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O plural é uma flexão gramatical de número (como o singular e o dual) da palavra que se refere a mais de uma coisa.
Exemplos de palavras no plural: troféus (de troféu), pastéis (de pastel), carros (de carro), andavam (de andava), andaram (de andou) etc. Seguem as regras formais para a formação do plural a partir do singular.
Acrescenta-se o sufixo s à forma singular.
Sigam esta regra:
Acrescenta-se o sufixo es à forma singular.
Seguem esta regra:
Troca-se o l da forma singular por is.
Seguem esta regra:
Troca-se o l do singular por s.
Seguem esta regra:
Substitui-se o m por ns como em: tons (tom), afins (afim), totens (totem, também "tótemes") etc.
Terminadas em x ficam iguais, como em: os ônix, os tórax etc.
Terminadas em ão, há três formas possíveis, dependendo de cada palavra em particular:
Nota importante: assim como o substantivo anão, existem outros terminados em ão que admitem mais de uma forma de plural. Exemplos: charlatães, charlatões; ermitãos, ermitães ou ermitões; hortelãos, hortelões; sacristãos, sacristães; anciões, anciãos, anciães; cirurgiões, cirurgiães; vilões, vilãos, vilães; aldeãos, aldeões, aldeães; peões, peães; vulcões, vulcãos; refrãos, refrães.
Substantivos compostos não separados por hífen seguem as mesmas regras dos substantivos simples, como em: superegos (superego), pontapés (pontapé), metadiscussões (metadiscussão).
Substantivos compostos separados por hífen pode não ser variado, pode variar em um ou nos dois elementos, dependendo de cada caso.
Nota: se os elementos repetidos forem verbos é permitido também a flexão dos dois como em: piscas-piscas, corres-corres etc.
Seguem as mesmas regras do plural de substantivos comuns, como por exemplo: Rangéis (Rangel), Dantas (Danta), Nunos (Nuno), Andrés (André) etc.
A Letra o (ô) tônico fechado de alguns substantivos no singular muda para a letra o (ó) aberto no plural. Exemplos de plurais metafônicos: o tijolo (ô) / os tijolos (ó); o ovo (ô) / os ovos (ó); o osso (ô) / os ossos (ó) etc. Não mudam o timbre: acordos, bolos, bolsos, choros, confortos, contornos, dorsos, esboços, esgotos, esposos, estojos, ferrolhos, globos, gostos, gozos, rolos, repolhos e todos.
A sílaba tônica de alguns substantivos se modificam ao passarem para o plural, como em: caráter / caracteres; Lúcifer / Luciferes; júnior / juniores.
Os substantivos estrangeiros aportuguesados seguem as mesmas regras da língua portuguesa. Exemplos: o chope / os chopes; o drope / os dropes; o clipe / os clipes. Os substantivos não aportuguesados acrescenta-se o s apenas, como em: os shorts, os shows etc.
Os substantivos que são acrónimos podem ser pluralizados de três formas:
a) acrescenta-se um s minúsculo ao final do acrónimo, como em: DAs (Diretórios Acadêmicos), CRCs (conselhos regionais de contabilidade), etc;
b) deixa-se a sigla como ela é e apenas o artigo anterior leva plural (as/nas ONG, os/nos IR); e
c) sendo uma tradição usada mais em textos do passado e daí importante como referência histórica, no caso dos acrónimos formados pela letra inicial de cada uma das palavras, dobra-se a letra (seguindo-se logo por um ponto) para indicar a pluralidade da respectiva palavra (substantivo, adjetivo ou pronome), a exemplo de: DD.AA. (Diretórios Acadêmicos), FF.AA. (Forças Armadas), EE.UU.A. (Estados Unidos da América), VV.MM. (Vossas Majestades), etc.
As formas a e b são as únicas usadas no Brasil na atualidade, sendo a primeira de longe a prevalente. Em Portugal e noutros países de língua portuguesa, a forma a parece ser a de uso prioritário e a c parece estar em franco desuso.
É absolutamente incorreto o uso de apóstrofo em plural (ONG's, CDB's etc.), símbolo usado apenas para indicar supressão de letra: copo d'água, burros n'água, minh'alma (ling. poética) etc.
Os afazeres, as algemas, os anais, os arredores, as belas-artes, as bodas, as férias (descanso), as cócegas, as condolências, as fezes, os idos, as núpcias, os óculos, as olheiras, os parabéns, os pêsames, as costas (dorso), os picles, os víveres, os Estados Unidos, as ceroulas, as reticências, as calças, os brócolis etc.
Os adjetivos simples variam em número para concordar com o substantivo a que se refere. Normalmente as regras são as mesmas dos substantivos. Exemplos:
O último elemento somente deve ser flexionado, como:
É como se esses adjetivos compostos que contêm um substantivo em sua formação tivessem a expressão "cor de" antes. Ex.: camisetas (cor de) amarelo-limão, bonés (cor de) marfim-escuro r
Variam em número:
Os que são variáveis geralmente seguem a mesma regra de flexão de número dos substantivos.
Todos são variáveis em número, exceto os:
Todos são variáveis em número, exceto os:
O verbo no plural pode se referir a: 1ª pessoa do plural (nós), 2ª pessoa do plural (vós), 3ª pessoa do plural (eles). Os verbos flexionam em número de modo muito particular, dependendo da conjugação em tempo, modo e pessoa.
Essas palavras não variam em número (palavra invariável). Exemplos: ontem, depressa, ali, muito, bem, além, sob, por, contra, desde, entre, até, perante, conforme, segundo, consoante, porém, contudo, todavia, entretanto, senão, portanto, oba, eba, viva, nossa, puxa vida, exceto, apenas, salvo, menos, também, mesmo, inclusive, aliás, ou melhor, isto é, por exemplo, a saber, digo, ou seja, por assim dizer, com efeito, ou antes etc.