Territórios Palestinos: árabe, hebraico, inglês, neo-aramaico e grego Israel árabe, hebraico, inglês, neo-aramaico e grego Diáspora: Outras variedades do árabe e línguas vernaculares dos países receptores
Palestinos(português brasileiro) ou palestinianos(português europeu) (em árabe:الشعب الفلسطيني, ash-sha`b al-filasTīni), também chamados de árabes palestinos/palestinianos (em árabe:الفلسطينيون, al-filasTīnīyyūn; em árabe:العرب الفلسطينيون, al-`Arab al-filasTīnīyyūn), são os integrantes de um povo mediterrâneo nativo do Levante, com origens familiares na Palestina (Territórios palestinos), ou seja, descendem das populações que habitam essa região há milênios.
A região histórica da Palestina foi assim denominada pelos gregos e romanos por causa de um dos povos que habitavam essa área, os filisteus.
Origem e genética
Os palestinos compartilham forte semelhança genética com os canaanitas, um conjunto de populações semitas que habitou o Levante durante a Idade do Bronze, como os fenícios, israelitas, moabitas e amonitas. Outras populações que contribuíram um pouco cada uma com o pool genético do povo palestino foram os povos do Sul da Europa e Anatólia (c. 1.000 a.C.), gregos (c. 300 a.C.) e povos do Cáucaso (domínio otomano).
Os palestinos são muito próximos geneticamente dos outros povos árabes levantinos, bem como também são próximos da maioria das populações judaicas.
Em um estudo realizado com homens de todo o mundo, o geneticista Michael Hammer, da Universidade do Arizona, em Tucson, descobriu que o cromossomo Y dos árabes do Oriente Médio é “quase indistinguível do dos judeus”. A equipe da geneticista Ariella Oppenheim, da Universidade Hebraica de Jerusalém, realizou um estudo complementar ao anterior, com foco em judeus asquenazes e sefarditas e em árabes israelenses e palestinos; a conclusão é que estes homens têm “ancestrais comuns ao longo dos últimos milhares de anos”. “Estas descobertas coincidem com relatos históricos de que alguns árabes muçulmanos são descendentes de cristãos e judeus que viviam no sul do Levante, uma região que inclui Israel e o Sinai. Seriam descendentes de uma população central que vivia na região desde os tempos pré-históricos”
O desenvolvimento e criação de uma identidade palestina foi gestado desde o século XIX, quando a região ainda era dominada pelo Império Otomano, mas a ideia de que os palestinos formam um povo distinto, mas integrado ao povo árabe, é relativamente recente, tendo se iniciado no período anterior a Primeira Guerra Mundial, no contexto da ascensão do nacionalismo árabe, sobretudo após a Revolução dos Jovens Turcos (1908).
As relações entre os judeus e palestinos durante o Mandato Britânico da Palestina eram tensas e, durante o domínio britânico, houve um conflito sectário entre ambos os grupos étnicos.
Durante a Guerra Civil no Mandato da Palestina e a Guerra de Independência de Israel, entre 1947 e 1949, mais de 600 mil palestinos (muito provavelmente mais de 700 mil) foram deslocados, no que os palestinos chamam de “Nakba”. Em torno de 200 mil palestinos migraram para países vizinhos, como Síria, Jordânia, Líbano e Iraque. Na época da criação de Israel, permaneceram ali cerca de 150 mil palestinos.
Após o êxodo de 1947-9 e, mais ainda, após o êxodo após a Guerra dos Seis Dias (1967), o termo “palestino” passou a significar não apenas um local de origem, mas também o sentido de um passado e um futuro compartilhados, na forma de um Estado palestino.
Na região que inclui Israel, Cisjordânia e Faixa de Gaza, em 2004, os palestinos constituíam 49% de todos os habitantes, alguns dos quais são classificados como deslocados internos, isto é, dentro da Palestina histórica. O restante constituiu a diáspora palestina, sendo mais da metade formada por refugiadosapátridas, isto é, desprovidos de cidadania em qualquer país. Destes palestinos exilados, cerca de 1,9 milhão vivem na vizinha Jordânia, 1,5 milhão vivem entre a Síria e o Líbano, 250 mil na Arábia Saudita, enquanto os 500 mil que vivem no Chile formam a maior concentração de palestinos fora do mundo árabe.
↑Cordesman, 2005, p. 54. O número baseia-se em uma estimativa para 2005, por extrapolação de uma população de 2.3 milhões em 2001.
