| Uwe Schmidt | |
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Uwe Schmidt em Montreal, em 2009 | |
| Informações gerais | |
| Nome completo | Uwe Schmidt |
| Nascimento | 27 de agosto de 1968 (58 anos) Frankfurt am Main, Alemanha |
| Gêneros | Música eletrónica, techno, música ambiente, glitch |
| Ocupação | Músico, compositor, produtor |
| Instrumentos | Bateria, caixa de ritmos, sampler |
| Período em atividade | 1986–presente |
| Gravadoras | Fax, Rather Interesting, Raster-Noton, Emperor Norton, Essay Recordings |
| Afiliações | Flanger, HAT |
| Página oficial | atom-tm |
Uwe Schmidt (Frankfurt am Main, 27 de agosto de 1968) é um músico, compositor e produtor alemão de música eletrónica, radicado no Chile. É mais conhecido como Atom™, um dos cerca de setenta pseudónimos que utilizou, entre os quais se contam também Atom Heart, Señor Coconut e Lassigue Bendthaus. Como Señor Coconut, ficou conhecido pelas versões em ritmos latino-americanos de temas dos Kraftwerk e dos Yellow Magic Orchestra.
Schmidt começou a tocar bateria por volta dos catorze anos e trocou-a depois por uma caixa de ritmos. Em meados da década de 1980 iniciou-se em Frankfurt como baterista e programador autodidata e, em 1986, foi um dos fundadores da editora de cassetes N.G. Medien. Em 1991 publicou o seu primeiro álbum, Matter, sob o nome Lassigue Bendthaus, um disco situado entre o acid, o techno, o electro e o EBM, com homenagens aos Kraftwerk.
No início e em meados da década de 1990 gravou techno, acid e trance sob vários nomes, sobretudo como Atom Heart. Associou-se à editora frankfurtiana Fax, de Pete Namlook [en], para a qual gravou discos como Orange, Datacide, Softcore e Coeur Atomique; com Namlook e Tetsu Inoue [en] contribuiu para definir o som melódico do trance e do techno de Frankfurt. Em 1994 fundou a editora Rather Interesting, que passou a funcionar como subsidiária da Fax dedicada aos seus projetos. Durante grande parte da década publicou pelo menos um álbum por mês. Colaborou com Bill Laswell e, com Haruomi Hosono [en], gravou dois álbuns como HAT.
Em 1996, segundo o festival CTM, mudou-se para Santiago do Chile, para explorar a música latino-americana, e lançou o projeto satírico Señor Coconut, dedicado a versões latinas de êxitos das décadas de 1970 e 1980. O primeiro álbum, El Gran Baile, saiu em 1997. Seguiu-se El Baile Alemán, que reinterpretava temas dos Kraftwerk em ritmos como a cumbia, a salsa e o merengue. Com Burnt Friedman formou o duo Flanger, de sonoridade influenciada pelo jazz, cujo primeiro álbum, Templates, saiu em 1999 pela Ntone, subeditora da Ninja Tune. Por volta de 2000 publicou também o álbum de versões Pop Artificielle, assinado como LB.
Como Señor Coconut editou ainda Fiesta Songs (2003), com versões de temas como «Smoke on the Water» e «Beat It», e Yellow Fever! (2006), com versões dos Yellow Magic Orchestra e participações dos seus três membros originais, Ryuichi Sakamoto, Haruomi Hosono e Yukihiro Takahashi [en]. Remisturou temas de artistas como Depeche Mode, Air, Cesária Évora e Towa Tei [en], e criou ainda projetos como Geeez 'n' Gosh.
Como Atom™, publicou Liedgut (2009) pela Raster-Noton, álbum nomeado para o Preis der deutschen Schallplattenkritik. Pela mesma editora seguiram-se Winterreise (2012), banda sonora para uma série de fotografias suas exposta em Tóquio e Frankfurt em 2011, e HD (2013), com participações de Jamie Lidell, Alva Noto e do cantor chileno Jorge González. Em 2014 publicou Bauteile, com Marc Behrens, e em 2015 o duo Flanger regressou com Lollopy Dripper. Seguiram-se, entre outros, a série Texturen e Walzerzyklus (2017), com a cantora Lisokot.
Em julho de 2024 foi um dos cabeças de cartaz do festival Outline, nos arredores de Moscovo. A participação de artistas ocidentais no festival foi criticada, entre outros, pela ativista ucraniana Maya Baklanova, segundo a qual esses artistas estavam a normalizar a guerra e o regime russo. Numa declaração no seu sítio oficial, Schmidt classificou as críticas como uma «campanha de difamação» e descreveu-se como uma pessoa «profundamente não-política, ou antes trans-política».