| Cobo-de-meia-lua | |||||||||||||||||||
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Fêmea no Parque Nacional do Lago Nakuru, no Quênia | |||||||||||||||||||
| Estado de conservação | |||||||||||||||||||
Pouco preocupante (IUCN 3.1) | |||||||||||||||||||
| Classificação científica | |||||||||||||||||||
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| Nome binomial | |||||||||||||||||||
| Distribuição geográfica | |||||||||||||||||||
Distribuição do cobo-de-meia-lua e seus dois grupos de subespécies | |||||||||||||||||||
O cobo-de-meia-lua (Kobus ellipsiprymnus, cobo-de-crescente ou cobo-de-água, também conhecido como inhacoso ou piva, em Moçambique, e quissema, em Angola, é um antílope encontrado na África Subsaariana. É uma das cinco espécies do gênero Kobus, da tribo Reduncini, que integra a subfamília Antilopinae, da família dos bovídeos. É classificado pela IUCN como uma espécie pouco preocupante. Há várias subespécies, como o K. e. unctuosus e o K. e. defassa, ambos denominados sim-sim.
Os nomes cobo-de-meia-lua ou cobo-de-crescente fazem referência ao formato de seus chifres. Chegam a medir 1,5 m de altura e pesar até 235 kg. Os machos possuem chifres grandes e bem desenvolvidos. O cobo-de-meia-lua é um animal herbívoro que se desloca em manadas de 12 a 30 animais. Machos e fêmeas vivem separados na maior parte do tempo, exceto na época de acasalamento. O período de gestação é de 240 dias, e os filhotes normalmente nascem no verão. O cobo-de-meia-lua é um excelente nadador, por isso sempre corre para a água quando há perigo. Seus principais predadores são os leões e os leopardos.[carece de fontes]
A espécie foi descrita por William Ogilby em 1833 como Antilope ellipsiprymnus. O epíteto específico ellipsiprymnus provem do grego ellipes (elipse) e prymnus (região traseira), referindo-se a faixa branca elíptica na região traseira. Em 1840, Andrew Smith transferiu a espécie pra o gênero Kobus, recombinando-a para Kobus ellipsiprymnus.
Até 37 subespécies já foram reconhecidas com base no padrão da pelagem, divididas em dois grupos principais, ellipsiprymnus com 8 subespécies e defassa com 29. Em 1971, Ansell revisou o número de subespécies reduzido para treze (4 no grupo ellipsiprymnus e 9 no defassa). Em 2005, o Mammals Species of the World manteve a revisão de Ansell como válida:
Alguns pesquisadores reconhecem apenas duas subespécies válidas, Kobus ellipsiprymnus ellipsiprymnus e Kobus ellipsiprymnus defassa com base em diferenças na região traseira, no padrão da pelagem e na distribuição geográfica, separadas pelo Rifte de Gregory, ocorrendo sobreposição apenas no Quênia e norte da Tanzânia.