↑«Population, by Population Group»(PDF). Monthly Bulletin of Statistics. Israel Central Bureau of Statistics. 9 de março de 2013. Consultado em 16 de maio de 2013. Arquivado do original(PDF) em 29 de julho de 2013
12Arnaiz-Villena, A.; Elaiwa, N.; Silvera, C.; Rostom, A.; Moscoso, J.; Gómez-Casado, E.; Allende, L.; Varela, P.; Martínez-Laso, J. (outubro de 2001). «The origin of Palestinians and their genetic relatedness with other Mediterranean populations.». Human immunology. 62 (9): 889–900. ISSN0198-8859. PMID11543891. Consultado em 10 de novembro de 2010 !CS1 manut: Nomes múltiplos: lista de autores (link)"The genetic profile of Palestinians has, for the first time, been studied by using human leukocyte antigen (HLA) gene variability and haplotypes. The comparison with other Mediterranean populations by using neighbor-joining dendrograms and correspondence analyses reveal that Palestinians are genetically very close to Jews and other Middle East populations, including Turks (Anatolians), Lebanese, Egyptians, Armenians, and Iranians. Archaeologic and genetic data support that both Jews and Palestinians came from the ancient Canaanites, who extensively mixed with Egyptians, Mesopotamian, and Anatolian peoples in ancient times. Thus, Palestinian-Jewish rivalry is based in cultural and religious, but not in genetic, differences. The relatively close relatedness of both Jews and Palestinians to western Mediterranean populations reflects the continuous circum-Mediterranean cultural and gene flow that have occurred in prehistoric and historic times. This flow overtly contradicts the demic diffusion model of western Mediterranean populations substitution by agriculturalists coming from the Middle East in the Mesolithic-Neolithic transition."
Barzilai, Gad. (2003). Communities and Law: Politics and Cultures of Legal Identities. Ann Arbor: University of Michigan Press. ISBN 0-472-11315-1
Boyle, Kevin and Sheen, Juliet (1997). Freedom of Religion and Belief: A World Report. Londres: Routledge. ISBN 0415159776
Cohen, Getzel M. (2006). The Hellenistic settlements in Syria, the Red Sea Basin, and North Africa. [S.l.]: University of California Press. ISBN0520241487, 9780520241480 Verifique |isbn= (ajuda)
Cohen, Hillel, Army of Shadows, Palestinian Collaboration with Zionism, 1917-1948
Cohen, Robin (1995). The Cambridge Survey of World Migration. Cambridge University Press. ISBN 0521444055
Cordesman, Anthony H (2005). The Israeli-Palestinian War: Escalating to Nowhere. Greenwood Publishing Group. ISBN 0275987582
Drummond, Dorothy Weitz (2004). Holy Land, Whose Land?: Modern Dilemma, Ancient Roots. Fairhurst Press. ISBN 0974823325
Farsoun, Samih K. (2004). Culture and Customs Of The Palestinians. Greenwood Press. ISBN 0313320519
Greenfield, Jonas C.; Paul, Shalom M.; Stone, Michael E.; Pinnick, Avital (2001). Al kanfei Yonah: collected studies of Jonas C. Greenfield on Semitic philology. [S.l.]: Brill. ISBN9004121706, 9789004121706 Verifique |isbn= (ajuda) !CS1 manut: Nomes múltiplos: lista de autores (link)
Guzmán, Roberto Marín (2000). A Century of Palestinian Immigration Into Central America. Editorial Universidad de C.R. ISBN 9977675872
Healey, John F. (2001). The Religion of the Nabataeans: A Conspectus. Brill Academic Publishers. ISBN 9004107541
Howell, Mark (2007). What Did We Do to Deserve This? Palestinian Life under Occupation in the West Bank, Garnet Publishing. ISBN 1859641954
Jacobs, Daniel; Eber, Shirley e Silvani Francesca (1998). Israel and the Palestinian Territories: the rough guide. Londres: Rough Guides. ISBN1858282489 !CS1 manut: Nomes múltiplos: lista de autores (link)
Ghada, Karmi (2005). In Search of Fatima: A Palestinian Story. [S.l.]: Verso. ISBN1859846947
Rashid Khalidi, "Palestine's Population During The Ottoman And The British Mandate Periods". Journal of the American Oriental Society, Vol. 114, nº 1 (Jan. - Mar., 1994), pp.106–107,doi:10.2307/604972
Kish, George (1978). A Source Book in Geography. [S.l.]: Harvard University Press. ISBN0674822706, 9780674822702 Verifique |isbn= (ajuda)
Kunstel, Marcia and Joseph Albright (1990). Their Promised Land: Arab and Jew in History's Cauldron-One Valley in the Jerusalem Hills. Crown. ISBN 0517572311
Lewis, Bernard (1999). Semites and Anti-Semites: An Inquiry Into Conflict and Prejudice. W. W. Norton & Company. ISBN 0393318397
Lynd, S., Bahour, S. and Lynd, A. (editors) Homeland: Oral Histories of Palestine and Palestinians. New York: Olive Branch Press. ISBN 1-56656-132-9
McCarthy, Justin (1990). "The Population of Palestine: Population Statistics of the Late Ottoman Period and the Mandate". Columbia University Press, ISBAN: 0231071108
Whitelam, Keith (1997). The Invention of Ancient Israel: The Silencing of Palestinian History, Routledge, ISBN 0415107598, ISBN 978-0415107594
Charles Wilson, "Picturesque Palestine, Sinai and Egypt". Nova York, 1881.
Zarley, Kermit (1990). Palestine Is Coming: The Revival of Ancient Philistia. Hannibal Books. ISBN 0929292138.*Semino et al. (2004) Origin, Diffusion, and Differentiation of Y-Chromosome Haplogroups E and J:Inferences on the Neolithization of Europe and Later Migratory Events in the Mediterranean Area. American Journal of Human Genetics Maio; 74(5): 1023–1034.
Ligações externas
O Commons possui uma categoria com imagens e outros ficheiros sobre Palestinos