Brigitte Vasallo

Brigitte Vasallo
Nascimento
1973

NacionalidadeEspanhola
OcupaçãoEscritora

Brigitte Vasallo (Barcelona, 1973) é uma escritora, professora e ativista antirracista, feminista e LGBTI espanhola, conhecida especialmente por sua crítica da islamofobia de gênero, a denúncia do purplewashing e o homonacionalismo, bem como por sua defesa do poliamor nas relações afetivas.

Biografia

Filha de uma família galega migrada a França e depois à Catalunha. Tem vivido boa parte de sua vida adulta em Marrocos, o que lhe permitiu adquirir uma perspectiva do pensamento etnocéntrico e colonial hegemónico da sociedade ocidental.

Colabora geralmente com diversos meios de comunicação como eldiario.es, Catalunya Ràdio, Diagonal, La Directa ou Pikara Magazine, além de dar numerosas conferências. Assim mesmo, é docente do Màster de Gènere i Comunicació da Universidade Autónoma de Barcelona.

Obra

A obra de Brigitte Vasallo estrutura-se em torno de dois eixos principais. Por um lado, analisa a interseccionalidade entre o racismo e a misoginia, particularmente sobre como afeta às mulheres muçulmanas. Neste sentido, denuncia o purplewashing e o pinkwashing, ou como se instrumentaliza o feminismo e os direitos LGBTI para justificar a xenofobia, deixando de ser fins em si mesmos.

Por outro lado, valoriza outras formas de relacionar-se afetivamente, aparte da tradicional monogamia, que superem a fidelidade como um modo de posse e o amor como um bem limitado. No entanto, também adverte como o neoliberalismo pode apropriar-se do poliamor desde uma perspectiva individualista que reproduz as estruturas de poder herdadas e que coisifique as pessoas e seus corpos como um objeto de consumo a mais.

Livros

Livros


Referências

  1. ↑ Aula Oberta. Saber, hacer, comprender. Centre de Cultura Contemporània de Barcelona. 14 de gevereiro de 2017.
  2. ↑ Brigitte Vasallo: "El pensamiento monógamo genera identidades cerradas que operan con violencia". Diagonal. 10 de fevereiro de 2016.
  3. ↑ Brigitte Vasallo: “Pensar que el burka es patriarcal y que las mujeres no tienen manera de redomarlo es una mirada colonial”. AraInfo. Diario Libre d'Aragón. 8 de dezembro de 2014.
  4. ↑ (em catalão) Docents. Màster en Gènere i Comunicació. UAB.
  5. ↑ Burkas en el ojo ajeno: el feminismo como exclusión. Pikara Magazine. 4 de dezembro de 2014.
  6. ↑ Del pornoburka al purplewashing, los trucos más sucios contra el feminismo. El Confidencial. 3 de abril de 2016.
  7. ↑ Conchita Wurst y los peligros del homonacionalismo. Diagonal. 21 de maio de 2014.
  8. ↑ Romper la monogamia como apuesta política. Pikara Magazine. 22 de março de 2013.
  9. ↑ #OccupyLove: por una revolución de los afectos. Diagonal. 5 de fevereiro de 2014.
  10. ↑ El poliamor ‘is the new black’. Pikara Magazine. 22 de outubro de 2014.
  11. ↑ «Pornoburka: desventuras del Raval y otras f(r)icciones contemporáneas». Tipos Infames (em espanhol). Consultado em 23 de agosto de 2025
  12. ↑ «Pornoburka. Desventuras del Raval y otras f(r)icciones contemporáneas». Virus Editorial (em espanhol). Consultado em 23 de agosto de 2025
  13. ↑ «Pensamiento monógamo, terror poliamoroso». La Oveja Roja (em espanhol). Consultado em 23 de agosto de 2025
  14. ↑ «O desafio poliamoroso: por uma nova política dos afetos». Editora Elefante. Consultado em 23 de agosto de 2025
  15. ↑ «Mentes insanas. Ungüentos feministas para males cotidianos». RBA Libros (em espanhol). Consultado em 23 de agosto de 2025
  16. ↑ «Lenguaje inclusivo y exclusión de clase». Larousse Editorial (em espanhol). Consultado em 23 de agosto de 2025
  17. ↑ «Tríptico del silencio. El exilio sin nombre». La Oveja Roja (em espanhol). Consultado em 23 de agosto de 2025