Socialista, apoio parlamentar dado também pelo PEV e PCP. O governo liderado por António Costa toma posse a 25 de novembro de 2015. Foi a legislatura da chamada «Geringonça». O XXI Governo Constitucional, apoiado por toda a esquerda parlamentar, que viabilizou os quatro Orçamentos do Estado entre 2015 e 2019, viria a aumentar sucessivamente o salário mínimo, aumentar pensões e devolver subsídios de férias, repor feriados nacionais e ainda descongelar carreiras, ao mesmo tempo que assegurou o rigor das contas públicas.
A 26 de junho de 2016, após a X Convenção do Bloco, Catarina Martins passou a ser a coordenadora do partido.

Em 2016, Marisa Matias, eurodeputada do Bloco de Esquerda, é candidata à Presidência da República, alcançando 10% dos votos e sendo a mulher mais votada de sempre, até então, em eleições presidenciais.
Nas eleições autárquicas de 2017, o Bloco de Esquerda aumentou a sua representação autárquica, aumentando o número de vereadores eleitos de 8 para 12, de deputados municipais de 100 para 125 e passou de 138 para 213 o número de eleitos em assembleias freguesias.
Na sequência das eleições autárquicas de 2017, Ricardo Robles assume o cargo de vereador da Câmara Municipal de Lisboa. Em 2018, Ricardo Robles demite-se da vereação na sequência da polémica em torno dos seus investimentos imobiliários em Lisboa em edifícios destinados a alojamento local.
No mesmo período, começam a ganhar espaço movimentos sociais como as «Greves Feministas» e as «Greves climáticas estudantis», assim como lutas laborais na educação, na saúde ou entre os trabalhadores do estado com vínculo precário. A XI Convenção, realizada em novembro de 2018, assinalava a importância das lutas sociais em setores como a educação e a saúde, os movimentos sociais ambientalistas e também greves em empresas estratégicas como a Autoeuropa ou a PT/Altice. Na moção aprovada, afirmava-se a pretensão de envolver a militância bloquista nesses processos de contestação social.
Nas eleições europeias de 2019, o Bloco de Esquerda consolidou a posiçao de terceiro partido do país ao conseguir eleger José Gusmão como segundo eurodeputado, juntamente com a primeira candidata Marisa Matias. Nas eleições legislativas de 2019, o partido manteve-se como a terceira força eleitoral, com os mesmos 19 deputados na Assembleia da República.
Na sequência destes resultados, tendo o Partido Socialista obtido uma maioria relativa na Assembleia da República, Catarina Martins desafia o primeiro-ministro António Costa a assinar um acordo escrito assente em alterações à lei laboral e no reforço do Serviço Nacional de Saúde de forma a garantir o apoio ao Governo por parte do Bloco. Tendo sido recusada a proposta, o Bloco de Esquerda viabilizou o Orçamento de Estado para 2020, mas votou contra os dois orçamentos seguintes por não ter sido alcançado um acordo que protegesse o SNS e alterasse as leis laborais do tempo da troika. Em novembro de 2021, com o voto contra dos eleitos da CDU a somar-se aos do Bloco, o Orçamento foi chumbado. Perante esse voto de rejeição e a demissão do Governo, o Presidente da República decidiu antecipar as eleições para janeiro de 2022.
Nas eleições presidenciais de 2021, Marisa Matias volta a candidatar-se com o apoio do Bloco, ficando desta feita pelos 164 741 votos, 3,95% do total.
Nas eleições legislativas de 2022, o Bloco obteve 4,4% dos votos e desceu de 19 para 5 deputados à Assembleia da República, passando ao estatuto de sexta força política. A 30 de abril de 2022, realiza-se a III Conferência do partido uma orientação resumida como «da geringonça à oposição, sem arrependimentos». Em fevereiro de 2023, tem lugar o 1º Fórum LGBTQI+ sob o mote «Orgulho contra o conservadorismo», dando corpo à presença de ativistas do Bloco nas marchas pelo orgulho em todo o país. Em julho do mesmo ano, organiza-se o acampamento «Liberdade», retomando esta iniciativa de jovens do Bloco interrompida nos anos anteriores devido à pandemia e aos incêndios florestais.
Em maio de 2023, sob o mote «Levar o país a sério», realiza-se a XIII Convenção, centrada na oposição à maioria absoluta do PS e em que Mariana Mortágua é apontada como nova coordenadora. A resolução aprovada vai no mesmo sentido, afirmando que o Bloco de Esquerda se centraria na oposição ao Governo de António Costa, acentuando a luta contra a desigualdade e o desígnio ecossocialista.
Já em setembro do mesmo ano, nas eleições legislativas regionais da Madeira, o Bloco regressa ao parlamento regional, após não ter eleito nenhum representante em 2019, subindo a sua votação e percentagem para 3036 e 2,24%, respectivamente.
Já no início de 2024, houve eleições antecipadas para a Assembleia Legislativa Regional dos Açores, realizadas a 4 de fevereiro. O Bloco de Esquerda manteve-se como quarta força no arquipélago, com 2,54% da votação e passando de dois para apenas um deputado.
Em novembro do mesmo ano, quando o primeiro-ministro António Costa se demite na sequência das buscas policiais no Palácio de S.Bento, no âmbito da Operação Influencer, o Bloco é o primeiro partido de esquerda a exigir a realização de eleições antecipadas.
Após, a dissolução da Assembleia da República e a convocação de eleições para 10 março e na sequência da eleição de um novo secretário-geral do PS, Mariana Mortágua declara a disponibilidade do partido para fazer parte de uma solução maioritária pós-eleitoral que mantenha a direita em minoria na Assembleia da República. O Bloco apresenta a habitação, os salários, os serviços públicos, os cuidados e o clima como aspectos programáticos centrais para a constituição dessa maioria.
A 10 de março, ocorrem as eleições e o Bloco aumenta a sua votação e mantém os mesmos cinco deputados de 2022.
Do programa do Bloco de Esquerda, apresentado e levado a votos nas eleições de março de 2024, fazem parte as seguintes medidas:
Na sequência deste resultado, e perante a vitória de Luís Montenegro, Mariana Mortágua liderou negociações com os restantes partidos à esquerda (PS, PCP, Livre e PAN) no sentido de construir uma alternativa ao governo de direita que tomaria posse.
Em janeiro de 2025, rebentou uma polémica quando se soube que, entre os trabalhadores do partido despedidos após os maus resultados das eleições de 2022, se encontravam duas mães em período de amamentação, tendo Mariana Mortágua pedido desculpa pelo erro da anterior direção. O caso gerou indignação, levando os membros da oposição interna, liderada por Pedro Soares, a demitirem-se da Comissão Política.
