
Um balaústre (do italiano balaustra) é uma pequena coluna usada para amparar cercas ou espaldares de cama ou cadeira ou para auxiliar a entrada em veículos coletivos. É um elemento de ornamentação muito usado na arquitetura. A sua forma pode ser abaulada, em estilo ou estampa grega, jônica com entalhes romanos ou uma forma eclética contemporânea com um toque gótico etc. Também existe a tipologia formal composta por pilastra reta, sem entalhes ou só abaulada lisa, ou seja, sem referência a um estilo estético específico. Na construção contemporânea, o concreto é um dos materiais mais utilizados na fabricação de balaústres, especialmente em balaustradas de varandas, escadas e terraços, embora também existam peças produzidas em madeira, pedra, metal e gesso. Um grupo de balaústres que sustentam um corrimão, um ressalto superior (parede) ou um detalhe ornamental é conhecido como balaustrada.
O processo moderno consiste em criar uma forma de plástico rígido, dividida em duas partes ou única, pré-moldada, onde é adicionado uma mistura de cimento, areia e pedra britada de pequena granulometria, por vezes enxertado em seu interior com uma armação de ferro a fim de dar resistência ao conjunto.
Quando usa-se uma massa de consistência mais fluida, o molde é fechado e, após cerca de 24 horas, a peça é desmoldada cuidadosamente, pois pode se romper nessa etapa.
A fabricação de balaústres de concreto também pode utilizar o método da massa farofa, uma mistura de consistência mais seca que é compactada diretamente no molde.
Em ambos os métodos, a cura do concreto após a moldagem é importante para o desenvolvimento de sua resistência e durabilidade.
Deve-se tomar cuidado na mistura do cimento, caso contrário pode levar a que, pela exposição constante ao ar livre (sol, ventos, chuva), apareçam rachaduras danificando a obra. Também conhecido como Barra-ostra.

O balaústre pode ser usado como peça ornamental em diferentes partes de uma construção, como varandas, sacadas e terraços, contribuindo para a composição estética do conjunto arquitetônico. Nessas aplicações, as peças são geralmente dispostas em sequência, formando balaustradas que acompanham os contornos das estruturas. Essas estruturas são compostas por balaústres e por um elemento de proteção ou apoio na parte superior, assentado sobre uma base ou piso próprio.
Também é utilizado em escadas, tanto em ambientes internos quanto externos, além de parapeitos, balcões, muros e fachadas de residências e edifícios. Sua aplicação pode ser observada ainda em igrejas, palácios, jardins e outras construções, onde os balaústres compõem elementos decorativos e ajudam a delimitar diferentes espaços.

Um exemplo histórico da utilização de balaustradas na arquitetura brasileira foi o Palácio Monroe, edifício de estilo eclético que ficava na região da Cinelândia, no centro do Rio de Janeiro. Inaugurado na cidade em 1906, o palácio foi demolido em 1976.
O Cristo Redentor, um dos monumentos mais emblemáticos do Brasil, foi inaugurado em 1931 no alto do Morro do Corcovado, no Rio de Janeiro. Em sua escadaria de acesso, os balaústres acompanham o percurso e contribuem para a ornamentação do conjunto, integrando-se à paisagem e à arquitetura do monumento.
Outro exemplo é o Teatro Amazonas, em Manaus, inaugurado em 1896. O edifício apresenta elementos ornamentais e balaustradas que integram sua composição arquitetônica.
Nas embarcações a vela antigas, as balaustradas eram chamadas paveses.