| Chiru | |||||||||||||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Estado de conservação | |||||||||||||||||||
Quase ameaçada | |||||||||||||||||||
| Classificação científica | |||||||||||||||||||
| |||||||||||||||||||
| Nome binomial | |||||||||||||||||||
| Distribuição geográfica | |||||||||||||||||||
Distribuição territorial do chiru | |||||||||||||||||||
O chiru (Pantholops hodgsonii) ou antílope-tibetano (do tibetano གཙོད་ Wylie: gtsod, pronunciado tsǿ) é um mamífero bovídeo de tamanho médio que tem 1,2 metro de altura. É nativo do platô tibetano incluindo a província de Qinghai e as regiões autônomas do Tibete e de Xinjiang na China; na Índia próximo ao Ladakh e oeste do Nepal. Foi um dos cinco mascotes oficiais das Olimpíadas de 2008 em Pequim, China.
A população sofreu um declínio acentuado nas décadas de 1980 e início de 1990, como resultado da caça comercial furtiva para obtenção da valiosa subpelagem de alta qualidade, levando a uma estimativa de 65000 a 72500 indivíduos em meados da década de 1990. Desde então, medidas rigorosas de proteção têm sido implementadas, com um aumento nos números, estimados agora em 100000 a 150000 animais, e a espécie sendo classificada como quase ameaçada pela IUCN. Em 2006, o governo dos Estados Unidos declarou a espécie como em perigo.
A espécie foi descrita em 1826 pelo naturalista britânico Clarke Abel com o nome Antelope Hodgsonii, sendo posteriormente inserida no gênero Pantholops. Por vários anos, houve uma discussão sobre onde a espécie estava na taxonomia dos bovídeos, mas novos estudos concluíram que faz parte da tribo Caprini, na subfamília Antilopinae.
O seu pelo é cinzento a marrom-avermelhado, com o ventre branco. Os machos têm os chifres curvados para trás, e estes medem aproximadamente 50 cm de comprimento. A espécie é gregária, às vezes formam rebanhos de centenas. As fêmeas, no verão, migram até 300 km em cada ano para ir ao lugar onde nasceram, onde dão à luz geralmente a uma única cria, e voltam no outono tardio para reunir-se com os machos nos territórios onde passam o inverno. Eles vivem nas estepes elevadas das montanhas e nas áreas de semi-deserto do planalto tibetano tais como Kekexili, onde alimentam-se de várias espécies de ervas e de grama. A vida média é de aproximadamente oito anos.