Na campanha para as eleições legislativas de 2025, o Bloco inspirou-se nos resultados do Die Linke nas eleições alemãs desse ano, nomeando os fundadores do partido como cabeças de lista em círculos estratégicos (Francisco Louçã por Braga, Luís Fazenda por Aveiro e Fernando Rosas por Leiria), recorrendo pela primeira vez em Portugal ao porta-a-porta e apostando nas redes sociais durante a campanha. Ainda assim, nas eleições legislativas antecipadas de 18 de maio de 2025, o partido sofreu o pior resultado de sempre, obtendo 2% dos votos e elegendo apenas Mariana Mortágua (pelo círculo de Lisboa), naquilo que a própria classificou como uma "grande derrota". O Bloco perdeu mais de metade dos eleitores de 2024, caindo para 125 808 votos.
Em setembro de 2025, na antecâmara das eleições autárquicas desse ano, Mariana Mortágua participou na Global Sumud Flotilla, que pretendia levar ajuda humanitária à Faixa de Gaza, tendo sido detida pelas autoridades de Israel. Durante esse período, foi substituída no parlamento por Andreia Galvão.
Nas eleições autárquicas de 2025, o Bloco de Esquerda perdeu três dos seus quatro vereadores, elegendo apenas um em Lisboa no âmbito da coligação PS/L/BE/PAN, e perdeu quase toda a sua representação local, apesar das várias coligações estabelecidas entre o BE, o Livre e o PAN por todo o país.
A 25 de outubro de 2025, na sequência dos maus resultados das eleições autárquicas, Mariana Mortágua anunciou que não se recandidataria a coordenadora do partido. O antigo vice-presidente da Assembleia da República José Manuel Pureza anunciou a sua candidatura à liderança do partido a 2 de novembro de 2025, tendo sido eleito a 30 de novembro de 2025, durante a XIV Convenção do partido, com mais de 81% dos votos. Mortágua foi substituída no parlamento pelo antigo líder parlamentar Fabian Figueiredo, a partir de janeiro de 2026.
Nas eleições presidenciais de 2026, o partido apresentou Catarina Martins como candidata. Catarina Martins obteve apenas 2,1% dos votos, o pior resultado de sempre de uma candidatura apoiada pelo BE, que atribuiu ao voto estratégico à esquerda em António José Seguro. O partido apoiou Seguro na segunda volta, contra o líder de extrema-direita André Ventura.
A 14 de julho de 2026, um grupo de 60 militantes, incluindo o fundador do partido Mário Tomé, antigos deputados e autarcas e antigos membros da Comissão Política, anunciou a sua saída do Bloco de Esquerda, declarando numa carta conjunta que "o nosso Bloco acabou". Tomé, militar de Abril, tinha liderado a União Democrática Popular (UDP), um dos três partidos que fundaram o Bloco de Esquerda em 1999. Muitos dos que saíram estavam associados à corrente Convergência, criada no final de 2019 em oposição à direção então liderada por Catarina Martins, e acusaram o partido de centralizar as decisões num Secretariado omnipotente e de fomentar uma cultura interna antidemocrática que afastou quem expressava posições críticas ou alternativas. Foram particularmente críticos do papel do partido na Geringonça, argumentando que o Bloco passou a ser visto como "um apêndice do PS" e que sofreu uma perda contínua de eleitos em consequência disso. O Secretariado do Bloco de Esquerda respondeu que lamentava a saída, mas que não estava surpreendido, notando que os membros do grupo Convergência tinham vindo a sair do partido de forma parcelar, e apontou divergências antigas com o grupo, nomeadamente a sua oposição à posição de solidariedade do Bloco com a Ucrânia após a invasão russa de 2022.

| Círculo | Deputado | Cargos | Refs. |
|---|---|---|---|
| Lisboa | Mariana Mortágua | Coordenadora do B.E. (2023–2025) |
| Círculo | Deputado | Cargos | Refs. |
|---|---|---|---|
| Lisboa | Mariana Mortágua | Coordenadora do B.E. | |
| Fabian Figueiredo | Presidente do Grupo Parlamentar | ||
| Porto | Marisa Matias | ||
| José Soeiro renunciou em 2025 |
|||
| Isabel Pires desde 2025 |
|||
| Setúbal | Joana Mortágua |
| Círculo | Deputado | Cargos | Refs. |
|---|---|---|---|
| Lisboa | Mariana Mortágua | Coordenadora do B.E. (2023–2025) | |
| Pedro Filipe Soares | Presidente do Grupo Parlamentar | ||
