| População total | |
|---|---|
| desconhecida | |
| Regiões com população significativa | |
| Línguas | |
| dialeto caipira | |
| Grupos étnicos relacionados | |
| caipiras e caboclos |
Os birivas (também conhecidos como biribas ou beribas) são os habitantes das regiões serranas do Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Descendem de caipiras – bandeirantes e tropeiros – que migraram de São Paulo e do atual Paraná com a finalidade de povoar a região, se concentrando principalmente na Serra Gaúcha, Região das Missões, Campos de Cima da Serra, Meio-Oeste Catarinense, partes do Contestado e Sudoeste do Paraná. Eram identificados pela sua aparência um tanto diferente do gaúcho primitivo e por terem um sotaque variado do dialeto caipira.
A origem do termo "biriva" ainda é discutida, uma das teorias é que o nome tenha origem tupi ou guarani, e que era um apelido dado aos paulistas comedores de biribá, fruta nativa da Mata Atlântica.

Antes do surgimento da Capitania de São Pedro do Rio Grande do Sul e do atual gaúcho, os paulistas estavam interessados no comércio dos gados xucros que habitavam o Rio Grande do Sul e da Colônia do Sacramento. Durante a vinda dos tropeiros paulistas, ou seja, os que comercializavam gado, foi reunida a criação de gado livre pelos campos. As mulas, os cavalos e o gado franqueiro foram levados pelos tropeiros para a venda nas feiras de gado em Sorocaba, e de lá seria por meio dos tropeiros revendido e espalhados estes animais pelo Brasil, principalmente para a que as mulas servissem de escoação do ouro nas Minas Gerais. O movimento tropeiro surgiu da necessidade em que os bandeirantes paulistas e a Coroa Portuguesa tinha de escoação do ouro das Minas até os portos do litoral. No trajeto de passagem dos tropeiros, foram surgindo pousos, e com isso ocorreu o surgimento de inúmeros povoados no Rio Grande do Sul, como: Cruz Alta, Passo Fundo, Lagoa Vermelha, Vacaria e etc. Os tropeiros também foram os organizadores das primeiras estâncias, ou seja, propriedades onde se cria gado. Os tropeiros, que transportavam o gado muar para a Feira de Sorocaba, foram os primeiros devotos de Nossa Senhora das Brotas entre os séculos XVIII e XIX.
A história e a cultura do Rio Grande do Sul está intimamente ligada a atividade vivida pelos tropeiros, visto que a exploração pastoril se constituiu no grande embolo, de ação civilizadora não só no Estado, como em toda a região Sul, São Paulo e Minas Gerais. O Biriva trazia peculiaridades na metodologia de seu trabalho rural, no encilhar o cavalo, no modo de falar, na maneira de cantar, na forma de dançar, no alimentar-se e até mesmo na originalidade do trajar-se. Enfim, possui uma identidade cultural, que os distingue até hoje do gaúcho da campanha.

A indumentária tradicional biriva varia bastante de tempo em tempo, mas possui claras heranças dos trajes dos bandeirantes e dos tropeiros antigos, que eram uma mescla de heranças europeias e indígenas, esta eram as indumentárias mais comuns entre os tropeiros birivas:
Conforme pesquisa de Paixão Côrtes, foram encontrados quatro temas bailáveis: Chico do Porrete, Dança dos Facões, Fandango Sapateado (ou Fandango Primitivo) e a Chula.
A musicalidade biriva destaca-se pela simplicidade da sua música, nela instrumentos como a viola caipira, a rabeca, pandeiro, a gaita combinando com o som de um sapateado, semelhante a musicalidade caipira. Atualmente a musicalidade biriva influenciou muito a música gaúcha riograndense, bem como a uruguaia e entrerriana. Dentre ritmos de origem biriva: