Coro Académico da Universidade do Minho

Logo of the Academic Choir of the University of Minho, Portugal - CAUM
Informações
Sigla CAUM
Cidade Braga
País Portugal
Naipes Soprano, Contralto, Tenor, Baixo
Página Oficial www.caum.pt
Página Oficial Facebook CAUM

O Coro Académico da Universidade do Minho (CAUM) é um coro amador misto a cappella, formado essencialmente por estudantes e ex-estudantes da UMinho.[carece de fontes]?

História

Logo antigo

O CAUM – Coro Académico da Universidade do Minho é um coro amador misto, formado essencialmente por estudante e ex-estudantes da UMinho. É o grupo cultural da academia com mais anos de atividade, sendo uma associação cultural sem fins lucrativos, fundada em janeiro de 1989, e reconhecida como Pessoa Coletiva de Utilidade Pública em junho de 2004.[carece de fontes]?

Ao longo de mais de 30 anos, tem construído uma identidade própria no panorama cultural português, aliando a alegria da sua juventude aos encantos da música coral de todas as épocas, especialmente da música portuguesa. Criado com o fim de divulgar a música coral e instrumental, e de proporcionar um espaço de convívio musical (no qual promove o gosto de cantar e desenvolve a sensibilidade artística dos seus associados), já realizou mais de oito centenas de concertos, pelos quais passaram mais de setecentos coristas.[carece de fontes]?

Privilegiando o repertório a cappella, da renascença à atualidade, tem também atuado com acompanhamento de quinteto de metais e quarteto de cordas, entre outros. A presença deste grupo no cenário musical tem-se pautado por uma atitude de abertura e pluralismo, tendo já colaborado com vários grupos e formações de diversas áreas da música.[carece de fontes]?

Afirmada a sua identidade cultural, o CAUM passou a apresentar-se além-fronteiras em diversos encontros de coros. Realizou digressões ao Brasil (2004); à Ilha da Madeira (2006); aos Açores (2009); ao Algarve (2012); pela Europa (2013); por Itália, do Adriático a Roma (2015); por Praga e Berlim (2016); à Ilha de Santiago, em Cabo Verde (2017), tendo organizado um projeto musical e social; pela Bulgária e Roménia (2018); a Provença, em França (2019); pelo litoral de Portugal (2022); à Hungria (2024); e novamente por Itália, dos Alpes a Roma (2025).[carece de fontes]?

Desde 1995 tem editado diversos álbuns. O primeiro, intitulado Vozes e Espaços, foi gravado em Braga, na Sé Catedral e no Salão Medieval da Reitoria da UMinho, e em Guimarães, no Paço dos Duques de Bragança (2001). Da natural sintonia das vozes CAUM e instrumentos da Azeituna, surgiu uma realidade que transcende a dimensão de cada um dos grupos Coro Sobre Azul (2003). Na celebração dos 15 anos de atividade editou um CD multimédia intitulado Hino da Universidade do Minho (2004). Posteriormente, procedeu à gravação na Capela da Faculdade de Teologia do CD Dormindo está o Menino (2006), composto na sua totalidade por reportório de natal. No ano de 2006 o CAUM voltou a gravar no Auditório da Academia de Música de Paços Brandão e na Capela da Faculdade de Teologia um novo CD, Homenagem a Fernando C. Lapa, uma homenagem ao seu fundador e primeiro diretor artístico, lançado com um livro no qual se encontram as partituras de todas as músicas contidas no disco. Cultivando uma partilha de cultura musical e da arte coral, o CAUM lançou, em 2017, um novo álbum, Na promessa de uma canção, uma coletânea de arranjos de Rui Paulo Teixeira, onde se comemora, acima de tudo, a amizade.[carece de fontes]?

Desde a sua fundação, até agosto de 2004, o CAUM foi dirigido de forma exemplar por Fernando C. Lapa, que deixou, no coro, a distinção das suas qualidades musicais e humanas. Entre abril e dezembro de 2005, a regência do CAUM foi assumida por Magna Ferreira, tendo depois, entre janeiro de 2006 e dezembro de 2017, sido assegurada por Rui Paulo Teixeira (que já tinha desempenhado as mesmas funções entre outubro de 2004 e março de 2005). A janeiro de 2018, foi Sílvio Cortez quem aceitou o desafio de guiar o CAUM, tendo-o feito até outubro de 2022. Durante o ano seguinte, é Cosme Campinho que assume o lugar, e posteriormente, até ao fim do ano de 2025, César Freitas.[carece de fontes]?

