| Cabezas Cortadas | |
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| Cabeças Cortadas (bra) | |
Cartaz promocional | |
| Espanha Brasil 1970 • cor • 94 min | |
| Gênero | drama |
| Direção | Glauber Rocha |
| Roteiro | Glauber Rocha |
| Idioma | espanhol |
Cabezas Cortadas é um filme hispano-brasileiro de 1970, do gênero drama, cuja direção e roteiro são do cineasta Glauber Rocha. O título faz alusão ao pensamento grego simbolizado por suas estátuas e na cabeça está a criação de tudo, da razão, a loucura, artes, realizações. A cabeça cortada é de uma estátua grega.
Barcelona, 1970. Neste Clássico de Glauber Rocha, uma fusão de um delírio déspota na terra de General Franco, já que o filme foi filmado na Espanha dos anos 70. Diaz, vivido por Francisco Rabal foi o regente de Eldorado, e vive dentro de um castelo que é sua clausura mental, e em seus delírios sonha nostálgico com o poder que possuía naquele pais imaginário de Terra em Transe.
A história se desenrola neste delírio de opressão aos índios, trabalhadores e camponeses que, na ilusão de Diaz, pretendem matá-lo, entre eles um pastor, vivido por Pierre Clementi, que realiza milagres ao redor do castelo. A loucura de Diaz cresce à proporção que ele percebe que já não possui nenhum poder, aprisionando uma camponesa, (Rosa Maria Penna), que para ele é o símbolo da pureza.
Cabezas Cortadas ganhou apenas um prêmio: o São Saruê, da Federação de Cineclubes do Estado do Rio de Janeiro, em 1979, 9 anos após sua estreia na Europa.