| Porto | Catarina Martins renunciou em 2023 |
Coordenadora do B.E. (2012–2023) | |
| José Soeiro | |||
| Isabel Pires desde 2023 |
|||
| Setúbal | Joana Mortágua |
| Círculo | Deputado | Cargos | Refs. |
|---|---|---|---|
| Lisboa | Mariana Mortágua | ||
| Pedro Filipe Soares | Presidente do Grupo Parlamentar | ||
| Beatriz Gomes Dias | |||
| Jorge Costa | |||
| Isabel Pires | |||
| Porto | Catarina Martins | Coordenadora do B.E. | |
| José Soeiro | |||
| Luís Monteiro | |||
| Maria Manuel Rola | |||
| Braga | José Maria Cardoso | ||
| Alexandra Vieira | |||
| Setúbal | Joana Mortágua | ||
| Sandra Cunha renunciou em 2021 |
|||
| Diana Santos a partir de 2021 |
|||
| Aveiro | Moisés Ferreira | ||
| Nelson Peralta | |||
| Leiria | Ricardo Vicente | ||
| Coimbra | José Manuel Pureza | Vice-presidente da Assembleia da República | |
| Faro | João Vasconcelos | ||
| Santarém | Fabíola Cardoso |
| Círculo | Deputado | Cargos | Refs. |
|---|---|---|---|
| Lisboa | Mariana Mortágua | ||
| Pedro Filipe Soares | Presidente do Grupo Parlamentar | ||
| Jorge Costa | |||
| Isabel Pires | |||
| Jorge Falcato Simões | |||
| Porto | Catarina Martins | Coordenadora do B.E. | |
| José Soeiro | |||
| Luís Monteiro | |||
| Domicília Costa renunciou em 2017 |
|||
| Jorge Campos | |||
| Maria Manuel Rola desde 2017 |
|||
| Braga | Pedro Soares | ||
| Setúbal | Joana Mortágua | ||
| Sandra Cunha | |||
| Aveiro | Moisés Ferreira | ||
| Leiria | Heitor de Sousa | ||
| Coimbra | José Manuel Pureza | Vice-presidente da Assembleia da República | |
| Faro | João Vasconcelos | ||
| Santarém | Carlos Matias | ||
| Madeira | Paulino Ascensão renunciou em 2018 |
||
| Ernesto Ferraz desde 2018 |
| Círculo | Deputado | Cargos | Refs. |
|---|---|---|---|
| Lisboa | Francisco Louçã renunciou em 2012 |
Coordenador do B.E. (1999–2012) | |
| Ana Drago renunciou em 2013 |
|||
| Luís Fazenda | Presidente do Grupo Parlamentar (2011–2012) | ||
| Helena Pinto desde 2012 |
|||
| Mariana Mortágua desde 2013 |
|||
| Porto | João Semedo renunciou em 2015 |
Coordenador do B.E. (2012–2014) | |
| Catarina Martins | Coordenadora do B.E. (2012–2023) | ||
| José Soeiro desde 2015 |
|||
| Setúbal | Mariana Aiveca | ||
| Aveiro | Pedro Filipe Soares | Presidente do Grupo Parlamentar (2012–2024) | |
| Faro | Cecília Honório renunciou em 2015 |
||
| Eugénia Taveira desde 2015 |
| Círculo | Deputado | Cargos | Refs. |
|---|---|---|---|
| Lisboa | Francisco Louçã | Coordenador do B.E. | |
| Ana Drago | |||
| Luís Fazenda | Vice-presidente da Assembleia da República | ||
| Helena Pinto | |||
| Rita Calvário | |||
| Porto | João Semedo | ||
| José Soeiro | |||
| Catarina Martins | |||
| Braga | Pedro Soares | ||
| Setúbal | Fernando Rosas renunciou em 2010 |
||
| Mariana Aiveca | |||
| Jorge Costa desde 2010 |
|||
| Aveiro | Pedro Filipe Soares | ||
| Coimbra | José Manuel Pureza | Presidente do Grupo Parlamentar | |
| Leiria | Heitor de Sousa | ||
| Santarém | José Gusmão | ||
| Faro | Cecília Honório |

| % de votos |
![]() |
| Data | Líder | CI. | Votos | % | +/- | Deputados | +/- | Status |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 1999 | Francisco Louçã | 5.º | 132 333 | 2,44 / 100,00 |
2 / 230 |
Oposição | ||
| 2002 | 5.º | 153 877 | 2,81 / 100,00 |
3 / 230 |
Oposição | |||
| 2005 | 5.º | 364 971 | 6,35 / 100,00 |
8 / 230 |
Oposição | |||
| 2009 | 4.º | 558 062 | 9,82 / 100,00 |
16 / 230 |
Oposição | |||
| 2011 | 5.º | 288 973 | 5,17 / 100,00 |
8 / 230 |
Oposição | |||
| 2015 | Catarina Martins | 3.º | 550 892 | 10,19 / 100,00 |
19 / 230 |
Apoio parlamentar | ||
| 2019 | 3.º | 500 017 | 9,52 / 100,00 |
19 / 230 |
Oposição | |||
| 2022 | 5.º | 244 603 | 4,40 / 100,00 |
5 / 230 |
Oposição | |||
| 2024 | Mariana Mortágua | 5.º | 282 314 | 4,36 / 100,00 |
5 / 230 |
Oposição | ||
| 2025 | 7.º | 125 710 | 1,99 / 100,00 |
1 / 230 |
Oposição |
| Data | CI. | Votos | % | +/- | Deputados | +/- |
|---|---|---|---|---|---|---|
| 1999 | 5.º | 993 | 1,1 / 100,0 |
0 / 5 |
||
| 2002 | 4.º | 1 269 | 1,4 / 100,0 |
0 / 5 |
||
| 2005 | 4.º | 2 636 | 2,9 / 100,0 |
0 / 5 |
||
| 2009 | 4.º | 6 965 | 7,3 / 100,0 |
0 / 5 |
||
