| Bassil Da Costa | |
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Grafite de Da Costa | |
| Nome completo | Bassil Alejandro Da Costa Frías |
| Nascimento | |
| Morte | |
| Causa da morte | |
| Nacionalidade | Venezuelano |
| Progenitores | Mãe: Jeneth Frías Pai: Alejandro Da Costa |
| Ocupação | Estudante universitário |
| Principais trabalhos | Primeiro morto durante os Protestos na Venezuela em 2014 |
Bassil Alejandro Da Costa Frías[a] (Guatire, 7 de maio de 1990 – Caracas, 12 de fevereiro de 2014) foi um estudante universitário venezuelano, morto durante os Protestos na Venezuela em 2014 contra o Governo de Nicolás Maduro, sendo a primeira vítima fatal da onda de manifestações. Da Costa era estudante de marketing na Universidad Alejandro de Humboldt em Caracas.
Em 12 de fevereiro de 2014, Dia da Juventude na Venezuela, diversos partidos de oposição ao Governo da Venezuela e grupos estudantis marcharam em todo o país em protesto contra o governo. Em Caracas, a marcha foi realizada da Praça Venezuela até a sede do Ministério Público da Venezuela, no centro da cidade. Uma hora após o fim do protesto, ocorreram confrontos na Paróquia La Candelaria; manifestantes armados com pedras, garrafas, fogos de artifício e estilingues entraram em choque com as autoridades, que responderam com gás lacrimogêneo. Durante os confrontos, Da Costa foi baleado e morto.
Em 13 de fevereiro de 2014, o presidente Nicolás Maduro afirmou que Da Costa e Montoya foram mortos pela mesma pessoa e que os assassinatos faziam parte da "violência gerada pela oposição". O secretário da Mesa da Unidade Democrática (MUD), a coalizão opositora, Ramón Guillermo Aveledo, rejeitou as declarações de Maduro e sustentou que os manifestantes não tinham más intenções, insinuando ainda a presença de possíveis infiltrados do governo na marcha.
As primeiras investigações do Corpo de Investigações Científicas, Penais e Criminalísticas (CICPC) identificaram pelo menos três membros do Serviço Bolivariano de Inteligência Nacional (SEBIN) que atiraram contra manifestantes próximos à sede do Ministério Público no dia da marcha, entre eles o suposto assassino de Da Costa.
Dias depois, o Últimas Noticias publicou os resultados de uma investigação sobre os assassinatos, na qual afirmou ter descoberto que tanto homens uniformizados quanto civis atiraram contra os manifestantes em 12 de fevereiro. Em abril de 2014, seis agentes do SEBIN foram detidos e o suposto assassino de Da Costa foi formalmente acusado.
O julgamento pelos assassinatos de Da Costa e Montoya foi adiado em diversas ocasiões, até finalmente começar em 16 de junho de 2015, mais de um ano após os fatos. Um dos agentes do SEBIN foi condenado à prisão em 2016.