Atualmente, dirigido pelo Maestro Sílvio Cortez, o CAUM – Coro Académico da Universidade do Minho é composto pela voz e amizade de cerca de 60 coristas.[carece de fontes]?

Traje e simbologia

O coro a atuar em 2025

Enquanto Coro Académico da Universidade do Minho, nas atuações todos os coristas apresenta-se com o Traje Académico da Universidade do Minho, (com exceção do tricórnio), envergando o brasão do CAUM cosido no braço esquerdo do casaco e transportando uma capa vermelho escuro com o respetivo brasão, para transporte de partituras.[carece de fontes]?

Adicionalmente, os coristas ditos efetivos, sobre o ombro direito colocam o "Coralinho": uma peça em linho cru, debruada a cetim preto e com o logótipo do CAUM bordado a preto, símbolo de mérito e de trabalho desempenhado enquanto membro integrante do CAUM.[carece de fontes]?

Brasão

O escudo representa o peito, ou coração, que alberga a alma (simbolizada pela flor). A estrela no seu centro representa o espírito contido dentro da alma, sob forma de centelha ou semente. Do coração nasce a criação artística, flui o cântico (pauta/livro) – que é a actividade essencial do Coro. Acima do escudo, o elmo (cabeça) representa o espírito, ignizado pela inspiração vinda do íntimo e pela inspiração vinda do exterior. O trovão, por sua vez, simboliza a combinação da alma e do espírito (uma inspiração que toca tanto o coração como a cabeça). O fogo de Prometeu (dourado) arde no interior da Universidade do Minho (vermelho) e no sangue do Jacinto vermelho), expressando-se sob a forma de cântico colectivo (caum).[carece de fontes]?

Coralinho

Aquando da passagem de associado caloiro a associado efetivo, o caloiro recebe o coralinho, símbolo do empenho, dedicação e trabalho árduo da sua caminhada enquanto caloiro. É um símbolo de mérito, de finalização de uma etapa e concretização eficaz de todo o seu esforço. No entanto, é também símbolo de uma nova etapa, de novas responsabilidades e obrigações para com o CAUM, uma etapa em se sentirá o verdadeiro "peso" deste elemento.[carece de fontes]?

O coralinho é uma peça em linho que recai sob ombro direito, por cima do casaco do traje. Em toda a volta, vê-se um recorte preto e, na frente, encontra-se o anterior logótipo do CAUM, símbolo das raízes de todo e qualquer membro desta organização.[carece de fontes]?

Principais Eventos

Puer Natus Est (PNE)

O "Puer Natus Est" é um dos pontos altos do CAUM – o tão famoso concerto de Natal que se realiza na Sé de Braga e tem, por norma, uma causa social associada. Neste concerto procura-se sempre a participação de outros grupos culturais, tornando mais rico este momento musical que enche a Sé de Braga e os corações de quem assiste. A música, quando partilhada, ganha, sem dúvida, mais vida e calor.[carece de fontes]?

Para além disso, e desde há muito, é também um momento de passagem de associados caloiros a associados efetivos, ganhando, assim, uma simbologia especial para o coro e os seus membros. É talvez por isso que este concerto junta diferentes gerações passadas que depois sobem ao “palco” para entoarem a peça final.[carece de fontes]?

Para além de se cantar, trazer cultura e novidade à cidade de Braga e apoiar diversas causas sociais, reafirmam-se laços na família CAUM, acresce a responsabilidade dos associados e o carinho dos que já por cá andaram e tornaram possível este sonho que hoje vivemos.[carece de fontes]?

Vozes Sobre a Cidade (VSC)

De modo a mostrar todo o trabalho realizado durante o ano letivo, no final deste mesmo, no início de julho, o CAUM realiza o "Vozes Sobre a Cidade", enchendo de música um dos lugares mais emblemáticos de Braga - os escadórios do Bom Jesus. Este é, como todos os outros, um concerto de entrada gratuita. Visa-se, para além da aproximação do CAUM com a cidade, marcar o final de mais um ano letivo, para muitos, o final do percurso académico e, às vezes, da caminhada no CAUM (apenas no conceito de caminhada mais próxima e presente, porque a verdadeira nunca acaba).[carece de fontes]?