| 2011 | 4.º | 3 966 | 4,4 / 100,0 |
0 / 5 |
||
| 2015 | 3.º | 7 330 | 7,8 / 100,0 |
0 / 5 |
||
| 2019 | 3.º | 6 661 | 8,0 / 100,0 |
0 / 5 |
||
| 2022 | 4.º | 3 589 | 4,3 / 100,0 |
0 / 5 |
||
| 2024 | 4.º | 3 622 | 3,4 / 100,0 |
0 / 5 |
||
| 2025 | 6.º | 2 106 | 2,1 / 100,0 |
0 / 5 |
| Data | CI. | Votos | % | +/- | Deputados | +/- |
|---|---|---|---|---|---|---|
| 1999 | 5.º | 4 677 | 1,3 / 100,0 |
0 / 15 |
||
| 2002 | 5.º | 6 647 | 1,8 / 100,0 |
0 / 15 |
||
| 2005 | 4.º | 19 846 | 5,1 / 100,0 |
0 / 15 |
||
| 2009 | 4.º | 35 183 | 9,0 / 100,0 |
1 / 16 |
||
| 2011 | 4.º | 19 338 | 5,0 / 100,0 |
1 / 16 |
||
| 2015 | 3.º | 35 327 | 9,6 / 100,0 |
1 / 16 |
||
| 2019 | 3.º | 35 068 | 10,0 / 100,0 |
2 / 16 |
||
| 2022 | 4.º | 16 708 | 4,6 / 100,0 |
0 / 16 |
||
| 2024 | 5.º | 17 358 | 4,1 / 100,0 |
0 / 16 |
||
| 2025 | 6.º | 7 015 | 1,7 / 100,0 |
0 / 16 |
| Data | CI. | Votos | % | +/- | Deputados | +/- |
|---|---|---|---|---|---|---|
| 1999 | 6.º | 1 314 | 1,6 / 100,0 |
0 / 3 |
||
| 2002 | 6.º | 1 554 | 1,9 / 100,0 |
0 / 3 |
||
| 2005 | 4.º | 4 144 | 4,7 / 100,0 |
0 / 3 |
||
| 2009 | 4.º | 8 264 | 10,1 / 100,0 |
0 / 3 |
||
| 2011 | 5.º | 3 890 | 5,2 / 100,0 |
0 / 3 |
||
| 2015 | 4.º | 6 105 | 8,2 / 100,0 |
0 / 3 |
||
| 2019 | 4.º | 7 330 | 9,1 / 100,0 |
0 / 3 |
||
| 2022 | 5.º | 2 511 | 3,7 / 100,0 |
0 / 3 |
||
| 2024 | 5.º | 3 393 | 4,4 / 100,0 |
0 / 3 |
||
| 2025 | 7.º | 1 365 | 1,9 / 100,0 |
0 / 3 |
| Data | CI. | Votos | % | +/- | Deputados | +/- |
|---|---|---|---|---|---|---|
| 1999 | 5.º | 5 164 | 1,2 / 100,0 |
0 / 17 |
||
| 2002 | 5.º | 7 654 | 1,7 / 100,0 |
0 / 18 |
||
| 2005 | 5.º | 22 179 | 4,6 / 100,0 |
0 / 18 |
||
| 2009 | 4.º | 38 898 | 7,8 / 100,0 |
1 / 19 |
||
| 2011 | 5.º | 20 488 | 4,2 / 100,0 |
0 / 19 |
||
| 2015 | 3.º | 41 745 | 8,8 / 100,0 |
1 / 19 |
||
| 2019 | 3.º | 41 331 | 8,9 / 100,0 |
2 / 19 |
||
| 2022 | 5.º | 18 558 | 3,8 / 100,0 |
0 / 19 |
||
| 2024 | 5.º | 21 388 | 3,8 / 100,0 |
0 / 19 |
||
| 2025 | 6.º | 10 029 | 1,8 / 100,0 |
0 / 19 |
| Data | CI. | Votos | % | +/- | Deputados | +/- |
|---|---|---|---|---|---|---|
| 1999 | 5.º | 679 | 0,8 / 100,0 |
0 / 4 |
||
| 2002 | 5.º | 789 | 0,9 / 100,0 |
0 / 4 |
||
| 2005 | 4.º | 2 044 | 2,5 / 100,0 |
0 / 4 |
||
| 2009 | 4.º | 5 211 | 6,2 / 100,0 |
0 / 3 |
||
| 2011 | 5.º | 1 738 | 2,3 / 100,0 |
0 / 3 |
||
| 2015 | 3.º | 3 858 | 5,5 / 100,0 |
0 / 3 |
||
| 2019 | 3.º | 3 833 | 6,0 / 100,0 |
0 / 3 |
||
| 2022 | 4.º | 1 371 | 2,1 / 100,0 |
0 / 3 |
||
| 2024 | 5.º | 1 404 | 1,9 / 100,0 |
0 / 3 |
||
| 2025 | 8.º | 591 | 0,8 / 100,0 |
0 / 3 |
| Data | CI. | Votos | % | +/- | Deputados | +/- |
|---|---|---|---|---|---|---|
| 1999 | 5.º | 1 522 | 1,2 / 100,0 |
0 / 5 |
||
| 2002 | 5.º | 1 798 | 1,5 / 100,0 |
0 / 5 |
||
| 2005 | 5.º | 4 660 | 3,7 / 100,0 |
0 / 5 |
||
| 2009 | 3.º | 10 668 | 9,1 / 100,0 |
0 / 4 |
||
| 2011 | 5.º | 4 614 | 4,2 / 100,0 |
0 / 4 |
||
| 2015 | 3.º | 10 450 | 10,0 / 100,0 |
0 / 4 |
||
| 2019 | 3.º | 10 352 | 11,1 / 100,0 |
0 / 4 |
||
| 2022 | 4.º | 4 069 | 4,3 / 100,0 |
0 / 4 |
||
| 2024 | 4.º | 4 451 | 4,1 / 100,0 |
0 / 4 |
||
| 2025 | 8.º | 1 715 | 1,7 / 100,0 |
0 / 4 |
| Data | CI. | Votos | % | +/- | Deputados | +/- |
|---|---|---|---|---|---|---|
| 1999 | 5.º | 4 536 | 2,0 / 100,0 |
0 / 10 |
||
| 2002 | 5.º | 5 664 | 2,4 / 100,0 |
0 / 10 |
||
| 2005 | 3.º | 15 444 | 6,3 / 100,0 |
0 / 10 |
||
| 2009 | 3.º | 25 508 | 10,8 / 100,0 |
1 / 10 |
||
| 2011 | 5.º | 13 033 | 5,8 / 100,0 |
0 / 9 |
||
| 2015 | 3.º | 21 780 | 9,9 / 100,0 |
1 / 9 |
||
| 2019 | 3.º | 22 808 | 11,2 / 100,0 |
1 / 9 |
||
| 2022 | 4.º | 10 957 | 5,1 / 100,0 |
0 / 9 |
||
| 2024 | 4.º | 12 334 | 5,1 / 100,0 |
0 / 9 |
||
| 2025 | 7.º | 5 027 | 2,2 / 100,0 |
0 / 9 |
| Data | CI. | Votos | % | +/- | Deputados | +/- |
|---|---|---|---|---|---|---|
| 1999 | 6.º | 1 392 | 1,5 / 100,0 |
0 / 4 |
||
| 2002 | 5.º | 1 611 | 1,8 / 100,0 |
0 / 3 |
||
| 2005 | 4.º | 4 463 | 4,6 / 100,0 |
0 / 3 |
||
| 2009 | 4.º | 10 167 | 11,1 / 100,0 |
0 / 3 |
||
| 2011 | 5.º | 4 230 | 4,9 / 100,0 |
0 / 3 |
||
| 2015 | 4.º | 7 328 | 8,6 / 100,0 |
0 / 3 |
||
| 2019 | 4.º | 6 624 | 9,0 / 100,0 |
0 / 3 |
||
| 2022 | 5.º | 2 628 | 3,3 / 100,0 |
