| Ciro de Quadros | |
|---|---|
| Nascimento | 30 de janeiro de 1940 Rio Pardo |
| Morte | 28 de maio de 2014 (74 anos) Washington, D.C. |
| Nacionalidade | |
| Cidadania | Brasil |
| Ocupação | Médico |
| Distinções | Prêmio Príncipe Mahidol (1993), Medalha de Ouro Albert B. Sabin (2000), Prêmios Fronteiras do Conhecimento (2011) |
| Causa da morte | cancro do pâncreas |
Ciro Carlos Araújo de Quadros (Rio Pardo (RS), 30 de janeiro de 1940 — Washington, D.C., 28 de maio de 2014) foi um médico epidemiologista brasileiro, ativo no uso de vacinas para prevenir doenças transmissíveis. Seu maior logro foi liderar a erradicação da poliomielite na América Latina e no Caribe como chefe do programa de imunização da Organização Pan Americana da Saúde (OPAS).
Em 1966, Ciro formou-se em medicina pela Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre. Em 1968, obteve o título de mestre em Saúde Pública pela Escola Nacional de Saúde Pública, no Rio de Janeiro.
Na década de 1970, ele criou o Programa Ampliado de Imunização (PAI) da OPAS, que incentivou e apoiou os países da América Latina e do Caribe a disponibilizar para suas populações vacinas que antes estavam disponíveis apenas nos países ricos.
Na década de 1980, Ciro lançou o desafio de erradicar a poliomielite nas Américas, uma meta que mobilizou especialistas em imunização, organizações e autoridades de saúde do continente. O último caso de poliomielite por poliovírus selvagem nas Américas foi registrado em agosto de 1991, no Peru. Em 20 de agosto de 1994, as Américas foram oficialmente certificadas como livres da pólio.
Além da poliomielite, Ciro de Quadros teve papel na erradicação da varíola em áreas remotas da Amazônia e, mais tarde, na Etiópia, onde aplicou a estratégia de vigilância e contenção. Também participou dos esforços para eliminar o sarampo nas Américas, atuando na coordenação de campanhas de vacinação em massa, inclusive em regiões afetadas por conflitos armados.
Em 2003, Ciro passou a trabalhar no Sabin Vaccine Institute, uma organização sem fins lucrativos que homenageia o legado de Albert Sabin, desenvolvedor da vacina oral contra a poliomielite. No instituto, atuou em programas internacionais de defesa da imunização contra rotavírus, rubéola, vírus do papiloma humano e doença pneumocócica, entre outras.
Ele também foi professor da Escola de Higiene e Saúde Pública Johns Hopkins e da Escola de Medicina da Universidade George Washington.
Ele publicou e apresentou em conferências por todo o mundo e recebeu vários prêmios internacionais, incluindo: