| Bagatelas | ||||
|---|---|---|---|---|
| Autor(es) | Lima Barreto | |||
| Idioma | Português | |||
| País | ||||
| Gênero | Crônicas | |||
| Editora | Empresa de Romances Populares | |||
| Editor | Vasco Lima | |||
| Lançamento | 1923 | |||
| Cronologia | ||||
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Bagatelas é um livro de crônicas do do escritor brasileiro Lima Barreto, publicado póstumamente em 1923. Foi o último livro que o autor preparou para publicação.
Segundo o autor, na advertência da obra, "este pequeno livro não visa outro intuito senão permitir aos espíritos bondosos que me têm acompanhado, nos meus modestos romances, a feitura de algumas reflexões sobre fatos, coisas e homens da nossa terra, que, julgo, talvez sem razão, muito próximas a mim".
Ao todo, o livro é composto de 41 crônicas. Uma delas, "A Matemática Não Falha", havia sido publicada como conto no livro Histórias e Sonhos, em 1920.
A obra é composta por crônicas e textos curtos que haviam sido previamente publicados na imprensa periódica, onde o autor aborda temas do cotidiano urbano, política, cultura, imprensa e costumes da sociedade brasileira do início do século XX. Barreto enxergava a necessidade de imprimir em livros a sua participação na imprensa, tirando da condição volátil encontrada nos artigos espalhados nos jornais diários e revistas, principalmente por entender que os periódicos em que os publicou eram modestos e que talvez não fossem percebidos. É uma tentativa de registrar a literatura militante do autor, para que não caia no esquecimento.
Há um discurso "do fora" que se faz presente em muitas destas crônicas, um discurso através do qual manifesta-se uma dimensão de enfrentamento ao poder instaurado, seja a lei, a norma, o governo, a tradição, a direita; é um "pensamento de resistência".
No que tange ao título Bagatelas, existe uma clara sugestão ao status "marginal" dos textos que compõem a obra. Com efeito, o livro teria recebido esse título pois a maioria dos escritos apareceram em periódicos “baratos”. Lima Barreto tinha preferência pela pequena imprensa, devido à sua maior liberdade de expressão. O termo “bagatelas” também pode estar sugerindo um tipo de discurso que se encontre alinhado ao lado dos menos favorecidos, dos "pequenos", dos que não são importantes aos olhos do poder.