0 / 3 |
||
| 2024 | 5.º | 3 816 | 4,3 / 100,0 |
0 / 3 |
||
| 2025 | 7.º | 1 487 | 1,8 / 100,0 |
0 / 3 |
| Data | CI. | Votos | % | +/- | Deputados | +/- |
|---|---|---|---|---|---|---|
| 1999 | 5.º | 4 129 | 2,3 / 100,0 |
0 / 8 |
||
| 2002 | 5.º | 5 168 | 2,8 / 100,0 |
0 / 8 |
||
| 2005 | 3.º | 15 316 | 7,7 / 100,0 |
0 / 8 |
||
| 2009 | 3.º | 31 017 | 15,4 / 100,0 |
1 / 8 |
||
| 2011 | 5.º | 16 414 | 8,2 / 100,0 |
1 / 9 |
||
| 2015 | 3.º | 26 922 | 14,1 / 100,0 |
1 / 9 |
||
| 2019 | 3.º | 21 255 | 12,3 / 100,0 |
1 / 9 |
||
| 2022 | 4.º | 11 226 | 5,8 / 100,0 |
0 / 9 |
||
| 2024 | 4.º | 13 579 | 5,8 / 100,0 |
0 / 9 |
||
| 2025 | 7.º | 5 724 | 2,5 / 100,0 |
0 / 9 |
| Data | CI. | Votos | % | +/- | Deputados | +/- |
|---|---|---|---|---|---|---|
| 1999 | 5.º | 1 088 | 1,1 / 100,0 |
0 / 4 |
||
| 2002 | 5.º | 1 231 | 1,2 / 100,0 |
0 / 4 |
||
| 2005 | 4.º | 3 452 | 3,4 / 100,0 |
0 / 4 |
||
| 2009 | 4.º | 7 730 | 7,6 / 100,0 |
0 / 4 |
||
| 2011 | 5.º | 3 102 | 3,3 / 100,0 |
0 / 4 |
||
| 2015 | 3.º | 6 341 | 7,4 / 100,0 |
0 / 4 |
||
| 2019 | 3.º | 5 990 | 7,8 / 100,0 |
0 / 3 |
||
| 2022 | 4.º | 2 359 | 3,1 / 100,0 |
0 / 3 |
||
| 2024 | 4.º | 2 301 | 2,7 / 100,0 |
0 / 3 |
||
| 2025 | 8.º | 1 010 | 1,2 / 100,0 |
0 / 3 |
| Data | CI. | Votos | % | +/- | Deputados | +/- |
|---|---|---|---|---|---|---|
| 1999 | 5.º | 3 848 | 1,7 / 100,0 |
0 / 10 |
||
| 2002 | 5.º | 5 289 | 2,2 / 100,0 |
0 / 10 |
||
| 2005 | 4.º | 13 788 | 5,5 / 100,0 |
0 / 10 |
||
| 2009 | 4.º | 23 519 | 9,5 / 100,0 |
1 / 10 |
||
| 2011 | 4.º | 13 351 | 5,4 / 100,0 |
0 / 10 |
||
| 2015 | 3.º | 23 034 | 9,7 / 100,0 |
1 / 10 |
||
| 2019 | 3.º | 20 925 | 9,4 / 100,0 |
1 / 10 |
||
| 2022 | 5.º | 10 711 | 4,5 / 100,0 |
0 / 10 |
||
| 2024 | 5.º | 11 736 | 4,3 / 100,0 |
0 / 10 |
||
| 2025 | 8.º | 5 099 | 1,9 / 100,0 |
0 / 10 |
| Data | CI. | Votos | % | +/- | Deputados | +/- |
|---|---|---|---|---|---|---|
| 1999 | 5.º | 55 340 | 4,9 / 100,0 |
2 / 49 |
||
| 2002 | 5.º | 53 092 | 4,7 / 100,0 |
2 / 48 |
||
| 2005 | 4.º | 103 944 | 8,8 / 100,0 |
4 / 48 |
||
| 2009 | 4.º | 124 244 | 10,8 / 100,0 |
5 / 47 |
||
| 2011 | 5.º | 66 868 | 5,7 / 100,0 |
3 / 47 |
||
| 2015 | 3.º | 125 071 | 10,9 / 100,0 |
5 / 47 |
||
| 2019 | 3.º | 106 944 | 9,7 / 100,0 |
5 / 48 |
||
| 2022 | 6.º | 55 786 | 4,7 / 100,0 |
2 / 48 |
||
| 2024 | 6.º | 65 438 | 5,0 / 100,0 |
2 / 48 |
||
| 2025 | 7.º | 29 914 | 2,4 / 100,0 |
1 / 48 |
| Data | CI. | Votos | % | +/- | Deputados | +/- |
|---|---|---|---|---|---|---|
| 1999 | 5.º | 1 481 | 1,2 / 100,0 |
0 / 6 |
||
| 2002 | 4.º | 3 911 | 3,1 / 100,0 |
0 / 6 |
||
| 2005 | 4.º | 5 265 | 3,8 / 100,0 |
0 / 6 |
||
| 2009 | 4.º | 8 446 | 6,1 / 100,0 |
0 / 6 |
||
| 2011 | 4.º | 5 567 | 4,0 / 100,0 |
0 / 6 |
||
| 2015 | 3.º | 13 342 | 10,7 / 100,0 |
1 / 6 |
||
| 2019 | 5.º | 6 806 | 5,2 / 100,0 |
0 / 6 |
||
| 2022 | 6.º | 4 109 | 3,2 / 100,0 |
0 / 6 |
||
| 2024 | 6.º | 4 404 | 2,9 / 100,0 |
0 / 6 |
||
| 2025 | 6.º | 1 870 | 1,4 / 100,0 |
0 / 6 |
| Data | CI. | Votos | % | +/- | Deputados | +/- |
|---|---|---|---|---|---|---|
| 1999 | 6.º | 876 | 1,2 / 100,0 |
0 / 3 |
||
| 2002 | 5.º | 1 072 | 1,6 / 100,0 |
0 / 3 |
||
| 2005 | 4.º | 3 216 | 4,6 / 100,0 |
0 / 2 |
||
| 2009 | 4.º | 7 019 | 10,8 / 100,0 |
0 / 2 |
||
| 2011 | 5.º | 2 743 | 4,6 / 100,0 |
0 / 2 |
||
| 2015 | 4.º | 5 427 | 9,2 / 100,0 |
0 / 2 |
||
| 2019 | 4.º | 4 166 | 8,1 / 100,0 |
0 / 2 |
||
| 2022 | 5.º | 1 550 | 2,9 / 100,0 |
0 / 2 |
||
| 2024 | 5.º | 1 894 | 3,1 / 100,0 |
0 / 2 |
||
| 2025 | 7.º | 733 | 1,3 / 100,0 |
0 / 2 |
| Data | CI. | Votos | % | +/- | Deputados | +/- |
|---|---|---|---|---|---|---|
| 1999 | 5.º | 21 374 | 2,3 / 100,0 |
0 / 37 |
||
| 2002 | 5.º | 25 195 | 2,7 / 100,0 |
1 / 38 |
||
| 2005 | 4.º | 66 912 | 6,7 / 100,0 |
2 / 38 |
||
| 2009 | 4.º | 92 929 | 9,2 / 100,0 |
3 / 39 |
||
| 2011 | 5.º | 50 985 | 5,1 / 100,0 |
2 / 39 |
||
| 2015 | 3.º | 106 954 | 11,1 / 100,0 |
5 / 39 |
||
| 2019 | 3.º | 94 553 | 10,1 / 100,0 |
4 / 40 |
||
| 2022 | 4.º | 47 118 | 4,8 / 100,0 |
2 / 40 |
||
| 2024 | 5.º | 51 909 | 4,7 / 100,0 |
2 / 40 |
||
| 2025 | 7.º | 22 192 | 2,0 / 100,0 |
0 / 40 |
| Data | CI. | Votos | % | +/- | Deputados | +/- |
