Batalha de Orongi

Batalha de Orongi
Segunda Guerra Púnica

Campanha romana na Ibéria. As batalhas de Munda e Orongi estão marcadas com o número 5.
DataFim de 214 a.C.
LocalOrongi (Aurinx, provavelmente uma localidade entre Monclova e Jimena de la Frontera), Hispânia
Casus belliControle da península Ibérica
DesfechoResultado incerto
Beligerantes

República Romana República Romana

Cartago Cartago

Comandantes

República Romana Públio Cornélio Cipião
República Romana Cneu Cornélio Cipião Calvo

Cartago Asdrúbal Barca
Cartago Magão Barca
Cartago Asdrúbal Giscão

Forças

2 legiões

Cerca de 14 000 homens

Baixas

14 000 mortos
Quase 1 000 prisioneiros
58 estandartes capturados

A Batalha de Orongi foi travada em 214 a.C. entre o exército cartaginês e o exército romano perto da cidade de Orongi, uma localização incerta que ficava em algum lugar entre as modernas cidades de Monclova e Jimena de la Frontera. Seu resultado foi incerto.

Batalha

Depois da retirada de Munda, os cartagineses preferiram se retirar para Orongi, com os romanos no encalço atemorizando-os por conta da súbita derrota. Em Orongi, pela segunda vez, o exército romano de Cipião, levado ainda ferido numa maca, lutou e conseguiu uma nova vitória. Perderam a vida menos de 6 000 cartagineses, cujo número de soldados em condições de combate já havia sido notavelmente reduzido na derrota anterior em Muda.

Pouco depois, os cartagineses conseguiram completar suas fileiras e ocorreu uma nova batalha, pois Magão Barca havia sido enviado por seu irmão, Asdrúbal Barca, o comandante supremo cartaginês, para buscar novas tropas. Esta nova batalha que seguiu terminou novamente em uma vitória romana. Outros 8 000 cartagineses foram mortos, pouco menos de 1 000 foram aprisionados e mais 58 estandartes militares foram capturados. Entre os mortos estavam muitos gauleses, o que rendeu aos romanos, na forma de butim de guerra, muitos torcs (colares de metal típicos) e braceletes. Além disto, dois líderes gauleses, Meniacepto e Vismaro, foram assassinados. Oito elefantes foram capturados e três, mortos

Consequências

Uma vez que a situação na Hispânia parecia favorável aos romanos, eles próprios passaram a sentir uma certa vergonha por não terem sido capazes de libertar Sagunto, que já estava quase seis (ou oito) anos nas mãos dos cartagineses (veja Cerco de Sagunto). Por conta disto, os romanos começaram a retornar em direção a esta cidade e a libertaram do jugo cartaginês, restituindo-lhe a liberdade. Logo depois, os romanos submeteram os turdetanos, que haviam provocado a guerra entre os saguntinos e os cartagineses, que foram todos vendidos como escravos e tiveram sua capital, Turdetano, destruída.

Notas

  1. ↑ Com base na cronologia de Lívio (livro XXIV), Sagunto ficou seis anos em poder dos cartagineses, e não oito.

Referências

  1. 1 2 Smith, William (1854). Dictionary of Greek and Roman Geography. AURINX (em inglês). Londres: William Smith, LLD.
  2. ↑ Lívio, Ab Urbe Condita XXIV, 41.
  3. 1 2 3 Lívio, Ab Urbe Condita XXIV, 42.6.
  4. ↑ Lívio, Ab Urbe Condita XXIV, 41.4-5.
  5. 1 2 3 Lívio, Ab Urbe Condita XXIV, 42.5
  6. 1 2 3 Lívio, Ab Urbe Condita XXIV, 42.7-8.
  7. ↑ Lívio, Ab Urbe Condita XXIV, 42.4.
  8. ↑ Lívio, Ab Urbe Condita XXIV, 42.9-11.

Bibliografia

Fontes primárias

Fontes secundárias

  • Brizzi, Giovanni (1997). Storia di Roma. 1. Dalle origini ad Azio (em italiano). Bologna: Patron. ISBN 978-88-555-2419-3 
  • Duque, A. Montenegro; Blazquez Martinez, J.M. (1982). La Conquista y la Explotación Económica (em espanhol). 1. Madrid: Espansa Calpe S.A. 
  • Piganiol, André (1989). Le conquiste dei romani (em italiano). Milano: Il Saggiatore 
  • Scullard, Howard H. (1992). Storia del mondo romano. Dalla fondazione di Roma alla distruzione di Cartagine (em italiano). vol.I. Milano: BUR. ISBN 88-17-11574-6