| Burnt Friedman | |
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Friedman no Festival Pomladi, em Liubliana, em 2008 | |
| Informações gerais | |
| Nome completo | Bernd Friedmann |
| Nascimento | 1965 Coburgo, Alemanha |
| Gêneros | Música eletrónica, IDM, música experimental |
| Ocupação | Músico, produtor |
| Período em atividade | 1979–presente |
| Gravadoras | Nonplace, Ninja Tune, Scape |
| Afiliações | Flanger, Nine Horses, Drome, Some More Crime, Cyclopean |
Bernd Friedmann (Coburgo, 1965), conhecido como Burnt Friedman, é um músico e produtor alemão de música eletrónica. Em 2000 fundou a editora Nonplace. Entre os seus projetos contam-se a longa colaboração com o baterista Jaki Liebezeit [en], dos Can, na série de álbuns Secret Rhythms, e o duo Flanger, que forma com Uwe Schmidt.
Friedmann estudou arte em Kassel, antes de se dedicar exclusivamente à música no final da década de 1980, e frequentou depois, como estudante de pós-graduação, a Academia de Artes Mediáticas de Colónia [en]. As suas primeiras experiências musicais surgiram em Kassel: gravações caseiras e, na década de 1980, atuações improvisadas com caixas de ritmos, ao lado de amigos. No final da década de 1980 e no início da de 1990 integrou o projeto de techno de tendência industrial Some More Crime e o grupo Drome, que gravou para a Ninja Tune, incluindo o álbum The Final Corporate Colonization of the Unconscious (1994); ao longo da década de 1990 desenvolveu também as experiências que assinou como Nonplace Urban Field.
Em 1997, segundo a AllMusic, formou o duo Flanger com Atom Heart, pseudónimo de Uwe Schmidt; o primeiro álbum do projeto, Templates, saiu em 1999 pela Ntone, subeditora da Ninja Tune, e o duo passou depois para a própria Ninja Tune. Em 2000, a AllMusic data a formação do conjunto Burnt Friedman & The Nu Dub Players, cujos discos saíram pela editora Scape. No mesmo ano lançou a sua própria editora, a Nonplace, cujo nome pretende contrariar a ideia de que a música está ligada a um lugar geográfico.
Também em 2000 conheceu Jaki Liebezeit, antigo baterista dos Can. Juntos gravaram cinco álbuns da série Secret Rhythms, publicados pela Nonplace entre 2002 e 2013, e atuaram ao vivo em numerosas ocasiões. Segundo a biografia do músico, os dois desenvolveram uma música eletroacústica que se afasta conscientemente das fórmulas tradicionais da música da Europa Ocidental e anglo-americana. Com David Sylvian e Steve Jansen formou o projeto Nine Horses, que editou Snow Borne Sorrow (2006) pela Samadhisound, e com Liebezeit e Irmin Schmidt [en], também dos Can, gravou o EP Cyclopean (2013), editado pela Mute.
Em 2009 mudou-se para Berlim. Fez uma digressão por África com músicos locais, organizada pelo Instituto Goethe. Em 2014 publicou Cease to Matter, com Daniel Dodd-Ellis, e em 2015 o duo Flanger regressou com Lollopy Dripper, o primeiro álbum em quase dez anos. Seguiram-se YEK (2017), com o percussionista Mohammad Reza Mortazavi, tocador de tombak [en], Musical Traditions in Central Europe: Explorer Series Vol. 4 (2019), um álbum concebido como uma compilação etnológica fictícia, apenas com música sua, e Hexenschuss (2023).
Desde o início da colaboração com Liebezeit, o ritmo passou a ocupar o lugar central na obra de Friedmann, que se situa fora dos padrões rítmicos convencionais: a sua música desenvolve-se em ciclos sem início nem fim definidos, deixa para trás o compasso de 4/4 do techno e interessa-se por métricas ímpares, como as de nove tempos. Nos Secret Rhythms, Liebezeit sustentava os temas com padrões de bombo e timbalões, enquanto Friedman transformava digitalmente riffs de guitarra acústica, gongos e metais.