|---|---|---|---|---|---|---|
| 1999 | 5.º | 4 800 | 2,0 / 100,0 |
0 / 10 |
||
| 2002 | 5.º | 6 760 | 2,8 / 100,0 |
0 / 10 |
||
| 2005 | 5.º | 16 590 | 6,5 / 100,0 |
0 / 10 |
||
| 2009 | 3.º | 29 379 | 11,9 / 100,0 |
1 / 10 |
||
| 2011 | 5.º | 13 747 | 5,8 / 100,0 |
0 / 10 |
||
| 2015 | 3.º | 24 489 | 10,8 / 100,0 |
1 / 9 |
||
| 2019 | 3.º | 21 141 | 10,2 / 100,0 |
1 / 9 |
||
| 2022 | 5.º | 10 012 | 4,6 / 100,0 |
0 / 9 |
||
| 2024 | 4.º | 11 204 | 4,5 / 100,0 |
0 / 9 |
||
| 2025 | 7.º | 4 367 | 1,8 / 100,0 |
0 / 9 |
| Data | CI. | Votos | % | +/- | Deputados | +/- |
|---|---|---|---|---|---|---|
| 1999 | 5.º | 13 806 | 3,5 / 100,0 |
0 / 17 |
||
| 2002 | 5.º | 18 213 | 4,6 / 100,0 |
0 / 17 |
||
| 2005 | 4.º | 43 862 | 10,3 / 100,0 |
1 / 17 |
||
| 2009 | 4.º | 58 827 | 14,0 / 100,0 |
2 / 17 |
||
| 2011 | 5.º | 29 620 | 7,0 / 100,0 |
1 / 17 |
||
| 2015 | 4.º | 55 276 | 13,1 / 100,0 |
2 / 18 |
||
| 2019 | 4.º | 47 863 | 12,1 / 100,0 |
2 / 18 |
||
| 2022 | 5.º | 24 931 | 5,8 / 100,0 |
1 / 18 |
||
| 2024 | 5.º | 30 161 | 6,0 / 100,0 |
1 / 19 |
||
| 2025 | 7.º | 13 068 | 2,7 / 100,0 |
0 / 19 |
| Data | CI. | Votos | % | +/- | Deputados | +/- |
|---|---|---|---|---|---|---|
| 1999 | 5.º | 1 689 | 1,2 / 100,0 |
0 / 6 |
||
| 2002 | 5.º | 2 485 | 1,8 / 100,0 |
0 / 6 |
||
| 2005 | 4.º | 6 415 | 4,5 / 100,0 |
0 / 6 |
||
| 2009 | 4.º | 12 098 | 8,6 / 100,0 |
0 / 6 |
||
| 2011 | 5.º | 5 925 | 4,4 / 100,0 |
0 / 6 |
||
| 2015 | 3.º | 10 225 | 8,0 / 100,0 |
0 / 6 |
||
| 2019 | 3.º | 10 320 | 8,5 / 100,0 |
0 / 6 |
||
| 2022 | 4.º | 4 418 | 3,5 / 100,0 |
0 / 6 |
||
| 2024 | 5.º | 4 926 | 3,5 / 100,0 |
0 / 5 |
||
| 2025 | 7.º | 2 285 | 1,6 / 100,0 |
0 / 5 |
| Data | CI. | Votos | % | +/- | Deputados | +/- |
|---|---|---|---|---|---|---|
| 1999 | 5.º | 995 | 0,8 / 100,0 |
0 / 5 |
||
| 2002 | 5.º | 1 113 | 0,9 / 100,0 |
0 / 5 |
||
| 2005 | 5.º | 3 019 | 2,4 / 100,0 |
0 / 5 |
||
| 2009 | 4.º | 6 958 | 5,5 / 100,0 |
0 / 5 |
||
| 2011 | 5.º | 2 801 | 2,3 / 100,0 |
0 / 5 |
||
| 2015 | 3.º | 5 707 | 5,2 / 100,0 |
0 / 5 |
||
| 2019 | 3.º | 6 078 | 6,1 / 100,0 |
0 / 5 |
||
| 2022 | 4.º | 2 443 | 2,3 / 100,0 |
0 / 5 |
||
| 2024 | 5.º | 2 865 | 2,5 / 100,0 |
0 / 5 |
||
| 2025 | 8.º | 1 150 | 1,0 / 100,0 |
0 / 5 |
| Data | CI. | Votos | % | +/- | Deputados | +/- |
|---|---|---|---|---|---|---|
| 1999 | 5.º | 2 400 | 1,2 / 100,0 |
0 / 9 |
||
| 2002 | 5.º | 3 049 | 1,4 / 100,0 |
0 / 9 |
||
| 2005 | 4.º | 7 149 | 3,3 / 100,0 |
0 / 9 |
||
| 2009 | 4.º | 13 971 | 6,5 / 100,0 |
0 / 9 |
||
| 2011 | 5.º | 5 786 | 2,9 / 100,0 |
0 / 9 |
||
| 2015 | 3.º | 12 816 | 6,7 / 100,0 |
0 / 9 |
||
| 2019 | 3.º | 13 956 | 7,9 / 100,0 |
0 / 8 |
||
| 2022 | 4.º | 5 218 | 2,8 / 100,0 |
0 / 8 |
||
| 2024 | 6.º | 5 846 | 2,8 / 100,0 |
0 / 8 |
||
| 2025 | 8.º | 2 464 | 1,2 / 100,0 |
0 / 8 |
| Data | CI. | Votos | % | +/- | Deputados | +/- |
|---|---|---|---|---|---|---|
| 1999 | 7.º | 145 | 0,6 / 100,0 |
0 / 2 |
||
| 2002 | 6.º | 250 | 1,1 / 100,0 |
0 / 2 |
||
| 2005 | 5.º | 535 | 2,3 / 100,0 |
0 / 2 |
||
| 2009 | 3.º | 794 | 4,7 / 100,0 |
0 / 2 |
||
| 2011 | 5.º | 602 | 3,4 / 100,0 |
0 / 2 |
||
| 2015 | 4.º | 785 | 5,8 / 100,0 |
0 / 2 |
||
| 2019 | 3.º | 6 106 | 5,7 / 100,0 |
0 / 2 |
||
| 2022 | 6.º | 2 644 | 2,4 / 100,0 |
0 / 2 |
||
| 2024 | 4.º | 6 438 | 2,7 / 100,0 |
0 / 2 |
||
| 2025 | 6.º | 4 743 | 1,9 / 100,0 |
0 / 2 |
| Data | CI. | Votos | % | +/- | Deputados | +/- |
|---|---|---|---|---|---|---|
| 1999 | 7.º | 63 | 0,4 / 100,0 |
0 / 2 |
||
| 2002 | 6.º | 60 | 0,4 / 100,0 |
0 / 2 |
||
| 2005 | 6.º | 92 | 0,7 / 100,0 |
0 / 2 |
||
| 2009 | 4.º | 177 | 2,0 / 100,0 |
0 / 2 |
||
| 2011 | 4.º | 165 | 1,1 / 100,0 |
0 / 2 |
||
| 2015 | 6.º | 229 | 1,6 / 100,0 |
0 / 2 |
||
| 2019 | 6.º | 1 404 | 3,5 / 100,0 |
0 / 2 |
||
| 2022 | 6.º | 1 680 | 2,6 / 100,0 |
0 / 2 |
||
| 2024 | 6.º | 1 847 | 1,9 / 100,0 |
0 / 2 |
||
| 2025 | 6.º | 1 756 | 1,8 / 100,0 |
0 / 2 |
| Data | Cabeça de Lista | Votos | % | +/- | Deputados | +/- | |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 1999 | Miguel Portas | 5.º | 61 920 | 1,79 / 100,00 |
0 / 25 |
||
| 2004 | 5.º | 167 313 | 4,91 / 100,00 |
1 / 24 |
|||