Tal como o PNE, o VSC é também um momento de passagem de associados caloiros a associados efetivos.[carece de fontes]?

Também a este concerto, durante os últimos anos, temos apostado em trazer uma cultura que nos é mais próxima, com parcerias com os grupos da casa. Passando por teatro, dança e música interpretada de diferentes formas, o CAUM tem explorado aquilo que a Academia Minhota tem para oferecer.[carece de fontes]?

Encontro de Coros Universitários (ECU)

Em meados de abril, o CAUM realiza, bienalmente, o ECU, um encontro de coros universitários que visa a promoção de partilha de experiências e conhecimentos entre coros de diferentes universidades e regiões do país e/ou globo. Este é também um marco bastante significativo nas atividades do grupo, uma vez que junta muitos coros e os laços intergrupais também vão, aos poucos, surgindo.[carece de fontes]?

São já vários, os coros nacionais e internacionais com os quais o CAUM se vai constantemente cruzando durante esta caminhada. Sendo esses mesmos, os amigos que se pretende trazer, a cada edição, ao ECU.[carece de fontes]?

Colaborações/Participações

A presença deste grupo no cenário musical tem-se pautado por uma atitude de abertura e pluralismo. Nesta perspetiva colaborou com vários grupos e formações em variados momentos:[carece de fontes]?

A participação na arte dramática constituiu mais uma das suas formas de intervenção cultural: na gravação da música para as peças de teatro “O Arquitecto e o Imperador da Assíria” de Arrabal e “Partir a meio-dia” de Paul Claudel (1996) e na apresentação de “A Luz Irrompe em Lugares Estranhos” (2003 e 2004), um espetáculo organizado em parceria com o Sindicato de Poesia, com encenação de António Durães e musicalidade de Fernando C. Lapa em poemas de Alexandre O’Neill, E. Mello e Castro, Herberto Hélder e Miguel Torga. Em 2012 apresentou-se em Ponte de Lima em colaboração com o Grupo de Teatro Unhas do Diabo no Festival de Teatro de Rua de Ponte de Lima (RUARTE) com a apresentação da lenda local "Unhas do Diabo", num espetáculo ao ar livre junto ao Rio Lima.[carece de fontes]?

Em parceria com a Orquestra ARTAVE interpretou, em diversas cidades do Norte de Portugal, repertório coral-sinfónico: “Magnificat” de Vivaldi, excertos do “Messias” de Hændel e da “Criação” de Haydn, “Cantata BWV61” de J.S. Bach, “Cantata Der Herr ist mit mir” de Buxtehude, “Lauda Sion” e “Salmo 42” de Mendelssohn, “From The Bavarian Highlands” de Elgar e “Cantares de Natal” de Fernando C. Lapa.[carece de fontes]?

Discografia

O CAUM iniciou a sua discografia com algumas interpretações no CD “Estes anos são viagem” , editado pela Rádio Universitária do Minho (1995) sendo também um dos coros representados na coletânea “Os Melhores Coros Amadores da Região Norte” (1997).[carece de fontes]?

O seu primeiro CD tem como título “Vozes e Espaços” e foi gravado em Braga, na Sé Catedral e no Salão Medieval do Largo de Paço, e em Guimarães, no Paço dos Duques de Bragança (2001).[carece de fontes]?

Como grupo convidado participou na gravação dos álbuns “Al rescate del alma” da cantora galaico-portuguesa María do Ceo (2002) e “Se as capas falassem” da Azeituna (2002). Da natural sintonia das vozes do CAUM e dos instrumentos da Azeituna, surgiu uma realidade que transcende a dimensão de cada um dos grupos, sob a forma de uma série de espetáculos conjuntos e da gravação de um CD “Coro Sobre Azul” (2003).[carece de fontes]?

Na celebração dos 15 anos de atividade o CAUM editou um CD multimédia intitulado “Hino da Universidade do Minho” (2004). O sonho de gravar um CD de Natal foi concretizado no projecto “Dormindo está o Menino” (2006), que contém um espólio riquíssimo de músicas de Natal com acompanhamento de órgão. O CD “Homenagem a Fernando C. Lapa” (2008) contém as mais importantes peças da história coral do CAUM da autoria deste maestro. Esta edição especial pretende ser uma singela homenagem à obra coral do compositor e inclui um livro único que contém as partituras de todas as peças gravadas.[carece de fontes]?

