| Nome local |
(ar) مخيم شاتيلا |
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| País | |
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| Governorate of Lebanon | |
| District of Lebanon | |
| Parte de |
Dahyeh (en) |
| Coordenadas |
| Estatuto |
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Chatila (em árabe: مخيم شاتيلة), também conhecido como Shatila, é um campo de refugiados localizado no sul de Beirute, no Líbano, que foi criado em 1949 para abrigar refugiados palestinos. A população de Chatila é extremamente pobre e enfrenta uma série de problemas por conta da falta de infraestrutura no local, como alagamentos, poluição, falta de água potável e quedas de energia. De acordo com um censo realizado em 2017, Chatila tem uma população de 14.010 pessoas, incluindo palestinos, sírios e libaneses, além de grupos minoritários como filipinos e etíopes.
Chatila recebeu grande cobertura midiática durante a Guerra Civil Libanesa por conta do massacre de Sabra e Chatila em 1982, em que cerca de 2.000 civis foram mortos.
Durante a Guerra Civil Síria, houve um aumento na sua população por conta da chegada de refugiados sírios no país.
O campo de refugiados de Chatila foi fundado em 1949 para abrigar refugiados palestinos que haviam sido expulsos de suas terras após a Guerra Árabe-Israelense ou Nakba em 1948. Inicialmente, foram erguidos 500 abrigos no local, mas a população cresceu rapidamente. Por conta disso, passaram a construir verticalmente.
Durante a Guerra Civil Libanesa, Chatila foi alvo de diversos ataques, o mais famoso sendo o Massacre de Sabra e Chatila.
No dia 14 de setembro de 1982, o presidente libanês Bashir Gemayel, ainda não empossado, foi morto em um atentado a bomba. Na época, o ataque foi falsamente atribuído a militantes palestinos, aumentando as tensões entre maronitas e palestinos no país. Apenas dois dias depois do atentado, em 16 setembro de 1982, o Exército do Sul do Líbano invadiu o campo de refugiados de Chatila e o bairro de Sabra, no Líbano, e atacou a população civil com o apoio das forças armadas israelenses. A invasão durou dois dias e resultou na morte de cerca de 2.000 civis. Além da morte de Bashir Gemayel, também foi usada como pretexto para o ataque a presença da OLP em ambas localidades, grupo este que Israel tentava remover do país desde o seu surgimento.

Após o início da Guerra Civil Síria em 2011, o Líbano recebeu cerca de 1 milhão de refugiados sírios. Em Chatila, vivem cerca de 8 mil refugiados sírios, segundo o censo de 2017, formando a maioria da população no local .