| Chris Watson | |
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Watson no WIRED Lab, em 2009 | |
| Informações gerais | |
| Nascimento | 1953 Sheffield, Inglaterra |
| Gêneros | Música eletrónica, gravação de campo |
| Ocupação | Músico, técnico de som, compositor |
| Período em atividade | 1972–presente |
| Gravadora | Touch |
| Afiliações | Cabaret Voltaire, The Hafler Trio [en] |
| Página oficial | chriswatson |
Chris Watson (Sheffield, 1953) é um músico, compositor e técnico de som inglês, especializado na gravação de sons da natureza. Foi membro fundador do grupo experimental Cabaret Voltaire e, mais tarde, do projeto The Hafler Trio [en]. É conhecido sobretudo pelo trabalho para a BBC com David Attenborough, que lhe valeu vários prémios BAFTA de melhor som em programas factuais, e pelos álbuns de gravações de campo editados pela editora britânica Touch.
Watson nasceu em Sheffield em 1953 e estudou na Rowlinson School e no Stannington College. Entre 1972 e 1981 fez parte dos Cabaret Voltaire, grupo experimental de Sheffield de que foi membro fundador. Em 1981 deixou a banda e começou a carreira de técnico de som na Tyne Tees Television [en]; nesse período foi também membro fundador dos The Hafler Trio. Entre 1985 e 1987 trabalhou como técnico de som para a Royal Society for the Protection of Birds e, a partir de 1987, como profissional independente.
Como técnico de som independente para cinema, televisão e rádio, especializou-se em som de exteriores para programas de história natural e documentários, bem como em montagem de pistas e desenho de som em pós-produção. Trabalhou em várias séries de David Attenborough para a BBC: The Life of Birds [en] valeu-lhe o BAFTA de melhor som em programa factual em 1998, distinção que voltou a receber em 2012 por Frozen Planet [en] e em 2025 por The Secret World of Sound with David Attenborough. Gravou também para The Life of Mammals [en], Springwatch [en] e Autumnwatch [en] e, na rádio da BBC, para produções como A Guide to Garden Birds, The Reed Bed e The Ditch.
O primeiro álbum a solo pela Touch, Stepping into the Dark (1996), reúne gravações de ambientes de lugares na Escócia, em Inglaterra, no Quénia e noutros países, captadas com microfones camuflados e sem edição. Seguiu-se Outside the Circle of Fire (1998), com gravações de proximidade de animais, aves e insetos, que recebeu em 2000 uma distinção na categoria de músicas digitais do Prix Ars Electronica. Em Weather Report (2003), três peças compostas a partir de gravações feitas no Quénia, nas Terras Altas da Escócia e num glaciar da Islândia, Watson usou pela primeira vez as suas gravações de forma composicional. El Tren Fantasma (2011) recria uma viagem de comboio através do México, a partir de gravações feitas durante a rodagem de um episódio da série Great Railway Journeys [en] da BBC.
Em 2006 recebeu um doutoramento honoris causa em tecnologia pela University of the West of England [en], a que se seguiram outros pela Universidade das Artes de Londres (2011), pela Leeds Beckett University (2018) e pela Universidade de Sheffield (2019). Em 2010 iniciou um projeto artístico no Alder Hey Children's Hospital [en], em Liverpool, com gravações de sons tranquilizantes, e criou The Bee Symphony, com Marcus Davidson e Mike Harding. Entre dezembro de 2012 e junho de 2013 foi bolseiro do Institute of Advanced Study da Universidade de Durham, onde preparou uma obra sonora para acompanhar a exposição dos Evangelhos de Lindisfarne em Durham, editada em disco como In St Cuthbert's Time (2013). Em 2013 recebeu um Paul Hamlyn Composers Award e em 2014 foi Handel Music Fellow no Foundling Museum [en], em Londres; no mesmo ano tornou-se presidente da Wildlife Sound Recording Society.
As suas instalações sonoras foram apresentadas, entre outros locais, na National Gallery de Londres, na Royal Opera House e no Louvre. Para a National Gallery recriou o som do quadro The Cornfield [en], de John Constable, e criou uma peça a partir de Lake Keitele, de Akseli Gallen-Kallela. Acompanhou Hildur Guðnadóttir a uma central nuclear desativada na Lituânia, onde foram gravados os sons usados na banda sonora da série Chernobyl (2019). Em 2023 editou Oxmardyke com Philip Jeck, a partir de gravações feitas numa passagem de nível no estuário do rio Humber, e em 2026 Planet Ocean, com gravações marinhas de vários pontos do globo.