| 2009 | 3.º | 382 667 | 10,72 / 100,00 |
3 / 22 |
|||
| 2014 | Marisa Matias | 5.º | 149 628 | 4,56 / 100,00 |
1 / 21 |
||
| 2019 | 3.º | 325 450 | 9,82 / 100,00 |
2 / 21 |
|||
| 2024 | Catarina Martins | 5.º | 168 107 | 4,25 / 100,00 |
1 / 21 |

| Data | Candidato apoiado |
1.ª Volta | ||
|---|---|---|---|---|
| CI. | Votos | % | ||
| 2001 | Fernando Rosas | 4.º | 129 840 | 3,00 / 100,00 |
| 2006 | Francisco Louçã | 5.º | 292 198 | 5,32 / 100,00 |
| 2011 | Manuel Alegre | 2.º | 831 838 | 19,76 / 100,00 |
| 2016 | Marisa Matias | 3.º | 469 321 | 10,12 / 100,00 |
| 2021 | 5.º | 164 731 | 3,95 / 100,00 | |
| 2026 | Catarina Martins | 6.º | 116 413 | 3,95 / 100,00 |
| Data | CI. | Votos | % | +/- | Presidentes CM | +/- | Vereadores | +/- | Deputados
Municipais |
+/- | Deputados de
Freguesia |
+/- |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 2001 | 9.º | 61 789 | 1,18 / 100,00 |
Novo | 1 / 308 |
Novo | 6 / 2 044 |
Novo | 28 / 6 876 |
Novo | 46 / 34 627 |
Novo |
| 2005 | 6.º | 159 254 | 2,95 / 100,00 |
1 / 308 |
7 / 2 046 |
114 / 6 876 |
229 / 34 627 |
|||||
| 2009 | 7.º | 167 101 | 3,02 / 100,00 |
1 / 308 |
9 / 2 078 |
139 / 6 946 |
235 / 34 672 |
|||||
| 2013 | 7.º | 120 982 | 2,42 / 100,00 |
0 / 308 |
8 / 2 086 |
100 / 6 487 |
138 / 27 167 |
|||||
| 2017 | 6.º | 170 027 | 3,29 / 100,00 |
0 / 308 |
12 / 2 074 |
125 / 6 461 |
213 / 27 019 |
|||||
| 2021 | 7.º | 137 521 | 2,75 / 100,00 |
0 / 308 |
5 / 2 074 |
94 / 6 461 |
162 / 27 019 |
|||||
| 2025 | 8.º | 30 629 | 0,56 / 100,00 |
0 / 308 |
1 / 2 058 |
6 / 6 463 |
2 / 27 973 |
| Municípios | 2001 | 2005 | 2009 | 2013 | 2017 | 2021 | 2025 | ||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Abrantes | 0 / 7 |
0 / 7 |
0 / 7 |
0 / 7 |
1 / 7 |
0 / 7 |
|||||||
| Almada | 0 / 11 |
0 / 11 |
1 / 11 |
0 / 11 |
1 / 11 |
1 / 11 |
0 / 11 |
||||||
| Amadora | 0 / 11 |
0 / 11 |
0 / 11 |
0 / 11 |
1 / 11 |
0 / 11 |
0 / 11 |
||||||
| Entroncamento | 1 / 7 |
1 / 7 |
1 / 7 |
1 / 7 |
1 / 7 |
0 / 7 |
0 / 7 |
||||||
| Lisboa | 0 / 17 |
1 / 17 |
0 / 17 |
0 / 17 |
1 / 17 |
1 / 17 |
1 / 17 |
||||||
| Moita | 0 / 9 |
1 / 9 |
1 / 9 |
1 / 9 |
1 / 9 |
0 / 9 |
0 / 9 |
||||||
| Olhão | 1 / 7 |
1 / 7 |
0 / 7 |
0 / 7 |
|||||||||
| Portimão | 0 / 7 |
0 / 7 |
0 / 7 |
1 / 7 |
1 / 7 |
0 / 9 |
0 / 9 |
||||||
| Porto | 0 / 13 |
0 / 13 |
0 / 13 |
0 / 13 |
0 / 13 |
1 / 13 |
0 / 13 |
||||||
| Salvaterra de Magos | 5 / 7 |
4 / 7 |
4 / 7 |
2 / 7 |
2 / 7 |
1 / 7 |
|||||||
| Seixal | 0 / 11 |
0 / 11 |
1 / 11 |
1 / 11 |
1 / 11 |
0 / 11 |
0 / 11 |
||||||
| Torres Novas | 0 / 7 |
0 / 7 |
0 / 7 |
1 / 7 |
1 / 7 |
0 / 7 |
0 / 7 |
||||||
| Vila Franca de Xira | 0 / 9 |
0 / 9 |
0 / 9 |
0 / 11 |
1 / 11 |
0 / 11 |
0 / 11 |
||||||
| Data | Líder | CI. | Votos | % | +/- | Deputados | +/- | Status |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 2000 | 5.º | 1 387 | 1,38 / 100 |
0 / 52 |
Extra-parlamentar | |||
| 2004 | 4.º | 1 022 | 0,97 / 100 |
0 / 52 |
Extra-parlamentar | |||
| 2008 | Zuraida Soares | 4.º | 2 972 | 3,30 / 100 |
2 / 57 |
Oposição | ||
| 2012 | 4.º | 2 428 | 2,25 / 100 |
1 / 57 |
Oposição | |||
| 2016 | 4.º | 3 410 | 3,66 / 100 |
2 / 57 |
Oposição | |||
| 2020 | António Lima | 5.º | 3 962 | 3,81 / 100,0 |
2 / 57 |
Oposição | ||
| 2024 | 4.º | 2 936 | 2,54 / 100,0 |
1 / 57 |
Oposição |
| Data | Líder | CI. | Votos | % | +/- | Deputados | +/- | Status |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 2004 | Paulo Martins | 5.º | 5 035 | 3,66 / 100,0 |
1 / 68 |
Oposição | ||
| 2007 | 5.º | 4 186 | 2,98 / 100,0 |
1 / 47 |
Oposição | |||
| 2011 | Roberto Almada | 9.º | 2 512 | 1,70 / 100,0 |
0 / 47 |
Extra-parlamentar | ||
| 2015 | 6.º | 4 850 | 3,80 / 100,0 |
2 / 47 |
Oposição | |||
| 2019 | Paulino Ascenção | 6.º | 2 489 | 1,74 / 100,0 |
0 / 47 |
Extra-parlamentar | ||
| 2023 | Roberto Almada | 8.º | 3 036 | 2,24 / 100,0 |
1 / 47 |
Oposição | ||
| 2024 | 9.º | 1 912 | 1,41 / 100,0 |
0 / 47 |
Extra-parlamentar | |||
| 2025 | 9.º | 1 586 | 1,11 / 100,0 |
0 / 47 |
Extra-parlamentar |
O coordenador nacional do Bloco de Esquerda é a figura política mais importante do Bloco de Esquerda. O cargo é atualmente ocupado por José Manuel Pureza desde 2025.