Dando seguimento ao cultivo de uma partilha de cultura musical e da arte coral, o CAUM lançou, em 2017, um novo álbum, “Na promessa de uma canção”, uma coletânea de arranjos do Maestro Rui Paulo Teixeira, onde se comemora, acima de tudo, a amizade.[carece de fontes]?

Lista ordenada de discografia

Vozes e Espaços (2001)

Número Nome
1 Hino da academia
2 Ay linda amiga
3 Na fonte está Lianor
4 Regina coeli laetare
5 Sanctus (da Missa de Feria)
6 Sanctus (do Requiem à memória de Camões)
7 Amazing grace
8 Sometimes I feel
9 Do varão nasceu a vara
10 Não segueis o trigo verde
11 Senhora Santa Cat'rina
12 Cantares
13 Berceuse
14 Éveille-toi, Renaud
15 O come, all ye faithfull
16 Adeste fideles
17 The first nowell
18 Heillige nacht
19 Fé

Coro Sobre Azul (2003)

Número Nome
1 As giestas
2 Cantares
3 O Mostrengo
4 A moda do chapéu ao lado
5 O Douro passa a cantar
6 Ó meu amorzinho
7 Versos de amor
8 Na fonte está Lianor
9 Adeus ó Braga
10 Hino da Academia

Hino da Universidade do Minho (2004)

Número Nome
1 Hino da Universidade do Minho

Dormindo está um menino (2006)

Número Nome
1 Pilgrim
2 Es ist ein Ros' entsprungen
3 Natal de Penamacor
4 Em Belém o Salvador
5 Do varão nasceu a vara
6 Amazing grace
7 I can tell the world
8 Noël
9 Dormindo está um menino
10 Eu hei-de m'ir ao presépio
11 Alegrem-se os céus e a terra
12 Amen
13 Extra: Gente humilde

Homenagem a Fernando C. Lapa (2008)

Número Nome
1 A gente vai continuar
2 O galo é o dono dos ovos
3 Maio, maduro Maio
4 Marinheiro
5 Ó minha mãe venha 'vere'
6 Ró-ró
7 Amazing grace
8 Deep river
9 I courted a wee girl
10 Winter, fire and snow
11 The last rose
12 Caminhando vai José
13 Pastores que andais na serra
14 Eu hei-de m'ir ao presépio
15 Alegrem-se os céus e a terra
16 Já
17 Breve
18 Provérbio
19 Responso
20 Ailitla
21 Discurso

Na Promessa de uma Canção (2017)

Número Nome
0 20th Century Fox
1 White Winter Hymnal
2 What a Wonderful World
3 Fix You
4 Este Linho é Mourisco
5 Menina Estás à Janela
6 Leãozinho
7 Passou por mim e sorriu
8 When I sing
9 PIlgrim
10 Rolling in the deep
11 Lullabye
12 De um negro a chama

Hino da Universidade do Minho

História do Hino

A ideia de criar um hino para a Universidade do Minho partiu da Associação Académica da Universidade do Minho em 1995, num momento de particular vitalidade da nova Academia Minhota. O poeta José Manuel Mendes e o compositor Fernando C. Lapa foram os autores contratados. Assim nasceu o Hino da Academia, o qual tomou a designação de Hino da Universidade do Minho após a sua aprovação pelo Senado Universitário, no dia 17 de janeiro de 2004, como hino oficial da universidade. Mais do que a exaltação à instituição, é uma feliz expressão dessa experiência marcante que constitui, para muitos jovens, a passagem pela universidade.[carece de fontes]?

O Hino da Universidade do Minho foi gravado pelo Coro Académico da Universidade do Minho em 1995, figurando na abertura do CD Estes Anos São Viagem editado pela Rádio Universitária do Minho. Foi nessa ocasião ensaiado também pela Azeituna e pela Tuna Universitária do Minho, sendo interpretado por essas tunas e pelo coro em diversas ocasiões. Foi gravado em 2001 pelo Coro Académico, com acompanhamento de piano, sendo a peça de abertura do CD Vozes e Espaços. Foi também gravado novamente em 2003, no projeto do CD Coro sobre Azul, onde é tocado pela Azeituna e cantado pelo CAUM.[carece de fontes]?

Ligações externas

Referências