Capa da edição do dia 22 de junho de 2009 da revista Forbes. | |
| Presidente / editor-chefe | Steve Forbes |
|---|---|
| Editor executivo | Kerry Lauerman |
| Categoria | Revista de negócios |
| Frequência | Oito edições por ano |
| Circulação | Total: 514.184 (2023) |
| Editora | Forbes Media |
| Fundador(a) | B. C. Forbes |
| Fundação | 15 de setembro de 1917 |
| Primeira edição | 15 de setembro de 1917 |
| Empresa | Integrated Whale Media Investments |
| País | Estados Unidos |
| Baseada em | Jersey City, Nova Jérsei, Estados Unidos |
| Idioma | Inglês |
| Sítio | forbes.com |
| ISSN | 0015-6914 |
| OCLC | 6465733 |
Forbes (/fɔːrbz/) é uma revista estadunidense de negócios fundada por B. C. Forbes em 1917. Desde 2014, pertence ao grupo de investimentos Integrated Whale Media Investments, sediado em Hong Kong. Seu presidente e editor-chefe é Steve Forbes, e Sherry Phillips ocupa o cargo de diretora-executiva desde janeiro de 2025. A empresa tem sede em Jersey City, Nova Jérsei.
Publicada oito vezes por ano, a Forbes traz artigos sobre finanças, indústria, investimento e marketing. Também cobre temas como tecnologia, comunicações, ciência, política e direito. Tem uma edição internacional na Ásia e edições produzidas sob licença em 27 países e regiões. Entre suas listas e classificações estão a dos estadunidenses mais ricos, a Forbes 400, a de 30 pessoas com menos de 30 anos, a Forbes 30 Under 30, a das celebridades mais ricas dos Estados Unidos, a das empresas mais bem classificadas do mundo, a Forbes Global 2000, a lista das pessoas mais poderosas do mundo e a lista dos bilionários do mundo.
Desde 2010, o site Forbes.com passou a depender cada vez mais de uma rede de colaboradores freelancers que publicam com supervisão editorial limitada da revista. O modelo recebeu críticas pela qualidade do material e por permitir o chamado "jornalismo pay-to-play".


B. C. Forbes, colunista financeiro dos jornais de William Randolph Hearst, e seu sócio Walter Drey, gerente-geral da revista The Magazine of Wall Street, fundaram a revista Forbes em 15 de setembro de 1917. Forbes forneceu o dinheiro e o nome, enquanto Drey trouxe sua experiência editorial e de publicação. O nome original da revista era Forbes: Devoted to Doers and Doings. Drey tornou-se vice-presidente da B.C. Forbes Publishing Company, enquanto B. C. Forbes assumiu o cargo de editor-chefe, no qual permaneceu até sua morte, em 1954. Nos últimos anos de vida, contou com a ajuda de seus dois filhos mais velhos, Bruce Charles Forbes (1916–1964) e Malcolm Forbes (1919–1990).
Bruce Forbes assumiu a empresa após a morte do pai e concentrou-se em simplificar as operações e desenvolver o marketing. Durante sua gestão, de 1954 a 1964, a circulação da revista quase dobrou.
Após a morte de Bruce, seu irmão Malcolm Forbes tornou-se presidente e diretor-executivo da Forbes e editor-chefe da revista Forbes. Entre 1961 e 1999, a revista foi editada por James Michaels. Em 1993, durante sua gestão, a Forbes foi finalista do National Magazine Award. Em 2006, o grupo de investimentos Elevation Partners, do qual fazia parte o músico Bono, comprou uma participação minoritária na empresa. A reorganização criou a Forbes Media LLC, que passou a reunir a revista Forbes, o Forbes.com e outras propriedades de mídia. Uma reportagem de 2009 do The New York Times afirmou que "40% da empresa foram vendidos [...] por supostos US$ 300 milhões, avaliando a empresa em US$ 750 milhões". Três anos depois, Mark M. Edmiston, da AdMedia Partners, comentou: "Provavelmente não vale nem metade disso agora". Mais tarde, foi divulgado que o preço havia sido de US$ 264 milhões.
Em 2021, a Forbes Media voltou a registrar lucro, com crescimento de 34% da receita, que chegou a US$ 165 milhões. Boa parte desse aumento veio do negócio voltado ao consumidor, cuja receita cresceu 83% em relação ao ano anterior. Mike Federle, então diretor-executivo, afirmou que a Forbes havia construído sua escala de público e negócios sobre uma base de 150 milhões de consumidores.
Em janeiro de 2010, a Forbes chegou a um acordo para vender seu edifício-sede na Quinta Avenida, em Manhattan, à Universidade de Nova Iorque. Os termos do negócio não foram divulgados, mas a Forbes continuaria ocupando o imóvel por cinco anos em uma operação de venda seguida de arrendamento. A sede da empresa foi transferida em 2014 para o bairro de Newport, no centro de Jersey City, em Nova Jérsei.
Em novembro de 2013, a Forbes Media, responsável pela publicação da revista Forbes, foi colocada à venda. A decisão recebeu apoio dos acionistas minoritários da Elevation Partners. Documentos de venda preparados pelo Deutsche Bank mostraram que o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização da editora havia sido de US$ 15 milhões em 2012. A Forbes buscava um preço de US$ 400 milhões. Em julho de 2014, a família Forbes comprou a participação da Elevation. Em seguida, o grupo de investimentos Integrated Whale Media Investments, sediado em Hong Kong, adquiriu uma participação majoritária de 51% na empresa.
Em 2017, Isaac Stone Fish, pesquisador sênior da Asia Society, escreveu no The Washington Post: "Desde essa compra, houve casos de interferência editorial em matérias envolvendo a China que levantam dúvidas sobre o compromisso da revista Forbes com a independência editorial".
Em 26 de agosto de 2021, a Forbes anunciou planos de abrir seu capital por meio de uma fusão com uma empresa de aquisição de propósito específico, a Magnum Opus Acquisition, e negociar suas ações na Bolsa de Valores de Nova Iorque sob o código FRBS. Em fevereiro de 2022, foi anunciado que a corretora de criptomoedas Binance adquiriria uma participação de US$ 200 milhões na Forbes como parte da operação de abertura de capital por meio da SPAC. Em junho de 2022, a empresa encerrou a fusão, citando condições desfavoráveis do mercado.
Em agosto de 2022, a empresa anunciou que estudava a venda de seus negócios. Em maio de 2023, foi anunciado que o bilionário Austin Russell, fundador da Luminar Technologies, havia concordado em adquirir uma participação de 82% em uma operação que avaliava a empresa em US$ 800 milhões. Sua participação majoritária incluiria a parcela restante da companhia ainda pertencente à família Forbes, que não havia sido vendida anteriormente à Integrated Whale Media. A operação passou por análise do Committee on Foreign Investment in the United States. Russell negou relatos de que o empresário russo Magomed Musaev estivesse envolvido na transação. Em novembro de 2023, o negócio fracassou porque Russell não conseguiu reunir os recursos necessários.
Além da Forbes e de seus suplementos de estilo de vida, Forbes Life, a revista tem 42 edições internacionais que cobrem 69 países:
O presidente e editor-chefe Steve Forbes e os redatores da revista dão orientações de investimento no programa semanal da Fox News, Forbes on Fox, e no Forbes on Radio. Outros grupos da empresa são o Forbes Conference Group, o Forbes Investment Advisory Group e o Forbes Custom Media. A reportagem do Times de 2009 registrou: "Steve Forbes acaba de voltar da abertura de uma revista Forbes na Índia, elevando o número de edições estrangeiras para 10". Naquele mesmo ano, a empresa começou a publicar ForbesWoman, revista trimestral editada por Moira Forbes, filha de Steve Forbes, acompanhada por um site próprio.
A empresa publicou anteriormente a revista American Legacy em uma parceria empresarial. A publicação separou-se da Forbes em 14 de maio de 2007.
A empresa também publicou as revistas American Heritage e Invention & Technology. Depois de não conseguir encontrar um comprador, a Forbes suspendeu a publicação das duas em 17 de maio de 2007. As duas foram compradas pela American Heritage Publishing Company e voltaram a ser publicadas na primavera de 2008. A Forbes publica o Forbes Travel Guide desde 2009.
Em 2013, a Forbes licenciou sua marca para a Ashford University e ajudou a lançar a Forbes School of Business & Technology. Em 2018, o diretor-executivo Mike Federle justificou o licenciamento dizendo: "Nosso negócio de licenciamento é quase um negócio de lucro puro, porque é uma anuidade anual". A Forbes faria promoções limitadas da escola em algumas edições. A empresa nunca endossou formalmente a instituição.
Em 6 de janeiro de 2014, a revista Forbes anunciou que lançaria, em parceria com a desenvolvedora de aplicativos Maz, uma rede social chamada "Stream". O Stream permitia aos leitores da Forbes salvar e compartilhar conteúdo visual com outros leitores e descobrir, dentro do aplicativo, material da revista Forbes e do Forbes.com.
David Churbuck fundou o site da Forbes em 1996. Em 1998, o site descobriu a fraude jornalística de Stephen Glass na revista The New Republic, em uma matéria que chamou atenção para o jornalismo na internet. No auge da cobertura sobre supostos casos de aceleração involuntária repentina em automóveis da Toyota, em 2010, o site expôs como fraude o episódio do "Prius desgovernado" na Califórnia. Também publicou outros cinco artigos de Michael Fumento que contestavam a premissa adotada pela cobertura jornalística sobre problemas nos automóveis da Toyota. O site, assim como a revista, publica listas sobre bilionários e seus bens, principalmente imóveis.
O Forbes.com faz parte da Forbes Digital, divisão da Forbes Media LLC. As participações da Forbes incluem uma parcela do RealClearPolitics. Juntos, esses sites recebem mais de 27 milhões de visitantes únicos por mês. O Forbes.com usa o slogan "Home Page for the World's Business Leaders" e, em 2006, afirmava ser o site de negócios mais visitado do mundo. A reportagem do Times de 2009 afirmou que, embora fosse "um dos cinco maiores sites financeiros em tráfego", com receita anual estimada entre US$ 70 milhões e US$ 80 milhões, o site "nunca produziu a esperada oferta pública inicial".
O Forbes.com usa uma rede de colaboradores na qual um grande grupo de freelancers publica artigos diretamente no site. Os colaboradores recebem com base no tráfego das respectivas páginas no Forbes.com. O site recebeu textos de mais de 2.500 pessoas e alguns colaboradores ganharam mais de US$ 100.000, conforme dados divulgados pela empresa. O sistema recebeu críticas por permitir "jornalismo pay-to-play" e pela republicação de material de relações públicas como se fosse notícia. A Forbes permite que anunciantes publiquem posts em seu site ao lado do conteúdo editorial regular por meio de um programa chamado BrandVoice, responsável por mais de 10% da receita digital da empresa. Em julho de 2018, a Forbes apagou um artigo de um colaborador que defendia o fechamento das bibliotecas e propunha que a Amazon abrisse livrarias em seu lugar.
Em 2019, a empresa publicava 100 artigos por dia, produzidos por 3.000 colaboradores externos que recebiam pouco ou nenhum pagamento. O modelo de negócios, adotado em 2010, "mudou sua reputação de publicação de negócios respeitável para uma fazenda de conteúdo", na avaliação de Damon Kiesow, titular da cátedra Knight de edição e produção digital da Escola de Jornalismo da Universidade do Missouri. O Nieman Lab, da Universidade Harvard, classificou a Forbes em 2022 como "uma plataforma para golpes, trapaças e jornalismo ruim".
Em 2017, o site bloqueava usuários que utilizavam programas de bloqueio de anúncios, exigindo que o Forbes.com fosse incluído na lista de permissões do bloqueador antes de liberar o acesso aos artigos. A Forbes justificou a medida dizendo que usuários de bloqueadores de anúncios não geravam receita para o site. Ataques de malware também foram registrados a partir do site da Forbes.
Em 2020, a Forbes recebeu o Webby People's Voice Award na categoria Business Blog/Website.
Em novembro de 2019, a Forbes lançou a plataforma de streaming Forbes8, voltada a empreendedores e à divulgação de orientações de negócios. Em 2020, a rede anunciou o lançamento de produções documentais como Forbes Rap Mentors, Driven Against the Odds, Indie Nation e Titans on the Rocks.