O/a coordenador/a nacional do Bloco de Esquerda é, ex-officio, membro da Comissão Política e do Secretariado Nacional.
De acordo com a Lei das precedências do Protocolo do Estado Português, o/a Coordenador/a Nacional do Bloco de Esquerda, tal como os líderes de outros partidos com assento parlamentar, é o 16º ordem de precedência no Protocolo de Estado Português.
| # | Coordenador/a (Nascimento-Morte) |
Retrato | Círculo eleitoral | Início do mandato | Fim do mandato | Cargos enquanto líder | Outros cargos | Afiliações partidárias anteriores | Primeiro-Ministro (mandato) | |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 1 | Francisco Anacleto Louçã (1956–) |
Lisboa (1999–2012) Braga (2025) |
24 de março de 1999 | 11 de novembro de 2012 | Deputado à Assembleia da República (1999-2012) | Dirigente do PSR (1979-1999) Conselheiro de Estado (2015-2022) |
LCI PSR |
António Guterres 1995-2002 | ||
| Durão Barroso 2002-2004 | ||||||||||
| Pedro Santana Lopes 2004-2005 | ||||||||||
| José Sócrates 2005-2011 | ||||||||||
| Pedro Passos Coelho 2011-2015 | ||||||||||
| 2 | João Pedro Furtado da Cunha Semedo (1951–2018) |
Porto | 11 de novembro de 2012 | 30 de novembro de 2014 | Deputado à Assembleia da República (2006-2015) | - | PCP | |||
| Catarina Soares Martins (1973–) |
Porto | 28 de maio de 2023 | Deputada à Assembleia da República (2009-2023) | Eurodeputada (2024-...) | - | |||||
| 3 | ||||||||||
| António Costa 2015-2024 | ||||||||||
| 4 | Mariana Rodrigues Mortágua (1986–) |
Lisboa | 28 de maio de 2023 | 30 de novembro de 2025 | Deputada à Assembleia da República (2013-...) | Deputada à Assembleia Municipal de Lisboa (2013-2017) | - | |||
| Luís Montenegro 2024-presente | ||||||||||
| 5 | José Manuel Marques da Silva Pureza (1958–) |
Coimbra | 30 de novembro de 2025 | presente | - | Vice Presidente da Assembleia da República (2015-2022) Presidente do Grupo Parlamentar do BE (2009-2011) Deputado à Assembleia da República (2009-2011; 2015-2022) |
MES UEDS PXXI | |||
| Nome | Mandato(s) | Idade |
|---|---|---|
| Francisco Louçã | 1999–2012 | 69 anos e 347 dias |
| Catarina Martins | 2012–2023 | 53 anos e 48 dias |
| Mariana Mortágua | 2023–2025 | 40 anos e 123 dias |
| Legislatura | Data da eleição | Grupo Parlamentar | Líder | Período |
|---|---|---|---|---|
| VIII Legislatura | 10 de outubro de 1999 | 2 / 230 |
Luís Fazenda | 1999–2002 |
| IX Legislatura | 17 de março de 2002 | 3 / 230 |
2002–2005 | |
| X Legislatura | 20 de fevereiro de 2005 | 8 / 230 |
2005–2009 | |
| XI Legislatura | 27 de setembro de 2009 | 16 / 230 |
José Manuel Pureza | 2009–2011 |
| XII Legislatura | 5 de junho de 2011 | 8 / 230 |
Luís Fazenda | 2011–2012 |
| Pedro Filipe Soares | 2012–2015 | |||
| XIII Legislatura | 4 de outubro de 2015 | 19 / 230 |
2015–2019 | |
| XIV Legislatura | 6 de outubro de 2019 | 19 / 230 |
2019–2022 | |
| XV Legislatura | 30 de janeiro de 2022 | 5 / 230 |
2022–2024 | |
| XVI Legislatura | 10 de março de 2024 | 5 / 230 |
Fabian Figueiredo | 2024–2025 |
| XVII Legislatura | 18 de maio de 2025 | 1 / 230 |
Não houve grupo parlamentar | 2025–presente |
Deux autres partis de « gauche » étaient en lice pour les élections. Premièrement, le Bloc de gauche, considéré par le journal The Guardian comme étant une version portugaise du parti politique grec anti-austérité Syriza, a récolté 10,2 % des suffrages (8).
The unlikely alliance of center-left Socialists and two far-left parties has overcome deep scepticism since it was formed in 2015, achieving stability and maintaining economic recovery at a time of political uncertainty across Europe.
BE, le Bloc des gauches (Bloco da Esquerda) : formation regroupant l’extrême gauche portugaise depuis 1999. Influente dans les milieux intellectuels de la capitale, BE a obtenu 2,7 % des voix et 3 députés en mars 2002 (soit un siège de plus qu’en 1999). BE comprend notamment l'Union démocratique populaire (União Democràtica Popular), le Parti socialiste révolutionnaire (Partido Socialista Revolucionario ) et Politica XXI.