Bananeiras | |
|---|---|
| Hino | |
| Gentílico | bananeirense |
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| Coordenadas: 6° 45′ 00″ S, 35° 37′ 58″ O | |
| País | Brasil |
| Unidade federativa | Paraíba |
| Região metropolitana | Guarabira |
| Municípios limítrofes | Borborema, Solânea, Dona Inês, Pirpirituba e Belém. |
| Distância até a capital | 141 km |
| Fundação | 16 de outubro de 1879 (147 anos) |
| Governo | |
| • Prefeito(a) | Matheus de Melo Bezerra Cavalcante (PSB, 2021–2028) |
| Área | |
| • Total | 257,981 km² |
| Altitude | 552 m |
| População | |
| • Total (IBGE/2022) | 23,134 hab. |
| Densidade | 0,1 hab./km² |
| Clima | tropical chuvoso com verão seco |
| Fuso horário | Hora de Brasília (UTC−3) |
| IDH (PNUD/2000) | 0,599 — baixo |
| PIB (IBGE/2008) | R$ 81 965,084 mil |
| • Per capita (IBGE/2008) | R$ 3 677,71 |
Bananeiras é um município brasileiro do estado da Paraíba. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no ano de 2022 sua população está estimada em 23.134 habitantes distribuídos em uma área territorial de 258 km². Localizada na Serra da Borborema, região do Brejo paraibano, a 141 km de João Pessoa, 150 km de Natal e a 70 km de Campina Grande, com altitude de 526 metros, Bananeiras possui clima mais ameno que a média do agreste paraibano.
O início da colonização das terras ocorreu na primeira metade do século XVII, a partir das sesmarias doadas a Domingos Vieira e Zacarias de Melo, que viviam em Mamanguape. A vila pertencia à jurisdição de São Miguel da Baía da Traição. Em 1822, passou à jurisdição de Areia (Paraíba). Em 1835 foi criada a freguesia de Nossa Senhora do Livramento.
A região foi primeiramente produtora de cana-de-açúcar e depois de café. Em 1852, a produção cafeeira chegou a ser a maior da Paraíba e a segunda do Nordeste. Isto tornou a cidade uma das mais ricas daquela região, riqueza esta expressa na arquitetura de seus casarões. A cultura foi dizimada pelo surgimento da cochonilha Cerococcus parahybensis.
O padre José Antônio Maria Ibiapina passou pela região, percorrendo diversos povoados vizinhos. A primeira igreja, dedicada a Nossa Senhora do Livramento, foi concluída em 1861, após 20 anos. Sua construção foi incentivada pelo padre Ibiapina e contou com o apoio do Monsenhor Hermenegildo Herculano. A antiga capela de taipa havia desmoronado. Bananeiras não tinha mais que mil habitantes. Em 1919, foi calçada a primeira rua, com pedras irregulares, também chamadas “pé de moleque” ou “imperiais”.
O distrito de Bananeiras foi criado pela lei provincial nº 5, de 26 de maio de 1835. Foi elevado à categoria de vila pela resolução do conselho do Governo e sede municipal de 9 de maio de 1833. Instalado em 10 de outubro de 1833.
A ferrovia foi inaugurada em 22 de setembro de 1922, após a construção do túnel da Serra da Viração, no governo de Solon de Lucena. Por esta época, uma praga dizimou as plantações de café. O município voltou-se então para o cultivo da cana de açúcar, do fumo, do arroz e do sisal.
A partir de 1953, o município, inicialmente constituído de cinco distritos (1948), o município assistiu à emancipação de três deles: Solânea, Borborema e Dona Inês.
Paulo Fernandes Dantas nascido em 1966, deixou a cidade em 1984, para trabalhar e prosperar em São Paulo.
Hoje, o município conta com três distritos: Roma, Taboleiro e Maia.
O município está incluído na área geográfica de abrangência do semiárido brasileiro, definida pelo Ministério da Integração Nacional em 2005. Esta delimitação tem como critérios o índice pluviométrico, o índice de aridez e o risco de seca.
O município está inserido na unidade geoambiental do Planalto da Borborema, que apresenta relevo movimentado, com vales profundos e estreitos dissecados.
O município de Bananeiras encontra-se inserido nos domínios da bacia hidrográfica do Rio Curimataú. Os principais tributários são os rios Curimataú, Dantas e Picadas e os riachos: Sombrio e Carubeba, todos de regime intermitente. Conta ainda com os recursos do açude da Piaba. O município é cortado pelo Rio Bananeiras que deságua na cachoeira do Roncador, sua nascente encontra-se na mata da UFPB, Campus Bananeiras.
Dados do Departamento de Ciências Atmosféricas, da Universidade Federal de Campina Grande, mostram que Bananeiras apresenta um clima com média pluviométrica anual de 1187,9 mm e temperatura média anual de 22,3 °C.
| Dados climatológicos para Bananeiras | |||||||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Mês | Jan | Fev | Mar | Abr | Mai | Jun | Jul | Ago | Set | Out | Nov | Dez | Ano |
| Temperatura máxima média (°C) | 29,7 | 29,5 | 29,0 | 28,0 | 26,6 | 25,2 | 24,8 | 25,6 | 27,0 | 28,7 | 29,5 | 29,7 | 27,8 |
| Temperatura média (°C) | 23,5 | 23,7 | 23,6 | 23,0 | 22,2 | 21,0 | 20,3 | 20,4 | 21,2 | 22,3 | 23,0 | 23,3 | 22,3 |
| Temperatura mínima média (°C) | 19,8 | 20,3 | 20,3 | 19,9 | 19,3 | 18,1 | 16,8 | 16,8 | 17,7 | 18,5 | 19,0 | 19,5 | 18,8 |
| Chuva (mm) | 60,7 | 87,6 | 153,9 | 171,3 | 163,9 | 167,6 | 148,8 | 100,2 | 52,5 | 19,9 | 23,0 | 36,0 | 1 187,9 |
| Fonte: Departamento de Ciências Atmosféricas. | |||||||||||||
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