Canha | |
|---|---|
| Gentílico | canhense |
| Localização de Canha em Portugal | |
| Coordenadas: 38° 46′ 07″ N, 8° 37′ 34″ O | |
| Região | Área Metropolitana de Lisboa |
| Sub-região | Área Metropolitana de Lisboa |
| Distrito | Setúbal |
| Município | |
| Código | 150701 |
| Governo | |
| • Tipo | Junta de freguesia |
| • Presidente | Henrique do Nascimento Gomes |
| Área | |
| • Total | 207,73 km² |
| População | |
| • Total (2021) | 1 566 hab. |
| Densidade | 7,5 hab./km² |
| Orago | Nossa Senhora da Oliveira |
| Sítio | https://www.jf-canha.pt/ |
Canha é uma vila portuguesa que é sede da Freguesia de Canha do Município de Montijo, freguesia que tem 207,73 km² de área e 1566 habitantes (censo de 2021), tendo, por isso, uma densidade populacional de 7,5 hab./km².
Canha é uma das três freguesias do Município de Montijo que constituem o exclave situado a leste da porção principal (de facto, de menor extensão territorial), onde se situa a sede municipal. As outras duas freguesias do exclave são Pegões e Santo Isidro de Pegões.
Canha foi vila e sede de concelho entre 1172 e 1836, sendo então integrado no concelho de Montemor-o-Novo. Recuperou a categoria de concelho durante um curto período em 1838, sendo então integrado definitivamente no atual município. Era constituído apenas pela freguesia da vila e tinha, em 1801, 992 habitantes.
A população registada nos censos foi:
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| Distribuição da População por Grupos Etários | ||||
|---|---|---|---|---|
| Ano | 0-14 Anos | 15-24 Anos | 25-64 Anos | > 65 Anos |
| 2001 | 212 | 242 | 963 | 491 |
| 2011 | 197 | 118 | 863 | 511 |
| 2021 | 147 | 143 | 711 | 565 |
Nota: Com lugares desta freguesia foi criada a Freguesia de Santo Isidro de Pegões (decreto-lei nº 41.320, de 14/10/1957) e pela Lei n.º 94/85, de 4 de Outubro, a Freguesia de Pegões
A vila de Canha, cujo padroeiro é Nossa Senhora da Oliveira, é a cabeça da freguesia com maior dimensão do Município de Montijo e tem de área 207,73 km2. O nome da localidade provavelmente provém da existência na região de profusão de canas[carece de fontes], daí o topónimo de Villa Nova de Canya. Devido à sua excelente localização geográfica, atraiu desde longa data a fixação do homem, como atestam os diversos vestígios encontrados na proximidade da sua ribeira, datáveis do paleolítico. Do neolítico há a registar a existência de uma sepultura megalítica tipo cista. A presença de um castro neolítico também foi referenciada na região. Do período da ocupação romana do território encontram-se vestígios da sua passagem por Canha, nomeadamente na área do Monte do Escatelar onde se encontra os restos de uma presumível “Villae”. De salientar a existência de um fragmento de mosaico policromo, actualmente inserido numa das habitações do monte e de diversos materiais cerâmicos.
A freguesia é constituída por terrenos agrícolas, bastante férteis, que lhe conferem um carácter rural por excelência. A Agricultura foi a sua característica principal até aos nossos dias e que também se reflectiu na única experiência industrial acontecida que foi a conserva de polpa de tomate na fábrica da Tocam que fechou em 1989.
No casario da Vila é patente o traçado tipo alentejano. O seu casario de piso térreo é maioritariamente caiado de branco com barras azuis ou cinzentas, num compromisso paisagístico que marca esta zona de transição entre campos ribatejanos e a planície alentejana.
Assim durante o período da reconquista, Canha aparece como limite do Castelo de Alcácer do Sal e, posteriormente, juntamente com Cabrela e o Castelo de Belmonte (Samora Correia), fazia parte das sentinelas avançadas que defrontavam os mouros, pertencendo a defesa deste território à cavalaria e mestrado de Santiago.
| Partido | % | M | % | M | % | M | % | M | % | M | % | M | % | M | % | M | % | M | % | M | % | M | % | M | % | M |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 1976 | 1979 | 1982 | 1985 | 1989 | 1993 | 1997 | 2001 | 2005 | 2009 | 2013 | 2017 | 2021 | ||||||||||||||
| PS | 44,3 | 5 | 29,2 | 4 | 30,9 | 4 | 60,8 | 6 | 39,2 | 4 | 31,9 | 3 | 46,4 | 5 | 58,32 | ? | 37,11 | ? | 36,27 | 4 | 22,87 | 2 | 59,76 | 6 | 55,22 | 5 |
| FEPU (1976-1978); APU (1978-1987); PCP-PEV / CDU (1987-presente) | 33,4 | 3 | 36,1 | 5 | 35,8 | 5 | 39,2 | 3 | 30,3 | 3 | 27,1 | 2 | 26,1 | 3 | 13,93 | ? | 12,96 | ? | 9,04 | - | 19,94 | 2 | 16,01 | 1 | 9,95 | 1 |
| PPD/PSD | 17,5 | 1 | 31,7 | 4 | 26,1 | 4 | 26,4 | 2 | 36,9 | 4 | 16,6 | 1 | 17,60 | ? | 41,01 | ? | 36,94 | 4 | ||||||||
| CDS-PP | 4,3 | - | 7,0 | - | 3,46 | ? | 1,26 | ? | 16,07 | 1 | ||||||||||||||||
| B.E. | 2,05 | ? | 2,52 | ? | ||||||||||||||||||||||
| PCTP/MRPP | 1,30 | ? | 0,75 | ? | ||||||||||||||||||||||
| PPD/PSD.CDS-PP | 30,28 | 3 | 21,65 | 2 | ||||||||||||||||||||||
| IND | 22,18 | 2 | ||||||||||||||||||||||||
| PPD/PSD.CDS-PP.A | 30,02 | 3 | ||||||||||||||||||||||||
| CH | 1,93 | - | ||||||||||||||||||||||||
| PPM | 0,48 | - | ||||||||||||||||||||||||
No primeiro fim-de-semana de Setembro celebram-se as Festas de Nossa Senhora da Oliveira, que vêm acontecendo desde de 1889. As ruas, de arquitetura alentejana e à semelhança de Campo Maior, encontram-se engalanadas com recortes de papel colorido e flores do mesmo material resultado de muita dedicação e perícia. Não falta o arraial, fogareiros para assados, nomeadamente, a famosa sardinha ou a carne de porco, charanga e muita música.
Devido à proximidade do Ribatejo e do Alentejo realizam-se largadas, passeios equestres e uma Picaria na Praça de Touros. O ponto alto das festas surge aquando da procissão da Nossa Senhora da Oliveira. O andor com a imagem é colocado à entrada da igreja, com o mesmo nome, e ao final do dia de Domingo, a grande procissão sai percorrendo as principais ruas da vila. Esta imagem é acompanhada por outros santos também transportados em andor, homenageando assim todos os protectores da devoção da vila.