Cidades Mortas

Cidades Mortas
Autor(es)Monteiro Lobato
IdiomaPortuguês
País Brasil
GêneroContos
EditoraEdição da Revista do Brasil, Tipografia Olegário Ribeiro, Lobato & Cia. Ltda (1ª ed.)

Companhia Editora Nacional
Editora Brasiliense

Editora Globo
Lançamento1919
Texto disponível via Wikisource
TranscriçãoCidades Mortas (3ª edição)
Capa da 3ª edição de Cidades Mortas (1921)

Cidades Mortas é o segundo livro de contos escrito por Monteiro Lobato, publicado no final de 1919. Através dos contos, é retratada a decadência do Vale do Paraíba, em decorrência da abolição da escravatura, e principalmente do declínio cafeeiro da região devido a nematoides (praga) e ao uso errático do solo. Se no primeiro livro de contos, Urupês, predomina o elemento trágico, em Cidades Mortas predomina o cômico – ou ainda o tragicômico.

Conteúdo

O livro foi sofrendo modificações de uma edição para outra, não só do conteúdo principal, como dos textos de apoio, capas, ilustrações, etc. Nas primeiras edições incluía o subtítulo “Contos e Impressões”. Nas Obras Completas, revistas pelo autor (Editora Brasiliense, 1946), onde as obras lobatianas adquiriram seu formato definitivo, compôe-se dos seguintes textos:

Os cinco contos a seguir faziam parte originalmente do livro O Macaco Que Se Fez Homem, de 1923, e, embora incluídos na edição de Cidades Mortais das Obras Completas, costumam ser omitidos das edições atuais:

Recepção crítica

Segundo o crítico literário Alceu Amoroso Lima, o livro revela três grandes qualidades literárias no autor: “O conhecimento e a compreensão da paisagem, que sabe magistralmente exprimir, uma graça especial em fixar os ridículos e os pitorescas da paisagem humana e forte capacidade de comover. O Jornal do Brasil em resenha não assinada do livro publicada em 1 de janeiro de 1920, diz: [...] ao lado das imagens descritivas e do fino espírito de observação em cenas do interior paulista, há a crítica mordaz, a casos e instituições, nada escapando a essa crítica, que fere sem ofender, misto de ironia, de sutileza e de análise.” O Correio Paulistano, na seção Bibliographia da edição de 20 de janeiro de 1920 (pág. 2), escreve: “No gênero, não se pode desejar obra melhor: faz rir, faz pensar.” Na edição de 22 de dezembro de 1929 do jornal A Rua, lemos: “Nas páginas de Monteiro Lobato se descobre aquela ironia, ou aquele traço caricatural tão fortemente impressionista, com que foi retratado nos Urupês o Jeca Tatu.”

Referências

  1. ↑ Milena Ribeiro Martins. «Lobato edita Lobato: história das edições dos contos lobatianos" (tese de doutorado)» (PDF). Consultado em 25 de agosto de 2022
  2. ↑ Os treze textos curtos sobre Oblivion – A Vida em Oblivion, Os Perturbadores do Silêncio e as onze seções de Vidinha Ociosa – originalmente eram 28 e estavam reunidos sob um mesmo título: “Coisas de um diário”, modificado para “Coisas do meu diário” na segunda edição. Ver:Milena Ribeiro Martins. «Lobato edita Lobato: história das edições dos contos lobatianos" (tese de doutorado)» (PDF). Consultado em 25 de agosto de 2022
  3. ↑ A Itaoca atual foi fundada em 1991.
  4. ↑ Milena Ribeiro Martins. «Lobato edita Lobato: história das edições dos contos lobatianos" (tese de doutorado)» (PDF). Consultado em 25 de agosto de 2022
  5. ↑ Tristão de Athayde (pseudônimo), rodapé Bibliographia, O Jornal, 26 de janeiro de 1920, pág. 8.

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