
Os backlinks, também conhecidos como links de entrada e inbound links para um determinado recurso da web, são uns hiperlinks de algum outro site (o referenciador) para esse recurso da web (o referente). Um backlink é qualquer ligação recebida de uma fonte na web (página web, diretório, site ou domínio de nível superior) para outra fonte na web.
Os links entrada eram originalmente importantes (antes do surgimento dos motores de busca) como um meio primário de navegação. Hoje, sua importância reside na otimização de mecanismos de busca (SEO). O número de backlinks é uma indicação da popularidade ou importância desse site ou página (este é um dos fatores considerados pelo Google para determinar o PageRank de uma página web, por exemplo). Além de SEO, os backlinks de uma página podem ser de interesse pessoal, cultural ou semântica significativa: eles indicam que alguém está prestando atenção nessa página, tornando o SEO prático.
Apesar de ainda ser uma métrica criada pelo Google, o PageRank deixou de ser uma métrica pública pelo Google há anos e atualmente, em 2021, muitos outros fatores são utilizados pelo algoritmo do Google para definir a autoridade de um domínio. Atualmente, os motores de busca avaliam os backlinks não apenas pela quantidade, mas também pela qualidade, relevância temática, contexto e autoridade do domínio de origem. Dessa forma, links provenientes de fontes confiáveis e relacionadas ao conteúdo tendem a ter maior valor do que um grande número de links de baixa qualidade.
O aumento da importância comercial de backlinks para a presença orgânica de marcas nos mecanismos de busca levou profissionais de SEO a realizarem estratégias que envolvem a aquisição de backlinks em outros sites. Algumas das táticas envolvem a aquisição de backlinks (compra), oferecimento de produção gratuita (como os guest posts), troca de links (entre dois ou mais sites) e distribuições de conteúdo noticioso na forma de press releases com links incluídos.
Essas práticas passaram a ser tratadas pelo Google como violações de suas diretrizes. As políticas de spam do mecanismo classificam como esquemas de links (link schemes) a compra e a venda de links que transmitem crédito de ranqueamento, as trocas excessivas de links, as campanhas de guest posts em larga escala e a inclusão de links com texto âncora otimizado em artigos ou press releases distribuídos em outros sites. Para links pagos ou patrocinados, a empresa recomenda o atributo rel="nofollow" ou, a partir de 2019, rel="sponsored", que sinalizam ao mecanismo que o link não deve transmitir autoridade. Links inseridos por usuários, como em comentários e fóruns, recebem o atributo rel="ugc".
Em 2012, o Google lançou a atualização de algoritmo conhecida como Penguin, voltada a rebaixar sites beneficiados por perfis artificiais de backlinks. Em 2016, o Penguin foi incorporado ao algoritmo principal e passou a desvalorizar os links considerados manipulativos, em vez de penalizar o site inteiro. Essa lógica de neutralização, em que o link continua existindo mas deixa de ser contabilizado, foi ampliada em 2022 com a atualização de link spam baseada no sistema SpamBrain.
A exploração comercial da autoridade acumulada por domínios consolidados também passou a ocorrer por meio da hospedagem de conteúdo de terceiros, prática chamada no mercado de parasite SEO. Em 2024, o Google introduziu a política de abuso de reputação do site (site reputation abuse), dirigida a conteúdo comercial de terceiros publicado em um domínio hospedeiro para aproveitar seus sinais de ranqueamento. A seção Forbes Advisor, operada desde 2020 pela empresa externa Forbes Marketplace sob a marca Forbes, foi alvo de ação manual naquele ano. Em novembro de 2024, o Google ampliou a redação da política para afirmar que o envolvimento ou a supervisão editorial do veículo hospedeiro não altera a natureza de terceiros do conteúdo. A medida afetou seções semelhantes em veículos como CNN Underscored, WSJ Buy Side, Fortune Recommends, AP Buyline, USA Today Reviewed e Newsweek Vault.
Um backlink pode ser ainda classificado de acordo com a origem que recebe - com alguns profissionais mencionando "backlink" para links internos dentro de um mesmo site, ou de sites externos para si mesmos.