| Beyblade | |
Logotipo ocidental do anime. | |
| 爆転シュート ベイブレード (Bakuten Shūto Beiburēdo) | |
|---|---|
| Gêneros | Ação, fantasia científica, comédia dramática, hobby spokon |
| Mangá | |
| Escrito e ilustrado por | Takao Aoki |
| Editoração | |
| Selo editorial | Tentōmushi CoroCoro Comics |
| Revistas |
|
| Demografia | Shōnen |
| Período de publicação | 4 de agosto de 1999 – 15 de junho de 2004 |
| Volumes | 14 |
| Anime | |
| Beyblade | |
| Direção | Toshifumi Kawase |
| Estúdio | Madhouse |
| Licenciamento | |
| Emissoras originais | |
| Período de exibição | 8 de janeiro de 2001 – 24 de dezembro de 2001 |
| Episódios | 51 |
| Anime | |
| Beyblade: V-Force | |
| Direção | Yoshio Takeuchi |
| Estúdio | Nippon Animedia |
| Emissoras originais | |
| Período de exibição | 7 de janeiro de 2002 – 30 de dezembro de 2002 |
| Episódios | 51 |
| Anime | |
| Beyblade: G-Revolution | |
| Direção | Mitsuo Hashimoto |
| Estúdio | Nippon Animedia |
| Emissoras originais | |
| Período de exibição | 6 de janeiro de 2003 – 29 de dezembro de 2003 |
| Episódios | 51 (52 na versão americana) |
| Filme de anime | |
| Beyblade: Fierce Battle | |
| Direção |
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| Lançamento | 17 de agosto de 2002 |
| Duração | 70 min |
| Mangá | |
| Bakuten Shoot Beyblade: Rising | |
| Escrito e ilustrado por | Takao Aoki |
| Editoração | |
| Revista | CoroCoro Aniki |
| Demografia | Shōnen |
| Período de publicação | 15 de julho de 2016 – 25 de junho de 2021 |
| Volumes | 4 |
| Mangás relacionados | |
| Animes relacionados | |
Beyblade, também conhecido como Bakuten Shoot Beyblade (爆転シュート ベイブレード, Bakuten Shūto Beiburēdo), é uma série de mangá escrita e ilustrada por Takao Aoki, encomendada para promover a então nova linha de brinquedos da Takara, produzida com base em uma espécie de pião tradicional japonês. A história é sobre um grupo de garotos que participam de batalhas de beyblade e, entre amizades e conflitos, sonham em vencer campeonatos cada vez maiores.
Os capítulos foram originalmente publicados na revista mensal CoroCoro Comic, de agosto de 1999 a junho de 2004, e foram compilados em tankōbon, totalizando 14 volumes.
A série recebeu adaptação para anime, rendendo três temporadas de 51 episódios cada, sendo a primeira pela Madhouse e as duas seguintes pela Nippon Animedia. Foi ao ar pela TV Tokyo de janeiro de 2001 a dezembro de 2003. O anime foi licenciado e localizado em inglês pela Nelvana, sofrendo diversas modificações e servindo de base para as dublagens brasileira e portuguesa.
Na série, o beyblade é um esporte, por isso existem várias equipes que batalham entre si, tanto casualmente quanto em competições. A equipe principal, os Bladebreakers (no original: BBA Team), é composta por Tyson Granger (Takao Kinomiya), Kai Hiwatari, Max Tate (Max Mizuhara), Ray Kon (Rei Kon) e Kenny/Chief (Manabu Saien/Kyouju). Todos compartilhando o objetivo de se tornarem campeões mundiais.
A primeira temporada marca a estreia dos personagens principais e suas primeiras tentativas de tornarem-se campeões. Passando pelo Japão, China, Estados Unidos, Europa e Rússia, os Bladebreakers vão ganhando posições no torneio mundial, vencendo equipes como White Tigers, All Starz, Majestics e Demolition Boys. É uma temporada bem diferente das seguintes em estilo, os personagens têm traços mais angulosos e as beyblades são desenhadas em 2D.
Na segunda temporada, os Bladebreakers basicamente enfrentam dois grupos. A organização Psykick, que recruta bladers e utiliza de diversos artifícios no intuito de roubar-lhes as feras-bit. E os Santos Escudos (Saint Shields), que inicialmente desafiam os Bladebreakers para demonstrar poder, mas posteriormente revelam querer selar suas feras-bit em uma antiga rocha. São apresentados o sistema Magtran e uma nova protagonista, Hilary (Hiromi no original), que não luta, mas apoia a equipe. Com a troca de estúdio, estreia um novo estilo no anime. Os personagens têm traços mais suaves e as beyblades são modelos em 3D.
Um novo campeonato está iminente, mas dessa vez por mudança nas regras, os Bladebreakers separam-se e cada um tenta conseguir o título sozinho. Agora, o torneio estreia uma nova maneira de lutar, as equipas devem escolher dois ou três lutadores titulares e um de reserva. Dois protagonistas são adicionados: Daichi e Hiro (Hitoshi, no original), também conhecido por Shippuu no Jin (Jin Vendaval na versão brasileira e Jin de Gales, na portuguesa). A temporada mostra dois novos sistemas: Engine Gear e Hard Metal System. No final, os melhores lutadores da BEGA (Beyblade Entertainment Global Association), uma organização que surgiu no lugar da tradicional ALB, lutam contra Tyson e seus amigos para decidir quem dominará o mundo do beyblade. A temporada apresenta uma nova mudança no design. Os personagens parecem mais velhos, o traço volta a ser um pouco mais anguloso e as animações 3D das beyblades apresentam melhorias.
A maior parte dos personagens relevantes em Beyblade pertence a alguma equipe de alguma parte do mundo. Os personagens principais fazem parte da equipe que representa o Japão nas competições mundiais, os Bladebreakers, ou BBA Team, no original. São eles:
O mangá foi publicado originalmente na revista mensal CoroCoro Comic, de agosto de 1999 a junho de 2004. Em paralelo, a história lateral Beyblade Daichi foi serializada bimestralmente na Bessatsu CoroCoro Comic, de agosto de 2001 até fevereiro de 2004. Os capítulos também foram lançados em versão compilada, totalizando 14 volumes em tankōbon. O mangá não recebeu versões em português. Foi publicado em inglês na América do Norte pela VIZ Media, mantendo seu formato original da direita para a esquerda, porém os nomes foram trocados para serem ligados à versão em inglês do anime. A Chuang Yi também publicou o mangá em inglês em duas edições diferentes, uma para Singapura e outra para Austrália e Nova Zelândia.
| Nº | Data de lançamento | ISBN |
|---|---|---|
| 1 | 28 de janeiro de 2000 | 978-4-09-141403-8 |
| 2 | 28 de julho de 2000 | 978-4-09-141404-5 |
| 3 | 25 de dezembro de 2000 | 978-4-09-141405-2 |
| 4 | 22 de junho de 2001 | 978-4-09-141406-9 |
| 5 | 28 de novembro de 2001 | 978-4-09-141407-6 |
| 6 | 28 de fevereiro de 2002 | 978-4-09-141408-3 |
| 7 | 27 de julho de 2002 | 978-4-09-141409-0 |
| 8 | 28 de outubro de 2002 | 978-4-09-141410-6 |
| 9 | 28 de fevereiro de 2003 | 978-4-09-141429-8 |
| 10 | 28 de junho de 2003 | 978-4-09-141430-4 |
| 11 | 27 de setembro de 2003 | 978-4-09-143131-8 |
| 12 | 24 de dezembro de 2003 | 978-4-09-143132-5 |
| 13 | 28 de maio de 2004 | 978-4-09-143133-2 |
| 14 | 28 de julho de 2004 | 978-4-09-143134-9 |
Em 2016, Takao Aoki começou a trabalhar em continuação do mangá, chamada Bakuten Shoot Beyblade Rising, que foi publicada na revista trimestral CoroCoro Aniki. Revista irmã da CoroCoro Comic, em que foi publicado o mangá original, só que voltada a um público mais velho. Rising foi compilado em 4 volumes.
| Nº | Data de lançamento | ISBN |
|---|---|---|
| 1 | 12 de dezembro de 2017 | 978-4-09-142580-5 |
| 2 | 11 de abril de 2019 | 978-4-09-143018-2 |
| 3 | 12 de novembro de 2020 | 978-4-09-143247-6 |
| 4 | 11 de agosto de 2021 | 978-4-09-143335-0 |
A série ganhou uma adaptação em anime, que inicialmente foi ao ar pela TV Tokyo, de janeiro de 2001 a dezembro de 2003, rendendo três temporadas de 51 episódios cada. A primeira temporada foi adaptada pela Madhouse, e as duas seguintes pela Nippon Animedia. O anime é licenciado pela Nelvana na América do Norte, onde sofreu várias modificações. Fãs relatam cortes, alterações em nomes, falas de personagens, na trilha sonora e em trechos do vídeo, bem como personagens inventados para a versão localizada, que aparecem apenas pela voz (Dizzi, AJ Topper e Brad Best). Em Portugal, o anime passou na TVI, no Canal Panda e no Panda Biggs. No Brasil, estreou na TV a cabo pela Fox Kids, em outubro de 2002 às 18h, no bloco Invasão Anime, permanecendo na grade após mudança para Jetix em 1 de agosto de 2004. Chegou à TV aberta pela Rede Globo, na programação especial da TV Globinho de 6 a 17 de outubro de 2003, junto a outras animações inéditas, e só começou a fazer parte da programação regular no ano seguinte. Passou também pela fase de 2005 do TV Xuxa, que exibiu quase até o final do V-Force. Em ambos os países foram exibidas versões baseadas na da Nelvana. No streaming, a obra já esteve no catálogo inicial da Netflix no Brasil e estreou na Pluto TV em 21 de abril de 2021. Desde janeiro de 2021O os episódios estão sendo disponibilizados gratuitamente em português brasileiro, além de inglês e espanhol latino, no canal oficial da série no YouTube. Em abril de 2024 o canal oficial de Beyblade no Brasil também começou a subir os episódios, porém dessa vez no formato de dois episódios por vídeo, tocando apenas uma vez a abertura e o encerramento.
Beyblade: Fierce Battle ou Bakuten Shoot Beyblade The Movie: Gekitou!! Takao vs Daichi, como é conhecido no original, é um longa-metragem de animação que estreou nos cinemas japoneses em 17 de agosto de 2002, durante a segunda temporada. O filme antecipa a introdução de Daichi, que no anime semanal só acontece no início da terceira temporada, com detalhes reformulados como o local e as circunstâncias do encontro, além de reiniciar a dinâmica entre Tyson e Daichi. Por isso, fãs consideram os eventos do longa alternativos à terceira temporada.
Na época, o filme não foi lançado no Brasil, porém esteve no catálogo da Netflix na chegada do serviço ao país, no início de setembro de 2011. Existe uma versão em DVD lançada pela marca espanhola Jonu Media que conta com legendas em português de Portugal.
Tyson está recebendo a premiação do Campeonato Japonês de Beyblade quando de repente chega um novo personagem e o desafia. Seu nome é Daichi Sumeragi, um garoto do interior que jurou ser o melhor do Japão e não vai desistir tão fácil. Em meio à intensa batalha dos dois, numa caverna distante dali, o lacre de antigos poderes das trevas é quebrado. Não tarda até que os poderes malignos ameacem a ordem, e um grupo de crianças aparece misteriosamente, os Shadow Bladers, Steven, Ashley, Daniel e Henry, em busca da dita quinta Fera Sagrada. Uma batalha entre luz e trevas tem início.
| Aberturas | Encerramentos | ||||
|---|---|---|---|---|---|
| Nº | Música Tema | Episódios | Nº | Música Tema | Episódios |
| 1 | "Fighting Spirits -Song for Beyblade-" (por System-B) | 1–51 | 1 | "Cheer Song" (por System-B) | 1–51 |
| 2 | "Off the Chains" (por Toss & Turn) | 52–72 | 2 | "Urban Love" (por Shiori) | 52–72 |
| 3 | "Jet" (por Fairy Fore) | 73–102 | 3 | "What's the Answer?" (por Retro G-Style) | 73–102 |
| 4 | "Bokura no Jidai e -Go Ahead-" (por Motoko Kumai) | 103–133 | 4 | "Oh Yes!!" (por Sista with Yuka) | 103–119 |
| 5 | "Kaze no Fuku Basho" (por Makiyo) | 120–133 | |||
| 5 | "Identified" (por Springs) | 134–154 | 6 | "Sign of Wish" (por Makiyo) | 134–154 |
Nota: Na versão norte-americana e suas derivadas, todos os temas foram substituídos por "Let's Beyblade", sendo que foi utilizada com vocal nas aberturas e em versão instrumental nos encerramentos. A música teve a letra escrita por Arlene Bishop e Blair Packham e execução por Sick Kid com participação de Lukas Rossi.
O primeiro jogo da franquia, Jisedai Bēgoma Battle Beyblade (次世代ベーゴマバトル ベイブレード), foi lançado antes mesmo do mangá. A maior parte dos conceitos foi descontinuada, mas os personagens Tyson, Kai e Hiro vieram daí, e só depois foram trabalhados por Aoki para chegar à história mais conhecida. Depois disso, vários jogos baseados na série foram lançados, passando por consoles como Game Boy Color, Game Boy Advance, PlayStation e GameCube. Como em quase todos os jogos baseados em histórias originais (isto é, que não eram jogos inicialmente), esses também receberam muitas críticas negativas.
Segundo informou Flávio Medeiros, o então responsável pela programação da Fox Kids na América Latina, ao Estadão de 1 de outubro de 2002, a audiência de Beyblade nos Estados Unidos havia superado as expectativas iniciais. O anime estreou na TV a cabo brasileira na semana seguinte. Em 29 de junho de 2003, o jornalista Daniel Castro relatou na coluna Outro Canal, da Folha de S.Paulo, que os brinquedos da linha já eram cobiçados por crianças e adolescentes de colégios particulares em São Paulo e no Rio de Janeiro, antes mesmo da estreia na TV aberta pela Rede Globo, que ocorreu no mesmo ano.