A gente Cecília (em latim: Caecilia; pl. Caecilii) foi uma gente plebeia da Roma Antiga. Seus membros foram mencionados nas fontes antigas a partir do século V a.C., mas o primeiro Cecílio a obter o consulado foi Lúcio Cecílio Metelo Denter em 284 a.C. "Tito Cecílio", mencionado por Lívio como tribuno consular patrício em 444 a.C. é, na verdade, uma leitura incorreta de seu nome, Tito Clélio (em latim: Titus Cloelius).
Como todas as famílias romanas ainda existentes no período final da República Romana, os Cecílios também traçaram sua origem até um ancestral mítico, Caeculus, o fundador de Preneste. Ele seria um filho de Vulcano engendrado a partir de uma faísca, a mesma origem contada para Sérvio Túlio. Depois de ser deixado para morrer ainda bebê, Caeculus foi salvo por Vulcano e criado por donzelas entre os pastores. Quando tornou-se adulto, conclamou os habitantes de sua região a construir uma nova cidade e conseguiu convencê-lo depois de realizar um prodígio. Uma tradição alternativa conta que os Cecílios eram descendentes de Caecas, um dos companheiros de Enéas em sua viagem para a Itália depois do saque de Troia.
Os prenomes utilizados pelos Cecílios durante o período republicano foram Lúcio, Quinto, Caio e Marco. Tito aparece apenas no último século da República e não foi utilizado pela grande família dos Cecílios Metelos.
Os cognome desta gente no período republicano foram Basso (em latim: Bassus), Denter, Metelo (Metellus), Níger, Pina (Pinna) e Rufo (Rufus), dos quais Metelo é o mais conhecido. A partir do consulado de Lúcio Cecílio Metelo Denter, a família dos Metelos se tornou uma das mais proeminentes de Roma e ocupou um grande número de cargos na política romana no final do século II a.C.. Quinto Metelo, cônsul em 143 a.C., teve quatro filhos e os quatro foram cônsules na sequência. Seu irmão, Lúcio Cecílio Metelo, cônsul em 142 a.C., teve dois filhos e os dois também chegaram ao consulado.
Os Metelos se destacaram principalmente pelo inabalável suporte ao partido dos optimates. A etimologia de seu nome é incerta. Festo relaciona-o, provavelmente pela mera similaridade de sons, com mercenarii. A história da família, tratada em detalhes pelo historiador Wilhelm Drumann, é obscura e muito dela é conjectural.